quarta-feira, 31 de março de 2010
Mulher, sexo forte!
Ao retratar um pouco a vida de cinco profissionais que ocupam posições de comando em diferentes áreas, entre elas a de uma coronel da Polícia Militar, esta edição da Revista Administrador Profissional presta uma singela homenagem à mulher brasileira: símbolo de garra, coragem, determinação e competência.
Ao longo da história, a mulher, em todo o mundo, vem enfrentando diferentes tipos de discriminação para fazer valer o seu direitode participar do mercado de trabalho, reflexo de uma sociedade machista que, em uma demonstração de pura prepotência - para não dizer de fraqueza, de mediocridade -, conferiu-lhe o rótulo de cuidar dos afazeres domésticos, sem direito a contestações. Esse conceito sofreu forte impacto com o advento das duas Guerras Mundiais, quando o homem foi para as frentes das batalhas e a mulher teve de assumir os negócios familiares e sua posição no mercado de trabalho. Apesar de avanços, ainda persistem focos de resistência que, aos poucos, são dissipados, graças à própria mulher que nunca se intimidou com o que lhe foi imposto e sempre se mostrou ousada e disposta para enfrentar desafios.
A intenção ao prestar essa homenagem não é falar das dificuldades, das agruras e dos reconceitos que as mulheres tiveram e ainda terão de passar para a conquista definitiva desse espaço, embora, devemos reconhecer, ainda falta muito para que essa luta tenha um final feliz –a maioria ainda se queixa de ter de enfrentar diariamente uma jornada dupla ou, o que é pior, de receber salários inferiores aos de seus pares masculinos–, queremos enaltecer o quanto são capazes de contribuir para o sucesso dos negócios e para o crescimento econômico e social. E isso não se deve apenas ao dom de emprestarem um toque especial à forma como gerenciam suas atividades, mas, principalmente, por saberem como ninguém usar a sensibilidade para integrar equipes ou para encontrar respostas criativas para problemas considerados insolúveis.
Hoje, diversas pesquisas revelam que elas são maioria nos cargos de coordenação e que somam
quase 25% das posições mais altas de comando. Desnecessário dizer que a competência é a principal arma para se chegar ao postos mais cobiçados. Porém, quando a esse atributo são incorporados qualidades como afetividade, versatilidade, percepção apurada e até mesmo largos sorrisos, itens considerados indispensáveis nos processos de mudanças organizacionais e no fortalecimento de culturas empresariais, é fácil entender porque estão assumindo cada vez mais cargos estratégicos nas organizações, sem deixar de lado a administração do lar e a educação
dos filhos.
A bem da verdade, sempre souberam cultivar suas qualidades com maestria, ao contrário dos homens que as escondem para não demonstrar fragilidade. Com isso, criaram uma marca própria, o famoso “jeitinho feminino”, que tanto transforma os ambientes em harmoniosos e produtivos. Basta olhar para qualquer empresa para ver o quanto são importantes.
Parabéns!
Adm. Walter Sigollo
Presidente do Conselho Regional
de Administração de São Paulo -
CRA-SP
terça-feira, 30 de março de 2010
Como melhorar a sua Universidade
O segredo de toda universidade é gerar valor e emprego para os seus alunos, especialmente se sua universidade for remunerada pelo próprio aluno, que demandará resultados.
Nestas universidades, a questão custo-resultado é crucial para a sobrevivência, mas para as universidades estatais, tanto faz. Estas nem sabem onde seus ex-alunos trabalham, nem querem saber.
Como garantir que seus alunos consigam emprego? Como garantir que seus professores, que fazem pesquisa, sejam úteis?
O segredo é ter inúmeros professores que façam a ponte entre as empresas e as universidades.
Leiam este comentário no Estado de São Paulo, do Professor e amigo Silvio Meira. "Um dos méritos de Silvio Meira é fazer essa ponte entre a universidade e as empresas, numa atitude ainda incomum no Brasil".
É tão óbvio que dói, mas porque esta atitude ainda é tão incomum no Brasil?
Porque a maioria das universidades públicas não tem Escolas de Administração, por incrível que pareça.
Não temos Diretores de Escolas de Administração que podem fazer esta ponte entre a universidade e as empresas.
Não temos Escolas de Administração cujo primeiro passo seria convidar uns 30 empresários e administradores profissionais para fazerem parte do Conselho da Escola de Administração.
Nas universidades estatais, o que temos são Departamentos de Administração pendurados numa Escola de Economia, Administração e Contabilidade.
Os três departamentos vivem se degladiando. Na FEA-USP, a Economia levava 55% dos recursos, apesar de oferecer somente 25% dos cursos.
As Escolas de Economia tem o poder que tem justamente porque faziam etsa ponte, não com as empresas, mas sim com os vários Governos.
Se você é um gestor ou dono de uma universidade, separe o departamento de Administração e lhe dê a devida autonomia.
Crie uma Escola de Administração independente, como fizeram Harvard, Stanford e Nova York há noventa anos, e veja como você terá muito mais contato com as empresas deste país. As escolas de economia também vão se beneficiar, também terão a sua devida autonomia.
Façam a ponte com empresas que de fato produzem, que querem pesquisas de coisas novas, que se interessam por novas técnicas de gestão, produção, arquitetura. Oscar Niemeyer não entra nas empresas brasileiras, e com razão. Só o governo quer por 60 anos a mesma arquitetura.
É um absurdo que no Brasil ainda não temos escolas de Administração que não sejam subordinadas a uma escola de Economia, como a Eaesp, o Ibmec e a Insper. Queremos mais foco em empresas e menos em especulação financeira e arbitragem de futuros de câmbio e inflação.
Está na hora de mudarmos a relação Universidade - Empresa, de antagonismo acadêmico por parte da maioria dos intelectuais para uma parceria produtiva.
Do blog do Stephen Kanitz
A formação do Líder LVIII
A estratégia econômica
É o conjunto de medidas tomadas pela administração enfatizando a utilização de incentivo financeiro, direto ou indireto, como meio para a obtenção de maior produtividade dos recursos humanos, acompanhada de aperfeiçoamento tecnológico e melhor controle dos recursos materiais.
A estratégia psicossocial
É composta pelas medidas desencadeadas pela administração no sentido de reestruturar os aspectos psicológicos, sociais e culturais, de modo a aumentar a coesão e a harmonia das relações humanas em torno de valores, crenças e símbolos assumidos coletivamente.
A estratégia política
É definida pelas medidas que conduzem a mudanças nas relações de poder entre os grupos empresariais.
A estratégia motivacional integrada
A questão da motivação está inserida num complexo e, para entende-lo, é necessário que os administradores e empregados reflitam juntos e desenvolvam ações relacionadas às relações de poder, econômicas e psicossociais (peculiaridades psicológicas e sociais, tais como expectativas, valores, costumes, simbolismo).
Baseado no trabalho de Ruy de Alencar Mattos
sábado, 27 de março de 2010
A formação do Líder LVII
O homem motivado
Um indivíduo motivado em seu trabalho não se circunscreve à empresa que o emprega. Transcende-a, indo ao encontro de sua plena expansão como ser humano integral, em suas dimensões biológica, social, política e espiritual. O trabalho representa, para ele, um meio de manifestação na história e na sociedade e não uma simples fonte de subsistência.
A empresa constitui o instrumento com o qual construirá a sua história pessoal e desempenhará o seu papel na comunidade que o abriga.
O trabalho motivado é o pré-requisito para a fruição do tempo livre e do lazer e o recurso indispensável para o alcance da autonomia e do aprimoramento nas relações interpessoais.
O líder, para alcançar essa motivação de seu pessoal para o trabalho, deve descer de seu pedestal, construído por insegurança quanto aos seus próprios recursos psicológicos ou por desconfiança e medo de seus possíveis concorrentes e reconhecer que todas as pessoas são indivíduos iguais a você, apenas desempenhando, no momento, funções diferentes das suas e julgadas, segundo algum critério, mais ou menos importantes.
Em resumo, o comportamento motivado é impulsionado principalmente por valores respaldados em necessidades superiores do indivíduo e o comportamento de subsistência (manipulado, dominado, beneficiado) é impulsionado pela busca da redução da insatisfação.
terça-feira, 23 de março de 2010
A formação do Líder LVI
O indivíduo motivado para o SABER faz do conhecimento filosófico ou científico a razão de sua existência.
Como qualquer outro, esse indivíduo tende a não se importar com os outros três motivos, devido à concentração da atenção em torno de sua questão fundamental, o saber. A curiosidade frente aos fenômenos do universo e do próprio homem é o impulso que move o seu ato de conhecer, realizado principalmente através da razão. Podemos dizer que o desenvolvimento tecnológico da humanidade é devido especialmente aos homens motivados para o saber.
O indivíduo cuja motivação predominante na vida é o PODER, tem como necessidade suprema a conquista, manutenção e ampliação de sua ascendência sobre os outros, objetivada através da influência, do controle ou da dominação dos comportamentos dos que lhes são subordinados.
A prevalência dessa motivação caracteriza o homem político, que é o que reivindica a maximização de seu poder com relação a todos os seus valores, que espera que o poder determine e que se identifica com outros, a fim de aumentar a posição e o potencial do poder.
sábado, 20 de março de 2010
Olhar Além dos Muros Organizacionais
Por mais que se diga que saber dominar as atribuições profissionais seja sinônimo de competência, o fato é que diante das constantes mudanças impostas ao mundo corporativo em decorrência das movimentações e globalizações sociais, econômicas, culturais, políticas e tecnológicas, esse atributo está deixando de ser garantia de emprego.
Mais do que as habilidades exigidas pelo cargo, é preciso saber ousar, inovar, adquirir e compartilhar conhecimentos, empreender e ir além dos limites que o cargo confere.
Essa exigência é reflexo de uma nova realidade da economia mundial, que obriga as corporações a gerir o conhecimento e a inteligência que circulam em seus departamentos para se manterem competitivas.
Numa corrida entre gerações para ver quem ganha o controle do conhecimento, a chamada Geração Y, formada por jovens entre 18 e 30 anos que entraram no mercado de trabalho nesta década, é a que demonstra ter mais potencial. Esses jovens chegam à organização munidos de informações sobre o que acontece ao redor e estão sempre dispostos a apresentar soluções criativas. São também empreendedores das próprias carreiras, não tem medo de errar, o que representa para as empresas uma oportunidade de crescimento.
Como o profissional que faz a diferença é aquele que agrega e transforma o conhecimento em competência, é normal que ele seja alvo de disputa entre as empresas para ver com quem fica o seu passe.
De qualquer forma, o profissional desenhado para o futuro deverá chegar ao mercado de trabalho com posicionamentos críticos e exigentes. Na bagagem, soluções criativas, inovadoras e ousadas que podem impactar as decisões da empresa.
Por Luiz Gallo
Leia reportagem completa na Revista do Administrador Profissional, n° 284, de fevereiro/2010.
Ou acesse: www.crasp.gov.br
Pensar, ousar, inovar
A diferença para os dias de hoje é que o conhecimento era tácito, ficava rstrito ao contexto em que se encontrava inserido. O seu domínio estava ligado ao poder, logo, compartilhá-lo era o mesmo que perder. Esse conceito começou a ruir com a intensificação das transformações econômicas, políticas, sociais e culturais, a partir da década de 90, com a globalização dos mercados. As mudanças nas práticas de gestão tornaram-se frequentes e surgiram novas formas de organização do trabalho. Um sinal de que o conhecimento deveria ser aberto e o acesso às informações amplo. Nesse novo cenário, as empresas descobriram que o que as diferenciariam nos segmentos que atuam seria a forma como aplicariam o que conhecem. Para isso, passaram a depender do capital intelectual, ou, em outras palavras, de ter pessoas em seus quadros que saibam pensar, criar, inovar, ousar, compartilhar.
Esse é o tom da matéria principal desta edição da Revista Administrador Profissional. Além de destacar os atributos que o profissional deve ter para atender as expectativas competitivas das organizações, a idéia é mostrar aos leitores que o desenvolvimento de conhecimentos –não estamos falando de treinamentos nem de cursos de capacitação, mas de conteúdos que ampliam a intelectualidade – não é uma atribuição exclusiva das empresas.
Todavia, não se devem furtar do direito de estimular e proporcionar aos seus colaboradores meios de chegar ao caminho do saber. Esses, por sua vez, precisam ter em mente que a procura do desenvolvimento é uma tarefa que lhes pertence. Afinal, uma coisa é receber informação e ter um diploma na parede, a outra, é saber o que fazer com o conhecimento adquirido.
A transformação do conhecimento em competência é a chave para gerar resultados e, consequentemente, fazer com que a força de trabalho seja reconhecida. Certamente, os que possuem espírito empreendedor estão um passo adiante nesse processo, por incorporarem à capacidade de execução coragem e ousadia para inovar. Mas, não se pode esquecer que ser criativo e inovador são qualidades que qualquer pessoa pode ter. Basta sair do comodismo da rotina para ser diferente.
Responsável pela administração dos valores nas companhias, o atual contexto impõe aos gestores uma série de desafios. O primeiro, e talvez o mais importante, é o de se moldarem às exigências que extrapolam as habilidades do cargo. É isso que fará sensibilizar seus pares para a necessidade de se alinharem aos valores, crenças e missão da empresa e, por conseguinte, formarem uma base de conhecimento.
Ou como diz o título da matéria: “ir além dos muros da organização”.
Revista Administrador Profissional - Fevereiro/2010 Ano 33 - nº 284
Adm. Walter Sigollo
Presidente do Conselho Regional
de Administração de São Paulo -
CRA-SP
A Verdadeira Função do Governo
É quanto você realiza numa hora de trabalho que é a métrica que governos deveriam se preocupar, e não o PIB ou a taxa de câmbio que tem sido o centro de nossas atenções.
Quanto tempo demorará a imprensa, os formadores de opinião, os donos de jornais, os políticos, mesmo os corruptos, perceberem o óbvio desta questão???
Stephen Kanit, no seu blog
A formação do Líder LV
Existem quatro motivos fundamentais na existência humana:
o ser o ter o saber e o poder
O indivíduo motivado para SER caracteriza seu desempenho na busca incessante da auto-realização de seu potencial, transcendendo da linha da normalidade social, em direção ao desabrochar das faculdades superiores do ser humano.
Há duas manifestações desse motivo: a artística e a mística. No primeiro caso ocorre principalmente o desenvolvimento dos sentidos voltados para a percepção do mundo exterior, traduzido na habilidade e aptidão para lidar com as formas, os sons, as cores, enfim, com a estética da natureza. Esse grupo é composto pelos artistas. Na manifestação mística encontramos indivíduos voltados para a busca da verdade interior, na procura do sentido da vida, enfim, da sabedoria.
O indivíduo orientado para o TER caracteriza-se pela exacerbação da necessidade de adquirir e acumular bens materiais.
É uma tendência a reter e conservar o que não é inato, mas que se revelou como conseqüência do impacto das condições sociais. Representa, por um lado, a acumulação de bens que podem ser considerados supérfluos à vida humana e, por outro, a tendência de coisificar o próprio ser humano, transformando-o em bem de consumo e produção. Para os motivados pelo impulso de TER, talvez o maior prazer não consista tanto em possuir coisas materiais, mas seres vivos.
terça-feira, 16 de março de 2010
Febraban
JORNAL O BRASIL EFICIENTE
Pela primeira vez no Brasil, um importante órgão de classe será presidido por um administrador profissional e não pelo presidente de uma das empresas pertencentes ao órgão.
Isto é uma mudança histórica no Brasil, e terá profundas consequências para o futuro se for adotada por outros órgãos de classe, como a FIESP e Federação do Comércio.
Até esta mudança, o Presidente era sempre um dos donos de um dos grandes bancos brasileiros, tipo Roberto Setúbal, ou um executivo. Este tipo de escolha classista, gerava dois problemas.
1. Conflito de interesse entre os interesses da classe e do banco em particular.
2. Dificuldade do Presidente da Febraban em atacar o governo ou ministro da Fazenda por medo de retaliação ao banco do qual era dono.
Esta forma de eleição, que agora Fabio Barbosa está mudando, explica porque a Febraban, Fiesp, e outros órgãos eram extremamente pró governo, ou no mínimo apáticos. Medo de retaliação. Esta é mais uma vitória do movimento de Administração Socialmente Responsável, do qual Fabio Barbosa, é um dos expoentes.
Segundo Prof. Stephen Kanitz, isto explica 40 anos de atraso do Brasil. "Nossas entidade produtivas nunca puderam se colocar contra o governo, que cresceu em detrimento do crescimento da produção. Agora, a única forma de retaliação seria analisar o Imposto de Renda anterior do administrador da entidade. Algo que o IR de hoje jamais faria, e o IR de um simples funcionário é bem mais simples do que o de uma enorme empresa.
Outros países já adotaram este sistema menos paternalista há mais de 50 anos. Permite verdadeiros "bate-bocas", entre as empresas e o governo.
Se o bate-boca sair do controle, ou se houver exageros da parte do administrador da entidade, demite-se o administrador, que vai para o sacrifício, e o caso é resolvido.
"Febraban decide substituir seu Presidente, devido à polêmica do ISS".
Mas, substituir um Roberto Setúbal seria impossível, ou despedir um Horácio Piva da FIESP, e frases infelizes ou teses equivocadas acabam prejudicando todo o setor, virando questões de "honra".
Esta inovação evita também enormes campanhas eleitorais, porque a Presidência da FIESP ajudava, e muito, o sucesso da empresa do escolhido. Se ela fosse adesista e bem comportada.
Não mais. O Presidente da Febraban não terá Banco, o da Fiesp não teria empresa.
Estamos finalmente abrindo para associações de empresas que podem contestar o governo e seus economistas, e discutir assuntos sérios e polêmicos, como os demais países.
A formação do Líder LIV
Quanto à natureza
Há pessoas que elegem o trabalho como objetivo instrumental, intermediário na conquista de objetivos que consideram mais relevantes e há aquelas que elegem o trabalho como finalidade de suas vidas, buscando a redenção de sua classe, nação ou mesmo a humanidade, em termos materiais (os artistas) ou espirituais (os místicos); a descoberta dos mistérios (os cientistas) e a expressão da estética da natureza e do ser humano (os artistas).
A humanidade, de certo modo, deve a estes homens “de uma nota só” a sua evolução tecnológica e cultural. Daí valorizarmos tanto a figura do cientista típico, tão concentrado em seus trabalhos, que ignora o que ocorre à sua volta. De certo modo, a exacerbação de uma necessidade ou de um valor poder ser considerada um desequilíbrio no sistema de orientação do indivíduo, tornando-o unidirecional. Se for privado daquela única fonte de satisfação, perderá o sentido da vida.
sábado, 13 de março de 2010
A formação do Líder LIII
Os Objetivos
Quanto ao produto
Há dois tipos de indivíduos: aqueles em cujo plano de vida predominam os objetivos concretos ou materiais e aqueles para quem os objetivos abstratos ou ideais devem prevalecer sobre quaisquer outros. É provável que numa mesma pessoa, em diversas fases de sua vida, ocorram alternância desses dois enfoques.
Quanto à orientação
Há indivíduos voltados predominantemente para a satisfação de suas próprias necessidades, estabelecendo assim objetivos caracteristicamente egocêntricos. Por outro lado, há indivíduos que têm como objetivo prioritário a satisfação das necessidades altruísticas.
No meio empresarial podemos observar essas duas orientações da motivação que se traduzem em servir-se da organização em proveito próprio ou no servir à organização ou à comunidade através da organização. No primeiro caso, o indivíduo enfatiza a busca da sobrevivência e da segurança através do emprego estável, enquanto que no segundo privilegia o trabalho como meio de realização de seu potencial como agente de transformação social.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Novo Jornal
Seria um jornal nacional, tipo Wall Street Journal, mas menos de direita, e menos voltado ao dono do capital.
Dois jornais já cobiçam este nicho, Valor Econômico e Brasil Econômico, mas acredito que cometem o mesmo erro do passado. Escrevem para os 20.000 economistas deste país e aqueles que precisam de informações econômicas, o que é um mercado de nixo.
O BRASIL EFICIENTE será voltado aos 2.000.000 administradores de empresas deste país, e aqueles que precisam de informações de cunho administrativo para gerir suas empresas.
Em vez de cobrir taxa de juros, câmbio, inflação, cobriremos mais de 340 benchmarks necessários para administrar uma empresa. Como custo médio de honorários advocatícios, por exemplo. Ou, rotação de pessoal por setor e tamanho da empresa.
Uma parte que preciso atualizar é como este jornal trataria de forma diferente as notícias do dia a dia.
Portanto, a partir de hoje, vou fazer de conta que este jornal já existe, e quando eu tiver tempo, farei a matéria de capa ou manchete deste jornal, comparada com algum outro.
Vocês serão os juízes se de fato um jornal como este teria uma abordagem nova, moderna e mais útil. Se for mesmice, o Brasil Eficiente morrerá por aqui.
Do blog do Stephen Kanitz
quarta-feira, 10 de março de 2010
Empresas inovadoras
Feira em São Paulo apresentará empresas inovadoras a grandes grupos
O parque tecnológico de São José dos Campos, no interior de São Paulo, sediará nos próximos dias 16, 17 e 18, a Feira Empresarial de Incubadoras e Parques Tecnológicos, que deverá reunir quase 400 empresas inovadoras.
Diversos setores serão representados no evento, como agronegócios, biotecnologia, tecnologia da informação, alimentação e bebidas. Até agora, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará e Rio de Janeiro já confirmaram presença, mas a maior parte das empresas está instalada em São Paulo.
Uma das empresas interessadas em expor seus produtos é a Neti Tecnologia, que oferece tecnologia para controle de acesso com reconhecimento facial. “O propósito é mostrar o nosso trabalho e criar alianças estratégicas”, diz Alessandro Faria, sócio da marca.
A expectativa dos organizadores é que 3 mil empresários visitem os estandes em São José dos Campos nos três dias de evento.
Área externa do parque paulista“Esperamos sensibilizar as grandes e médias empresas”, diz o presidente da RPI, Sérgio Risola.
A formação do Líder LII
Os Objetivos
O objetivo constitui o alvo para o qual dirigimos os nossos esforços mentais e físicos no sentido de satisfazer nossas necessidades e concretizar nossos valores. Ao atingi-lo fechamos um ciclo motivacional com a conseqüente redução do estado de tensão que originou o nosso comportamento. Não é o fim do processo, mas o instrumento necessário à sua continuidade. Podem ser classificados em quatro grupos:
Quanto à percepção
Há pessoas que possuem percepção do “para que” de seus comportamentos, estabelecendo seus objetivos de modo adequado, ou seja, levando em conta os recursos de que dispõem, as características do ambiente e a oportunidade de seus atos. Outras agem como se estivessem sob controle remoto, como instrumentos manipulados por alguém, que detém algum tipo de poder sobre a sua conduta e outras agem como mecanismos automáticos, reagindo apenas às pulsões instintivas e emocionais internas.
Enquanto as primeiras têm consciência de seus objetivos, as outras comportam-se segundo objetivos que desconhecem. A primeira constrói uma vida autônoma, a segunda segue uma vida heterônima e a terceira transforma-se gradualmente num autômato, fechando-se sobre si mesma, descambando para doenças psíquicas.
terça-feira, 9 de março de 2010
Como Não Ser Despedido - Final
Antes de ser despedido, peça demissão. Não quero parecer que estou culpando a vítima, mas muitos que são despedidos desconfiavam que algo estava errado, e ficam torcendo para que nada venha a ocorrer.
Funcionários desempregados dificilmente arrumam emprego.Tanto é que depois dos 40 a maioria vira consultor.
As empresas de Outplacement tem resultados piores do que as empresas de Placement.
"Roubar" um funcionário de uma outra empresa vale muito mais para um head-hunter do que arrumar um emprego para um desempregado.
No caso de outplacement quem paga o consultor é você, no outro caso quem paga o consultor é a empresa contratante.
Arrumar emprego enquanto você ainda está empregado é bem mais fácil. Permite você rejeitar a primeira proposta salarial, fazer exigências, etc.
Fique portanto atento. Muitas vezes o sinal de demissão está lá, mas nós recusamos ver.
Do blog do Stephen Kanitz
segunda-feira, 8 de março de 2010
Comissão de Ética
Fundamentado em um conceito de ética direcionado para o desenvolvimento, servindo simultaneamente de estímulo e parâmetro para que o administrador amplie sua capacidade de pensar, visualizar seu papel e tornar sua ação mais eficaz diante da sociedade, o código pretende ser um guia orientador e estimulador de comportamentos.
Baseado nisso, o CRA-SP constituiu uma comissão, cuja finalidade é fiscalizar, e se for o caso, julgar e esclarecer o comportamento ético do administrador. Sua atuação se dará em casos de denúncias sobre a conduta desse profissional no exercício de suas atividades ou toda vez que surgirem comprovadas irregularidades por ele praticadas.
De acordo com o Código de Ética, o administrador que infringir suas determinações está sujeito a punições que vão desde advertência até cassação de seu registro profissional.
sábado, 6 de março de 2010
A formação do Líder LI
O comportamento
O comportamento é a manifestação explícita do indivíduo no ambiente através de um sistema de ações dotadas de significado, seja de natureza verbal ou não verbal. Pode ser automatizado (condicionado), voluntário (auto-gerado) e emergente (espontâneo).
Comportamento automatizado pode ser exemplificado por uma pessoa que treme, gagueja, esfria diante de uma platéia para a qual está se apresentando. Este comportamento leva o rótulo de timidez ou nervosismo e representa um conjunto de respostas automatizadas aprendidas em situações anteriores.
Voluntário representa a manifestação de um conjunto de ações voltadas para a consecução de um fim determinado: preparar a pauta de uma reunião, orientar o desempenho do subordinado, transmitir informações acerca de novos procedimentos.
Emergente ou aparentemente espontâneo constitui a expressão de um estado emocional ou afetivo difuso ou intenso. Pode ser lembrado como aquele dia em que você sai de casa cantando, saltitando ou então, de mau humor, com ar distante ou distraído. São comportamentos que representam a manifestação de nosso estado interior.
Outra situação ocorre quando apresentamos respostas originais e criativas diante de situações novas ou inesperadas. Estamos nos comportando numa dimensão não voluntária e também não condicionada e são muito perceptíveis nas crianças, antes mesmo da manifestação da inteligência e da memória.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Como não ser despedido V
Portanto, uma das formas de não ser despedido é ficar atento ao que acontece em administração e ciência e tecnologia em geral.
Um médico amigo meu, especialista em cirurgia cardíaca de bebês, foi lentamente perdendo clientela com o avanço de testes pré-natais cada vez mais sofisticados. Não foi despedido pelo Hospital, mas pelos clientes, por assim dizer.
Outro amigo meu, jornalista, percebeu que a lei no congresso que terminava com a reserva de mercado do jornalista iria ser aprovada, e que as empresas jornalísticas poderiam passar a contratar profissionais para escrever os cadernos de economia, economistas que escrevem bem, por exemplo.
Hoje, estes economistas são contratados como colunistas, para contornar a lei, mas daqui para frente os jornais poderiam tê-los diretamente. Foi quando decidiu fazer um curso de economia, com muito proveito.
Entre um economista que agora pode exercer legalmente o cargo de jornalista e um jornalista experiente com mestrado em economia, qual um dono de jornal escolheria?
A sociedade agora está bem melhor servida. Um ganha ganha para todos, leitor, dono de jornal e jornalista com diploma da área que escreve todo dia.
Portanto fique atento.
quarta-feira, 3 de março de 2010
A formação do Líder L
Os valores
O valor representa tanto um fator impulsionador, quanto um referencial abstrato de natureza moral na conduta humana. Podem ser intrínsecos ou instrumentais.
É intrínseco quando sua consumação é a própria meta do indivíduo. Por exemplo, a própria expressão do valor honestidade já representa para o indivíduo a sua satisfação.
É instrumental quando serve de ponte ou trampolim para a conquista de outro valor de maior relevância na hierarquia pessoal do sujeito. Assim, um indivíduo pode exercitar a sua paciência, em função de contribuir na construção de um ambiente fraterno.
Os valores são expressos através de reivindicações que vão desde demonstrações moderadas de preferência, a inflamadas declarações de vontade.
terça-feira, 2 de março de 2010
Depoimento
High Tech X High Touch no ambiente hospitalar
O Paciente, o Facility e o Hospital na experiência do gestor Gessé Campos Camargo
Recentemente, tive que passar uns dias num grande e famoso hospital na cidade de São Paulo. Foi uma oportunidade impar para observar e sentir, na própria pele, como anda a prestação de serviços nesta atividade. Longe de mim generalizar, mas não duvido que isto possa estar ocorrendo em outras grandes "casas".
Uma conversa amiga e honesta pode valer mais do que um sonífero, um analgésico ou um "se necessitar de algo, é só me chamar!", propõe Gessé.
Observador privilegiado e paciente direto dos serviços, me pus a refletir, à luz de cada fato, sobre uma série de temas sobre os quais vimos avaliando no campo do Facility Management. Primeiramente, até para ser justo, o conjunto de recursos mobilizados no setor, sejam humanos, tecnológicos e operacionais é de alto padrão, qualidade visível e em abundância.
Havia momentos em que uma grande equipe de médicos, enfermeiras, auxiliares, limpadores, copeiros se atropelava nos corredores para atender cerca de 20 pacientes daquele piso, cena que eu observava, com conforto, pelo simples fato de ter de caminhar por todo o setor, como parte de meus exercícios pós-operatórios.Equipamentos sofisticados, sistemas de transporte e comunicação avançados, infra-estrutura de limpeza, copa e lazer inclusive, tudo isto no melhor nível de qualidade e eficácia.
Ao primeiro chamado, que nos cabia como pacientes fazê-lo, os técnicos acudiam seja para responder a uma necessidade específica no apartamento ou sobre serviços em geral na organização, para a limpeza, a saúde, o lazer. Material de reposição em abundância, especialmente agora na Era dos descartáveis em que não se permite a sua reutilização, faz com que uma das grandes tarefas do hospital e de seus operacionais é dar destino a uma grande quantidade de embalagens e materiais descartados.
A cada 30 minutos um técnico entrava no apartamento, seja para um controle do estado geral do paciente ou para a coleta de algum tipo de material para exames laboratoriais.Enfim, um cenário perfeito dentro de uma organização que quer ser perfeita para se manter entre as grandes casas de Saúde, na cidade de São Paulo.
Contudo, e sempre tem que haver a contrapartida, é fundamental avaliarmos o que, de fato, sobra como substrato de toda esta máquina de serviços e onde podem estar grandes riscos do negócio.Avaliados estes fatores todos, e o fiz com muito critério e justiça, observei uma série de falhas, desserviços, desperdícios, descuidos sobre o conjunto da obra.
Meu intuito aqui não é avaliar cada um em particular, mas identificar quais poderiam ser os motivos básicos, os denominadores comuns destas falhas. E é o que passo a trazer para nossa reflexão.Certa vez o presidente de uma grande multinacional disse que um dos principais desafios das grandes organizações é controlar o surgimento e a predominância das "ilhas" de incompetência e, sobre elas, vamos abordar as principais características e sua influência sobre o resultado final.
De cara, vale lembrar que esta generosa infra-estrutura tem um custo, e que não é baixo. Acalmem-se os que rapidamente apontem a relação direta entre custos e o poder aquisitivo de sua privilegiada clientela. Sabemos disso. Todavia, nossa análise visa a relação custo-benefício, portanto não estamos falando de qualidade, padrão de um lado e capacidade para pagar de outro.
Melhor redimensionada e reorientada, sem dúvida alguma, colheria um upgrading e otimização fantástica que, transferidos para o paciente, não só produziriam mais satisfação e atendimento, bem como um maior leque de serviços e com um valor menor. Estamos, portanto, observando o uso adequado de recursos em quantidade e qualidade como fator fundamental para o sucesso da operação.
No que tange aos profissionais, aqueles que considero acima da média do setor, certamente, lhes seria muito mais motivador se menos gente de melhor perfil e qualidade pudessem repartir um bolo maior de rendimentos.
Outro ponto que chamou demais minha atenção é a fórmula de distribuição do quadro de empregados, esta tal conhecida como "turnos". O número de profissionais que adentraram meu apartamento para me atender foi tão grande ao longo de sete dias que não consegui estabelecer qualquer relação com eles, com algumas raras exceções. Nem o nome foi possível guardar. É um giro fantástico de profissionais por período e dias, que nunca se sabe quando se verá novamente aquele técnico para seguir a conversa, o restabelecimento e criar algum tipo de envolvimento.
Regra geral, entrava alguém no apartamento, se apresentava e se colocava à disposição: "se precisar de algo é só chamar".Aqui está um dos pontos cruciais, críticos do modelo operacional, sobre o qual destaco alguns aspectos. O que mais um paciente hospitalar necessita, além de sua saúde, é sem sombra de dúvida de atenção. Paciente hospitalar é por natureza um ser estressado, pela saúde, pelos custos que sabe que serão altos, pelo desconforto, pela distância da família, dos amigos, do trabalho, do seu lazer, enfim, um ser por natureza carente.
Portanto, mais do que ter à disposição os recursos e serviços, o que se quer é carinho, é ser chamado pelo nome, um "dedo de prosa", além dos temas da saúde, das dores, se dormiu bem ou não, etc. É muito provável que uma conversa amiga, honesta, possa valer mais do que um sonífero, um analgésico ou um "se necessitar de algo, é só me chamar!".Falta o envolvimento dos profissionais com os pacientes, chamar pelo nome, saber algo mais do que os motivos que o trouxeram para o hospital. Isto é o que eu chamo de High Touch, ou seja, uma relação mais epidérmica com o paciente, sentir mais o seu eu e menos os sintomas de seu corpo.
Não custa lembrar vários "exercícios" que vimos no famoso filme com Robin Williams, Patch Adams. É uma máquina de serviços - "High Tech" - contracenando com um relacionamento humano dos profissionais com o paciente - "High Touch".Houve um momento em que o rodízio de profissionais era tanto que cheguei a planejar uma brincadeira com aqueles que vinham me avaliar ou colher algum material para exame, perguntando o que eles sabiam de mim, porque estava ali, como tinham sido minhas últimas noites, enfim, qual era a minha história. Não o fiz por absoluta certeza do resultado, sem esquecer o constrangimento a que os submeteria.
Ao final de minha estada, talvez até porque eu já havia feito alguns comentários do nível de serviço, fui visitado pela "gerente" do piso, ou seja, a profissional responsável por todos os serviços, técnicos e facilities. Tivemos uma longa entrevista, ou melhor, acho que fiz um sermão sobre como eu via a atividade e os resultados. Penso mesmo que foi naquele momento que comecei a escrever este artigo. Senti, nas reações, certo ar de "estamos trabalhando para isto, pois cremos que é importante", mas muito além disso tudo uma dificuldade até em conduzir uma entrevista sobre qualidade de atendimento.Não deixaria de citar o fato de que esta pessoa, como gerente geral do piso, viera me visitar ou entrevistar apenas no último momento de minha estada.
Deveria ter vindo no primeiro momento em que voltei do centro cirúrgico, me receber e me passar a segurança dos dias futuros naquele setor, o da recuperação. Isto é gerenciar uma operação, é estar à frente no tempo e espaço da atividade.Terminamos a entrevista, isto é, minha "palestra" para ela e me propus a registrar tudo o que havia dito e refletido até a minha grande surpresa quando ela me passou um formulário de avaliação que começava assim:
AvaliaçãoPaciente do apto: _________________________
Piso: _________________________________
Não hesitei um instante. Rabisquei aquela parte do formulário, coloquei o meu nome e pensei comigo: como eu estava certo sobre tudo o que falei para ela.
Gessé Campos Camargo é diretor de Facilities da Compass América Latina e consultor em FM na Interface Facilities Management - gesse.camargo@compass-la.com