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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Profissionais que Não Desligam
A maior parte das pessoas sabe a quantidade de horas diárias que permanece em seu local de trabalho, no entanto você já parou pra contabilizar o quanto do restante do dia fica pensando nele mesmo distante da empresa?
É que muita gente não termina o expediente quando o expediente termina. Pessoas que têm dificuldades para aproveitarem o tempo disponível ao convívio familiar e ao merecido descanso porque vão para suas casas com a mente focada nos relatórios inacabados e nos e-mails que precisarão responder na manhã seguinte.
As exigências do mercado de trabalho atual têm consumido o tempo psíquico de muitos profissionais, especialmente daqueles que precisam cumprir prazos exíguos e alcançar metas desafiadoras em seu dia a dia. Ou seja, há uma boa parcela de pessoas que não consegue se desligar do trabalho de jeito nenhum, ainda que estejam operacionalmente longe dele.
Trabalhadores que vivem numa espécie de prisão psicológica que influencia as demais esferas da sua existência e os impede de desfrutarem momentos com a família e amigos ou mesmo de fazerem aquilo que apreciam por causa das preocupações relacionadas com os deveres profissionais.
E que erroneamente racionalizam: Como aproveitar o domingo quando sei que o bicho vai pegar na segunda-feira e ainda não estou pronto?.
Se esta é a sua história de vida, é bem provável que apresente dois comportamentos: o hábito de procrastinar as coisas e um míope senso de responsabilidade. Aquela velha história de valorizar o trabalho duro, xmas também de adiar alguns afazeres para a próxima segunda-feira e então passar o final de semana inteiro preocupado com a tarefa que poderia ter feito antes se tivesse administrado melhor o tempo.
Desligar-se do trabalho fora do expediente é fundamental para conservar uma vida saudável e equilibrada, porém este intento talvez seja incompatível com o seu projeto de carreira. Caso tenha a pretensão de chegar à presidência de uma grande companhia durante os próximos anos, por exemplo, terá de renunciar a uma série de coisas ou não atingirá seus objetivos. Por isto, avalie bem se está disposto a pagar o preço.
Vários daqueles que chegaram lá têm dúvidas se valeu a pena, mesmo que financeiramente estejam bem. Foi o que apontou uma recente pesquisa da consultora Betania Tanure com mais de mil executivos das maiores companhias do país na qual 75% deles afirmaram estar insatisfeitos com o seu trabalho. Dois dos motivos: 85% dos presidentes e diretores trabalham todos os finais de semana e suas férias não superam, em média, dez dias.
De forma geral, cada vez mais a divisão entre vida pessoal e profissional vai perdendo sua força e os próprios trabalhadores têm uma grande parcela de responsabilidade. Quando você aceita que a empresa aonde atua lhe pague a conta do aparelho celular pessoal e conceda acesso remoto à internet em sua casa, também está permitindo que ela o contate a qualquer hora, mesmo nas mais indesejadas.
Mas, discussões à parte, qual a estratégia para se desligar do trabalho quando estamos distante dele? Parece-me que a mais eficaz é encontrarmos formas de realização pessoal nas demais dimensões da vida. Se você prestar atenção nas pessoas que se dedicam a uma causa ou investem tempo num hobby verá que elas geralmente não têm este tipo de problema e que, em vários casos, ainda conservam carreiras bem-sucedidas.
Por isto, não se sinta mal quando perceber que ficou o final de semana inteiro sem pensar em trabalho nem tampouco se martirize só porque aproveitou o último feriado prolongado fazendo outras coisas de que gosta. Com um pouco de organização pessoal e ciência daquilo que realmente importa na vida esta pode ser a sua rotina daqui pra frente.
Wellington Moreira, publicado em 27/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Palestrante e consultor empresarial na área de Desenvolvimento Humano, também é professor universitário. Mestre em Administração de Empresas
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Pague pela honestidade!
É triste, mas, hoje, vale à pena pagar pela honestidade de alguém, seja um amigo, um funcionário, parceiro de negócio.
Por mais que honestidade, ética, integridade sejam obrigações, não é o que vemos, infelizmente, na prática.
Há muita gente ruim no mundo, mau caráter, desonesta. Gente que usa o discurso de que os políticos roubam, que o empresário sonega, que o padre ou pastor são pedófilos, tudo para justificar suas falhas de conduta. O único jeito de combater a desonestidade é sendo diferente dos que a praticam. Criticá-los ajuda, mas, para isso, como dizem, o telhado da gente não pode ser de vidro.
Frequentemente vejo funcionários sabotando as empresas nas quais trabalham. Combinam uma coisa e fazem outra, exigem direitos que não lhe são devidos, pegam seguro desemprego mesmo estando num novo trabalho. Obviamente que também vejo empresários agindo de maneira desonesta, usurpando direitos dos trabalhadores, não lhes pagando o combinado. Desonestidade independe de posição social, cargo ou salário.
Por isso tudo é vale à pena pagar para ter gente honesta do nosso lado. Claro, a honestidade de um colaborador, por exemplo, não pode ser o único “diferencial”. Ele também precisa de competência. Mas, confesso que se tivesse que escolher, escolheria o honesto, afinal, há pouco treinamento para o mau-caratismo, já para a incompetência existem muitas formas de superá-la.
Pague mais para seus parceiros de negócios honestos, sejam representantes, terceirizados. Pague mais pelas empresas honestas, vá ao supermercado onde não exploram os funcionários, à farmácia que não escraviza seus colaboradores. Seja o negócio que for, prefira entidades honestas, íntegras, e, como consumidores, podemos ter acesso a informações que nos deem pelo menos algum parâmetro se a empresa é idônea, se valoriza as pessoas.
Veja, raramente uma empresa que escraviza seus funcionários não fará o mesmo com seus clientes. Às vezes só não notamos isso, mas, quem não valoriza o colaborador também não valoriza o cliente.
A honestidade cria uma energia positiva, e atrai cada vez mais pessoas e negócios bons para nossos projetos. Contrate gente honesta. Faça de tudo para reconhecer uma pessoa íntegra e contratá-la. Sim, fique atento às suas competências, mas, lembre:
Incompetência é treinável;
Há pouco remédio para a falta de caráter;
Não há meio mau caráter. Quem o é, é com muita força...
Procure ficar rodeado de gente íntegra, honesta, e, pague mais por isso, pois, na verdade, não pagamos pela honestidade das pessoas, e sim, pela segurança, tranquilidade, respeito e resultados que elas não dão.
Se constatar alguém desonesto, logo que perceber se afaste, pois você não vai querer estar por perto quando começarem a sofrer em virtude do mal que praticam.
Grande abraço, fique com Deus, sucesso e felicidades sempre!
Paulo Sérgio Buhrer, publicado em 23/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Palestrante, Consultor e Escritor. Pós-Graduado em Gestão Empresarial e com Pessoas, Coach formado pela CORPORATE COACH U
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domingo, 27 de janeiro de 2013
Como Transformar Ideias em Negócios
Transformar ideias em oportunidades e abrir novas possibilidades é um desafio e tanto para futuros empreendedores, o que vai exigir muito mais do que métodos e soluções comprovadas. Para colocar uma ideia em prática é necessário, antes de tudo, enxergar benefícios onde a maioria enxerga somente prejuízos.
Calma! Para ajudá-lo a trabalhar melhor as ideias não é necessário reiventar a roda. Embora você deva fugir dos padrões e usar a mente criativa para encontrar a melhor forma de colocar as ideias em prática, muitos estudiosos tiveram essa preocupação antes de você. Portanto, deixe o orgulho de lado e procure utilizar o conhecimento a seu favor. Ideias existem para ser aperfeiçoadas.
Dessa forma, tomei a liberdade de utilizar parte dos ensinamentos mencionados no quarto capítulo do fantástico livro As Vantagens da Adversidade, de Paul Stoltz e Erik Weihenmayer, cujo título é Possibilidades Pioneiras
Como dizem os autores no início do capítulo, “quantas vezes, no transcurso da sua vida, alguém lhe disse que alguma coisa que você queria fazer era impossível? Já reparou que são geralmente os seus companheiros de trabalho, amigos e entes queridos que tentam “pôr algum juízo na sua cabeça” cada vez que você inventa “um esquema maluco” para experimentar algo novo ou assumir algum risco que eles consideram uma insensatez? Sinta-se agradecido porque essas pessoas se preocupam com você e por isso tentam dissuadi-lo. Elas pensam que lhe estão fazendo um favor e talvez até estejam. Mas, e se...?”
E se as pessoas que gostam de você estiverem erradas? E se o que você sempre sonhou fazer for realmente possível? O que você sentiria se fosse o primeiro a realizá-la? E se, ao tornar possível aquilo, quando tudo lhe parece impossível, você abrisse um mundo de oportunidades inteiramente novo, tanto para você quanto para sua empresa e para as pessoas à sua volta?
Não seria ótimo se uma voz interior profunda e confiante lhe dissesse o melhor caminho a ser tomado? Infelizmente, isso é raro, portanto, comece a pensar que, com as condições certas, as pessoas certas, os sistemas certos e as orientações certas, a ideia pode ser realizada.
Uma das incertezas mais comuns e desafiadoras é quando tentamos algo novo que ainda não foi testado. O medo do desconhecido nos apavora, pois, não estamos acostumados a escalar às cegas, mas, o desejo de ir além é grande. Isso aconteceu com a maioria dos empreendedores que conheço.
No caso dos empreendedores, dos pesquisadores e dos aventureiros em geral, esse medo existe, entretanto, não é tão grande quanto o medo daqueles que passam a vida sem tentar algo novo. É o medo de descobrir que não é tão bom quanto seus pais dizem que você é, de fazer papel de ridículo perante os amigos, de tropeçar e dar com a cara no chão.
Qualquer ideia pode ser colocada em prática. Então, vamos utilizar o Quarto pico – possibilidades pioneiras para exemplificar e fundamentar a ideia que você tem em mente. Quando a ideia sugir ou se a ideia já existe, pegue caneta e papel e comece a descrevê-la de acordo com o roteiro sugerido pelos autores, a seguir adaptado para o fim que você deseja.
Vejamos:
Primeira Etapa – Escolha um Objetivo de Valor (Uma ideia de valor)
Motivação: por que você quer fazer isso?
Forças: que habilidades ou recursos são necessários para colocá-lo em prática? E quanta força de vontade?
Entusiasmo: qual o seu grau de empolgação com isso?
Segunda Etapa – Projete Sistemas Personalizados utilizando os critérios PROPS
Portátil ou Portável – pode ser levado para qualquer lugar.
Reaplicável ou Reproduzível – pode ser recriado, reproduzido ou ambos.
Original – nunca foi feito antes (exatamente desse jeito).
Pessoal – adequado a você e seu estilo de vida (agradável).
Simples – não é fácil, tampouco apresenta complexidades desnecessárias.
Terceira Etapa – Pratique até alcançar a perfeição
Quais são os critérios para uma solução eficaz?
Onde e como você vai praticar a nova ideia (ou sistema)?
O que você vai tentar primeiro?
Como refinar sua solução?
Onde ou como você pode experimentar?
Quem pode lhe dar feedback útil?
Quando poderá começar?
De quanto tempo ou dinheiro precisa para desenvolvê-lo?
Quarta Etapa - Escreva sua história pioneira
Que Objetivo de Valor – Desafio Máximo – você vai enfrentar a despeito das opiniões negativas até atingir a objetivo?
Qual será o legado do seu avanço, depois de inaugurar essas possibilidades?
Quem se beneficiará com sua ideia ou realização?
Será que o esquema funciona? Tente, afinal, o que você tem a perder com isso? Com a prática, pode tornar-se um grande alquimista capaz de converter ideias simples em grandes oportunidades, mas, lembre-se: nada vem de graça.
Tirar uma ideia do papel e colocá-la em prática é tarefa para pessoas determinadas a vencer na vida, não importa o tamanho do sacrifício. Se estiver pensando em como deixar a sua marca no mundo, comece a praticar tudo o que aprendeu até agora, caso contrário, vai ficar apenas querendo.
Quando se trata de empreender, ideias somente não bastam. O mundo está cheio de boas ideias que vagam sem destino e são desperdiçadas porque ninguém acredita nelas e os autores desistem ao primeiro não. Mais do que obter uma ideia, você precisa de iniciativa, esforço, otimismo e, na maioria dos casos, persistência para conseguir alguém que acredite no que está dizendo.
Assim, quando as ideias surgirem do nada, seja disciplinado. Faça de cada ideia uma possibilidade. Se não for hora de aproveitá-las, guarde-as com carinho. Um dia você vai precisar delas.
Pense nisso, empreenda e seja feliz!
Jerônimo Mendes, publicado em 26/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Administrador, Coach Empreendedor, Escritor e Palestrante. Autor de Manual do Empreendedor (Atlas), Empreendedorismo para Jovens (Atlas), ...
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sábado, 26 de janeiro de 2013
Como Administrar Conflitos?
Neste momento a temperatura é de 4 graus, são 7h30min de uma manhã gelada. Sento-me junto à janela, uma xícara de chá fumegante, me faz companhia. O silencio é interrompido pelo canto dos pássaros que apreciam imensamente o meu jardim. Estou sendo movida por uma vontade secreta, a mesma de sempre. Eu a conheço de longa data. Esta vontade vem em forma de pensamento. Nada impositivo, ao contrário, trata-se de um pensamento sugestivo. Ele me assopra algo do tipo:
Pára tudo e abra o computador... Deixa o silencio chegar. Permita que as idéias tenham espaço... Esqueça o tempo relógio... Abra espaço na agenda... Precisamos lhe assoprar...
Algumas vezes, resisto a minha vontade, pois penso em meus compromissos, nas inúmeras tarefas que preciso dar conta. Entro em conflito. Abafo a voz, faço de conta que não a ouço. Fico me cobrando produtividade e não produção de artigos. Quero imensamente atingir metas criadas por mim e, a impressão que me passa é que enquanto escrevo, minhas metas ficam a deriva, sem a ação da minha força realizadora. Seguindo a intuição eu acabo saindo do comando do que criei para mim, para assumir um papel de escritora onde a aquilo que escrevo passa a ser importante para o outro.
Sinto que ao solicitarem o meu silencio para escrever, sou convidada a ampliar o meu entendimento sobre a ordem das coisas. Por exemplo, quem disse que estamos realmente no comando total da nossa vida. Quem disse que ao traçarmos nossos objetivos, movido por nossa vontade, e tão somente por nossa vontade, estaremos de fato 100% corretos na escolha?
Quem disse que o nosso desejo é a única bússola que devemos seguir?
Quem disse que estamos realmente em silêncio, quando estamos em silêncio?
Quem disse correr o tempo todo, para todos os lados é o melhor que podemos fazer por nós?
Quem disse que ocupar o dia com coisas planejadas, extremamente revisadas e calculadas, é o que de fato deveríamos fazer?
E se, deixássemos o inesperado acontecer?
Se permitíssemos que o imprevisto nos protegesse ao invés de pensar que algo tenha falhado no planejamento?
E se, nos colocássemos mais a deriva para que a rigidez não tivesse tanto poder?
Se apreciássemos a intuição e a respeitaríamos feito um GPS, na escolha das rotas da vida?
E o que poderia acontecer se aceitássemos alguns contratempos como protetores?
Pensamos e agimos na maioria das vezes por influencia do coletivo. Nele algumas regras básicas, mantêm o sistema funcionando fazendo com que a roda gire sem grandes sustos e saltos.
Por mais que o coletivo inspire e influencie algumas escolhas, sugiro que abramos espaço para que, a voz pessoal ou individual, como queiram chamá-la, tenha o direito de nos encontrar. Ao proporcionarmos este encontro, estaremos contribuindo com o nível de acerto em relação a escolhas pessoais que se refletirão no coletivo.
Possivelmente, teremos como companheiros de jornada pessoas mais serenas, semblantes iluminados e profissionais dotados de uma lucidez inexplicável. Aliás, falando em explicável ou inexplicável, alguém poderia explicar-me, o que faço eu, nesta manhã gelada, agora já são 9 horas da manhã, enrolada num cobertor, meu chá acabou, as pessoas passam apresadas pela minha janela para ir ao trabalho, e eu, aqui, escrevendo sobre um tema, que nem ao menos escolhi escrever? Um tema que foi surgindo por intuição, enquanto meus dedos gelados dançavam sobre as teclas.
Alguém poderia explicar-me como posso estar tão feliz por estar escrevendo ao invés de estar indo para o meu trabalho?
E, se a vida estiver sugerindo que: Escrever também é meu trabalho.
Pergunto a vocês:
Se escrever é o meu trabalho, como farei para sobreviver financeiramente? Conflitos que só acontecem no momento em que paramos de correr para aquilo que criamos como nosso modelo de vida, de trabalho e sobrevivência e ousamos ouvir a voz dos nossos anjos.
Este processo é para poucos, pois exige muito desprendimento. A propósito, alguém pode imaginar a cena: Eu, quarta feira 9h06min. Enrolada em um cobertor, escrevendo... Onde está meu salto alto? Meu batom? Cabelo escovado? Roupa alinhada? Anéis, brincos?
A vida me quer aqui, mas o mercado me quer lá. Então amigos, tomarei uma decisão. Sabe qual?
Que a vida possa ser a minha bússola, que a voz interna possa me alcançar quando estiver correndo exageradamente, que o tempo relógio possa de vez em quando parar, para dar espaço à sabedoria do infinito e passarei a usar com mais freqüência duas frases:
- Calma Irlei! E,
- Que assim seja!
Irlei Wiesel, publicado em 22/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Coaching Personal & Professional, Escritora, Conferencista, Empresária no segmento do Agronegócio e Educação Corporativa. Gerente de Negócios
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
A visão holística e os modelos de gestão do futuro
Holística, bonita palavra, não?
Ela lhe traz uma idéia esotérica, como costuma sempre mencionar um amigo?
Neste momento vamos tratá-la de forma prática, racional, e com todo seu poder de agregação.
A palavra “holos” tem sua origem no grego e significa inteiro, todo.
Ao inseri-la na gestão empresarial passaremos a ver empresa como um todo, não como uma entidade “departamentalizada”.
Você deve estar pensando qual a importância disso.
Mais uma onda?
Não, uma necessidade.
Modelos de gestão estão sendo questionados e abandonados, no mundo todo, por uma razão muito simples: não trouxeram às empresas os resultados esperados, de acordo com os investimentos efetuados. Culpa dos modelos? Não!
Onde as falhas têm ocorrido? Na “implementabilidade”.
Quer um exemplo?
Ocidentais loiros, de olhos azuis, não se sentiram tão samurais quanto nossos irmãos orientais. Nem os métodos aplicados pelo outro, ensinados ao um, surtiram os mesmos efeitos.
Ainda que as qualidades se equivalessem, os círculos não eram os mesmos.
Em um momento da febre de trabalhos em células, ao iniciar um projeto, recebi algumas equipes que a empresa enviara ao Japão para que aprendessem a técnica.
Maria, uma brava, brava paraibana, me dizia sobre sua experiência: - Tivéssemos uma espada botaríamos todo mundo para correr. Isso é negócio para eles. Precisamos, antes, desenvolver aquilo que eles chamam de paciência oriental. Por que não nos mandaram antes podar arvorezinhas com tesoura?
É verdade que Maria era engraçada, às vezes, e em outros momentos irritada e irritante, mas há sabedoria em sua simplicidade.
Saber “o que” não é suficiente, é fundamental saber “por quê?”.
Uma espiada atenta nas relações, na nossa empresa, nos mostrará um quadro assim:
O gerente de fábrica critica o gerente de vendas porque este só quer vender o que é mais fácil, enquanto ele tem que se desdobrar na produção.
O gerente de vendas, por sua vez, critica o gerente da fábrica porque este só quer produzir o que é mais fácil.
O gerente financeiro critica ambos, porque esse desencontro impede o faturamento esperado, com isso passa um “aperto danado” para equacionar o caixa e pagar as contas.
O presidente critica todos e roga a Deus para que se entendam.
Os concorrentes, apesar de todos os discursos de liderança e diferenciação, não perdem ninguém de vista e copiam acertos e erros.
Você me perguntaria: - Erros também?
Com toda segurança lhe respondo: - Sim e muitos!
A questão é bastante simples: que modelo de gestão é esse?
Que visão de negócios é essa?
Lia esta semana um artigo onde havia um forte ataque aos conceitos de visão e missão. É verdade que por conta do modismo praticam-se alguns exageros, mas é fundamental saber “quem somos” e “para onde vamos”, para que não nos apresentemos como hábeis espadachins depois de dez horas de curso.
Você navegaria pelos mares do mundo, em um pequeno barco, sem uma equipe experiente, reciclada, adaptada aos equipamentos modernos de navegação, motivada e unida?
Ora, se você realmente sabe o que pode enfrentar em alto-mar a resposta será: - De jeito nenhum!
Diga, então, como gostaria que a turma agisse?
Certamente dirá:- Como um time coeso, como uma corrente, com elos fortes, como se fossem um só!
Uns diriam “Eureka”, outros “Caramba”, outros... deixa pra lá. Como se fossem um só?
Isso é visão holística!
Percebeu, não dá para ignorar o conceito, por isso este determinará os novos modelos de gestão, adequados a cada cultura.
Estava pensando: Maria vai ficar contente!
Ivan Postigo, publicado em 26/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Diretor de gestão empresarial da Postigo Consultoria Comunicação e Gestão. Economista, contador,
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O perdão e o mundo corporativo
Muitas vezes no mundo corporativo as pessoas guardam magoas desnecessárias referentes a coisas que poderiam ser evitadas como, por exemplo, um relatório que poderia ser melhorado e a pessoa não fez uma repreensão de forma mais áspera ou simplesmente uma brincadeira sem graça por parte de um colega inconveniente.
Temos que colocar em nossas mentes que as pessoas nos ofendem muitas vezes sem a intenção de não nos ofender assim como nos ofendemos as pessoas sem intenção de fazer isso.
O mundo do trabalho é muito competitivo e muitas vezes temos a tendência de ofender as pessoas com gestos, palavras ou atitude e isso não é certo porque gera um clima organizacional muito ruim.
A competição esta presente entre as pessoas e até mesmo entre os departamentos de uma empresa, quem nunca ouviu falar no “time da contabilidade” ou no “time da comercial” isso sem se falar nos verdadeiros times de futebol, por exemplo, onde os ânimos vez por outra se acirram.
Uma das competições mais comuns dentro das empresas são aquelas em que tem metas envolvidas como, por exemplo, o que adianta vender se a fabrica não pode produzir ou o que podemos dizer quando vendas e produção cumprem o seu papel e o financeiro não cobra.
Os conflitos em empresa são naturais entre departamentos, mas devemos trabalhar com a perspectiva do perdão entre as pessoas que formam esses departamentos. Não é possível viver em guerra constantemente. Compreender que as pessoas tem visões diferentes do mesmo fato e cada pessoa tem sua ótica.
Devemos ser empáticos, nos colocar no lugar do outro, evitar aquele pensamento de maldade e tentar entender que as pessoas têm várias opiniões diferentes e que a simples atitude de discordar não deve ser entendida como uma afronta ou maldade.
Não somos animais irracionais para viver em competição constante, os animais irracionais lutam entre si ou fogem. As pessoas não podem fugir ou brigar. Deve-se estimular o perdão e a capacidade de dialogo. As empresas devem ensinar conceitos como empatia, dialogo e trabalho em equipe porque quem sofre na ponta de toda essas confusões e brigas dentro das organizações são os cliente e a família dos colaboradores (porque muitos “estouram” com as mulheres, pais ,filhos ou simplesmente se entregam a bebidas ou drogas) e todos começam a ter dificuldades.
Estimular uma competição sadia com metas alcançáveis onde todos ganham e quem se destacou pouco mais seja premiado é uma ótima estratégia para unir as pessoas em torno de um objetivo comum e ainda como consequência podemos melhorar o clima organizacional e evitar muitos transtornos.
Vamos refletir sobre isso!
Pedro Paulo Morales, publicado em 29/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Possui graduação em Tecnologia em Gestão de Sistemas Produtivos pela Faculdade de Tecnologia e Aperfeiçoamento Humano -FATENE (2006)
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Algumas curiosidades de como funciona a mente do cliente
1. Lançamentos
Por que os lançamentos muitas vezes são postos no mercado com um preço especial? Porque a maioria das empresas sabe que um desconto financeiro não só pode ajudar a destacar o produto na prateleira, mas também compensa o risco inconsciente associado com o afastamento de uma escolha habitual. Embora tenha havido debates sobre se o que motiva isso é o medo do risco ou uma preferência por manter o "status quo", o resultado efetivo permanece o mesmo: as pessoas geralmente resistem muito a tentar ou fazer algo novo, por mais logicamente convincente que a alternativa seja.
Estudos mostram que o pensamento usa glicose, portanto, quanto mais pensamento uma atividade requer, mais cansados ficamos. Se a sua promoção irá fazer o cliente pensar muito ou fazer muitos cálculos, essa com certeza, não será uma boa estratégia.
2. Nomes fáceis
O grau em que nossa mente inconsciente gosta do caminho de menor resistência é, ao mesmo tempo, intrigante e desconcertante.
Estudos descobriram que ações de empresas com nomes fáceis de pronunciar, de preferência até 5 letras são preferidas e selecionadas em relação àquelas com longas sequências de letras, e que a clareza, da escrita e escolha da fonte também afetam o modo como as pessoas reagem a algo. Parece que nossa reação às palavras e ao estilo em que são escritas é influenciada por associações e filtros que inconscientemente agregamos a elas. Inconscientemente, gostamos daquilo que é mais fácil e mais familiar. Citamos como exemplos os nomes como Sadia, Coca, Tam, Itaú, Claro, Globo e etc. Pense nisso quando escolher o nome da sua empresa.
3. Observe o que falam
A compra muitas vezes funciona como aquele momento da viagem de carro, passando pelos lugares sem envolvimento consciente. Mas, quando elas estão no processo de compras devemos prestar bastante atenção no que é dito. Quando os clientes usam pronomes como "eu" e "nós", ao emitirem uma opinião, isso representa uma afinidade pessoal com o que estão dizendo e você está indo no caminho certo para vender. Agora, quando se afastam inconscientemente de uma declaração dizendo algo como "É legal" em vez de "gosto deste produto", há razões para ficar alerta.
Prof. Menegatti, publicado em 20/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Prof. Menegatti é considerado um dos maiores conferencistas no desenvolvimento do potencial humano e um expert em desempenho de alto nível
Por que os lançamentos muitas vezes são postos no mercado com um preço especial? Porque a maioria das empresas sabe que um desconto financeiro não só pode ajudar a destacar o produto na prateleira, mas também compensa o risco inconsciente associado com o afastamento de uma escolha habitual. Embora tenha havido debates sobre se o que motiva isso é o medo do risco ou uma preferência por manter o "status quo", o resultado efetivo permanece o mesmo: as pessoas geralmente resistem muito a tentar ou fazer algo novo, por mais logicamente convincente que a alternativa seja.
Estudos mostram que o pensamento usa glicose, portanto, quanto mais pensamento uma atividade requer, mais cansados ficamos. Se a sua promoção irá fazer o cliente pensar muito ou fazer muitos cálculos, essa com certeza, não será uma boa estratégia.
2. Nomes fáceis
O grau em que nossa mente inconsciente gosta do caminho de menor resistência é, ao mesmo tempo, intrigante e desconcertante.
Estudos descobriram que ações de empresas com nomes fáceis de pronunciar, de preferência até 5 letras são preferidas e selecionadas em relação àquelas com longas sequências de letras, e que a clareza, da escrita e escolha da fonte também afetam o modo como as pessoas reagem a algo. Parece que nossa reação às palavras e ao estilo em que são escritas é influenciada por associações e filtros que inconscientemente agregamos a elas. Inconscientemente, gostamos daquilo que é mais fácil e mais familiar. Citamos como exemplos os nomes como Sadia, Coca, Tam, Itaú, Claro, Globo e etc. Pense nisso quando escolher o nome da sua empresa.
3. Observe o que falam
A compra muitas vezes funciona como aquele momento da viagem de carro, passando pelos lugares sem envolvimento consciente. Mas, quando elas estão no processo de compras devemos prestar bastante atenção no que é dito. Quando os clientes usam pronomes como "eu" e "nós", ao emitirem uma opinião, isso representa uma afinidade pessoal com o que estão dizendo e você está indo no caminho certo para vender. Agora, quando se afastam inconscientemente de uma declaração dizendo algo como "É legal" em vez de "gosto deste produto", há razões para ficar alerta.
Prof. Menegatti, publicado em 20/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Prof. Menegatti é considerado um dos maiores conferencistas no desenvolvimento do potencial humano e um expert em desempenho de alto nível
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Dostoievski e o marketing
Qual a primeira palavra que vem a sua mente quando pensa em marketing?
E quando pensa em marketing jurídico?
Das incontáveis possibilidades de palavras que podem ter passado na sua cabeça com a pergunta, a primeira talvez fosse propaganda e a segunda resposta deveria ter sido relacionamento, que também atende pelo nome “chique” de networking.
Para bem exemplificar esta questão de marketing e relacionamento, destaco um texto de Dostoievski chamado A Prisão Dourada:
A Prisão Dourada
Tenta fazer esta experiência, construindo um palácio. Equipa-o com mármore, quadros, ouro, pássaros do paraíso, jardins suspensos, todo o tipo de coisas… e entra lá para dentro. Bem, pode ser que nunca mais desejasses sair daí. Talvez, de facto, nunca mais saisses de lá. Está lá tudo! “Estou muito bem aqui sozinho!”. Mas, de repente – uma ninharia! O teu castelo é rodeado por muros, e é-te dito: ‘Tudo isto é teu! Desfruta-o! Apenas não podes sair daqui!”. Então, acredita-me, nesse mesmo instante quererás deixar esse teu paraíso e pular por cima do muro. Mais! Tudo esse luxo, toda essa plenitude, aumentará o teu sofrimento. Sentir-te-ás insultado como resultado de todo esse luxo… Sim, apenas uma coisa te falta… um pouco de liberdade.
Fiodor Dostoievski, in “O Movimento de Liberação”
Quantas vezes os profissionais investem muito em marketing, investem em soluções quase mágicas, tentam encontrar o resultado que o marketing proporciona (venda, captação), mas esquecem do mais elementar e básico: O Cliente!
Não querem conhecer o cliente, saber suas necessidades, saber o que realmente ele busca quando procura uma empresa como a sua…
Quer dizer, pensa no resultado, não vislumbra o como e muito menos o porque!
Assim, não existe planejamento que possa dar certo.
Antes de pensar nos resultados, vamos conhecer o cliente, seus hábitos, suas reais necessidades e o porque que ele contrata escritórios/empresas como a sua.
Conhecendo o mercado, iremos conhecer mais ainda o como de elaborar o marketing.
Alguns, entretanto, constróem prisões douradas, vivem em torno de suas conquistas e sequer se preocupam com aquele que realmente paga a conta.
Marketing, principalmente o jurídico, tem a ver com relacionamentos. São através de relacionamentos, contatos bem cultivados que acontecem os melhores resultados.
O ex-cliente ou chamado cliente inativo tem um papel fundamental: Ele já confiou em você para fazer um negócio, então a probabilidade de ele contratar novamente é bem maior do que alguém que nunca ouviu falar de você, não é mesmo?
E você?
Constrói castelos e convida a todos para as festas da realeza, para conhece-los melhor ou se cerca de ouro e esquece das relações com os súditos que mantém o governo eleito?
Aja com vigor, planejamento e principalmente continuidade junto aos seus contatos. Procurar alguém só quando precisa não é marketing é ser pidoncho e inconveniente.
A sua postura faz toda a diferença.
Pense nisto.
Gustavo Rocha, publicado em 13/12/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Consultor nas áreas de Gestão, Tecnologia e Qualidade. ...
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Às vezes o problema está na solução
Solução, solução, solução... este é o pedido mais freqüente em todas as organizações. E você, tem dado soluções? E se as soluções fossem exatamente as geradoras de mais problemas, o que você faria?
Paradoxalmente, a formulação de soluções pode gerar a maior dor de cabeça e geradora de problemas nas empresas. Mas como pode a solução gerar problemas? Simples, permita-me explicar.
Acontece que dar soluções aos problemas existentes não é e nunca será a “melhor solução”. É fato que o objetivo primordial de uma empresa é a prevenção dos problemas, ou seja, a melhor solução é não ter que dar solução.
Agora imagine que não se preveniu dos problemas e eles apareceram, logo, você precisa de solução. Oferecer solução aos problemas é algo tão fácil, mas tão fácil, que todos querem dar conselhos, sugestões, recomendações, ideias, entretanto, às vezes, as soluções prescritas são o maior problema.
Pense numa empresa que serve refeições rápidas e com “Buffet” livre, porém, notam que o desperdício de comida está altíssimo, aumentando assim os custos. Mesmo com ótimas vendas a empresa nota que o lucro está indo para a lata do lixo!
Com isso, o dono pede que alguma solução seja dada para reduzir o desperdício ou até mesmo eliminá-lo, sugerindo aumento significativo de salário para quem conseguir solucionar o problema.
Na manhã seguinte, o supervisor traz a solução: “devemos preparar a carne, que é o produto com maior desperdício, na hora em que o cliente terminar de compor seu prato, assim não teremos desperdício”.
Todos, inclusive o dono, aplaudiram o supervisor. Nos meses seguintes, o desperdício de fato diminuiu drasticamente, pois como a carne não era preparada antes, sobrava só o que o cliente deixava no prato, mas, já havia pagado.
Todavia, percebem que as vendas reduziram bem mais que o desperdício. Por quê? Não foi uma solução magnífica? A perda não foi reduzida como se queria? Sim, tudo isso aconteceu.
Agora, num ambiente onde o diferencial era a agilidade ao servir refeições, imagine o que aconteceu com a solução dada pelo supervisor? Filas e mais filas para aguardar a carne ficar pronta, atrasando todo o processo. Logo, o fluxo de clientes que havia no restaurante reduziu em mais de 50% (caso real).
Exemplos como o descrito existem aos montes. Daria para escrever um livro sobre “soluções que geraram grandes problemas”, como médicos que prescrevem medicamentos par dor de cabeça, a qual realmente para, porém, o medicamento ataca o estômago do paciente, ou do pedreiro que para solucionar o problema de uma goteira bem em cima do sofá da cliente, tira a telha quebrada, deixa a casa descoberta, vai comprar uma telha nova, enquanto cai um temporal e estraga não só o sofá, mas, o carpe da sala também.
Não basta criar soluções, elas precisam ser as melhores, aquelas que terão o menor impacto negativo ou, é claro, preferencialmente aquelas que gerem resultados positivos.
Portanto, cuidado com as soluções que oferece. Ela pode se tornar o maior problema!
Grande abraço, fique com Deus, sucesso e felicidades sempre!
Paulo Sérgio Buhrer, publicado em 20/12/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Palestrante, Consultor e Escritor. Pós-Graduado em Gestão Empresarial e com Pessoas, Coach formado pela CORPORATE COACH U.
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100% de um campeão de vendas
10% Aprende novas técnicas todos os dias criando uma bagagem inesgotável de sabedoria;
20% Planeja o dia com foco nas prioridades e não desperdiça o tempo com atividades desnecessárias;
30% Harmoniza e higieniza a sua atitude mental antes de ligar e visitar os seus clientes;
40% Usa do seu carisma para deixar as pessoas a vontade e com desejo de negociar com ele;
50% Trabalha em equipe e divide os seus conhecimentos com colegas, clientes e chefias;
60% Não fica perto de pessoas negativas e evita a desmotivação;
70% Negocia pensando nas necessidades dos clientes e para depois oferecer soluções;
80% Compartilha o seu dia de trabalho com a família e renova as energias para o dia seguinte;
90% Ama loucamente a sua profissão e tem prazer de se relacionar com pessoas;
100% Tem disciplina, é comprometido, trabalha com metas audaciosas, gosta de ser remunerado por comissão, está presente em todas as redes sociais, promete e cumpre, agilidade nas respostas, faz pós-venda, respeite as fases da venda, transforme rejeições em oportunidades de negócio, é automotivado, é entusiasta, preenche relatórios e monitora os indicadores de performance, etc...
André Silva, publicado em 13/12/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Colunista oficial da revista Vendamais a mais especifica em vendas do Brasil, é palestrante da Ampla Brasil a maior agência de palestrantes ...
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Sustentabilidade: Trazendo o Futuro a Valor Presente
Andrew W. Savitz, autor de “A Empresa Sustentável”, define sustentabilidade como a arte de fazer negócios num mundo interdependente. Para ele, como para John Elkington e tantos outros, a empresa sustentável de verdade gera lucro ao mesmo tempo em que protege o meio-ambiente e melhora a vida das pessoas com quem mantém relações.
Não existe empresa bem sucedida em sociedade falida. Lucratividade, competitividade e produtividade não podem estar dissociadas da sustentabilidade, principalmente no meio empresarial. Com este novo mind-set, o conceito de sustentabilidade se tornará cada vez mais valorizado pela sociedade e se transformará num modelo para as empresas agregarem maior valor aos seus acionistas, principalmente no longo prazo. Sim... no longo prazo.
Temos dito que o mercado de capitais – Wall Street em sua máxima expressão - precisa aprender a recompensar o crescimento duradouro, em vez de apenas superar as expectativas para o próximo trimestre (a famigerada ditadura do próximo quarter).
Essa mudança de “jeito de ser”, de forma mais integral, levará tempo, mas acontecerá, porque é lógica e necessária. No fundo, todos reconhecemos e tememos, em maior o menor grau, as ameaças do que temos plantado nos últimos 100 anos. No fundo, todos ainda queremos viver juntos no planeta Terra durante muito tempo e, para que ele exista ao longo do tempo – pelo menos de forma habitável, teremos de mudar nossa visão de mundo e práticas de quotidiano, inclusive de pensar e fazer negócios.
Essa mentalidade de longo prazo, na qual muito do conceito de sustentabilidade se baseia, torna-se cada vez mais crítica e nítida nas decisões mundo corporativo. Já não é novidade que as empresas sustentáveis têm maiores chances de gozar de vida longa, pois tendem a ganhar a preferência dos consumidores, manter boa reputação, controlar melhor seus riscos, proteger mais valor e enfrentar menos problemas na justiça e em órgãos de fiscalização, uma vez que prezam o bom relacionamento com seus stakeholders.
Os investidores, por sua vez, passam paulatinamente a considerar aspectos como responsabilidade social e ambiental, transparência e alinhamento de interesses entre acionistas controladores e minoritários na hora de analisarem as empresas para fins de investimento e tomarem suas decisões.
De fato, valorizar empresas sustentáveis pelo simples fato de não serem uma ameaça à nossa sobrevivência é obrigação de cada um de nós como consumidores, trabalhadores, cidadãos e acionistas/investidores.
A ganância poderá ser a sentença de morte para as empresas. As pessoas estão atentas, mais interessadas no que interfere na melhor qualidade de vida do planeta, no bem comum. Isso explica porque um consumidor, cada vez mais, rejeitará um sapato produzido a partir do trabalho infantil ou um automóvel cuja produção agrediu determinada comunidade. Ou até mesmo escolherá um destino para sua viagem.
Trazer a certeza da preservação da vida, da nossa vida no futuro, a valor presente é a única decisão econômica imperativa a todos os agentes econômicos. No ecossistema global essa é uma ameaça comum a todos. E por isso faz sentido o esforço integrado e conjunto para dirimir-se este risco.
Sustentabilidade é uma causa e uma prática evolutiva. É a defesa do futuro da vida. Como tal, não é esforço de um, nem assunto para amanhã.
Daniel Domeneghetti, publicado em 22/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Especialista em estratégia corporativa, top management consulting, gestão de ativos intangíveis e valor sustentável é sócio do Grupo ECC
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domingo, 13 de janeiro de 2013
Talento: Recurso Escasso, Ativo Valioso
O mercado arde. A cada dia a competição aumenta nos diversos setores. E os concorrentes tradicionais nem sempre são os maiores inimigos. Legislações, novas regulamentações, pressões dos consumidores, monitoramento de ONGs, vigilância da mídia, novos desafiantes oriundos de outros segmentos, inovações e rupturas… tudo isso quase que coloca os concorrentes históricos de um setor do mesmo lado da mesa, unidos e isolados neste mar de ameaças.
Como lidar com isso? Como se diferenciar, performar e gerar mais valor ao acionista? Mais e melhores talentos são a base da resposta. O Capital Humano certamente é o ativo mais relevante para o sucesso das bravatas corporativas, apesar de ser o intangível mais controverso e mais disputado.
Uma das razões para isso é que, sem ele, nenhum outro Capital Intangível pode ser desenvolvido. Sem ele, o Capital Institucional não se constrói, o Capital de Relacionamentos não acontece, o Capital Organizacional não funciona e o Capital Intelectual não existe.
Empresas são pessoas, em essência. Pessoas organizadas em uma determinada estrutura, unidas por valores, filosofias, objetivos e metas, que adotam determinadas estratégias e práticas para se diferenciarem e vencerem a concorrência em mercados e segmentos escolhidos, gerando maior valor para os acionistas e para a própria empresa (ou seja, para as pessoas).
Como construir empresas de sucesso, competitivas e perenes, sem talentos? Como tornar uma empresa cidadã, sócio-responsável, sem pessoas? Impossível.
Talentos são necessários, condição basal para as empresas existirem, sua matéria-prima mais importante. Em nosso século, informações qualificadas (conhecimento) e pessoas preparadas são o segredo das melhores empresas. Informações são quase abundantes. Pessoas, ao contrário, um recurso escasso, principalmente quando se trata de talentos de média-gerência para cima e de algumas expertises mais técnicas ou especializadas, como tecnologia. E todos sabemos, da Economia básica, o que acontece com os preços, quando a matéria-prima mais importante torna-se rara e disputada.
Os altos custos do cérebro-de-obra, somados ao perfil empreendedor, individualista e pouco propenso ao conceito de fidelidade corporativa da chamada Geração XY, só faz piorar esta realidade. O EU S.A., esse colaborador 2.0, está com tudo, mais caro do que nunca, impondo e exigindo condições, formatando trocas e modelos diferenciados de trabalho, compensação e condições com seus contratantes. O poder de barganha parece estar mudando de lado e as pesquisas mais recentes apontam que isso só deve se intensificar nos próximos anos.
Entrar aqui com pesquisa Accenture e com pesquisa de vagas de TI no Brasil (Acho que tem os dados na B2B de julho).
Esta preconizada ausência de talentos pode ser uma enorme barreira – a principal talvez – para o desenvolvimento e sucesso das corporações nos próximos anos. Principalmente as globais, principalmente as de serviços, conhecimento e tecnologia, principalmente aquelas que duelam em mercados altamente competitivos e democráticos, que exigem alta performance.
A solução para essa questão passa por ações internas, como identificar, valorizar e reter os talentos disponíveis, construir modelos de gestão e sucessão atrativos, desenvolver modelos de compensação interessantes, capacitar continuamente as pessoas, etc. Passa também por ações setoriais (micro), como desenvolver redes de formação e captação de talentos com universidades, associações setoriais e concorrentes, dentre outros. E passa por ações macro, como participar dos processos nacionais de investimentos em educação, desafio mais agudo dos governos, principalmente nos países emergentes, como o Brasil.
Sem dúvida todos reconhecemos que os talentos são um ativo de valor inquestionável. Perder talentos é perder competitividade (fora os riscos de migração destes talentos para a concorrência… e, com eles, tudo que sabem sobre as estratégias e operações da empresa). Talentos são ativos e, como tal, devem ter seu valor devidamente mensurado. Mais do que construir o valor das empresas, os talentos são parte do valor das empresas, como os demais intangíveis. Perder bons talentos é perder valor da empresa. A Apple que o diga, com o falecimento de Steve Jobs.
Daniel Domeneghetti, publicado em 23/10/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
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terça-feira, 1 de janeiro de 2013
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
A Influência do Estilo de Vida dos Consumidores na Segmentação de Mercados
O Que é Estilo de Vida? Qual a Sua Influência no Comportamento do Consumidor? Quais São os Estilos de Vida Conhecidos?
Segmentar um mercado consiste em separar os consumidores potenciais em grupos, de forma que a necessidade a ser atendida tenha características semelhantes para as pessoas que pertencem ao mesmo grupo. O objetivo da segmentação de mercado é desenvolver um “Programa de Marketing” específico para cada tipo de cliente, atendendo assim às suas necessidades.
Para isso, é necessário obter através de pesquisas várias informações a respeito dos consumidores e entre elas estão a sua personalidade, seus hábitos de consumo, o nível de renda, de instrução, as mídias a que estão expostos, a sua percepção da empresa e dos concorrentes.
Pode-se dizer que todos esses padrões normalmente proporcionam uma forte base na determinação do público-alvo de um produto. Porém, esses padrões não são definitivos porque existe um fator desestabilizador, o qual se denomina “Estilo de Vida”.
Estilo de Vida é o padrão expresso por uma pessoa em suas atividades, seus interesses e suas opiniões, envolvendo mais do que sua classe social ou sua personalidade. Na verdade, um Estilo de Vida define o padrão de ação e de interação da pessoa com a sociedade, identificando o que a pessoa pensa de si mesma, o que pretende ser e como pretende ser conhecida.
Um bom exemplo da influência do Estilo de Vida como “fator desestabilizador” numa pesquisa de comportamento do consumidor é o seguinte: _ Imagine duas famílias compostas de marido, mulher e dois filhos. Essas famílias têm mais ou menos a mesma faixa de idade, possuem o mesmo grau de instrução, têm a mesma situação sócio-econômica e moram no mesmo condomínio.
Porém, essas famílias possuem Estilos de Vida diferentes, pois na primeira o marido gosta de ler, de assistir atividades culturais e de viajar para lugares mais calmos. Além disso, ele gosta de usar roupas sóbrias e sua esposa é uma mulher conservadora que se dedica exclusivamente à família e ao bem estar do seu lar. Os filhos desse casal estudam em colégios conservadores, não praticam esportes e estudam instrumentos musicais.
Na segunda família observa-se que o marido gostar de lugares agitados, cinema e boate. Adora dançar e usar roupas esportivas. Sua esposa é empresária e vaidosa; ou seja, ela é uma mulher moderna que escolhe as refeições do lar conforme o valor protéico dos alimentos. Seus filhos estudam em colégios modernos e praticam esportes radicais.
Dessa forma, pode-se afirmar que os Estilos de Vida de ambas as famílias estudadas distorce bastante qualquer pesquisa de comportamento do consumidor e, diante disso, faz-se necessário introduzir novos métodos que consigam captar esse novo padrão de comportamento. Analisando mais profundamente o assunto Phillip Kotler ([i]) apresentou oito (8) Estilos de Vida:
Modernizadores: Possuem maior nível de renda e sua auto-imagem é de extrema importância para eles, não apenas como evidência de status, mas como expressão de sua independência, seu caráter e seus gostos. Esse tipo de consumidor tende a comprar rapidamente as melhores novidades da vida.
Satisfeitos: São profissionais maduros que possuem boa instrução e se concentram em família e lazer. São bem informados, abertos a novas idéias e consumidores práticos, apesar do seu razoável padrão financeiro.
Crédulos: Conservadores. Orientados por certos princípios. Previsíveis como consumidores e, embora possuam menor nível de renda, preferem os produtos nacionais e/ou marcas já consolidadas. Centram suas vidas na família, na igreja, na sua própria comunidade e no seu país.
Realizadores: São empreendedores bem sucedidos, voltados ao trabalho e à família. São – politicamente – um pouco liberais, mas só favorecem os produtos já conhecidos e os serviços que exibam seu próprio sucesso.
Batalhadores: Possuem valores similares aos dos “Realizadores”, embora não sejam tão bem sucedidos quanto eles. Para eles, o estilo de vida é de extrema importância, pois procuram imitar os comportamentos dos grupos com maiores recursos.
Experimentadores: Formam o grupo jovem, o qual aprecia atividades sociais e esportivas. São ávidos consumidores de roupas, fast-food, música e outros produtos voltados para o público mais jovem. Também apreciam as novidades.
Criadores: Procuram afetar o ambiente de maneira mais prática, valorizando sua própria auto-suficiência. Se concentram no trabalho, na família e na recreação, consumindo produtos práticos e não se deixando impressionar pelas novidades.
Lutadores: Formam o grupo de menor renda e, por isso mesmo, não podem formar um padrão de consumo, embora sejam leias às marcas.
Como vimos, compreender bem o Estilo de Vida de uma pessoa é de extrema importância para o estudo do comportamento do público-alvo, pois ele é o conjunto de padrões de comportamento que define como as pessoas vivem, gastam seu tempo e seu próprio dinheiro.
________________________________________________________________________
(i) “Princípios de Marketing” – Rio de janeiro, Prentice-Hall do Brasil, 1993, p.87.
Julio Cesar S. Santos | Publicado em: 11/10/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Gung ho, duas palavras, um comportamento, um conceito
É interessante como o homem se apropria de formas, comportamentos e palavras para criar conceitos.
Sua inventividade e capacidade de adaptação são formidáveis, por essa razão nosso poder de observação não pode ser negligenciado.
Ao usá-lo, podemos agir como os animais que possuem a característica do mimetismo. Capacidade de imitar padrões de coloração, textura, forma do corpo, comportamento e aspectos químicos, que permite ao mímico vantagens adaptativas.
Em certos momentos da nossa história empresarial podemos encontrá-lo com maior ou menor predominância, como quando a febre pelas técnicas japonesas de gestão invadiu o mundo. Não faltaram loiros e ruivos de olhos verdes e azuis se desdobrando para imitar os samurais, ainda que jamais pudessem ter as semelhanças desenvolvidas pelas borboletas monarcas e as vice-reis - a borboleta vice-rei é uma borboleta semelhante à monarca, embora não produza a mesma toxina que esta. Isso a protege, pois os predadores, confundidos, evitam atacá-la.
As grandes modas são expressões de mimetismo, principalmente quando procuramos nos assemelhar aos nossos ícones. Adoradores de Elvis Presley, Michael Jackson, Marilyn Monroe, Frank Sinatra, Roberto Carlos, e tantos outros ídolos, são comuns, mas há situações em que figura corporal não é o foco, mas sim o talento.
Em gestão esse é um aspecto comum. Os produtos são copiados, os modelos de gestão assemelhados, ainda que toques pessoais sejam dados.
O oficial de Marinha Estadunidense, Major Evans Carlson, ao desenvolver um trabalho, observou comportamentos e palavras e os tomou emprestados para desenvolver um conceito.
Explicou certa vez: “Eu estava tentando criar o mesmo espírito de trabalho que tinha visto na China, onde todas as pessoas se dedicavam a uma idéia e trabalhavam em conjunto para fazê-la funcionar. Eu falei aos soldados sobre isso repetidamente e lhes disse que o lema das cooperativas chinesas era Gung Ho, cujo significado era Trabalhar Junto – Trabalhar em harmonia”.
A natureza dá suas contribuições e um dos grandes exemplos de Gung Ho pode ser encontrado no deserto do Kalahari.
Nessa região estão os suricates. Pequeno mamífero, com cerca de meio metro, peso próximo a um quilo e pelagem acastanhada.
Vivem em pequenos grupos de até quarenta indivíduos e revezam-se nas tarefas de vigia e proteção da colônia. Estudos mostram que desenvolveram linguagem própria, capaz de indicar o tipo de predador que se aproxima.
Os mais velhos incumbem-se de ensinar aos mais novos, existindo registros de adoção de um elemento cego por outro experiente, que o ajudava a procurar alimento e buscar proteção.
Grupos de trabalho não são difíceis de formar, obter trabalho em grupo sim. Esta ainda é uma questão complexa.
Esta barreira pode ser superada pelo aspecto mais significativo da interpretação de Gung Ho, a Harmonia.
Surpreendente se torna ainda mais o conceito quando vemos que a palavra na sua origem não tem nada a ver com slogans ou gritos de guerra, quer dizer apenas Cooperativa Industrial.
Não importa, para nós Gung Ho será sempre uma determinação para trabalharmos juntos e em harmonia!
Gung Ho!
Ivan Postigo | Publicado em: 19/09/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Conseqüência do Confronto Pessoal
Meu maior confronto é sempre comigo. A minha mente é capaz de travar longos diálogos internos deixando-me completamente conturbada. Considero estes pensamentos como rivais do meu sucesso. Impedem-me freqüentemente de alçar novos vôos. Injustificável, afinal em inúmeras escolhas já feitas por mim obtive êxito e projeção indiscutíveis. Porém isto não garante novos sucessos.
Pois alguns inimigos como nervosismo, falta de confiança e medo do fracasso são extremamente poderosos e confrontam com muitos dos meus sonhos e objetivos de vida. A luta interna é minha, meu maior inimigo passa a ser eu mesmo. Muitas pessoas ao sentirem a pressão de um limite interno, disfarçam acusando outros e até responsabilizando pais, colegas de trabalho, chefias, governo, infância pobre, etc.. Eu sei disso por que assim também o fazia. Ninguém na escola havia me ensinado o quanto nossos inimigos são responsáveis pelo que construímos e também pelo nem começamos. Acreditava que o resultado que obtinha era por que alguém teria o poder sobre mim e que, portanto deveria conformar-me com a posição até ali alcançada.
Assim como eu, muitos moram, dormem, jantam, trabalham, estudam acompanhados de um inimigo gigante. E por total desinformação estranhas formas de defesa são criadas para evitar a presença pesada da sombra do inimigo. Por exemplo, muitas compras, muitas festas, muitas horas num quarto escuro, muitos quilos a mais, gritos, brigas, brigas, batalhas com direito a acusações, instalação de um ambiente de terror onde todos são responsáveis pela calamidade instaurada, menos a própria pessoa.
Sendo assim, tenhamos coragem para ter coragem.
Tenhamos teimosia para acabar com um ciclo vicioso.
Tenhamos orgulho ferido e levantemos contra nossos pensamentos;
Tenhamos falta de bom senso para dizer chega a nós mesmos;
Tenhamos humildade para admitir que eu alimento o meu maior inimigo e não os outros;
Tenhamos um segundo de total descontrole para impedir que o controle até então exercido, perca a força;
Tenhamos uma incrível vontade de desconstruir crenças, e construir crenças elevadas capazes de nos levar até onde nossa essência sempre sonhou.
Afinal, no fundo sabemos o que queremos da vida apesar das nossas crenças nos amarrarem em nossa descrença sobre nosso potencial.
Abramos as comportas e azar...
Abramos os braços e deixe chegar...
Abramos nossos olhos para ver o que não víamos...
Abramos os pulmões e respiremos o oxigênio do merecimento;
Abramos os nossos filtros para captarmos somente aquilo que nos fará crescer;
Abramos o coração para que ele nos conduza;
Abramos nossa mente para que dela caiam todos os pensamentos recorrentes de incapacidade, de culpa, etc;
Enfim, abram as comportas, abram alas, abram novas portas, abram janelas para o horizonte, abram tudo para que a vida sem julgamentos possa entrar e fazer morada.
Lembrem-se sempre:
Se alguém lhe fechar a porta, é você que a está fechando, não gaste energia com o confronto, procure as janelas. Aprenda com a sabedoria da água: a água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna.
Irlei Wiesel | Publicado em: 04/10/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
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domingo, 11 de novembro de 2012
Os Tipos de Equipes
Ouvi falar que algumas poucas pessoas podem se dar ao luxo de trabalharem sozinhas e ainda assim atingirem o ápice em suas respectivas profissões mas infelizmente não conheço nenhuma delas para poder contar a história neste espaço.
Se saber atuar em equipe era um pomposo diferencial até alguns anos atrás, agora passou a ser um pré-requisito para o exercício das mais variadas tarefas. No entanto, não é qualquer aglomerado humano dentro de uma organização que pode ser caracterizado como uma equipe.
Por exemplo, existem Euquipes. Neologismo perfeito às situações nas quais um amontoado de pessoas se reúne para executar o trabalho designado por alguém e não há a menor preocupação com a boa performance coletiva. O famoso “salve-se quem puder” ou “cada um por si” no qual descaradamente prevalece o individualismo.
Um nível mais avançado de coletividade é o que intitulamos Grupo. Neste caso as pessoas partilham informações entre si e até realizam tarefas semelhantes, porém não há um aprofundamento das relações e as responsabilidades e objetivos ainda se mantêm dentro da esfera individual.
Já numa Equipe as pessoas se comprometem mutuamente com o objetivo que as une e possuem habilidades complementares que facilitam a realização dos trabalhos. Também existem laços de confiança entre os indivíduos, todos assumem a missão de alcançar o desempenho esperado e a força do time reside no fato de trabalharem juntos.
Contudo, o ápice de um time empresarial é o que chamamos de Equipe de Alta Performance. Patamar no qual a combinação perfeita de indivíduos com grande potencial e profundo comprometimento com a melhoria no desempenho coletivo favorece o alcance de resultados fantásticos e oportuniza comentários do tipo: “Como eles conseguiram chegar tão longe?”
Aliás, taí uma boa pergunta. Quando aprofundamos os motivos que levam uma equipe a ter um desempenho excepcional inevitavelmente encontramos um clima organizacional avassalador que as impulsiona a entregarem o seu melhor e a buscarem incessantemente progressos no trabalho que fazem.
Não podemos esquecer ainda que, via de regra, estes times conservam baixa rotatividade de pessoal, visto que é muito difícil atingir uma performance destacável quando há o entra-e-sai permanente. Ou seja, quem faz parte de uma equipe ótima não quer sair de jeito nenhum e quem olha de fora morre de vontade de entrar.
E ao visualizarmos mais de perto também conseguimos notar que a qualidade de vida dos profissionais que atuam numa equipe excepcional é muito melhor. As pessoas não ficam “sofrendo” por aquilo que deveriam ter feito ou dito, preferem uma comunicação franca a conversas de corredor e evitam picuinhas desnecessárias.
Por conseguinte, os conflitos – quando ocorrem – são muito produtivos. Os seus membros sabem que precisam administrar os problemas antes que estes os administrem e então tratam as insatisfações tão logo são expostas ou ainda as provocam quando percebem que alguns rápidos tumultos serão benéficos para o processo criativo.
O curioso desta história toda é que às vezes encontramos estes quatro tipos de times em diferentes áreas de uma mesma empresa. E por quê? Grande parte daquilo que escrevi nas linhas acima é decorrente da competência ou incapacidade de quem lidera tais conjuntos. Numa euquipe há um líder nulo, num grupo há apenas um líder de si mesmo, numa simples equipe há um líder que cumpre o seu papel e numa equipe de alta performance há um líder brilhante.
Quando você faz parte de um time de sucesso pode ter a certeza de que ele não é resultado de geração espontânea e sim de um trabalho muito bem feito. E o contrário também.
Ouvi falar que algumas poucas pessoas podem se dar ao luxo de trabalharem sozinhas e ainda assim atingirem o ápice em suas respectivas profissões mas infelizmente não conheço nenhuma delas para poder contar a história neste espaço.
Se saber atuar em equipe era um pomposo diferencial até alguns anos atrás, agora passou a ser um pré-requisito para o exercício das mais variadas tarefas. No entanto, não é qualquer aglomerado humano dentro de uma organização que pode ser caracterizado como uma equipe.
Por exemplo, existem Euquipes. Neologismo perfeito às situações nas quais um amontoado de pessoas se reúne para executar o trabalho designado por alguém e não há a menor preocupação com a boa performance coletiva. O famoso “salve-se quem puder” ou “cada um por si” no qual descaradamente prevalece o individualismo.
Um nível mais avançado de coletividade é o que intitulamos Grupo. Neste caso as pessoas partilham informações entre si e até realizam tarefas semelhantes, porém não há um aprofundamento das relações e as responsabilidades e objetivos ainda se mantêm dentro da esfera individual.
Já numa Equipe as pessoas se comprometem mutuamente com o objetivo que as une e possuem habilidades complementares que facilitam a realização dos trabalhos. Também existem laços de confiança entre os indivíduos, todos assumem a missão de alcançar o desempenho esperado e a força do time reside no fato de trabalharem juntos.
Contudo, o ápice de um time empresarial é o que chamamos de Equipe de Alta Performance. Patamar no qual a combinação perfeita de indivíduos com grande potencial e profundo comprometimento com a melhoria no desempenho coletivo favorece o alcance de resultados fantásticos e oportuniza comentários do tipo: “Como eles conseguiram chegar tão longe?”
Aliás, taí uma boa pergunta. Quando aprofundamos os motivos que levam uma equipe a ter um desempenho excepcional inevitavelmente encontramos um clima organizacional avassalador que as impulsiona a entregarem o seu melhor e a buscarem incessantemente progressos no trabalho que fazem.
Não podemos esquecer ainda que, via de regra, estes times conservam baixa rotatividade de pessoal, visto que é muito difícil atingir uma performance destacável quando há o entra-e-sai permanente. Ou seja, quem faz parte de uma equipe ótima não quer sair de jeito nenhum e quem olha de fora morre de vontade de entrar.
E ao visualizarmos mais de perto também conseguimos notar que a qualidade de vida dos profissionais que atuam numa equipe excepcional é muito melhor. As pessoas não ficam “sofrendo” por aquilo que deveriam ter feito ou dito, preferem uma comunicação franca a conversas de corredor e evitam picuinhas desnecessárias.
Por conseguinte, os conflitos – quando ocorrem – são muito produtivos. Os seus membros sabem que precisam administrar os problemas antes que estes os administrem e então tratam as insatisfações tão logo são expostas ou ainda as provocam quando percebem que alguns rápidos tumultos serão benéficos para o processo criativo.
O curioso desta história toda é que às vezes encontramos estes quatro tipos de times em diferentes áreas de uma mesma empresa. E por quê? Grande parte daquilo que escrevi nas linhas acima é decorrente da competência ou incapacidade de quem lidera tais conjuntos. Numa euquipe há um líder nulo, num grupo há apenas um líder de si mesmo, numa simples equipe há um líder que cumpre o seu papel e numa equipe de alta performance há um líder brilhante.
Quando você faz parte de um time de sucesso pode ter a certeza de que ele não é resultado de geração espontânea e sim de um trabalho muito bem feito. E o contrário também.
Wellington Moreira | Publicado em: 03/10/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
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sábado, 10 de novembro de 2012
O Que Fazer com Aquele Profissional que Não Quer Nada com a Vida?
Nas consultorias que realizo, sempre escuto alguns empresários me perguntarem, “o que deve fazer com aquele funcionário que não quer nada com a vida?”
Sempre respondo com algumas perguntas:
O que leva essa profissional está agindo assim?
Ele já foi chamado a atenção por sua falta de iniciativa?
O senhor acha que ele tem futuro na empresa?
Não é raro encontrar esse tipo de profissional nas empresas e os motivos são os mais diversos. Alguns foram contratados nas pressas, ou seja, a empresa para ocupar uma vaga importante pegou o primeiro que apareceu, esse é um erro grosseiro, pois mais cedo ou mais tarde problemas surgiram. Por isso sempre digo, contrate devagar e se for preciso demita rapidamente, antes que toda a empresa seja contaminada pelas atitudes desse funcionário.
Mas antes de uma demissão sumária, é preciso tomar algumas atitudes com o profissional que não está produzindo o que a empresa espera dele, como por exemplo:
Treine a exaustão para que o mesmo possa conhecer bem o seu trabalho e comece a produzir melhor.
Se o problema for de comportamento, tenha uma, duas e no máximo três conversas sérias, e caso o mesmo não melhore, demita sem pena, pois as chances que esse profissional precisava já foram dadas. Mas e se o mesmo for parente do dono d empresa? A regra é a mesma.
E lembre-se de fazer tudo dentro da lei, converse com seu contador para não cometer nenhum abuso, sendo acusado depois de assédio moral.
Nas consultorias que realizo, sempre escuto alguns empresários me perguntarem, “o que deve fazer com aquele funcionário que não quer nada com a vida?”
Sempre respondo com algumas perguntas:
O que leva essa profissional está agindo assim?
Ele já foi chamado a atenção por sua falta de iniciativa?
O senhor acha que ele tem futuro na empresa?
Não é raro encontrar esse tipo de profissional nas empresas e os motivos são os mais diversos. Alguns foram contratados nas pressas, ou seja, a empresa para ocupar uma vaga importante pegou o primeiro que apareceu, esse é um erro grosseiro, pois mais cedo ou mais tarde problemas surgiram.
Por isso sempre digo, contrate devagar e se for preciso demita rapidamente, antes que toda a empresa seja contaminada pelas atitudes desse funcionário.
Mas antes de uma demissão sumária, é preciso tomar algumas atitudes com o profissional que não está produzindo o que a empresa espera dele, como por exemplo:
Treine a exaustão para que o mesmo possa conhecer bem o seu trabalho e comece a produzir melhor.
Se o problema for de comportamento, tenha uma, duas e no máximo três conversas sérias, e caso o mesmo não melhore, demita sem pena, pois as chances que esse profissional precisava já foram dadas. Mas e se o mesmo for parente do dono da empresa? A regra é a mesma.
E lembre-se de fazer tudo dentro da lei, converse com seu contador para não cometer nenhum abuso, sendo acusado depois de assédio moral.
Eugênio Sales Queiroz | Publicado em: 15/10/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
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