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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A visão holística e os modelos de gestão do futuro


   
Holística, bonita palavra, não?

Ela lhe traz uma idéia esotérica, como costuma sempre mencionar um amigo?

Neste momento vamos tratá-la de forma prática, racional, e com todo seu poder de agregação.

A palavra “holos” tem sua origem no grego e significa inteiro, todo.

Ao inseri-la na gestão empresarial passaremos a ver empresa como um todo, não como uma entidade “departamentalizada”.

Você deve estar pensando qual a importância disso.

Mais uma onda?

Não, uma necessidade.

Modelos de gestão estão sendo questionados e abandonados, no mundo todo, por uma razão muito simples: não trouxeram às empresas os resultados esperados, de acordo com os investimentos efetuados. Culpa dos modelos? Não!

Onde as falhas têm ocorrido? Na “implementabilidade”.

Quer um exemplo?

Ocidentais loiros, de olhos azuis, não se sentiram tão samurais quanto nossos irmãos orientais. Nem os métodos aplicados pelo outro, ensinados ao um, surtiram os mesmos efeitos.

Ainda que as qualidades se equivalessem, os círculos não eram os mesmos.

Em um momento da febre de trabalhos em células, ao iniciar um projeto, recebi algumas equipes que a empresa enviara ao Japão para que aprendessem a técnica.

Maria, uma brava, brava paraibana, me dizia sobre sua experiência: - Tivéssemos uma espada botaríamos todo mundo para correr. Isso é negócio para eles. Precisamos, antes, desenvolver aquilo que eles chamam de paciência oriental. Por que não nos mandaram antes podar arvorezinhas com tesoura?

É verdade que Maria era engraçada, às vezes, e em outros momentos irritada e irritante, mas há sabedoria em sua simplicidade.

Saber “o que” não é suficiente, é fundamental saber “por quê?”.

Uma espiada atenta nas relações, na nossa empresa, nos mostrará um quadro assim:

O gerente de fábrica critica o gerente de vendas porque este só quer vender o que é mais fácil, enquanto ele tem que se desdobrar na produção.

O gerente de vendas, por sua vez, critica o gerente da fábrica porque este só quer produzir o que é mais fácil.

O gerente financeiro critica ambos, porque esse desencontro impede o faturamento esperado, com isso passa um “aperto danado” para equacionar o caixa e pagar as contas.

O presidente critica todos e roga a Deus para que se entendam.

Os concorrentes, apesar de todos os discursos de liderança e diferenciação, não perdem ninguém de vista e copiam acertos e erros.

Você me perguntaria: - Erros também?

Com toda segurança lhe respondo: - Sim e muitos!

A questão é bastante simples: que modelo de gestão é esse?

Que visão de negócios é essa?

Lia esta semana um artigo onde havia um forte ataque aos conceitos de visão e missão. É verdade que por conta do modismo praticam-se alguns exageros, mas é fundamental saber “quem somos” e “para onde vamos”, para que não nos apresentemos como hábeis espadachins depois de dez horas de curso.

Você navegaria pelos mares do mundo, em um pequeno barco, sem uma equipe experiente, reciclada, adaptada aos equipamentos modernos de navegação, motivada e unida?

Ora, se você realmente sabe o que pode enfrentar em alto-mar a resposta será: - De jeito nenhum!

Diga, então, como gostaria que a turma agisse?

Certamente dirá:- Como um time coeso, como uma corrente, com elos fortes, como se fossem um só!

Uns diriam “Eureka”, outros “Caramba”, outros... deixa pra lá. Como se fossem um só?

Isso é visão holística!

Percebeu, não dá para ignorar o conceito, por isso este determinará os novos modelos de gestão, adequados a cada cultura.

Estava pensando: Maria vai ficar contente!


Ivan Postigo, publicado em 26/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Diretor de gestão empresarial da Postigo Consultoria Comunicação e Gestão. Economista, contador,

A Solidão Necessária nas Organizações


   
O Ciclo de vida de um ser humano, ao qual sobreviveremos como ser individual, ainda que para isso dependamos enormemente da ajuda de companheiros da mesma espécie e de uma incessante Troca e Interação com o meio ambiente através da respiração, alimentação, sexo, familiar e social, trabalho, etc.

Estas duas facetas da existência (Autonomia e interdependência) convivem uma com a outra e são essenciais a quem queira usufruir um viver pleno seja em qualquer âmbito de nossas existências.

No entanto, desde muito cedo associamos o Prazer a estar junto e a dor a estar só. Quanto a isso existe uma unanimidade quase inquestionável.  Somos ensinados a isso e nos convencemos de que estar bem com o social (família, escola, trabalho, civilização de massa), é fundamental e que há algo de errado e verdadeiramente pecaminoso em alguém se isolar ou estar separado dos outros.

Associamos doença e morte à solidão com a mesma facilidade com que associamos vida e prazer à experiência comunitária. Com o tempo a consciência do fato de sermos seres autônomos e individuais cai no esquecimento mórbido das coisas reprimidas e negadas

Quase ninguém se sente confortável quando é obrigado a tomar uma decisão individual (quando não adianta ouvir os Conselheiros de plantão e só pessoalmente se pode encontrar uma resposta), e ainda, sobretudo quando todas as tentativas de recorrer ao convencional ou àquilo que é Considerado como o Melhor a fazer, não nos responde à questão: "o que quero; devo; prefiro; escolho; pretendo; preciso; desejo... fazer ?"

Todos sabemos o quanto é mais fácil sucumbir a uma pressão externa do que procurar descobrir qual é a nossa real inclinação ou, ainda, do quanto é mais fácil ter uma resposta pronta nos lábios do que procurar saber o que o nosso íntimo tem a dizer.

Devido a isto, muito freqüentemente nos descobrimos fazendo o que imaginamos que os outros gostariam que fizéssemos em detrimento daquilo que faríamos (será?) se tivéssemos a "ousadia" de agir; pensar; falar e seguir o nosso EU individual para todas as situações incluindo a vida profissional.

Historicamente firmou-se o ditado: "Antes só do que mal acompanhado".

Contudo verifica-se que o aqui denominado Contraditado:

"Antes mal acompanhado do que só", com demasiada freqüência acaba prevalecendo. Conclusão: É mais confortável seguir o convencional; o aprendido; o que se pensa ; o que se faz; o que se deve.

Muitos se descobrem sós em meio à multidão, muitos sentem um enorme abismo que separa o EU inapelavelmente dos outros.

Muitos se revoltam por dizer sempre "sim e/ou não" (às pressões e demandas dos outros) tanto quanto por não saberem dizer "não e/ou sim"... Não se nota, neste sentido, nenhuma diferença qualitativa entre os contingentes de conformados e o dos revoltados, pois de um modo ou do outro, ambos os grupos, em seu desequilíbrio, perderam a liberdade e o poder de escolha verdadeiramente individual.

Muitos se rebelam contra a permanente companhia dos outros, para depois se ressentirem de sua falta após a separação.

Outros dizem: ruim com o outro, pior sem ele e se submetem a condições insuportáveis no relacionamento.

Os acomodados e conformados esperam (e anseiam), que "alguém" lhes ofereça soluções e respostas para tudo...

Muitos se misturam aos muitos para não sentir tanto a presença do EU! Este é um terreno fértil para todo tipo de ilusão e desequilíbrio.

Há muitos meandros e subterfúgios para se fugir da Solidão Necessária.

Em nossa cultura de massas a ação mais individualizada aparece, por exemplo, nos egocêntricos renitentes (o contingente das pessoas que são "do contra" em uma cultura de massas), quase sempre de uma forma desequilibrada e deselegante.

Ou então, esta ação individualizada é considerada uma prerrogativa de artistas; filósofos; idealistas; sonhadores; visionários; líderes carismáticos.

Nota-se, portanto, que apenas uma pequena parcela da sociedade se individualiza (e são idolatrados) enquanto o restante (a grande massa), se alimenta dos produtos e realizações destes poucos, invejando abertamente as suas façanhas e esquisitices.

Há uma Solidão Necessária quando o outro nos chama a uma cumplicidade negativa com ele e somos obrigados a enfrentá-lo dizendo a verdade ou apontando um outro ponto de vista. Vice-versa, quando não aceitamos a Solidão Necessária acabamos cúmplices dos outros com muita facilidade, sendo demasiadamente flexíveis e/ou não nos fazendo moralmente claros e nem verdadeiros (geralmente pelo medo da rejeição).

Naturalmente, em assim sendo, o outro não encontra em nós um oponente valoroso, e sim, um cúmplice benevolente demais, complacente demais e sem limites definidos.

(Esclarecimento necessário: oponente valoroso: é aquele que não foge do confronto (quando é o caso) e se opõe a nós quando estamos desequilibrados e, portanto, errados. É aquele que nos mostra o outro lado daquilo que desejamos ver; ou ainda, aquele que nos aponta os furos e as sombras de nossa posição costumeira).

Estar junto é uma coisa boa, mas estar em cumplicidade é criar vínculos negativos que roubam nossa liberdade de ser e nos fazem escravos da necessidade de afeto, que por si mesma nos faz dependentes e submissos ao outro em qualquer situação da vida (afetiva, profissional, social, familiar, etc.).

Alguém que vive a Solidão Necessária aceita pagar o preço e o risco de se descobrir em má companhia (quando defendendo aquilo que, para si próprio, faz sentido ser, dizer ou fazer!) e pode se ver diante da necessidade de decidir pela separação, afastamento (já que, nesta hora, ele descobre que sozinho já estava há muito tempo... sem um oponente valoroso).

Muitas vezes, fugimos de ter que tomar decisões porque a falta de aceitação da Solidão Necessária nos faz frágeis e dependentes.

Numa relação, alguém pode descobrir que apesar de sempre ter tido companhia, sempre esteve só e isso é ainda mais notório se algum fator inesperado quebra a rotina e expõe os envolvidos à urgência de exercer uma opção individual, antes muito adiada.

Toda vez que um indivíduo toma uma posição em função de um desafio, dúvida ou paradoxo e faz uma escolha/toma uma decisão de uma direção a seguir, ele exerce a Solidão Necessária (Claro, desde que sua opção não se tenha baseado unicamente nos padrões sociais convencionalmente impostos).

A Solidão Necessária não se abastece da carência e do medo: ela é o preço a ser pago pela individualidade e pelo exercício do direito de escolha e de decisão responsáveis.

Será que ocorre a alguém que ele possa ser feliz e sentir-se completo sem se individualizar? Usando uma metáfora posso dizer que o Universo pode nos ter dado o oceano, as correntes marítimas, as marés e os ventos, mas cabe a nós tomar o "leme" de nossos humanos recursos (barco) de sobrevivência e de produção, para nos orientarmos de modo autônomo na tomada responsável de decisões individuais.

Alguém já disse:

"Não se pode MORRER MAIS OU MENOS então, por que aceitamos que se possa VIVER MAIS OU MENOS?"


Sandra Regina da L. Inácio, publicado em 08/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

PhD em Administração de Empresas pela Flórida Christian University (EUA) PhD em Psicologia Clínica pela Flórida Christian University (EUA)

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

sábado, 8 de dezembro de 2012

Atitudes empreendedoras de sucesso



Uma boa parte do meu trabalho é dedicada para pesquisar e entender o mundo dos negócios sob dois pontos de vista muito diferentes: o dos empregados e o dos empregadores.

Dessa forma, posso afirmar que as razões que distinguem os profissionais bem-sucedidos dos empresários bem-sucedidos são convergentes e possuem motivações semelhantes.

Na prática, para ter sucesso em ambos os lados é necessário disciplina, otimismo, persistência, fé, determinação, planejamento, estratégia, sentido de realização e uma vontade inabalável de prosperar.

Simples, porém, na prática, ainda que alguém domine todas essas competências, o sucesso não está garantido. O encontro entre talento, preparação e oportunidade precisa ser provocado com frequência.

Veja o exemplo de Thomas Watson Sr. Em 1924, a Computing Tabulating Recording Company (CTR) era somente uma das 100 empresas de médio porte tentando sobreviver nos Estados Unidos, segundo James Collins e Jerry Porras, autores do best seller Feitas para Durar.

A CTR comercializava basicamente relógios de ponto e balanças, tinha apenas 52 vendedores com uma cota mensal de vendas a cumprir e um futuro nada promissor, a exemplo de muitas empresas de hoje.

Certo dia, quando Watson Sr. chegou em casa, deu um abraço na esposa e anunciou com orgulho que a CTR mudaria de nome e passaria a ser conhecida pelo grandioso nome de International BusinessMachines, seu filho Thomas Watson Jr. permaneceu parado na porta da sala, pensando: aquela empresa pequenininha?

Hoje não existe nada de estranho no nome International Business Machines, mas, na época soava até ridículo. De acordo com Michael Gerber, autor de O mito do empreendedor, as perguntas a seguir foram utilizadas por Watson Sr. antes mesmo de a IBM se tornar uma empresa de sucesso:

Existe uma visão bem clara de como será a empresa quando ela estiver pronta?
 

Como a empresa precisa agir para se tornar uma empresa de sucesso?

Se a empresa sabe como agir desde o princípio para alcançar a visão de futuro, então por que não começa imediatamente?

Com base no exemplo mencionado e em outros milhares de empreendedores que, a despeito de todas as dificuldades, prosperaram, compartilho aqui algumas atitudes empreendedoras essenciais para a construção de um negócio bem-sucedido.

Para quem já teve a oportunidade de ler o meu livro Manual do Empreendedor (Editora Atlas), esse conjunto de atitudes, desenvolvido a partir dos estudos de Jeffrey Timmons, pesquisador do empreendedorismo, foi denominado de A Receita do Sucesso nos Negócios. Vejamos:
 

    Desenvolva uma estratégia convincente e clara.
    Comunique a essência da visão e da missão; não perca o principal objetivo de vista; mantenha o foco.
    Crie um diferencial nos seus produtos e serviços; é a sua vantagem competitiva.
    Não há segredos; somente o trabalho duro dará resultados.
    Nada é mais importante do que um fluxo de caixa positivo.
    Se você ensina uma pessoa a trabalhar para outras, você a alimenta por um ano; se você a estimula a ser empreendedor, você a alimenta, e a muitas outras, durante toda a vida.
    Um negócio bem-sucedido, antes de ser técnico ou financeiro, é fundamentalmente um processo humano; as pessoas são importantes.
    Realizar com o sentido de contribuir é mais importante do que ganhar dinheiro.
    A sorte favorece os que são persistentes; enquanto a sorte não vem, continue caminhando.
    A felicidade é um fluxo de caixa positivo.

Em qualquer negócio de sucesso, atitudes empreendedoras são determinantes. Não basta ser um excelente técnico nem um profundo conhecedor do assunto. Se isso fosse suficiente, nenhuma empresa quebraria.

Pense nisso, empreenda e seja feliz!


Jerônimo Mendes  |  Publicado em: 22/10/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

domingo, 18 de novembro de 2012

Fatores Críticos de Sucesso nos Negócios




Clemente Nóbrega, físico e autor de A Ciência da Gestão, livro excepcional, afirma que a habilidade mais central de um gestor é a mesma do médico, do engenheiro ou do físico: “é o domínio de critérios que permitam identificar o que é relevante em cada circunstância e discernir quando faz sentido usar certo “remédio” e quando não faz”.

Na prática, há sempre fatos relevantes “escondidos” por trás das coisas que realmente interessam no mundo das organizações, portanto, conselhos do tipo “seja criativo”, “seja você mesmo”, “reinvente-se” ou ainda “pense esquisito”, como aconselha Tom Peters em um de seus livros, são bobagens que não levam em conta as circunstâncias nem o ambiente de cada negócio.

Mesmo sem fazer uma pesquisa é possível afirmar que mais de 90% dos gurus e autores que escrevem sobre assuntos de gestão e apresentam fórmulas mágicas para o sucesso nunca estiveram de fato envolvidos com a administração de uma empresa nem com a gestão de pessoas. Uma boa parte deles escreve para vender ou para se tornar conhecido. Poucos escrevem para ensinar alguma coisa

Esse é um problema sério que a Internet e o próprio mundo acadêmico vão demorar a solucionar. O filtro necessário para discernir sobre o que realmente vale a pena ler na web depende muito mais do leitor do que os fornecedores de conteúdo. Na Internet, é fácil copiar um texto descaradamente e postar o conteúdo como se fosse legitimamente seu considerando que a legislação brasileira em termos de direitos autorais é ridícula.

Quando se trata de negócio, o que interessa de fato é: esse método ou essa teoria pode ser aplicada ao meu negócio? Não importa se foi o Steve Jobs, o Bill Gates, o Peter Drucker ou o Mark Zuckerberg quem falou. Perdoe a ousadia, mas isso é irrelevante. Se você agir como eles sem levar em consideração os fatores críticos de sucesso do seu negócio, considerando as circunstâncias e o seu ambiente, nenhum exemplo poderá salvá-lo.

Por essas e outras razões, a administração ou a gestão, pode escolher, acaba ridicularizada no mercado. Os gurus são poderosos, vendem milhões de livros, cobram milhares de reais ou de dólares por palestra para nos dizer o óbvio que, na maioria dos casos, não se aplica ao negócio em que você atua.

Na realidade, é mais ou menos como assistir uma palestra motivacional e, no dia seguinte, voltar para o mesmo chefe truculento e o mesmo ambiente hostil de trabalho, sem saber o que fazer. Você fica pensando, pensando e, como o palestrante aplicou um remédio geral, ou genérico, mas, não levou em conta o seu problema, você não sai do lugar.

Como diz Nóbrega, não adianta “usar asas e tentar voar” só porque você que a maioria das aves tem asas e voam. Talento é perceber que a causa do voo é a capacidade de criar sustentação, não asas e penas. Galinhas e avestruzes têm asas e penas e não voam. Assim, quando tentam, demonstram-se desajeitadas.

Em negócios, o que existe são relações de causa e efeito. Se você não planeja, dança. Se não tem capital de giro, empresta e paga juros. Se não tem estratégia, não pode chegar a lugar algum. Se não controla custos, se perde. Se não avalia os fatores críticos de sucesso, dificilmente consegue encontrar o seu modelo ideal de negócio. Simples assim.

Fatores críticos de sucesso, do inglês Critical Success Factors (CSF), são os fatores que definem o sucesso ou o fracasso de uma empresa. São pontos sobre os quais você deve redobrar a atenção, em que você não pode falhar, pelos quais você será avaliado, amado ou ignorado, na profissão ou mesmo no empreendimento.

Quando bem definidos, os fatores críticos de sucesso tornam-se ponto de referência para as pessoas que admiram o seu trabalho, o seu produto ou os serviços que você vende. O mais importante é entender o conceito e saber aplicá-lo, caso contrário, ficará apenas na lembrança.

Imagine que você vislumbre a possibilidade de abrir um restaurante de comida a quilo, do tipo self service, para atender a demanda crescente de refeições na cidade em que você mora. Além das estratégias, das competências, do plano de ação e do posicionamento correto no mercado, você deve estabelecer os fatores críticos de sucesso para o negócio.

FATORES CRÍTICOS DE SUCESSO – RESTAURANTE
    Atender bem e manter profundo respeito pelos clientes.
    Manter a equipe constantemente treinada.
    Adquirir produtos de natureza conhecida e qualidade comprovada.
    Controlar o volume de consumo e sobras para reduzir os índices de desperdício.
    Manter o ambiente agradável e limpo.
    Elaborar campanhas sucessivas de propaganda e marketing.
    Servir as refeições exatamente nos horários previamente determinados.
    Oferecer facilidades de pagamento: cartões de crédito e débito, vale-refeição.
    Realizar convênios com empresas para ajudar a diluir o custo fixo.
    Oferecer convênios com estacionamentos para estimular a demanda.
    Realizar pesquisas de satisfação com frequência para avaliar o desempenho e corrigir os problemas apontados.

Todas as profissões e todos os empreendimentos possuem os seus fatores críticos de sucesso. Aqueles que entendem o conceito rapidamente e não medem esforços para solucionar os problemas a eles relacionados são menos suscetíveis às crises econômicas e à concorrência. Se você não conseguir se distanciar, ao menos pode trabalhar para fazer as coisas da melhor maneira. Esse é um princípio básico do sucesso nos negócios.

Se Steve Jobs e Steve Wozniak tivessem se preocupado com a HP e a IBM na época, a Apple nunca teria nascido. O mesmo vale para O Boticário e a Natura, se tivessem se preocupado com a Avon e a L’oreal, e para a Cacau Show, com a Nestlé e a Lacta. Se tivesse lido um monte de livros a respeito, provavelmente, demorariam mais para engrenar no mercado.

Não existe livro específico escrito para o seu negócio. O que existem são experiências de vários autores, em vários negócios, em diferentes lugares do planeta, cada um tentando vender o seu peixe. Nesse sentido, Michael Porter foi mais feliz ao estabelecer as cinco forças competitivas. Se souber utilizá-las corretamente, tem mais chances de se dar bem no mercado.

A maioria dos sonhos não se torna realidade, portanto, sonhar apenas não basta. Quem sonha é apenas um sonhador. Para transformar sonhos em realidade é necessário orientar suas ações para o que realmente vale a pena, ou seja, o resultado que você quer alcançar, caso contrário, o sonho pode virar um grande pesadelo. Pense nisso e seja feliz!


Jerônimo Mendes  |  Publicado em: 10/09/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br