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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Ócio Criativo de Executivos e Gerentes


Qual a Quantidade de Horas Ideal de Sono? Por Que Algumas Pessoas Acham Normal Dormirem Apenas Cinco Horas? Qual a Conseqüência Disso Para Gerentes e Executivos?

No mundo moderno é muito comum ouvirmos Executivos e Gestores reclamarem que trabalham até onze ou doze horas por dia e, conseqüentemente, se tornam estressados e mal humorados com suas famílias e subordinados. A maioria deles não percebe que o dia continua tendo 24 horas e, se eles trabalham 12 horas, gastam uma hora diária fazendo ginástica, uma hora de almoço, uma para ler o relatório, uma hora no trânsito e mais duas para a família, são dezoito horas de atividade. Isso significa que sobram apenas seis horas de sono.

Definir exatamente quantas horas o ser humano deveria dormir é uma questão para a qual ainda não existe uma resposta definitiva, uma vez que o número de horas de sono necessárias varia de pessoa para pessoa.

No início do século vinte quando o tempo corria de forma mais vagarosa, sem Internet, trânsito ou TV as pessoas dormiam aproximadamente 10 horas – que era mais ou menos o tempo da escuridão. Porém, nos grandes centros urbanos a média diária de horas de sono baixou de oito para sete e muitos Executivos e Gerentes diminuíram suas horas de sono não por problemas orgânicos, mas apenas para “aproveitar melhor o seu tempo” – como se dormir fosse “tempo desperdiçado”.

Segundo pesquisas do professor James Maas (Cornell University – NY) a maioria dos Executivos e Gerentes não faz a menor idéia de quanto tempo deveriam dormir e, o que é pior, mais de 30% afirmaram estar despertos, quando na verdade estavam num estágio intermediário entre o dormir e o acordar. Segundo o professor “Os executivos que dormem pouco não conhecem os benefícios de estar completamente atentos, pois jamais o estão”.

Nas organizações as principais conseqüências de tudo isso é a falta de atenção dos Gestores e Executivos, com a conseqüente diminuição do rendimento e o cansaço físico e mental (estresse). Conforme Maas uma simples hora de sono perdida – durante três dias – faz o organismo começar a apresentar esses efeitos devastadores para os profissionais.

Os especialistas concluíram que o grande problema á comportamental, uma vez que a sociedade corporativa costuma rotular as pessoas que dormem mais do que nove horas de “criminosas”. É costume afirmar que homens como Leonardo da Vinci ou Napoleão não dormiam mais do que quatro ou cinco horas, embora se esqueçam de dizer que Einstein dormia onze horas diárias.

Dessa forma, como dizer aos Executivos e Gerentes que não é socialmente reprovável dormir o suficiente? O diretor da Universidade de Columbia (Canadá) Dr. Stanley Coren desmente essa crença, afirmando que “só os heróis não dormem”. Ele aplicou testes em Executivos e Gerentes que quantificavam o uso da memória, os quais indicaram que algumas noites mal dormidas podem interferir no Quoeficiente de Inteligência (QI).

O especialista informa que quem dorme sete horas diárias reduz o equivalente a um ponto de QI por dia e, para cada hora suprimida abaixo das sete, a queda passa a ser de dois pontos. E, à medida que a pessoa aumenta a dívida com o seu sono, sua habilidade cognitiva também pode ser comprometida. Sendo assim, caso se durma seis horas por dia durante cinco dias, chega-se ao último dia com quinze pontos a menos no QI.

Diante disso, muitos Executivos e Gerentes chegam à sexta-feira quase à beira de um esgotamento; ou seja, este dia não deve ser um bom dia para tomar decisões de responsabilidade, uma vez que não só o cansaço aperta como o QI está abaixo do normal.


Autor: Julio Cesar S. Santos

Publicado em: 19/09/2011, no site: www.qualidadebrasil.com.br

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ócio criativo


Publicado em 14-Feb-2011,  por Wagner Siqueira


A profunda alteração do modelo econômico globalizado, de um capitalismo de produção, bem descrito por Marx, para um capitalismo de crédito e de consumo,ainda pouco percebido, muito menos compreendido, joga por terra para a quase totalidade das pessoas empregadas nas organizações e, muito mais, para os desempregados temporários e os definitivos, os desejos e aspirações de construção de um "admirável novo mundo" de ócio criativo.
Ora, o conceito de ócio criativo aplicado, descrito por Domenico de Masi, sempre existiu na trajetória humana, porém sempre para uma minoria.
Ele não traz qualquer contribuição intelectual sobre este conceito, que já não tenha sido tratado, de forma muitíssimo mais profunda por muitos, desde os filósofos gregos e por todas as gerações filosóficas que lhes sucederam.
O que ele pretende é projetar uma sociedade mundial que se organize em torno do que chama de ócio criativo, ao qual pretende ser o formulador original, o que se constitui numa baita fraude intelectual. Que desfaçatez!
Vamos e convenhamos, vivemos a idade média do humanismo no mundo das organizações. O obscurantismo se faz pela incorporação de tecnologias sofisticadas à mentalidades e à praticas de gestão da época do carro de boi.
Como esse livro do Domenico de Masi já tem alguns bons anos, espero que já tenha revisto esse angelismo político, social, econômico e organizacional que permeia a obra que tanto entusiasmou gerações de consultores e executivos crédulos, tal e qual, diz Luiz Affonso Romano, ao “O Monge e o Executivo”.
Fico feliz que alguns possam usufruir pessoalmente dos conceitos do ócio criativo. Bem, os epicuristas gregos também o fizeram. Mas eram poucos. Imagine se todos os gregos à época pudessem usufruir do epicurismo. Estariam no Nirvana, na Terra, e no mundo grego das arte,da cidadania e da cultura.
Mas pense, hoje, na quase totalidade das pessoas: será que as realidades em que vivem permitem-nas fazê-lo?
Como podemos projetar as nossas circunstâncias para o universo de realidade das pessoas em geral? Muitas vezes caímos na armadilha do angelismo, muito próprio de avaliações organizacionais circunscritas a amostragens não representativas do universo.
Só pode ser naive o raciocínio de que o mundo de hoje e de um futuro próximo possam estar se organizando em torno do ócio criativo, que conduza paulatinamente o ser humano à liberdade, à cultura, ao desenvolvimento espiritual, vale dizer ao Humanismo, para a universo, ou pelo menos para a sua maioria da humanidade.
Uma sociedade que se organiza dominantemente em torno do econômico não tem este valor no seu Código de Ética e no seu comportamento moral.


wagners@attglobal.net
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Fonte: www.gestopole.com.br