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domingo, 27 de janeiro de 2013

Contabilidade: a linguagem do mundo dos negócios


“A contabilidade é a língua dos negócios”  Warren Buffett considerado o investidor mais bem sucedido de todo o mundo.

Todos sabem que a comunicação é muito importante para o mundo dos negócios, ela influencia diretamente nas decisões que os empresários tomam todos os dias. Para isso é preciso que as mensagens sejam bem entendidas por todos, sendo assim as informações devem ser claras, precisas e facilmente entendidas por todos aqueles que participam do mundo dos negócios.

A contabilidade se desenvolveu bastante através do tempo, vem demonstrando que é uma linguagem universal para o mundo dos negócios tendo um papel muito importante na tomada de decisão. Se faz necessário que as pessoas, mesmo que não sejam Contadores (as) saibam entender a linguagem contábil. Somente assim elas vão saber interpretar os acontecimentos do momento e estarão aptas a tomarem a decisão correta.

A contabilidade pode ser vista hoje como a ciência da informação. Seus usuários são todos aqueles que fazem parte do mundo corporativo como os gestores, financiadores, clientes, colaboradores e sociedade em geral que tem a necessidade de saber informações econômicas, financeiras e fiscais entre outras.

Uma das maiores missões da contabilidade moderna é produzir dados que sejam de fácil compreensão para todos os usuários das informações produzidas por ela tais como Demonstrações Financeiras ou de Resultados. É importante que a relação dos Contabilistas e usuários dessas informações seja feito de forma adequada e clara de modo que agreguem valor aos objetivos de seus usuários.

Esse objetivo é cumprido quando o plano de contas ou a termologia empregada é capaz de refletir o que esta acontecendo no mundo dos negócios. Embora para efeitos fiscais e legais a contabilidade tenha que seguir uma terminologia padrão, a contabilidade gerencial pode utilizar terminologias mais flexíveis, de acordo com o cenário econômico, com o objetivo de melhor comunicar o que esta acontecendo no momento e o que podemos esperar para o futuro.

Para que a comunicação entre as pessoas responsáveis pela elaboração de informações contábeis e os usuários seja eficiente é preciso que os contabilistas procurem não apenas produzir informações para elas próprias, mas sim para os demais usuários. É preciso que se analisem as terminologias contábeis empregadas na produção das informações que serão utilizadas pelos tanto pelos usuários internos quanto externos.

Os contabilistas têm o desafio de elaborar informações que sejam capazes de transmitir de uma forma clara, precisa e simplificada as informações para possam criar valor para as empresas e também deixar sua marca registrada junto aos usuários (internos e externos) de suas informações.

Vamos refletir sobre isso!


Pedro Paulo Morales, publicado em 14/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Possui graduação em Tecnologia em Gestão de Sistemas Produtivos pela Faculdade de Tecnologia e Aperfeiçoamento Humano -FATENE (2006)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Redução de Custos e Ganho de Agilidade nos Processos



Centro de Serviços Compartilhados: Redução de Custos e Ganho de Agilidade nos Processos

Em um mundo em que o custo de um produto, a agilidade com que o cliente é atendido e a competitividade se torna cada vez mais importante uma prática de gestão chamada de Centro de Serviços Compartilhados que vem sendo utilizada por grandes Grupos de Empresas com o objetivo de reduzir seus custos e dar mais agilidade a serviços e processos como Contabilidade, Tecnologia da Informação, Jurídica, Administração Geral, Suprimentos, Saúde e Qualidade de Vida para diferentes empresas de um mesmo Grupo.

O objetivo do CSC é o agrupamento de tarefas administrativas que não façam parte das atividades “foco” da empresa e estão presentes nas diversas empresas de um Grupo em uma única estrutura física e com administração própria que podem ser chamadas de Diretoria de Serviços Compartilhados, Centro de Serviços Compartilhados, Plataforma de Serviços, ou ainda Centro de Suporte Administrativo que cuidam das rotinas administrativas ficando em cada área funcional da empresa a condução estratégica, atividades decisórias de vendas, produção e distribuição.

Com a implantação do CSC as empresas têm a oportunidade de reorganizar e padronizar seus processos, pois muitas vezes estes estão fragmentados, com partes deles sendo executadas em departamentos diferentes.

As empresas optam por montar seus CSC em países como a Índia ou Leste Europeu porque os custos com mão de obra são mais baratos, no Brasil as empresas que optaram por criar seus CSC  escolhem cidades médias fora do eixo urbano do Rio de Janeiro e São Paulo.

Um processo para ser migrado para CSC ele deve ser mapeado entre os diversos departamentos e empresas do grupo, deve-se elaborar uma pesquisa de melhores práticas para os serviços que vão ser migrados, essas práticas devem ser bem analisadas faz-se necessário identificar a eficiência e eficácia, pois em cada área além do serviço que vai ser executado pelo CSC pode ter na sua execução alguma informação estratégica que apenas o departamento tem e isto pode ser um empecilho a migração da tarefa.

Uma abordagem bastante utilizada é focar-se inicialmente nos alvos mais fáceis: atividades que estão sub-otimizadas, e que possam ser rapidamente aprendidas pelas pessoas que serão locadas no CSC Estas atividades, uma vez otimizadas dentro do CSC, permitem que o CSC comece ganhar a confiança de toda a organização.

O sucesso na implantação de um CSC depende de como ele é implantado as empresas usam abordagens para a criação de um CSC. A abordagem “big–bang” prevê que os processos sejam assumidos, redesenhados, e centralizados ao mesmo tempo e a outra é a abordagem de melhoria gradual que prevê várias etapas: centralização dos processos das unidades em um único local, sem que estes necessariamente sejam redesenhados imediatamente o que da uma maior segurança porque o processo tende a uma melhora continua.

A abordagem “big–bang” pode se tornar muito traumática quando a empresa decide pela implantação de um centro sem que itens como instalações ou sistemas informatizados esteja funcionando sem problemas, pois se na implantação problemas estruturais começarem a aparecer esta pratica de gestão poderá ficar comprometida.

A implantação de um CSC de forma gradual, ou seja, em ondas garante mais tempo para criação de consenso, garante uma transição mais calma, e pode ser aplicado em larga escala porem trazem o risco de perda de credibilidade do processo.

As empresas na realidade buscam a melhora e redesenho de processos, fazer economia, ganhar em qualidade e velocidade na execução dos processos administrativos e a reduzir conflitos entre unidades operacionais e áreas funcionais.

A perspectiva pessoas deve receber um tratamento especial porque quando os processos são transferidos para um Centro Compartilhado de Serviços as pessoas que irão migrar para o CSC devem ser treinadas e esclarecidas de como será o processo de migração o líder de um centro deve saber motivar as pessoas que trabalham em um centro porque esses profissionais estão sendo transferidos  outras áreas da organização e temem não ter mais oportunidade de crescer na empresa pois o trabalho que ali se faz é mais repetitivo e as pessoas ficam receosas em se tornarem trabalhadores que são facilmente substituíveis. Um segundo desafio para um líder de CSC é formar uma “cultura de CSC” onde segundo uma pesquisa realizada Deloitte quatro fatores devem estar presentes: O estabelecimento de uma missão, visão e valores; a introdução de um sistema de medição do desempenho (com prêmios em dinheiro e reconhecimentos); estilo de liderança e participação nas decisões e treinamento.

O modelo de Centro de Serviços Compartilhados no Brasil é recente porem já é utilizado em grandes empresas como Bradesco, Petrobras, AmBev, Votorantim Metais, Algar, Dow Química, Motorola, entre outras e muitos com o da AmBev já apresentam ganhos em torno de 30%.

Os CSCs podem representar para as empresas uma oportunidade de obter grandes reduções de custos e, ao mesmo tempo, ganhos em qualidade, e velocidade na execução dos processos administrativos, alem de que ao se consolidar o CSC  pode reduzir os conflitos entre unidades operacionais e áreas funcionais.


Pedro Paulo Morales  |  Publicado em: 12/09/2012, no sit: www.qualidadebrasil.com.br

sábado, 23 de junho de 2012

O lucro e o desaforo



Há um ditado popular que diz que o dinheiro é oportunista e covarde. Aparece quando as condições são favoráveis e desaparece ao ouvir primeiro barulho, contudo não há nada mais melindroso e tímido que o lucro.
 
O dinheiro mesmo em situações desfavoráveis dá uma passadinha, o lucro sequer dá as caras!
 
Prova disso é que mesmo em situações falimentares vemos o dinheiro presente, mas cadê o lucro?
 
O lucro se faz presente não apenas na forma de papel ou saldo bancário, mas também na forma de bens, escolas para os filhos, viagens de férias, saúde, conforto, etc.
 
O lucro é por demais melindroso. Não reclama, e uma vez maltratado, demora a voltar. E nós não nos damos conta disso. O dinheiro é espalhafatoso , vai embora fazendo grande barulho.
 
O dinheiro gosta de circulação, movimento, gente, longas distâncias, por isso, em lugares pequenos, gira incessantemente. O lucro não, é mais contido, gosta de lugares pequenos, aconchegantes e saudáveis.
 
O dinheiro, apesar disso, é um grande amigo do lucro, vive convidando-o para grandes festas, mas conhecendo-o, o lucro muitas vezes o evita por sua embriaguez.
 
O dinheiro é intrépido e amigo de tudo e de todos, mesmo maltratado volta aos lugares onde não foi tratado com consideração. O lucro por sua timidez age com desconfiança e o que mais teme são as malas pretas.
 
O dinheiro se multiplica e faz promessas, qualquer que seja o ambiente ou situação.  O lucro tem como princípio que a liberdade econômica tem que ser o aumento de virtudes e não apenas de riquezas. Virtudes retém riquezas , riquezas não retém virtudes.
 
O lucro é irmão da liberdade, que tem como característica também o melindre e a timidez. A liberdade é ainda mais contida que o lucro.
 
A liberdade tem como princípio fazer o que é certo, da maneira certa, pelo motivo certo, por uma questão de hábito moral.
 
Algumas palavras como hábito moral, virtudes, liberdade e lucro tem uma forte correlação e merecem nossa atenção.
 
Esse é um aspecto delicado em nosso país, nossos governantes têm demonstrado pouca afeição a essas palavras. Com isso vemos que o país não cresce o que poderia , empregos com boa remuneração não são gerados em quantidade suficiente para atender a população , vemos dinheiro circulando por todos os lados , mas o lucro não aparece . Quem sabe por temor às malas pretas?
 
Nosso dia-a-dia como cidadãos é dentro das empresas, nas escolas orientando os jovens, nos hospitais cuidando das pessoas, no comércio atendendo os clientes, locais onde podemos exercitar hábitos morais, virtudes, gerando a liberdade e retendo o lucro.
 
Não são poucas as empresas que todos nós vimos desaparecer, apesar de terem sido líderes no mercado durante anos, e para espanto de todos naufragaram. A pergunta mais comum é: “Como isso pode acontecer?”.
 
Para muitas delas a resposta é simples: “Acreditaram nas promessas do dinheiro e nenhuma atenção deram ao lucro”. Tivessem perguntado ao lucro o motivo de sua ausência, teriam trilhado metade do caminho para evitar o desastre.
 
O lucro tem uma virtude que incomoda: a franqueza. Suas respostas são simples e diretas. Essa é a razão porque muitos não gostam de ouvi-las.
 
O dinheiro é uma companhia mais alegre, que nos leva onde nós, às vezes, nem podemos imaginar. É sedutor, apresenta-nos a todos, abre todas as portas, mas também de forma inconseqüente nos abandona onde quer que estejamos.
 
É tempo de refletir se temos um ambiente adequado para aconchegar o lucro.
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
Free e-book: Prospecção de clientes e de oportunidades de negócios
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
ivan@postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
 
Publicado em 17-Apr-2012, no site: www.gestopole.com.br

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Reduzir Custos na Pequena Empresa



Como reduzir custos se a sua empresa é pequena? Tenho recebido muitos pedidos como este de como reduzir custos de uma pequena empresa sendo que a mesma já opera com margens baixas.

Sempre se pode aperfeiçoar um sistema. É o que digo sempre a clientes e amigos. Vamos a algumas dicas práticas:

Faça uma lista com os principais gastos de sua empresa: estoque, compras, água, telefone, aluguel, energia, salários, horas extras, entre outros. Lembre-se sempre de arrolar os principais custos e despesas inerentes a seu negócio.

Faça uma análise retrospectiva, ou seja, avalie no mínimo os últimos doze meses de gastos. E Observe quanto gastou com cada conta. Anote e faça isso com todas as contas. Dessa forma, realizará o diagnóstico das contas de sua empresa.

Próximo passo marque uma reunião com os funcionários de sua empresa. Deixe claro o motivo desse encontro. Redução de custos. Demonstre os dados colhidos para eles e exponha a importância de se reduzir custos.

Peça a seus funcionários que se envolvam na solução destes casos, peça para as pessoas envolvidas diretamente com cada gasto que dê sugestões para reduzi-los.

Conjuntamente estabeleçam metas para cada gasto e períodos de apuração dos primeiros resultados. No mínimo de dois meses. No caso de metas alcançadas comemore, reúna toda equipe premie, faça um lanche especial. Envolva as pessoas nos resultados, elogie.

Para o próximo mês estabeleça novas metas, novos resultados, acompanhe e criando a rotina de planejamento, execução e controle.

Desse modo, pequenas ações geram grandes resultados. Pense nisso e avalie o seu método de gestão.

Autor: Tiago Lira Vieira

Publicado em: 13/05/2011 , no site: www.qualidadebrasil.com.br