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domingo, 27 de janeiro de 2013
Contabilidade: a linguagem do mundo dos negócios
“A contabilidade é a língua dos negócios” Warren Buffett considerado o investidor mais bem sucedido de todo o mundo.
Todos sabem que a comunicação é muito importante para o mundo dos negócios, ela influencia diretamente nas decisões que os empresários tomam todos os dias. Para isso é preciso que as mensagens sejam bem entendidas por todos, sendo assim as informações devem ser claras, precisas e facilmente entendidas por todos aqueles que participam do mundo dos negócios.
A contabilidade se desenvolveu bastante através do tempo, vem demonstrando que é uma linguagem universal para o mundo dos negócios tendo um papel muito importante na tomada de decisão. Se faz necessário que as pessoas, mesmo que não sejam Contadores (as) saibam entender a linguagem contábil. Somente assim elas vão saber interpretar os acontecimentos do momento e estarão aptas a tomarem a decisão correta.
A contabilidade pode ser vista hoje como a ciência da informação. Seus usuários são todos aqueles que fazem parte do mundo corporativo como os gestores, financiadores, clientes, colaboradores e sociedade em geral que tem a necessidade de saber informações econômicas, financeiras e fiscais entre outras.
Uma das maiores missões da contabilidade moderna é produzir dados que sejam de fácil compreensão para todos os usuários das informações produzidas por ela tais como Demonstrações Financeiras ou de Resultados. É importante que a relação dos Contabilistas e usuários dessas informações seja feito de forma adequada e clara de modo que agreguem valor aos objetivos de seus usuários.
Esse objetivo é cumprido quando o plano de contas ou a termologia empregada é capaz de refletir o que esta acontecendo no mundo dos negócios. Embora para efeitos fiscais e legais a contabilidade tenha que seguir uma terminologia padrão, a contabilidade gerencial pode utilizar terminologias mais flexíveis, de acordo com o cenário econômico, com o objetivo de melhor comunicar o que esta acontecendo no momento e o que podemos esperar para o futuro.
Para que a comunicação entre as pessoas responsáveis pela elaboração de informações contábeis e os usuários seja eficiente é preciso que os contabilistas procurem não apenas produzir informações para elas próprias, mas sim para os demais usuários. É preciso que se analisem as terminologias contábeis empregadas na produção das informações que serão utilizadas pelos tanto pelos usuários internos quanto externos.
Os contabilistas têm o desafio de elaborar informações que sejam capazes de transmitir de uma forma clara, precisa e simplificada as informações para possam criar valor para as empresas e também deixar sua marca registrada junto aos usuários (internos e externos) de suas informações.
Vamos refletir sobre isso!
Pedro Paulo Morales, publicado em 14/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Possui graduação em Tecnologia em Gestão de Sistemas Produtivos pela Faculdade de Tecnologia e Aperfeiçoamento Humano -FATENE (2006)
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quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Redução de Custos e Ganho de Agilidade nos Processos
Centro de Serviços Compartilhados: Redução de Custos e Ganho de Agilidade nos Processos
Em um mundo em que o custo de um produto, a agilidade com que o cliente é atendido e a competitividade se torna cada vez mais importante uma prática de gestão chamada de Centro de Serviços Compartilhados que vem sendo utilizada por grandes Grupos de Empresas com o objetivo de reduzir seus custos e dar mais agilidade a serviços e processos como Contabilidade, Tecnologia da Informação, Jurídica, Administração Geral, Suprimentos, Saúde e Qualidade de Vida para diferentes empresas de um mesmo Grupo.
O objetivo do CSC é o agrupamento de tarefas administrativas que não façam parte das atividades “foco” da empresa e estão presentes nas diversas empresas de um Grupo em uma única estrutura física e com administração própria que podem ser chamadas de Diretoria de Serviços Compartilhados, Centro de Serviços Compartilhados, Plataforma de Serviços, ou ainda Centro de Suporte Administrativo que cuidam das rotinas administrativas ficando em cada área funcional da empresa a condução estratégica, atividades decisórias de vendas, produção e distribuição.
Com a implantação do CSC as empresas têm a oportunidade de reorganizar e padronizar seus processos, pois muitas vezes estes estão fragmentados, com partes deles sendo executadas em departamentos diferentes.
As empresas optam por montar seus CSC em países como a Índia ou Leste Europeu porque os custos com mão de obra são mais baratos, no Brasil as empresas que optaram por criar seus CSC escolhem cidades médias fora do eixo urbano do Rio de Janeiro e São Paulo.
Um processo para ser migrado para CSC ele deve ser mapeado entre os diversos departamentos e empresas do grupo, deve-se elaborar uma pesquisa de melhores práticas para os serviços que vão ser migrados, essas práticas devem ser bem analisadas faz-se necessário identificar a eficiência e eficácia, pois em cada área além do serviço que vai ser executado pelo CSC pode ter na sua execução alguma informação estratégica que apenas o departamento tem e isto pode ser um empecilho a migração da tarefa.
Uma abordagem bastante utilizada é focar-se inicialmente nos alvos mais fáceis: atividades que estão sub-otimizadas, e que possam ser rapidamente aprendidas pelas pessoas que serão locadas no CSC Estas atividades, uma vez otimizadas dentro do CSC, permitem que o CSC comece ganhar a confiança de toda a organização.
O sucesso na implantação de um CSC depende de como ele é implantado as empresas usam abordagens para a criação de um CSC. A abordagem “big–bang” prevê que os processos sejam assumidos, redesenhados, e centralizados ao mesmo tempo e a outra é a abordagem de melhoria gradual que prevê várias etapas: centralização dos processos das unidades em um único local, sem que estes necessariamente sejam redesenhados imediatamente o que da uma maior segurança porque o processo tende a uma melhora continua.
A abordagem “big–bang” pode se tornar muito traumática quando a empresa decide pela implantação de um centro sem que itens como instalações ou sistemas informatizados esteja funcionando sem problemas, pois se na implantação problemas estruturais começarem a aparecer esta pratica de gestão poderá ficar comprometida.
A implantação de um CSC de forma gradual, ou seja, em ondas garante mais tempo para criação de consenso, garante uma transição mais calma, e pode ser aplicado em larga escala porem trazem o risco de perda de credibilidade do processo.
As empresas na realidade buscam a melhora e redesenho de processos, fazer economia, ganhar em qualidade e velocidade na execução dos processos administrativos e a reduzir conflitos entre unidades operacionais e áreas funcionais.
A perspectiva pessoas deve receber um tratamento especial porque quando os processos são transferidos para um Centro Compartilhado de Serviços as pessoas que irão migrar para o CSC devem ser treinadas e esclarecidas de como será o processo de migração o líder de um centro deve saber motivar as pessoas que trabalham em um centro porque esses profissionais estão sendo transferidos outras áreas da organização e temem não ter mais oportunidade de crescer na empresa pois o trabalho que ali se faz é mais repetitivo e as pessoas ficam receosas em se tornarem trabalhadores que são facilmente substituíveis. Um segundo desafio para um líder de CSC é formar uma “cultura de CSC” onde segundo uma pesquisa realizada Deloitte quatro fatores devem estar presentes: O estabelecimento de uma missão, visão e valores; a introdução de um sistema de medição do desempenho (com prêmios em dinheiro e reconhecimentos); estilo de liderança e participação nas decisões e treinamento.
O modelo de Centro de Serviços Compartilhados no Brasil é recente porem já é utilizado em grandes empresas como Bradesco, Petrobras, AmBev, Votorantim Metais, Algar, Dow Química, Motorola, entre outras e muitos com o da AmBev já apresentam ganhos em torno de 30%.
Os CSCs podem representar para as empresas uma oportunidade de obter grandes reduções de custos e, ao mesmo tempo, ganhos em qualidade, e velocidade na execução dos processos administrativos, alem de que ao se consolidar o CSC pode reduzir os conflitos entre unidades operacionais e áreas funcionais.
Pedro Paulo Morales | Publicado em: 12/09/2012, no sit: www.qualidadebrasil.com.br
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sábado, 26 de maio de 2012
Tsunami Financeiro
Benedicto Ismael C. Dutra
A descoberta do Brasil com seus 8,5 milhões de km2, pelos portugueses, no século 15, veio ao encontro dos interesses comerciais dos europeus: ouro, marfim, escravos, especiarias. Aos povos da Europa interessava o comércio altamente lucrativo, nada mais. Mais tarde, para obter melhores resultados, se tornou necessário estabelecer um povoamento capaz de produzir bens de interesse para o comércio europeu.
A partir do século 17, as lutas político-religiosas travadas na Europa levaram as populações a buscar abrigo na América do Norte, onde foram procurar um local para construir o seu lar, gerando um tipo de ocupação diferente daquelas efetivadas para atender aos interesses comerciais mediante a exploração dos recursos naturais das regiões descobertas.
Essa condição de colônia marcou profundamente o desenvolvimento do Brasil e de sua população em todos os sentidos, incluindo educação, saúde e padrão de vida, sendo notório que até aos dias atuais, ainda não conseguimos escapar totalmente desse passado colonial, voltado para atender interesses externos e a consequente falta de objetivos próprios da população. Ficou a cultura de tirar vantagens, em prejuízo do desejo de construir um local agradável para viver.
O objetivo de qualquer população deveria ser focado prioritariamente na conquista do desenvolvimento humano. O ser humano não surgiu pronto, e sua tarefa principal consiste no esforço para o autoaprimoramento, fato nem sempre posto em prática, seja pela falta de lideranças conscientes ou pela falta de maturidade da população.
A fuga da família real portuguesa para o Brasil em 1808 deu margens para que a população se conscientizasse um pouco de si e de seu país, buscando a independência. Mesmo assim, o desenvolvimento tem se processado de forma muito lenta, com mais recuos do que avanços, que fazem do Brasil um país pujante pela sua riqueza natural, mas muito atrasado pela falta de desenvolvimento de sua população.
Conforme relato do jornalista e sociólogo Jorge Caldeira, no período imperial o Visconde de Mauá, diante de uma sociedade provinciana de senhores e escravos, favores e conchavos, destacou-se com seu pioneirismo criando um grande estaleiro e uma fundição em Niterói, a primeira estrada de ferro e o primeiro banco a operar em grande escala no Brasil. Mas quando expandiu seus negócios visando o desenvolvimento da nação, teve de se defrontar com poderosos interesses dos financistas internacionais e de políticos influentes, sendo forçado a liquidar seus negócios por falta de apoio do governo.
Atualmente, o mundo se defronta com a flexibilização financeira, o tsunami promovido pelos emissores de moedas que levam à valorização da taxa cambial dos países emergentes reduzindo a competitividade dos setores de bens e serviços. Há um volume descomunal de dólares no mercado, uma onda inesperada. Se os bancos centrais querem assegurar liquidez, que emitam quanto dinheiro acharem necessário, porém não se poderia permitir essa mobilidade especulativa pelo mundo. Diariamente, 4 trilhões de dólares se movimentam de uma moeda para outra, enquanto o movimento de mercadorias não passa de 20 trilhões de dólares por ano.
No Brasil, apesar do mercado promissor, ainda temos sido tratados como colônia. Nossa principal indústria, a automobilística, tem disponibilizado automóveis inferiores no seu acabamento, no desempenho e na segurança. Mesmo assim, comprava-se para gerar emprego, mas os importados através do México estão chegando com melhores condições, inclusive no preço, graças ao dólar barato.
E não é isso que os países desenvolvidos querem? Quando vamos aos “outlets” em Miami ou Nova York, os produtos feitos na China, além de ficarem mais em conta, também apresentam melhor qualidade do que os produzidos no Brasil ou por aqui importados. Então, toda essa emissão de dinheiro será apenas para cobrir os desmandos financeiros? Ou não será para atrair os consumidores dos países emergentes e também fazer frente ao caixa alto da China que a habilita a fazer aquisições onde ela quiser?
Enfim, temos de reconhecer que, desde o tempo do Visconde de Mauá, falta-nos visão de futuro. Produzimos pouco e vendemos mais caro. Sempre estivemos atrasados, sendo surpreendidos pela ausencia cuidados com o futuro. Falta-nos planejamento prevendo o crescimento da população e da economia. Temos de fazer um esforço para conscientização e bom preparo da população para sairmos do subdesenvolvimento e alcançarmos o desenvolvimento humano de forma continuada.
Publicado em 5-Apr-2012, por Simone Bertelli, no site: www.gestopole.com.br
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
O segredo do desenvolvimento da China à disposição de todos
Os livros de história estão recheados de exemplos sobre desenvolvimento de países como os Estados Unidos da América, Japão, do próprio império Romano, neste momento em que o foco é a China parece que as coisas são muito diferentes.
O poderia haver em comum entre esses lugares, com culturas tão diferentes, que os levassem a se tornar marcos de desenvolvimento cultural, social e econômico?
Que lições podemos tirar dessas experiências e levar para nossas cidades, comunidades e empresas?
Imagine que 5.000 pessoas decidam realizar alguma coisa e trabalhem com afinco, dedicando-se integralmente a esse projeto, sem desistência, com uma fé imperturbável. Podemos crer que gerarão bons resultados, não?
Esse número é pequeno para um projeto arrojado? Considere então 100.000 pessoas.
Seria este um número suficiente para que provocasse um grande impacto numa região, num país? Lembre-se, todos atuando com enorme dedicação.
Máximo Górki, escritor Russo (1868-1936) dizia: “O homem é a única maravilha sobre a terra, todas as outras são produto de sua imaginação, de sua inteligência, de sua vontade criadora”.
Invista um bilhão e trezentos milhões de pessoas desse dom, da determinação de criar um local melhor para se viver, de trazer mais conforto para os familiares, de criar empresas competitivas e estará gerando uma enorme transformação não só num país, mas no mundo.
Assustadas ficam as pessoas que visitam a China pela primeira vez, e maravilhadas quando voltam pouco tempo depois numa segunda oportunidade.
A frase que mais se ouve é que as mudanças não são percebidas em décadas, anos, mas sim em meses e semanas. Ruas e edifícios se transformam como num passe de mágica, gerando um brutal movimento em direção à modernidade, ratificando aquilo que Gorki chama de vontade criadora.
O que levou e sempre levará países, empresas, a feitos extraordinários será a atitude positiva de um grupo de pessoas. Duas ou bilhões, mas sempre grupo de pessoas. Quanto mais cabeças pensando e braços trabalhando , maiores serão os resultados .
O segredo Chinês está mais na percepção do que no fato, prova disso é que os ditados duas cabeças pensam melhor do que uma e uma mão lava a outra são mais ditos que praticados.
A falta de dedicação e qualificação de governantes e dos exércitos levou impérios ao fracasso. Assim ocorre com as empresas, grupos de trabalho, onde quer que atuem. Sucesso consistente, duradouro, depende de qualificação, que é resultado direto de atitudes positivas que levam à vontade criadora.
Só se qualifica aquele que se dedica, estuda, se envolve com idéias, doa uma substancial parte do seu tempo para aprender, testar e gerar resultados.
É necessário dedicação para aprender, capacidade para se reinventar, de forma a superar os fracassos, e generosidade para aceitar os erros, principalmente os nossos, afim de que não desistamos no caminho.
Devemos a nós, devemos a nossos filhos, devemos às próximas gerações a construção de um país melhor. Com empresas mais competitivas, geradoras de emprego, para que um dia os livros de história contem a nossa luta e nossas vitórias.
Caso isso não seja suficiente para nos instigar, continuaremos com enormes dificuldades para competir contra as atitudes e vontade criadora de um bilhão e trezentos milhões de chineses, um bilhão e cento e trinta milhões de indianos e cerca de oitocentos milhões de africanos, cujas vontades criadoras começam a tomar melhor forma. População que representa um sétimo da população do mundo e está distribuída em 54 países.
Podemos tê-los como nossos terríveis competidores ou como parceiros e clientes a serem atendidos.
Depende de um único detalhe: Descobrir o Segredo do Milagre Chinês.
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Articulista, Escritor, Palestrante
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo
Publicado em 2-Apr-2012,no site: www.gestopole.com.br
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Ivan Postigo
segunda-feira, 16 de abril de 2012
A ECONOMIA VERDE PODE SALVAR O MUNDO E OS EMPREGOS
Pelo Economista e Palestrante Welinton dos Santos
Há vários anos escrevo sobre a economia verde, afirmando que ela pode auxiliar as economias mundiais, criar milhões de empregos e ainda de quebra salvar o mundo, amenizando os efeitos climáticos provocados pelo descaso e mau uso dos recursos naturais no planeta.
A sustentabilidade passa a ser regra de sobrevivência no mundo dos negócios, em países desenvolvidos e em evolução, nas grandes organizações e nos governos sérios do planeta.
Vários exemplos espalham-se pelo mundo em projetos inusitados de vários seguimentos dentre eles destaco produtos de uma empresa como o ecotelhado - ecoparede (marcas registradas), que utilizam 95% de material reciclado, podendo ser utilizado sobre lajes e telhados, ou mesmo nas paredes, dentre as vantagens, transformam ambientes inóspitos em áreas devolvidas à natureza; aumento do senso de comunidade (verde x cinza); conforto térmico; empregos; diminui as ilhas de calor urbano e o efeito estufa; benefícios econômicos com a diminuição do uso de energia como utilização de ar condicionado e muitas outras vantagens. Como podem observar comentei apenas de um único produto que está disponível no mercado e sendo utilizado já em indústrias, passarelas, shopping centers, casas, comércios, sobre telhados inclinados, em paredes de bancos, em paredes com brisa vegetal, aproveitando a água de chuvas com cisternas e pisos ecológicos, em sistemas modulares ou de outras formas, em fábricas verdes, com ecopavimento, com ecodrenos que abastecem: o jardim da chuva, o lago subterrâneo, a bacia de infiltração, etc. (www.ecotelhado.com.br)
Outros exemplos: energia solar térmica e fotovoltaica no mesmo projeto, ou seja, telhado vivo cobrindo piscinas e vestiários, com conceitos arquitetônicos modernos e ao mesmo tempo sustentáveis que demandam um volume considerável de mão-de-obra.
Arquitetura Bioclimática que conta com 6 princípios: preservar energia; usar estratégias passivas; usar sistema híbrido sempre que possível; usar estratégias ativas na proporção necessária; usar energia renovável; usar energia na rede na menor proporção possível. Através de projetos bioclimáticos é possível criar fachadas Bioclimáticas que permitem: melhorar a saúde, aperfeiçoar a energia natural, melhorar a produtividade pela melhoria do conforto no ambiente natural, racionalizar e economizar energia, ampliação da iluminação; estas fachadas são como filtros que extraem o melhor do clima externo para criar o melhor clima interno. Os custos destes novos projetos são cada vez mais viáveis quando analisados as questões custos-benefícios pela economia gerada, portanto as construções inteligentes e ecologicamente corretas passam a ser uma realidade, com empreendimentos espalhados pelos quatro cantos do mundo obtendo selos verdes da construção, a eco- eficiência e o crescimento verde transformam mercados, hoje é possível obter energia até pelos passos dos usuários de uma estação de metro, ondas de calor do trânsito urbano entre outros.
Bioeletricidade, Bio-etileno (Alcoolquímica – Bioplásticos), Bio-hidrocarbonetos (diesel de cana-de-açúcar, combustível de aviação), Reuso de Água, Biogás, Biomassa.....
Veículos 100% elétricos e híbridos, com plug-in como carregar uma bateria, energia eólica, logística reversa (compromisso de retorno e destino correto de embalagens e produtos pelos fabricantes).
Uma iniciativa de peso foi a criação da 1ª Bolsa Internacional de Negócios de Economia Verde – BINEV em 2010, pelo Governo do Estado de São Paulo, no Brasil, baseado na Política Estadual de Mudanças Climáticas, dentre eles ações como PIF Brasil (Produção Integrada de Frutas), que é baseado em um sistema integrado na sustentabilidade, com aplicação de recursos naturais e de regulação de mecanismos para substituição de insumos poluentes, utilizando instrumentos adequados de monitoramento dos procedimentos e a rastreabilidade de todo o processo, tornando-se economicamente viável, ambientalmente corretos e socialmente justos. Além de uma bolsa de produtos, serviços, empresas, negócios e oportunidades de desenvolvimento tecnológico e ambiental com representantes de vários países. Hoje, existem milhares de projetos e produtos verdes espalhados pelo mundo.
A economia verde é um mercado de trilhões de dólares que podem gerar riquezas em todos os países, cabendo a cada nação buscar iniciativas que possibilitem a recuperação ambiental, o aproveitamento energético, turismo responsável, educação criativa eco-cultural, a sinergia de troca de conhecimentos científicos e populares em prol de um mundo mais saudável, com a criação de novas riquezas e oportunidades justas de trabalho. Vamos defender esta causa. Viva! A Construção do Novo Mundo Verde!
Publicado no Jornal Pravda da Rússia e espalhado por mídias do mundo todo
Há vários anos escrevo sobre a economia verde, afirmando que ela pode auxiliar as economias mundiais, criar milhões de empregos e ainda de quebra salvar o mundo, amenizando os efeitos climáticos provocados pelo descaso e mau uso dos recursos naturais no planeta.
A sustentabilidade passa a ser regra de sobrevivência no mundo dos negócios, em países desenvolvidos e em evolução, nas grandes organizações e nos governos sérios do planeta.
Vários exemplos espalham-se pelo mundo em projetos inusitados de vários seguimentos dentre eles destaco produtos de uma empresa como o ecotelhado - ecoparede (marcas registradas), que utilizam 95% de material reciclado, podendo ser utilizado sobre lajes e telhados, ou mesmo nas paredes, dentre as vantagens, transformam ambientes inóspitos em áreas devolvidas à natureza; aumento do senso de comunidade (verde x cinza); conforto térmico; empregos; diminui as ilhas de calor urbano e o efeito estufa; benefícios econômicos com a diminuição do uso de energia como utilização de ar condicionado e muitas outras vantagens. Como podem observar comentei apenas de um único produto que está disponível no mercado e sendo utilizado já em indústrias, passarelas, shopping centers, casas, comércios, sobre telhados inclinados, em paredes de bancos, em paredes com brisa vegetal, aproveitando a água de chuvas com cisternas e pisos ecológicos, em sistemas modulares ou de outras formas, em fábricas verdes, com ecopavimento, com ecodrenos que abastecem: o jardim da chuva, o lago subterrâneo, a bacia de infiltração, etc. (www.ecotelhado.com.br)
Outros exemplos: energia solar térmica e fotovoltaica no mesmo projeto, ou seja, telhado vivo cobrindo piscinas e vestiários, com conceitos arquitetônicos modernos e ao mesmo tempo sustentáveis que demandam um volume considerável de mão-de-obra.
Arquitetura Bioclimática que conta com 6 princípios: preservar energia; usar estratégias passivas; usar sistema híbrido sempre que possível; usar estratégias ativas na proporção necessária; usar energia renovável; usar energia na rede na menor proporção possível. Através de projetos bioclimáticos é possível criar fachadas Bioclimáticas que permitem: melhorar a saúde, aperfeiçoar a energia natural, melhorar a produtividade pela melhoria do conforto no ambiente natural, racionalizar e economizar energia, ampliação da iluminação; estas fachadas são como filtros que extraem o melhor do clima externo para criar o melhor clima interno. Os custos destes novos projetos são cada vez mais viáveis quando analisados as questões custos-benefícios pela economia gerada, portanto as construções inteligentes e ecologicamente corretas passam a ser uma realidade, com empreendimentos espalhados pelos quatro cantos do mundo obtendo selos verdes da construção, a eco- eficiência e o crescimento verde transformam mercados, hoje é possível obter energia até pelos passos dos usuários de uma estação de metro, ondas de calor do trânsito urbano entre outros.
Bioeletricidade, Bio-etileno (Alcoolquímica – Bioplásticos), Bio-hidrocarbonetos (diesel de cana-de-açúcar, combustível de aviação), Reuso de Água, Biogás, Biomassa.....
Veículos 100% elétricos e híbridos, com plug-in como carregar uma bateria, energia eólica, logística reversa (compromisso de retorno e destino correto de embalagens e produtos pelos fabricantes).
Uma iniciativa de peso foi a criação da 1ª Bolsa Internacional de Negócios de Economia Verde – BINEV em 2010, pelo Governo do Estado de São Paulo, no Brasil, baseado na Política Estadual de Mudanças Climáticas, dentre eles ações como PIF Brasil (Produção Integrada de Frutas), que é baseado em um sistema integrado na sustentabilidade, com aplicação de recursos naturais e de regulação de mecanismos para substituição de insumos poluentes, utilizando instrumentos adequados de monitoramento dos procedimentos e a rastreabilidade de todo o processo, tornando-se economicamente viável, ambientalmente corretos e socialmente justos. Além de uma bolsa de produtos, serviços, empresas, negócios e oportunidades de desenvolvimento tecnológico e ambiental com representantes de vários países. Hoje, existem milhares de projetos e produtos verdes espalhados pelo mundo.
A economia verde é um mercado de trilhões de dólares que podem gerar riquezas em todos os países, cabendo a cada nação buscar iniciativas que possibilitem a recuperação ambiental, o aproveitamento energético, turismo responsável, educação criativa eco-cultural, a sinergia de troca de conhecimentos científicos e populares em prol de um mundo mais saudável, com a criação de novas riquezas e oportunidades justas de trabalho. Vamos defender esta causa. Viva! A Construção do Novo Mundo Verde!
Publicado no Jornal Pravda da Rússia e espalhado por mídias do mundo todo
Publicado em 10-Mar-2012, por Welinton Santos, no site: www.gestopole.com.br
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segunda-feira, 9 de abril de 2012
Entenda a Guerra Fiscal
O imposto estadual ICMS é um imposto sobre valor adicionado. Isto elimina o problema de impostos em cascata.
Há duas formas de fazer isto. O usado atualmente é deduzir do imposto a pagar os impostos já pagos em todos os insumos que entram no produto.
Um trabalhão insano, de destacar de cada umas das centenas de milhares de notas fiscais o imposto pago, seja nas compras, seja nas vendas.
São centenas de milhares de somas e subtrações, com milhares de complicações quando há produtos isentos com incentivos fiscais de outros estados. São estes incentivos fiscais que dão origem à Guerra Fiscal.
Um outro método, proposto por administradores, é bem mais simples.
Ele utiliza o Demonstrativo de Valor Adicionado, calculado por todas as empresas, neste caso do exemplo abaixo o valor R$ 1.075.446,00.
Multiplica-se este valor pelo ICMS de cada Estado, digamos 18% e pronto, em 12 segundos temos o ICMS a pagar do mês.Valor adicnado-1
Um único cálculo com enormes vantagens. Acaba com a Guerra Fiscal, por exemplo.
Um Estado do Nordeste que seja bem administrado, com custos governamentais baixos e controlados, poderia muito bem reduzir seu ICMS para 12%, atraindo assim indústrias de São Paulo.
Seria uma forma de estimular a competição dos Estados por melhor eficiência governamental.
Este Estado utilizaria a alíquota de 12%, porque não precisa de mais, e tornaria o Brasil competitivo internacionalmente, reduziria a inflação e permitiria maior inclusão social. Um ganha ganha e tanto.
Os produtos "exportados" deste estado não teriam nenhum imposto embutido, nem destacado, nem compensável.
Os milhares de cálculos de imposto retido deixariam de existir, e a guerra fiscal também.
Se um Estado do Nordeste quiser dar 20 anos de prazo para pagar os 12%, isto não afetará mais os outros Estados que "importam" produtos do Nordeste. Os impostos retidos deixariam de ser "exportados".
O imposto depende somente do Valor Adicionado no próprio estado, não importa de onde vieram os insumos.
Mas o importante deste artigo é esta proposta de se pagar o ICMS de cada Estado usando o que nós administradores econômicos vimos sugerindo desde que o Demonstrativo de Valor Adicionado é publicado pelas empresas há mais de 20 anos.
Usar o Valor Adicionado como fato gerador do ICMS, e não a saída ou "movimentação" do produto, um anacronismo.
Os dois cálculos dariam a longo prazo os mesmos resultados, e o proposto pela Administração é mais simples e mais alinhado com o "espírito" do imposto.
Exige um único cálculo, no final de mês, multiplicando o Valor Adicionado da empresa pela alíquota do ICMS do Estado de sede da empresa.
Se não fosse esta ridícula briga constante entre economistas e administradores, uma briga de poder injustificável porque somente prejudica o país, teríamos uma brutal simplificação no cálculos dos tributos e o fim da Guerra Fiscal.
Hoje, os Estados não podem reduzir o seu ICMS para 12%, porque prejudicaria quem "importa" impostos retidos daquele Estado.
Deixaríamos também de gastar fortunas em fiscalização interestadual, que ficam conferindo os impostos que também se "movimentam" de um Estado para o outro.
Algum jornalista gostaria de dar isto como manchete?
Entreviste qualquer diretor dos Conselhos Regionais de Administração. Eles esperam há vinte anos por esta oportunidade e você terá uma matéria que todos irão comentar.
Há duas formas de fazer isto. O usado atualmente é deduzir do imposto a pagar os impostos já pagos em todos os insumos que entram no produto.
Um trabalhão insano, de destacar de cada umas das centenas de milhares de notas fiscais o imposto pago, seja nas compras, seja nas vendas.
São centenas de milhares de somas e subtrações, com milhares de complicações quando há produtos isentos com incentivos fiscais de outros estados. São estes incentivos fiscais que dão origem à Guerra Fiscal.
Um outro método, proposto por administradores, é bem mais simples.
Ele utiliza o Demonstrativo de Valor Adicionado, calculado por todas as empresas, neste caso do exemplo abaixo o valor R$ 1.075.446,00.
Multiplica-se este valor pelo ICMS de cada Estado, digamos 18% e pronto, em 12 segundos temos o ICMS a pagar do mês.Valor adicnado-1
Um único cálculo com enormes vantagens. Acaba com a Guerra Fiscal, por exemplo.
Um Estado do Nordeste que seja bem administrado, com custos governamentais baixos e controlados, poderia muito bem reduzir seu ICMS para 12%, atraindo assim indústrias de São Paulo.
Seria uma forma de estimular a competição dos Estados por melhor eficiência governamental.
Este Estado utilizaria a alíquota de 12%, porque não precisa de mais, e tornaria o Brasil competitivo internacionalmente, reduziria a inflação e permitiria maior inclusão social. Um ganha ganha e tanto.
Os produtos "exportados" deste estado não teriam nenhum imposto embutido, nem destacado, nem compensável.
Os milhares de cálculos de imposto retido deixariam de existir, e a guerra fiscal também.
Se um Estado do Nordeste quiser dar 20 anos de prazo para pagar os 12%, isto não afetará mais os outros Estados que "importam" produtos do Nordeste. Os impostos retidos deixariam de ser "exportados".
O imposto depende somente do Valor Adicionado no próprio estado, não importa de onde vieram os insumos.
Mas o importante deste artigo é esta proposta de se pagar o ICMS de cada Estado usando o que nós administradores econômicos vimos sugerindo desde que o Demonstrativo de Valor Adicionado é publicado pelas empresas há mais de 20 anos.
Usar o Valor Adicionado como fato gerador do ICMS, e não a saída ou "movimentação" do produto, um anacronismo.
Os dois cálculos dariam a longo prazo os mesmos resultados, e o proposto pela Administração é mais simples e mais alinhado com o "espírito" do imposto.
Exige um único cálculo, no final de mês, multiplicando o Valor Adicionado da empresa pela alíquota do ICMS do Estado de sede da empresa.
Se não fosse esta ridícula briga constante entre economistas e administradores, uma briga de poder injustificável porque somente prejudica o país, teríamos uma brutal simplificação no cálculos dos tributos e o fim da Guerra Fiscal.
Hoje, os Estados não podem reduzir o seu ICMS para 12%, porque prejudicaria quem "importa" impostos retidos daquele Estado.
Deixaríamos também de gastar fortunas em fiscalização interestadual, que ficam conferindo os impostos que também se "movimentam" de um Estado para o outro.
Algum jornalista gostaria de dar isto como manchete?
Entreviste qualquer diretor dos Conselhos Regionais de Administração. Eles esperam há vinte anos por esta oportunidade e você terá uma matéria que todos irão comentar.
Posted: 02 Apr 2012, no blog do Stephen Kanitz
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segunda-feira, 12 de março de 2012
2,7% O PIB da Ineficiência
Faltou explicar porque o Brasil é tão mal administrado, tão ineficiente, tão pobre nas suas análises.
Somos de fatos ineficientes, e continuaremos a ser se não percebermos que precisamos colocar no governo pessoas que entendam de eficiência.
Para melhorar a análise do Estado de São Paulo gostaríamos de acrescentar alguns dados.
Descontado o crescimento populacional e a parcela do PIB que vai para o governo, a renda per capita disponível para a população brasileira quase não cresceu.
Aliás, fica próxima do erro estatístico no cálculo do PIB, que obviamente não é perfeito.
Mas se entrevistarmos qualquer contador deste país, e qualquer aluno de administração que já tenha completado o primeiro ano, eles mostrarão algo mais grave. 1. Uma parte do PIB é venda de extração de minério, ferro, alumínio e extração de petróleo.
O que entra no PIB é o valor adicionado, não o valor do minério in natura.
Acontece que o minério e o petróleo extraídos deveriam ser deduzidos do Patrimônio Líquido Nacional.
Demonstrativo que toda empresa elabora, menos o Governo Brasileiro.
Neste contexto estamos ficando mais pobres, estamos esgotando nossas reservas minerais.
Se em vez do PIB, calculássemos a variação do Patrimônio Líquido, como fazem as empresas eficientes e não tão eficientes, iremos descobrir que ficamos mais pobres em 2011.
Os 2,7% de crescimento do PIB não compensou a venda de patrimônio liquido deste país, que sequer calculamos, mas deve ser maior do que 2,7% do PIB.
2. Um outro dado, que todo contador brasileiro aprende no primeiro ano, é que o aumento da dívida de uma empresa sem contrapartida é uma redução do patrimônio.
Em 2011, a dívida não contabilizada do governo deve ter aumentado no mínimo R$ 500 bilhões.
Ficamos R$ 500 bilhões mais pobres, mas isto não é contabilizado e representaria mais 1,2% do PIB. São os direitos adquiridos que por ineficiência e esperteza não são contabilizados.
A maioria dos brasileiros e jornalistas, nem sabe que existem estas despesas não contabilizadas, o que mostra o grau de ineficiência que nos permitimos chegar.
Sequer sabemos o nível dos nossos problemas.
Pelo menos, a ficha caiu que somos ineficientes.
Onde somos ineficientes é que ninguém percebeu ainda. "É nos juros", "É no câmbio", 'É na educação".
Continuem pensando assim.
Quando descobrirem que ineficiência se combate com profissionais treinados para combater a ineficiência estaremos um pouco menos atrasados.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Você Sabe o Que é o "Multiplicador Bancário"?
Não era seguro deixar dinheiro debaixo dos colchões, e as pessoas entregavam o dinheiro para as Caixas Fortes, que viriam a ser os grandes bancos de hoje.
Você entregava o seu dinheiro, o caixa anotava numa caderneta de depósito e colocava o seu dinheiro, junto com o dos demais clientes, na Caixa Forte do Banco.
Aí surgiu uma das grandes descobertas econômicas da época.
90% do dinheiro depositado nunca saía do lugar.
A grande movimentação do retira e deposita se concentrava nos 10% de cima do dinheiro.
Isto foi visto na época como uma grande oportunidade de lucro extra.
O banqueiro poderia emprestar 90% do dinheiro e cobrar juros. Sem você perceber. Um ganho extra para os banqueiros. Leia http://pt.wikipedia.org/ sobre o Multiplicador Bancário.
Um banco poderia emprestar assim, 10 vezes o que os depositantes lhe confiaram.
Mas para esta lei funcionar é preciso mentir, fugir com a ética, e correr um risco enorme, que pode causar crises como esta que estamos passando.
Onde está a mentira?
Quando você lê o seu estrato bancário, dizendo que você tem R$ 3.300,00 depositado em sua conta corrente, somente R$ 300,00 está de fato depositado.
O resto foi emprestado, sem sua permissão.
Você não tem um depósito de R$ 3.300,00, como legalmente a firma o seu "extrato".
Você só tem R$ 300,00. Os R$ 3.000,00 restantes são "a receber do banco", com a garantia do dono do banco. Uma bela diferença!
O extrato bancário está escondendo uma pequena mentira.
O seu "saldo" não está tão seguro assim, somente R$ 300,00. O resto foi emprestado para a Grécia, American Airlines, e quem sabe quem.
Criou-se uma forma legal de estelionato, onde o dinheiro é "roubado" temporariamente, e aplicado temporariamente na Grécia, Titulos do Governo Brasileiro, Marfrig, gerarando este "Multiplicador Bancário".
Seu depósito permite ao Banco Emprestar 10 vezes em cima dele, mas quem fica com o lucro são os bancos e técnicos que fizeram os cálculos.
Por isto antigamente todos os "serviços" eram de "graça".
Vejamos o Banco do Brasil, um banco acima de qualquer suspeita. Ele tem 140 bilhões de depósitos à vista incluído poupança, que também é à vista.
Mas ele só tem 9 bilhões de dinheiro disponível. Este é um segredo mantido a sete chaves.
Se 140 bilhões pedirem os seus saldos, vão descobrir que não tem para pagar nem os 10%. E aí, como fica?
Por isto criaram o interbancário e o Banco Central.
De tempos em tempos, o que os bancos deixam como "disponibilidade" não é suficiente, tem dias que muitos clientes decidem sacar, muitas vezes para depositar em outro banco concorrente.
Por isto, criaram o que se chama o Interbancário, os bancos emprestam entre si a diferença.
De tempos em tempos, todo o sistema financeiro entra em crise, como agora, e por isto criaram o Banco Central, que socorre os banqueiros que emprestaram 10 vezes o nosso dinheiro, quando falta liquidez no sistema.
Tudo supervisionado pelos próprios economistas que criaram toda esta corrente da felicidade. As raposas cuidando do galinheiro. Deu no que deu.
É este "multiplicador bancário", que tem causado uma crise mundial após outra, desde que descobriram que só 10% dos depositantes querem ver a cor do dinheiro, em média.
Este engodo original já foi tão esquecido, que a maioria dos textos sobre Multiplicador Bancário, dizem que isto é devido a uma lei do Banco Central.
O correto seria pelo menos você receber os juros do seu dinheiro emprestado, ou no máximo cobrar uma comissão.
Mas emprestar o seu depósito bancário sem a sua permissão, tem um artigo no código penal que eu não me lembro exatamente qual é.
Um banco poderia emprestar assim, 10 vezes o que os depositantes lhe confiaram.
Mas para esta lei funcionar é preciso mentir, fugir com a ética, e correr um risco enorme, que pode causar crises como esta que estamos passando.
Onde está a mentira?
Quando você lê o seu estrato bancário, dizendo que você tem R$ 3.300,00 depositado em sua conta corrente, somente R$ 300,00 está de fato depositado.
O resto foi emprestado, sem sua permissão.
Você não tem um depósito de R$ 3.300,00, como legalmente a firma o seu "extrato".
Você só tem R$ 300,00. Os R$ 3.000,00 restantes são "a receber do banco", com a garantia do dono do banco. Uma bela diferença!
O extrato bancário está escondendo uma pequena mentira.
O seu "saldo" não está tão seguro assim, somente R$ 300,00. O resto foi emprestado para a Grécia, American Airlines, e quem sabe quem.
Criou-se uma forma legal de estelionato, onde o dinheiro é "roubado" temporariamente, e aplicado temporariamente na Grécia, Titulos do Governo Brasileiro, Marfrig, gerarando este "Multiplicador Bancário".
Seu depósito permite ao Banco Emprestar 10 vezes em cima dele, mas quem fica com o lucro são os bancos e técnicos que fizeram os cálculos.
Por isto antigamente todos os "serviços" eram de "graça".
Vejamos o Banco do Brasil, um banco acima de qualquer suspeita. Ele tem 140 bilhões de depósitos à vista incluído poupança, que também é à vista.
Mas ele só tem 9 bilhões de dinheiro disponível. Este é um segredo mantido a sete chaves.
Se 140 bilhões pedirem os seus saldos, vão descobrir que não tem para pagar nem os 10%. E aí, como fica?
Por isto criaram o interbancário e o Banco Central.
De tempos em tempos, o que os bancos deixam como "disponibilidade" não é suficiente, tem dias que muitos clientes decidem sacar, muitas vezes para depositar em outro banco concorrente.
Por isto, criaram o que se chama o Interbancário, os bancos emprestam entre si a diferença.
De tempos em tempos, todo o sistema financeiro entra em crise, como agora, e por isto criaram o Banco Central, que socorre os banqueiros que emprestaram 10 vezes o nosso dinheiro, quando falta liquidez no sistema.
Tudo supervisionado pelos próprios economistas que criaram toda esta corrente da felicidade. As raposas cuidando do galinheiro. Deu no que deu.
É este "multiplicador bancário", que tem causado uma crise mundial após outra, desde que descobriram que só 10% dos depositantes querem ver a cor do dinheiro, em média.
Este engodo original já foi tão esquecido, que a maioria dos textos sobre Multiplicador Bancário, dizem que isto é devido a uma lei do Banco Central.
O correto seria pelo menos você receber os juros do seu dinheiro emprestado, ou no máximo cobrar uma comissão.
Mas emprestar o seu depósito bancário sem a sua permissão, tem um artigo no código penal que eu não me lembro exatamente qual é.
Do blog do Stephen Kanitz in Administração Econômica
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
A Crise é do Capitalismo?
Como todos sabem, meu objetivo neste blog sem fins lucrativos é sempre mostrar um lado da questão nunca abordado, ajudando a eliminar preconceitos, memes e ajudando o leitor a pensar mais no assunto.
Não foi o Capitalismo que causou esta crise, muito menos o Neoliberalismo, algo que vai ser difícil, eu sei, a esta altura do campeonato provar.
Vamos definir corretamente de que capitalismo estamos falando, quais os valores deste capitalismo que causaram a crise, lembrando que hoje temos vários capitalismos, como temos inúmeras versões possíveis de socialismo.
Eu defendo o Capitalismo Democrático, enquanto que Martin Wolf defende o Capitalismo de Estado.
Um dos valores do capitalismo tradicional e do liberalismo é: "coloque todos os seus ovos numa cesta, e cuide bem desta cesta". Poderá parecer estranho para muitos, porque o mantra na imprensa econômico-financeira e do Financial Times tem sido "diversificar seus investimentos e não colocar tudo numa única cesta".
Mas este conselho, "cuide bem da cesta" está nos Axiomas de Zurique, de Max Gunther, uma das bíblias deste tipo de capitalismo.
Estes capitalistas à moda antiga são a favor da governância, da responsabilidade no trato das finanças, da competência e da dedicação.
Os liberais e os neoliberais querem que você tenha liberdade de escolher o Fundo de Garantia de Emprego que quiser, não aquele que rende menos que a inflação, determinado pelo Capitalismo de Estado.
Você escolhe o seu Fundo de Pensão ou cuida você mesmo de uma carteira de ações, ao invés de entregar 30% do seu salário ao Fundo de Pensão do INSS, determinado pelo Capitalismo de Estado.
Cuidar do seu próprio dinheiro faz parte do direito do homem, infelizmente esquecido pelos nossos governos.
"Depositem 40% de impostos, comprem 100% de títulos públicos, que cuidaremos da sua "cesta", da sua saúde, ensino e aposentadoria."
Será que entregar a sua cesta para outros cuidarem funciona?
Martin Wolf acredita que sim.
Martin Wolf acha que entregar sua poupança para um bando de jovens de Hedge Funds, Fundos Fechados, Fundos de todos os tipos, e diversificar em 10 aplicações diferentes que você honestamente não entende nada, funciona.
Mas isto não é capitalismo. Entregar a sua cesta para outros cuidarem é uma santa ingenuidade, mas é isto que hoje chamamos de Wall Street, não muito diferente do que prega o Capitalismo de Estado.
Dê-me seu dinheiro, e eu cuidarei dele por você. Deu o que deu nos EUA e agora na EUROPA, duas faces da mesma moeda. "Cuidaremos de você e dos seus problemas."
Liberais e neoliberais acham que entregar dinheiro para os outros é uma furada. Por isto, são contra governos que tomam para si, e Hedge Funds que afirmam que cuidarão de você.
Liberais acham que é melhor você cuidar do seu dinheiro, da educação do seu filho e da sua saúde que dá mais certo, liberdade hoje negada pelo Capitalismo de Estado e desaconselhada por jornalistas do Financial Times, em nome de seus anunciantes.
Entregar 40% da sua renda para o Estado e não acompanhar o que eles fazem com o seu dinheiro gera incentivo à corrupção, óbvio.
Colocar sua aposentadoria e fé numa promessa do Estado, é no mínimo ser irresponsável.
Comprar títulos públicos sem saber o que os Capitalistas de Estado fazem de fato com seu dinheiro é comodismo, e novamente irresponsabilidade das grandes.
Liberdade requer responsabilidades, a começar com o seu próprio capital, por menor que seja.
A crise, nos Estados Unidos, foi devida aos milhares de americanos que em vez de cuidarem de suas "cestas", entregaram o dinheiro de que dependerão para se aposentar a Fundos de Pensão.
Mesmo no Brasil, a maioria não tem a menor ideia do que o Fundo de Pensão do INSS faz com o nosso dinheiro, nem o Fundo de Pensão da Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, BNDES, Vale do Rio Doce, e assim por diante.
Estes Fundos de Pensão americanos entregaram o dinheiro dos trabalhadores a Bancos de "Investimentos" como Lehman Brothers, Bear Stearns, etc..., sem saber exatamente o que eles fazem com o dinheiro.
Ben Bernanke, pasmem, não controlava os Bancos de "investimentos" porque não faziam parte do sistema bancário.
Isto não é capitalismo, isto se chama irresponsabilidade administrativa.
Por sua vez, estes Bancos de Investimento "diversificaram" o seu dinheiro em várias aplicações, como Títulos Hipotecários Subprime, sem conhecer um sequer dos 10.000 mutuários que estavam sendo lastreados.
Por sinal, tudo começou com um professor da Universidade de Chicago, Harry Markowitz.
Markowitz convenceu o mundo que "diversificar era preciso".
Convenceu que não era o conteúdo das "cestas" o mais importante, e sim a variação e correlação entre as cestas que deveria ser estudada.
Segundo Markowitz, uma aplicação em Madoff era ótima, renda constante e variância da cesta baixo.
Olhar a "cesta" do Madoff não é escopo desta teoria e deu no que deu.
Portanto, foi "falta" de capitalismo o que causou esta crise. Ninguém efetivamente se preocupando com o seu próprio capital.
Converso com viúvas, e fica claro que não estão cuidando elas próprias das cestas dos seus maridos.
Converso com médicos, e eles entregam sua poupança para pessoas que mal conhecem.
Converso com advogados que lêem os contratos de gestão, mas eles não têm a menor ideia no que estão investindo.
Converso com professores de economia, e eles recomendam comprar títulos do governo, sabendo que o dinheiro aplicado irá direto para despesas em educação e aposentadorias, o que não é uma boa "cesta" para se ter, como comprar títulos públicos da Grécia.
Lamento, cuidar do seu dinheiro faz parte das responsabilidades de um cidadão, por mais chato que seja. Como fazer esteira todo dia. Mal necessário.
Por isto, os Republicanos foram contra salvar a Lehman Brothers, aumentar o limite da dívida, etc.
Eles acham que quem não cuida da sua "cesta", deve arcar com os prejuízos.
E não, ver estes prejuízos "socializados" por Obama e Bernanke, imprimindo moeda descaradamente e chamando este crime econômico de Quantitative Easing.
Concordo que cuidar de "cestas" é deprimente.
Lidar com dinheiro e investimento é chato, é chatíssimo.
E, perigoso.
Só tem bandido e governos atrás do seu rico dinheiro, via impostos e taxas de administração, e até verdadeiras trapaças.
Mas é imperativo cuidar do seu dinheiro, e não o Ministro da Fazenda que quer tapar o buraco do déficit público.
Ou um funcionário do INSS, que nem sabe quem você é.
Ou um gestor de Fundo de Pensão, que também nem sabe quem você é.
Faltou capitalismo nesta crise, ambos nos EUA e na Europa.
Acabaram com o velho capitalismo, o do Tio Patinhas.
Hoje ninguém cuida do seu próprio dinheirinho.
Compram títulos de governos Europeus ou Títulos de Dívidas Hipotecárias simplesmente com base nas notas dadas pela Moody's e Standard & and Poor's, tidas como suficientes.
Capitalismo é cuidar do dinheiro, e cuidar bem dele. Algo que infelizmente não ocorre no Capitalismo de Estado e nestes outros capitalismos, como o Capitalismo de Hedge Funds ou o Capitalismo da Diversificação do Capital, defendido por Markowitz e Wolf.
Por isto, defendo o Capitalismo Democrático onde cada um é responsável pela sua poupança diretamente, com direito de voto.
O que não está acontecendo, prezado Mr. Martin Wolf, devido aos grandes anunciantes do Financial Times, que você sabe muito bem quem são.
Hedge Funds e Bancos que querem que seus leitores esqueçam da responsabilidade de cada cidadão de cuidar bem da sua "cesta".
Eles anunciam e você sempre escreve para todos diversificarem e não colocarem tudo numa única cesta, e cuidar bem desta cesta.
Você quer que todos apliquem com seus anunciantes.
Vergonhoso Mr. Wolf. Lhe dei um Unfollow.
Recebido por e-mail, do blog do Stephen Kanitz.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Feiras Livres: Suas Origens e Relações de Consumo
Como se Formaram as Primeiras Feiras? Qual é o Perfil do Feirante? Como Concorrer Com os Supermercados? Existem Vantagens em Comprar Nas Feiras-Livres?
Ainda é meio nebulosa a origem das feiras-livres nas grandes cidades, pois alguns especialistas afirmam que em 500 a.C. já se realizava essa atividade no Oriente Médio e, outros não menos estudiosos, dizem que essas atividades surgiram na Idade Média relacionadas às festividades religiosas.
É certo que, durante séculos, a religião andou de braços dados com o comércio, uma vez que a palavra “feria” (latim) significa “dia santo” ou “feriado”. As pessoas se reuniam em lugares públicos a fim de venderem seus produtos artesanais e, a partir desse incremento, o poder público interveio a fim de disciplinar, fiscalizar e – claro – cobrar impostos.
O perfil do feirante no RJ é constituído pela maioria de origem portuguesa – com grau de instrução relativamente baixo – e trabalhadores braçais que imigraram do Nordeste. Porém, em municípios como Nova Friburgo e Teresópolis recentemente surgiu um novo tipo de agricultor – muitos com formação universitária – provenientes de famílias de posse, os quais foram apelidados de “os novos rurais”.
Nessas regiões eles acabaram difundindo um novo modelo de pensamento rural, o qual era preocupado com o consumidor em termos de qualidade sanitária e biológica dos alimentos por eles produzidos. Dessa forma, muitos deles – com noções de Marketing e Administração – desenvolveram novos produtos para segmentos especializados e, em função disso, nasceu a Agricultura Orgânica.
Esse grupo de jovens ruralistas enxergou no canal de distribuição feira-livre o 1° passo para tornar seus produtos e suas idéias conhecidos para os consumidores de alimentos sem agrotóxicos. Muitos se instalaram nas feiras livres da Zona Sul a fim de conquistar seu público-alvo e, hoje em dia, eles são responsáveis pela comercialização de 400 t de alimentos orgânicos in natura por ano na cidade do Rio de Janeiro.
No setor econômico podemos dizer que as feiras-livres são representativas, pois atualmente existem cerca de 200 feiras na cidade do RJ, empregando aproximadamente 6 mil feirantes, movimentando quase 13 mil toneladas de produtos / mês e um faturamento médio mensal de R$ 16 milhões. As feiras-livres se tornaram um importante canal de distribuição de hortifrutigranjeiros para os consumidores cariocas e, em função disso, pode-se afirmar que se trata de uma atividade economicamente relevante para a cidade e para milhares de cidadãos.
Nestes locais a palavra ainda vale mais do que o código de barras, pois no grito do feirante ou na pechincha dos consumidores as feiras-livres vão sobrevivendo ao avanço dos supermercados. Conforme relatos de alguns feirantes metade dos consumidores de uma feira-livre vêm atrás de preço e a outra metade vem à feira porque gosta de conversar. Talvez essa seja uma boa vantagem competitiva das feiras-livres em relação aos supermercados, uma vez que é impensável um funcionário de supermercado abordar e vender frutas e legumes aos gritos.
Diante disso, observa-se a oportunidade dos feirantes aumentarem suas vendas na medida em que pratiquem o método de vendas proposto por Kotler (AIDA). Ou seja, precisam chamar a “ATENÇÃO” dos consumidores através do seu próprio grito, das mercadorias bem expostas, limpas e com aspecto atraente.
Além disso, precisam despertar o “INTERESSE” sobre a qualidade dos seus produtos, enfatizando os benefícios que proporcionarão – as pessoas compram benefícios, valores. Elas precisam “DESEJAR” os produtos, sentirem-se “donas” deles. Para isso é necessário que os feirantes ofereçam provas, fazendo-os pegar, sentir, cheirar e apalpar os produtos.
Finalmente a “AÇÃO” de vendas – coisa impossível de ocorrer num supermercado. Eis aí a principal vantagem de uma feira-livre em relação aos supermercados, pois os feirantes podem estreitar cada vez mais seu relacionamento com a clientela a fim de tentar torná-la fiel.
Publicado em 16-Jan-2012, por Julio Cesar S. Santos, no site: www.gestopole.com.br
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Associativismo de resultados
"Nosso caráter é resultado de nossa conduta."
(Aristóteles)
Desde 1996 atuo voluntariamente em associações e entidades. Quer saber a
verdade? Comecei nisso por mero interesse pessoal.
Eu era fabricante de brinquedos metálicos para playground, entre outros
itens. Um dia, decidi certificar meus produtos com o objetivo precípuo de
ter um diferencial competitivo em relação à concorrência. O raciocínio era
simples: se meu produto tivesse um selo de qualidade eu certamente poderia
atuar no mercado com um preço premium, o que me garantiria maior
rentabilidade.
Porém, para chegar lá, era necessário criar as normas que regulamentariam o
mercado. Procurei o Inmetro que instituiu uma comissão de estudos formada
por diversos fabricantes, laboratórios técnicos de certificação e órgãos de
defesa do consumidor.
As primeiras reuniões foram terríveis, com um corporativismo latente.
Fabricantes de brinquedos de madeira insinuavam que os metálicos eram
perigosos porque esquentavam sob o sol e poderiam provocar queimaduras nas
crianças. Os fabricantes de produtos em aço, por sua vez, argumentavam que
os brinquedos de madeira soltavam farpas que também eram ofensivas. Enquanto
isso, os importadores de brinquedos de plástico injetado assistiam a tudo de
camarote. Detalhe, nos anos de 1990 ainda não se falava em preocupações de
cunho ambiental.
O fato é que após alguns encontros, com intensas discussões e constantes
estudos das normas em vigor nos Estados Unidos e na Europa, subitamente um
senso de civismo (e civilidade) tomou conta de todos os atores daquela
comissão. A norma que estávamos elaborando era especificamente voltada não à
qualidade, mas à segurança dos produtos fabricados e comercializados. Foi
quando adotamos um princípio básico: o brinquedo pode ser até de cristal,
desde que não comprometa a integridade dos usuários - as crianças.
Assim nasceu a NBR-14350/1999 (segurança de brinquedos de playground). Como
secretário-geral daquela comissão que se reuniu mensalmente ao longo de dois
anos, tenho hoje a alegria de saber que deixei um legado, mesmo não atuando
mais naquele segmento empresarial. Foi quando aprendi o propósito e a força
do associativismo.
Desde então, participei de várias iniciativas como a salvaguarda contra
brinquedos importados da China, a supressão da CPMF e, mais recentemente, o
Feirão do Imposto, promovendo a conscientização da população com relação à
carga tributária embutida no preço dos produtos.
Toda esta experiência permitiu-me chegar a algumas conclusões:
1. Você é voluntário até começar a participar. Integrar uma associação ou
entidade é uma decisão pessoal. Contudo, uma vez assumido o compromisso,
você se torna responsável pelo cumprimento de um planejamento estratégico
previamente formulado e pela defesa dos propósitos que norteiam a missão da
organização. Esta é uma mensagem àqueles que atuam diretamente na gestão.
2. Participar não se resume a pagar mensalidades. A contribuição mensal é o
bem menor que você pode legar. É limitado e superficial acreditar que basta
depositar alguns reais por mês em favor da entidade e exigir que os outros
lutem por seus interesses. Você precisa participar ativamente de reuniões,
debates e eventos. Esta é uma mensagem aos associados.
3. O interesse coletivo se sobrepõe ao individual. O nome do jogo não é
vencer, mas convencer. Isso significa ter flexibilidade e nenhum compromisso
com o erro. Em alguns momentos seu argumento é mais fraco e você perde. Mas
a derrota de hoje pode ser a vitória de amanhã.
4. O inimigo deve ser eleito com critério. O adversário deve ser nomeado
coletivamente. Com rapidez você descobre que ele não é o concorrente na sala
ao lado, mas sim a estrutura tributária paranoica, os entraves à
competitividade, a economia informal, o produto importado com câmbio
favorável e qualidade questionável.
5. As batalhas devem ser escolhidas com sabedoria. A questão não é debater
demandas específicas, de caráter conjuntural, mas sim buscar a
regulamentação de um setor ou mudanças estruturais. É trocar o benefício de
curto prazo, transitório, por avanços de longo prazo, duradouros, capazes de
promover a geração de emprego e renda.
Muitas vezes temos o mau hábito de criticar sem oferecer alternativas,
praguejar sem dialogar, julgar sem refletir. E, assim, terceirizamos a culpa
como indulgência pessoal à nossa própria negligência.
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em
17 países. É autor de "Somos Maus Amantes - Reflexões sobre carreira,
liderança e comportamento" (Flor de Liz, 2011), "Sete Vidas - Lições para
construir seu equilíbrio pessoal e profissional" (Saraiva, 2008) e coautor
de outros cinco livros. Contatos através do e-mail
Recebido do autor por e-mail
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Uma Lição da Crise do Euro Para o Brasil
Delegamos para os deputados e senadores o poder de legislar em nosso nome, por um período de 4 anos.
Delegamos para os Governadores e Presidentes o poder para administrar o Governo em nosso nome, por um período de 4 anos.
Neste período, podem fazer as besteiras que quiserem, que nós eleitores só teremos o recurso de não elegê-los novamente no turno seguinte.
Podem dar até estabilidade de emprego de 4 anos, mas não vitalício, porque não demos um mandato vitalício aos senhores legisladores. O poder que emanou do povo tem duração de somente 4 anos, e não vitalício.
Um deputado não pode comprometer a democracia, impedindo os futuros deputados de contratarem ou demitirem segundo à vontade de seus eleitores. Uma estátua construída em praça pública, embora construída com intenção vitalícia, pode ser demolida se o povo da cidade eleger um novo prefeito com esta intenção.
Da mesma forma, dívidas não podem ser contraídas para os próximos governos pagarem.
Dívidas precisam ser pagas durante o mandato estabelecido para a eleição.
No caso da Europa, os governantes atuais estão tendo de pagar dívidas que não contraíram.
Daí, a má vontade em achar uma solução. Por isto, a total falta de compromisso em reduzir despesas para pagar dívidas que não contraíram.
Como será o caso do futuro Prefeito de São Paulo que não terá nenhuma vontade para resolver a dívida de 63 bilhões que Marta, Serra e Kassab deixaram.
Pior, sua capacidade de atuação foi cerceada por dívidas contraídas em governos passados e fará um péssimo governo.
Cercear o campo de atuação de governos futuros fere o próprio espírito da democracia.
No caso de dívidas de longo prazo surge um problema imediato, se seguirmos este raciocínio à risca.
Como financiar obras com dívidas de 30 anos, se o mandato de atuação do deputado é de somente 4 anos?
A Suécia, neste caso, exige que o endividamento do país, seja aprovado por 4/5 do Senado, ou seja, com quase unanimidade, e portanto incluindo os partidos de oposição que eventualmente poderiam conquistar o poder nas eleições seguintes, uma interessante saída.
Esta deveria ter sido a regra da Responsabilidade Fiscal de FHC, regra que nem pensaram em introduzir.
Como nenhum governo de oposição quer pagar a dívida do seu antecessor, somente projetos realmente úteis para governos futuros seriam aprovados.
Caso contrário, as dívidas precisam ser quitadas até o final do mandato do legislador, governador ou Presidente da República.
Talvez esta seja a solução para o déficit público, dívidas dos Estados, das obras faraônicas, da reforma administrativa do Estado. Respeitar o artigo primeiro da Constituição.
@StephenKanitz
Do blog do Stephen Kanitz - recebido do autor por e-mail
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
O lucro e a zona de conforto
Na era do lucro especulativo, onde empresas, uma após outra, naufragam em seus endividamentos, sem apoio e incentivos para sobrevivência, lucro é um tema que não se esgota.
Um dia, após a publicação de uma matéria que eu havia escrito sobre o assunto, li as críticas. Apareceram opiniões a favor e contra os lucros.
Umas diziam que lucro é um direito do empresário, a justa remuneração pelo investimento e pela disposição ao risco, outras criticavam o excesso de lucros das empresas. Algumas criticavam o capitalismo selvagem, cujo único objetivo é o lucro. Havia uma que dizia que uma empresa não precisa ter lucro, o que não pode é ter prejuízo.
Lógicas ou ilógicas, as frases sempre determinavam um posicionamento mais ou menos apaixonado. Poucos foram os comentários isentos de emoção.
Num debate sobre a questão, um empresário fazia a seguinte colocação com humor: “Lucro no mercado brasileiro é uma realidade ou lenda?”.
Vemos os impostos levarem mais de 30% de todo o fluxo de dinheiro que circula pela empresa, os juros levam aos bancos mais de 5% do montante, os custos levam aos fornecedores de materiais e serviços mais de 50% do valor, e à empresa resta no final menos de 5%, depois de uma longa caminhada.
O fato é que para atingir o ponto de lucro a organização deve percorrer um longo caminho até superar o ponto de equilíbrio, onde as receitas e despesas se igualam. O famoso break-even-point .
As empresas dificilmente atingem o ponto de equilíbrio até operarem acima de 65% de sua capacidade. Há uma série de compromissos fixos que devem ser pagos ocorram ou não vendas. Aluguéis, energia elétrica, despesas com comunicação, pessoal administrativo, combustíveis, material de escritório são demandas mensais, com mínimo gasto mensal, ocorram ou não receitas.
Quando se trata de indústria, os compromissos fixos são substanciais, com um agravante, limitações nos picos de produção.
Nas indústrias, com uma série de máquinas para fabricação, as limitações podem ocorrer em setores diversos, em função das características de seus produtos. Estas limitações são denominadas gargalos.
Uma indústria têxtil, por exemplo, pode fabricar tecidos, cortá-los, bordá-los, estampá-los e costurá-los.
Se a demanda por tecidos bordados for extremamente alta, a limitação para atendimento dos pedidos (gargalos) pode-se se dar nesse setor, ao passo que se a demanda for muito alta por tecido estampado, aí é que poderá estar o gargalo.
À medida que a empresa supera seu ponto de equilíbrio entra na zona de conforto, onde os lucros aparecem sem necessidade e ansiedade por novos investimentos, contudo o sucesso interrompe esse estágio.
Uma indústria operando acima de 80% de sua capacidade de produção começa a sentir os efeitos da queda de produtividade, da quebra de máquinas, da ineficiência operacional, requerendo um maior esforço para manter a mesma lucratividade.
É evidente que nenhum empresário não se sentirá feliz por ver sua empresa crescendo e prosperando, mas se sentirá preocupado seguramente, pois poucos são os meios para financiamento do crescimento da produção com juros razoáveis.
Em muitos países os juros para compra de equipamentos não ultrapassam 6% ao ano, ao passo que no nosso mercado estes são o dobro ou o triplo dos internacionais.
Imaginar que a zona de conforto de lucratividade está numa faixa de 15 a 20 % do uso da capacidade, num mercado que pouco incentiva o crescimento, é mais um motivo para se defender o direito ao lucro, não fosse este inerente aos negócios.
Não acredita nisso?
Abra uma empresa, trabalhe um ano, faça-a crescer, invista seus recursos, seu tempo, seus domingos e feriados e voltamos a falar.
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Articulista, Escritor, Palestrante
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
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Publicado em 27-Dec-2011, no site: www.gestopole.com.br
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Ivan Postigo
sábado, 14 de janeiro de 2012
Porque Ricos Pagam Mais Impostos do Que Pobres
Do Blog do Stephen Kanitz -
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Os ricos pagam impostos duplamente progressivos. Uma alíquota única de 15%, já é progressiva. Quem ganha mais, paga mais. Quem ganha o dobro, paga o dobro de impostos.
Portanto, nosso imposto de renda é duplamente progressivo. Quem ganha mais paga progressivamente mais, em vez de 0%, no caso do Salário Mínimo, ricos pagam 27%. Fim da discussão.
A outra questão esquecida, é que se um Rico poupar 90% do que ganha, tipo Warren Buffett, ele deixa de pagar 90% do ICMS, IPI, Cofins e outros impostos que os que consomem todo seu salário no ato, pagam.
Este é o principal erro de economistas que afirmam que pobre paga mais imposto que rico.
Rico pagará muito mais imposto, só que como poupa 90% do que ganha para sua aposentadoria, falta computar o ICMS e IPI sobre estes 90% quando forem gastos.
Além do imposto sobre herança, que só é pago na morte.
Alguns estudos fazem um outro erro maior ainda, que é incluir o ICMS e IPI que pobre paga sobre compras que ele faz com dinheiro emprestado. Empréstimo não é renda.
Sem incluir obviamente o empréstimo como "renda", que de fato não é.
Aí, o imposto total pago pelos pobres, comparado com a renda efetiva, fica superestimado.
Portanto, dizer que Warren Buffett paga menos impostos porque simplesmente não gasta tudo que recebe é mentir descaradamente para os leitores que não entendem de Economia.
E dizer que pobre paga muito imposto de consumo porque toma dinheiro emprestado no início da vida, é também mentir com estatísticas.
Paz de Espírito
Do Blog do Stephen Kanitz -
As recessões e as taxas de juros elevadas também os afetam, embora eles não almejem o lucro.
Em épocas de recessão as doações caem pela metade, e ao contrário das empresas, as entidades tendem a não mandar ninguém embora.
Órfãos não podem ser colocados na rua por falta de donativos.
Hoje em dia, empresas "adotam" projetos sociais por um ano ou dois no máximo, até poder ganhar um destes prêmios de Cidania Empresarial, e se não ganham um prêmio trocam o projeto social por outro.
Já vi empresas gastarem R$ 200.000,00 em propaganda por ter recebido o Prêmio de Cidadania de um projeto que custou R$ 120.000,00.
Um orfanato, ao contrário, não anuncia. Quando adota um órfao é para sempre, e não manda embora metade dos órfaos numa recessão, nem muda de projeto.
Todo ano eu organizava um dos poucos Prêmios para aqueles que devotam 100% de suas energias e receitas ao social, ao contrário das empresas Cidadãs que gastam 0,1% de suas receitas no social.
Tentei fazer parceria com uma famosa revista, mas a resposta foi "ONGs não anunciam, Empresas Cidadãs, sim".
Das 280 entidades que analisamos anualmente, 80% não tinham dinheiro em caixa para suprir suas despesas por mais de uma semana.
Dos 46 critérios que eu utilizava, este era seguramente aquele onde as entidades eram as mais deficientes. Falta de reservas em caixa, como o Brasil até a vinda do Henrique Meirelles.
Esta situação deixava as entidades inseguras, e complicava o esforço de arrecadação.
Nenhum doador quer doar para que a entidade pague os salários atrasados. Querem doar para construir um prédio novo ou criar um projeto inovador, mas a maioria das doações são feitas no desespero.
O Prêmio Bem Eficiente era de R$ 200.000,00 e ia para para uma das 50 entidades vencedoras, um Prêmio e tanto.
Escolheríamos aquela onde o dinheiro faria a maior diferença, para uma entidade que estava com seu dinheiro em caixa próximo a zero.
Ao entregarmos o cheque, eu sugeria que colocassem o dinheiro num fundo de investimento, e só o gastassem em última necessidade.
Era um pedido que fazíamos mais ou menos sabendo que dificilmente seria cumprido.
Ano passado, a primeira entidade recebedora desta doação nos procurou para prestar contas.
Ela havia dobrado de tamanho e construído uma nova sede com o nome Prédio Bem Eficiente, e pediu para que eu e as empresas que patrocinavam o prêmio viessem inaugurá-la.
O Prédio devia ter custado uns R$ 400.000,00, muito mais do que nosso prêmio.
Perguntei como conseguiram a diferença, e para minha surpresa me mostraram que nem haviam gasto um tostão do Prêmio Bem Eficiente.
"Com estes juros de 25%, temos agora o triplo em caixa. O seu prêmio ainda está conosco, ele nos deu algo que nunca tivemos. Vocês nos deram uma paz de espírito".
Paz de espírito para não entrar em desespero com a recessão, e as contantes mudanças na política econômica.
Puderam ser mais agressivos, procurar recursos sem mostrar desespero, mostrando planos futuros e não despesas passadas.
Permitiu pela primeira vez que todos respirassem tranquilos e se concentrassem nas questões estratégicas de longo prazo e não mais no corre corre do curto prazo.
Curiosamente, do ponto de vista financeiro, nós do Prêmio Bem Eficiente não fizemos absolutamente nada para a entidade. O dinheiro nem foi usado, é como se não tivéssemos doado nada.
Tudo isto foi possível porque 6 empresas me perguntaram o que eles poderiam fazer pelas entidades que já existiam.
Hoje esta pergunta não é mais feita, perdi minha função.
A maioria destas empresas ditas socialmente responsáveis criam seus projetos internamente, estão cancelando seus donativos para as entidades que já existem tirando a tranquilidade e a paz de espírito de muita gente boa neste setor e que acaba desistindo, como eu.
Dinheiro pode não trazer felicidade, mas uma certa quantia guardada no caixa pode trazer uma paz de espírito.
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Entenda a Crise Europeia.
Porque a Greçia, que detêm somente 0,3% do PIB mundial, desencadeia uma onda de pânico que se alastra de um país para o outro ?
Ninguém estuda a Grécia, por ser tão pequena. Ninguem previu a falência da Grécia, porque ninguém estava estudando este país.
Mas uma vez quebrada, aí sim, todos os economistas do ocidente começaram a estudá-la.
E aí todos observaram que ela devia 150% do PIB.
Com esta constatação, começaram a ver que outros países deviam 150% do PIB ou mais, e aí começaram a descobrir e divulgar os outros países, como na tabela ao lado apontando agora a Italia e o agora o Japão.
A crise vai se alastrar para fora da zona do EURO. Preparem-se !
-"Japão Será o próximo país", afirma Nouriel Roubini.
Você que é administrador, contador, técnico de contabilidade, engenheiro, diga, qual o erro primário que o Economist, a CIA World Factbook, estão fazendo, e que está gerando este pânico?
Estão dividindo uma dívida que é paga ao logo de 10 a 30 anos, pelo PIB de um único ano.
Repito, porque é tão elementar que vocês não vão acreditar. Estão dividindo uma dívida que é paga ao logo de 10 a 30 anos, pelo PIB de um único ano.
Quem são aqueles de sempre.
Estão dividindo um número do Balanço Geral por outro do Demonstrativo de Resultados.
Estão comparando Peras com Maças !!
Quem disse que Dívidas devem ser pagas em um único ano ?
Se dividirmos a dívida da Grécia por 30 anos, que é um prazo normal para este tipo de dívida, a Greécia deve somente 5% do PIB do período não 150%.
UMA BELA DIFERENÇA.
Iria quebrar ? Não pela dívida.
Vai quebrar porque o juro agora dobrou, mas quem dobrou o juro foi o pânico, não os 5% da Grécia.
Você ficaria em pânico se um país que devesse e pagasse 5% do PIB por ano, por 30 anos ?
Isto se a Grécia não crescer nada, mas se ela dobrar o seu PIB em 30 anos, terminará devendo 2,5% do PIB.
Algo que a imprensa especializada, os jornalistas econômicos escondem propositadamente quando noticiam quem será o próximo.
O objetivo do jornalismo econômico é gerar volatilidade aos "hedge funds" e bancos que pagam os almoços no Fasano.
No caso do Japão, a próxima bola da vez, a dívida passa de 180% para 6% do PIB.
Se ela não amortizar esta dívida, e "role" como aconselha Delfim Netto, ela pagará anualmente juros reais de 0,5%, que custam somente 1% do PIB por ano, minha gente.
Vai quebrar ? Vai.
Porque somente 1.000 de vocês vão ler este blog, e vão achar interessante, mas vai parar por aí.
Dividindo erradamente, Dívida pelo PIB de um único ano, logo se chega a conclusão que ninguém deve dever mais do que 100%, mesmo que os 100% for um número que nada tenha a haver.
Na Sala São Paulo, Fernando Henrique Cardoso, previu para 1000 pessoas, que como a Grécia devia quase 150% do PIB, dificilmente conseguiria pagá-la, incorrendo no mesmo erro.
Fiquei estarrecido, e comentei ao meu amigo contador que estava ao lado "e ele foi Presidente da República".
Meu amigo ao lado disse" "É muito pior, ele foi Ministro da Fazenda, tinha a obrigação de não cometer um erro destes".
Infelizmente, o Economist comete este erro e publica tabela mundial.
A CIA que é e Central de Informações do governo americano comete este mesmo erro banal. A que nível chegamos de ignorância administrativa e financeira.
Todos os economistas usam Divida/PIB como métrica, e não Dívida/Ativo Total ou Dívida/x Anos de PIB*(1+g)n que seria o correto.
É muito triste ver uma crise mundial sendo gerado por pessoas que não entendem nada de contabilidade e administração financeira.
Uma das vantagens de termos administradores financeiros administrando países, é que nos preocupamos em usar a métricas certas, para sabermos exatamente onde estamos pisando.
KPIs, são muito importantes para nós administradores, mas não criarmos problemas, onde problemas não existem.
Obrigado pela sua atenção.
Do blog do Stephen Kanitz, por e-mail.
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