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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Mitos e verdades do apagão profissional




Atrair, selecionar e escolher não é complicado como parece.
 
Diariamente recebo consultas de executivos e empresários sobre como lidar com as dificuldades para encontrar profissionais qualificados e como driblar as barreiras para suprir suas necessidades de recursos humanos. Por outro lado, profissionais de diversas áreas e níveis reclamam que não conseguem emprego.
 
Apagão profissional é um tema que envolve diretamente os dois principais pólos do mundo do trabalho – empresas e pessoas. Debatê-lo virou mania nacional. Este assunto vem tirando o sono dos líderes de médias e grandes empresas e é uma preocupação real para os micro e pequenos empresários que desejam expandir seus negócios. Enfim, é necessário encontrar maneiras de lidar e superar esta barreira.
 
As empresas declaram que não enxergam uma solução imediata para esse desafio e tratam o assunto como um verdadeiro mito. Por outro lado, temos pessoas com boas qualificações e currículos atrativos sendo assediadas por várias empresas e, por conta disso, passam a escolher onde trabalhar. É a lógica da oferta e da procura. Nesta equação o mito ganha cada dia mais força.
 
Ouvi em filme recente uma frase que é bem propícia para o nosso tema: "o problema é do tamanho que você o faz". Como um "desmistificador" persuasivo, vou desafiar a lógica comum e desenvolver outro ponto de vista, tudo isso sem me descolar da realidade. Então, vejamos. Concordo que existe um desafio para atrair, selecionar e escolher profissionais e que esse mito pode parecer algo novo para algumas empresas e pessoas. Apesar disso, asseguro que este desafio sempre esteve presente em empresas de todos os portes e segmentos.
 
Mas, então, como enfrentá-lo? Colocando inteligência de gestão em prática! Em resumo, planejando estratégias criativas, inovando para sair da mesmice e tendo "acabativa", ou seja, concluindo o que planejou.
 
A primeira sugestão para resolver situações aparentemente complexas é simplificar o problema. Comecemos pensando nas palavras atrair, selecionar e escolher e com exemplos simples veremos que elas fazem parte do nosso dia a dia desde a mais tenra idade.
 
Quando pergunto ao Enzo, meu afilhado de 3 anos, qual presente ele prefere entre uma bola, um carrinho ou um joguinho ele intuitivamente faz uma seleção mental do que é mais interessante entre as opções e escolhe o que mais o agrada, com isso fez sua seleção e escolha!
 
A partir da adolescência, na fase do namoro, agregamos mais habilidades ao nosso cotidiano. Por exemplo, nos produzimos para atrair pretendentes e, funcionando, selecionamos algumas opções e escolhemos com quem queremos nos relacionar.
 
No esporte os exemplos também são inúmeros. O técnico da seleção brasileira, hoje o Felipão, seleciona em cada convocação um grupo entre 30 e 50 atletas que pretende ter na Copa do Mundo de 2014, dos quais 23 serão escolhidos e testados para representar o Brasil na competição. Os atletas, por sua vez se esforçam para atraírem a atenção do treinador e seus assistentes. É assim na seleção brasileira, nas peneiras de grandes clubes ou no time de futebol da escola.
 
Portanto, atrair, selecionar e escolher são atividades tão presentes em nossas vidas que fazemos isso naturalmente, mesmo sem perceber. Todavia, se atrair, selecionar e escolher estão presentes em nosso cotidiano, por que as empresas e candidatos encaram isso como um grande desafio?
 
Alguns motivos podem justificar o mito, então vejamos:
 
     a) Qualificação e preparo profissional são assuntos que voltaram à cena nos últimos 12 anos.
 
     b) Com a reserva de mão de obra consumida ano após ano pelo crescimento do Brasil, a atividade "fácil" e "simples" de contratar profissionais passou a exigir mais inteligência e criatividade.
 
     c) Escolher era fácil e era a única tarefa. Ouvi alguns relatos de empresários que diziam: "colocávamos um anúncio de vaga e tínhamos fila de gente na recepção e portaria".
 
As empresas e candidatos não se prepararam ou criaram estratégias para este novo cenário.
 
Depois de 25 anos na área e várias consultorias para empresas e empresários, tenho um repertório de sugestões suficiente para escrever no mínimo dois livros. O primeiro, para empresas, seria "Como sua empresa vai atrair, selecionar e escolher com inteligência e criatividade a baixo custo". O segundo, para pessoas, seria "O que fazer para se tornar o candidato dos sonhos das empresas". Mas, para sermos práticos, vamos a um breve resumo:
 
Empresas precisam buscar as pessoas certas, para os lugares certos, no momento certo! Como vimos não está fácil e simples contratar, e mesmo assim a grande maioria das empresas não investem em estratégias diferentes para cada categoria de candidatos: ativos, semi-ativos, semi-passivos e passivos. Algumas empresas nem ao menos sabem desta distinção. Vejamos algumas dicas:
 
O primeiro passo é saber que categoria de candidatos quer e pode contratar e o que tem para oferecer para atraí-los.
 
O segundo passo é elaborar as estratégias de atração, descobrindo onde encontrar os candidatos que precisa e mostrando o que tem a oferecer. Enfim, venda a empresa e suas oportunidades de trabalho no local certo e para seu público alvo.
 
O terceiro e último passo é manter este processo ativo e renovando sempre que necessário, ou seja, mantenha um ótimo canal aberto com seu público e sempre que possível mostre mais do que vagas de emprego, demonstre oportunidade de crescimento para seus candidatos.
 
Seguindo esses simples passos, a chance de superar o desafio do apagão profissional será potencializada.
 
Candidatos querem o emprego dos sonhos. Sonho sem ação é igual a frustração, digo isso pois infelizmente a grande maioria não se esforça o bastante para alcançar realmente o que almeja. Aqueles que o fazem se destacam tanto que ficam com várias opções de escolha. Vejamos algumas dicas:
 
Para iniciar, se auto-avalie de maneira honesta. Se pergunte: Tenho os conhecimentos e formação semelhantes aos que se destacam? Tenho as qualificações ideais para a posição que ocupo hoje e para a dos meus sonhos? Destaco-me positivamente na empresa em que trabalho? Destaco-me na universidade?
 
Se as respostas forem sim, parabéns.
 
Agora chegou a hora de revisar o seu "produto" e suas ações de marketing. Tenha um currículo sem erros ortográficos e que mostre suas qualificações. Inscreva-se em todas as vagas de seu interesse, pois não é suficiente apenas ter seu currículo esperando alguém encontrar você. Nas redes sociais, participe ativamente de grupos de sua área profissional e cuide para não descuidar de sua imagem.
 
Se você está fazendo o seu melhor e cuidando do seu produto, provavelmente é procurado por várias empresas e está vivendo o dilema da escolha de onde e para quem quer trabalhar, de fato, um bom problema. Mas para não se arrepender por uma escolha errada avalie com cuidado os seguintes pontos:
 
     a) Procure entender a cultura das empresas, avalie qual tem mais o seu estilo. Ser feliz é a chave para você ter desempenho superior. Acredite, fazer o que gosta, onde gosta e estar feliz automaticamente fazem de você um profissional motivado e mais produtivo. Equação ganha-ganha!
 
     b) Fique atento às oportunidade a médio e longo prazo. O imediatismo pode mascarar oportunidades e te levar a decisões que nem sempre serão as melhores em futuro próximo.
 
     c) Avalie os prós e contras de cada uma das oportunidades e troque suas impressões com a sua família. Por vezes, essa decisão não envolve só você. Lembre-se, uma visão de fora e neutra pode ajudar você a escolher melhor.
 
     d) Tomada a decisão, vá em frente. Quando começar a trabalhar, esqueça as outras oportunidades e foque no seu trabalho. Atue todos os dias com determinação e dedicação, dando sempre o seu melhor.
 
É fato que não existe fórmula mágica para empresas ou para as pessoas superarem os desafios que ambos enfrentam nesse, digamos assim "novo mercado de emprego", muito diferente do que vivemos em outras décadas no Brasil.
 
De fato não há nada novo nisso, apenas novas combinações! Quer fazer diferente?
 
Busque reunir o máximo de informações e pense em novas combinações para criar modelos mentais e de execução diferentes. Lembre, inovação virá ao desafiar o status quo, não de sua aceitação.
 
Estou convicto de que, refletindo sobre como estão agindo e colocando em prática pequenas ações com inteligência e criatividade, tanto empresas quanto pessoas terão condições de enfrentar este novo desafio. Em futuro breve me darão razão, pois descobrirão que estávamos diante de um mito. Lembre-se "o problema é do tamanho que você o faz".
 
*Cezar Tegon é graduado em Estudos Sociais, Administração de Empresas e Direito. É Presidente da Elancers e Sócio Diretor da Consultants Group by Tegon. Com experiência de 30 anos na área de RH, é pioneiro no Brasil em construção e implementação de soluções informatizadas para RH. Diretor de novos produtos da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional).
 
Por: Cezar Tegon
 
 Boletim SAESP n° 18

domingo, 17 de março de 2013

Medindo a performance da empresa


Após a II Guerra Mundial, as empresas americanas e europeias começam a investir em outros países com maior intensidade em busca de novos mercados. Com o aumento da competição, as empresas são obrigadas a buscar a melhoria de sua  performance e melhorar a qualidade de seus produtos, com o objetivo de obter maior lucratividade e competitividade da empresa no segmento onde ela atua.

Nas últimas décadas, vários programas forma criados para responder os problemas de eficiência, produtividade, e competitividade. Podemos citar os programas de zero defeito; Administração por Objetivos; circulo de qualidade; TQM; PDCA; Manufatura Enxuta; Seis Sigma; KPI; BSC; e tantos outros neste artigo irei abordar alguns destes programas.

Vamos iniciar pelo programa de Peter Drucker (1909 a 2005), que em 1954 lança seu livro intitulado “The Practice of Management” que foi traduzido para o português como – Administração por Objetivos – e em 1988 o professor Jairo Santos da Silva lança o livro denominado, Administração por Objetivos: Uma abordagem prática. Silva comenta que antes do surgimento da APO, os gerentes das empresas eram cobrados por maior eficiência e melhores resultados. Porem todo este processo não era claro, e com o processo APO ficou mais objetivo e participativo. O princípio deste programa é pegar o objetivo principal da empresa e dividi-lo em várias metas – cinco metas para cada departamento – de tal forma que a soma destas metas atinja o objetivo principal da empresa.

Um segundo programa foi lançado em 1980 por Michael Porter que edita o livro denominado “Competitive Strategy” onde o autor busca demonstrar a necessidade dos gestores analisarem a empresa como um sistema aberto, no qual os players, novos entrantes; novas tecnologias; os vendedores; os compradores; e os concorrentes, são influenciadores diretos do resultado da empresa - este sistema foi denominado as 5 forças de Porter – seu objetivos é gerenciar e administrar os fatores que podem influenciar a empresa.

O terceiro programa denominado “DPCA” ou ciclo do desenvolvimento da melhoria contínua ou ainda, ciclo de Deming – Willian Edwards Deming (1900 a 1993) - pois foi ele que divulgou este “sistema”, porem foi Walter Andrew Shewhart (1891 a 1967) que desenvolveu o ciclo PDCA. Este programa foi largamente divulgado no Brasil pelo professor e consultor Vicente Falconi Campos. Entre vários livros escritos pelo professor Falconi que abordam o programa PDCA, destacam: Gerenciamento da Rotina do trabalho do dia-a-dia; Gerenciamento pelas Diretrizes; e TQC Controle de Qualidade Total: No estilo japonês. Para que uma empresa tenha competitividade ela tem que ter produtos, serviços, e atendimento com qualidade, nesta direção, Vicente Falconi durante os anos de 1986 e 1988, pesquisou sistemas de qualidade e em seu livro – TQC Controle de Qualidade Total: No estilo japonês, editado em 1992 afirma que: “Após vários anos de pesquisa considera que o sistema Total Quality Control japonês era melhor para as empresas brasileiras pelo motivo que é simples de entender e implantar”.

O quarto programa e um dos mais recentes é o Key Performance Indicators (KPIs), este programa tem como objetivo a medição do desempenho de uma empresa através de índices ou indicadores de desempenho, ou seja, ao medir o desempenho de uma empresa e compará-los com as de outras empresas – Benchmarking – é possível identificar possíveis problemas, e corrigi-los. O sistema de medição de desempenho através do (KPIs) é um conjunto de métricas tiradas dos objetivos estratégicos da empresa, portanto, ele é uma ferramenta que ajuda os gestores das empresas a alcançar os objetivos traçados pelos acionistas.

O quinto programa é o Balanced Scorecard (BSC), no início da década de 1990, os professores Robert S. Kaplan e David P. Norton, iniciaram estudos sobre medição de performance de empresas americanas. Em 1996 é lançado o livro “Translating Strategy into Action: Balanced Scorecard, e em 1997 é lançado o livro em português com o titulo de A estratégia em Ação: Balanced Scorecard pela editora Campus. Conforme os autores, eles afirmam que, “Os executivos assim como os pilotos de avião, precisam de indicadores – direção - sobre vários aspectos do ambiente e desempenho organizacional, se os quais não teriam como manter o rumo desejado e atingir os objetivos”

O Balanced Scorecard mede o desempenho da empresa sob quatro perspectivas, são elas: a) evolução financeira; b) atendimento ao cliente; c) melhoria dos processos internos da empresa; e d) crescimento da empresa e treinamento. Para que uma empresa tenha vantagem competitiva superior aos seus concorrentes, deverá sofrer grandes mudanças em sua gestão organizacional bem como mudanças constantes em sua medição de seu conjunto de métricas.

O programa com BSC é uma atividade na qual os resultados aparecem no segundo ou terceiro ano após a implantação, requer muita dedicação e disciplina para que a empresa obtenha a tão esperada vantagem competitiva sustentável.

 
Anselmo Buttner, publicado em 10/01/2013, no site: www.qualidadebrasil.com.br

47 anos trabalhando e empresas de renome internacional como: Ford; Alfa-Laval; Schenck; Coca-Cola; KSB; GEA; e APV.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Das Novas Formas de Consultoria


 O discípulo pediu licença para deixar o mosteiro budista. Queria conhecer o mundo, outras  pessoas, coisas, bichos, terra e costumes estranhos- ele sempre enclausurado  ali, no exíguo espaço do  seu  templo, sempre a mesma coisa ... Daí o mestre concordou e ainda o presenteou com a tradicional  bandejinha  das esmolas–  de fina porcelana– desejando-lhe boa- sorte. Mas, infelizmente, logo ao sair, ainda na soleira do portal  –  conta a lenda – tropeçou, caiu e a bandeja se quebrou, despedaçada, curiosamente em  sete pedaços de estranha e peculiar geometria.

Juntando os cacos, triste, envergonhado, ele voltou ao mestre pedindo desculpas e ajuda – o que fazer agora?  Foi então quando o sábio mestre o consolou: “Veja esses sete pedaços, repare com mais atenção. Pois com eles, arrumados com inteligência, arte e alguma paciência você, querendo, pode  reproduzir o que bem quiser“. E mostrou-lhe como, unindo os pedaços daquele  “quebra- cabeças”, de diferentes  maneiras, juntando lados e recortes e com eles compondo e desenhando  as mais variadas e pitorescas figuras, fossem  camponeses, casas, navios, bichos, aves- o que se quisesse. E acrescentou: “Afinal, para que procurar no mundo lá fora  o que já  está aqui dentro,  ao alcance de  sua mão, tudo  dependendo da imaginação, de sua  criatividade e do seu empenho em aplicá-las? Basta tentar”.

Pois foi bem assim – conta a lenda – que o “ Tangram” foi inventado e você até pode testar até  hoje, sua espantosa versatilidade,  adquirindo-o  numa boa  loja de brinquedos ou de curiosidades – experimente e ficará assombrado.

Ora, essa historinha parece até ser mais uma dessas lorotas chinesas, dessas que contam ter eles  inventado  quase tudo:  da roda ao xadrez, do relógio à bussola, passando ainda pela gostosa macarronada, pelo futebol e pela  ignóbil pólvora dos canhões – mas não é isso que importa aqui.

Até por que, de modo bem semelhante, aquele tipografo alemão – séculos mais tarde –, ao carregar uma  das  pesadas  placas de chumbo na sua modesta oficina deixou-a  cair, partindo-a em dezenas de pedacinhos – uma letrinha em cada um– formando milagrosamente, ainda espalhados no chão, a frase “No principio criou Deus ao céu e a terra“.  Aquela mesma que daí em diante se leu –  no Primeiro Livro do Genesis – de qualquer Bíblia semelhante àquela primeira ,impressa  graças ao poder de observação e à criatividade de Gutenberg.

Entretanto, tais incidentes não são prerrogativas exclusivas de gênios ou de pessoas privilegiadas – dizem agora os pesquisadores e estudiosos do assunto, ao explorar  novas formas de administrar recursos e enfrentar os desafios, cada vez mais surpreendentes, dessa  evanescente e fluida modernidade, e da velocíssima mudança de cenários, de  hábitos, de necessidades quando não dos próprios  valores e da cultura daí resultante. Pelo menos é o que dizem os envolvidos nesse novo campo que se abre aos Consultores – o da “Gestão da  Inovação” da “Análise e Engenharia do Valor” ou dos “Design thinking” e da “ Whole-Brain Creativity” , – (ainda sem tradução geralmente aceita,  até por que ainda  tão modernas  aqui no Brasil).

Assim, por exemplo,  a Consultoria  em “Design thinking” – promissor campo de atividades  para os profissionais  da área, mais antenados  com a realidade, que  se desenvolve a partir de algumas características e dos pressupostos mencionados, dentre eles:

1º. A criatividade é atributo de todos, embora geralmente sufocada e reprimida  pelos padrões de comportamento e pelos conceitos e paradigmas geralmente aceitos;

2º- A descoberta, e a inovação dela resultante, exige nos colocarmos do ponto de vista das pessoas envolvidas e , de forma empática, experimentarmos o porque de seus comportamentos e das necessidades a que eles atendem;

3º- A  criatividades é estimulada pelo “cruzamento” de dados e informações, obtidos de diversas pessoas ou de múltiplas fontes, numa rearrumação de itens ou partes até aparentemente conflitantes–  outros tantos pedacinhos do Tangram e de Gutenberg;

4º - A melhor forma de testar novas soluções consiste  na montagem de “protótipos”  que simulem  ou permitam a experimentação  de novos modelos, de novas maneiras e modos de fazer; e

5º. As técnicas de Pesquisa-e- Ação,  na qual se introduzem mudanças tentativas e se observam e se pesquisam, a cada passo, as reações às mesmas, têm inegável valor e aplicação prática comprovada.

Na verdade, com essas técnicas de “Design Thinking” e de outras  focando a  Gestão da Inovação  o que o Consultor pode oferecer  de diferente é, afinal , a maneira de ver polivalente,  peculiar e  original de uma realidade problemática à procura de novas formas de enfrentá-las .

Muitas são as novas formas de Consultoria –  procure conhecê-las.


Luiz Affonso Romano, publicado em 10/01/2013, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Consultor Organizacional( há 41 anos), coach de Consultores, coordenador do Perfil da Consultoria no Brasil 2011

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Coaching é fazer acontecer


Jamais, na história da humanidade, o ser humano foi tão testado e posto à prova. E em plena era de globalização e da informatização só terá espaço todo àquele que souber, exatamente, o que deseja alcançar e usar toda a sua inteligência e inovação para desvendar novos caminhos.

Poderia citar uma dezena de exemplos de pessoas que fizeram historia, pois cada época é marcada por grandes nomes que passam para a eternidade por suas obras, atos e pensamentos. Mas a história do mundo não é construída simplesmente por grandes nomes, de homens e mulheres que se tornaram célebres por sua genialidade ou originalidade.

Ao contrario do que imaginamos a história na maioria das vezes é feita de Marias, Paulos, Lourdes, Antonios, Lauras, Josés e por aí vai. Gente que os livros não citam, mas que estavam presentes, vivendo, criando, modificando aos poucos as coisas ao seu redor, fazendo a diferença.

Lembre-se de que eu e você, quando nos levantamos todos os dias para a batalha diária, estamos participando, escrevendo e reescrevendo a história.

A vida é uma jornada rumo ao objetivo que cada um de nós estabelece para si mesmo, seja pessoal ou profissional, mas eu lhe pergunto você tem seu objetivo estabelecido? Sabe que estratégia utilizar para atingi-lo?

A maioria das pessoas não consegue responder estas perguntas adequadamente e não se sinta culpado por ser uma delas, o importante é você ter consciência disso e a partir de agora mudar de atitude e tomar as rédeas do seu destino.

Não conheço ninguém que levanta de manhã cedo e diz pra si mesma: “Hoje vou fazer tudo errado”, isso não existe, todo mundo acorda com sede de vencer quem erra o faz por puro desconhecimento.

Existem muitas ferramentas e processos para auxiliar as pessoas em seu desenvolvimento pessoal e profissional, mas não conheço nenhuma mais poderosa do que o Coaching.

O Coaching é um processo de desenvolvimento pessoal e profissional, altamente eficaz, que equipa as pessoas com as ferramentas, o conhecimento e as oportunidades de que precisam para se desenvolver e se tornar mais efetivas e eficazes. Sua metodologia é testada e aprovada por diversas instituições internacionais que comprovam e evidenciam o sucesso e os benefícios gerados por sua prática.

Apesar de o termo Coaching estar sendo vulgarmente mal utilizado no mercado por pessoas oportunistas, o processo em si é fantástico.

No Coaching não existe intervenção direta ou indireta, apenas uma parceria entre o Coach (profissional habilitado) e o cliente (Coachee) que quer mudar alguma coisa em sua vida ou profissão, e juntos estabelecem um objetivo a ser atingido de tal forma que no final do processo os resultados sejam atingidos ou pelo menos estejam encaminhados para tal.

Por se tratar de um processo onde o grande responsável pela mudança é o próprio cliente (coachee), este se torna essencialmente o centro das atenções, já que somente ele possui todas as respostas.

Por isso Coach tem que essencialmente gostar de gente e ser humilde o suficiente para não se sentir incomodado ou constrangido em ser um apoio para o sucesso de seu cliente, além disso, deve correr em suas veias a necessidade do aprendizado continuo.

Um processo de coaching somente é bem sucedido se o coachee atingir seu objetivo para isso deve existir uma grande confiança entre ambas as partes e o coachee realmente ser receptível às mudanças e ao aprendizado.

Acredito que todas as pessoas buscam o reconhecimento e o sucesso, o que muitas das vezes falta é a coragem necessária para trilhar o caminho que as leva a alcançar seus sonhos.

Você já pensou em potencializar suas chances através da formação em coaching , seja para uso pessoal informal com a família e amigos , profissionalmente para melhorar seus resultados ou até como uma 2ª carreira?

Que tipo de pessoa você têm de se TORNAR para viver a vida dos seus sonhos?

Você pode fazer a diferença em sua vida e na dos outros.

Enfim, Coaching é fazer acontecer já que os indivíduos que participam do processo de Coaching têm uma nova perspectiva dos desafios e oportunidades profissionais, habilidades aprimoradas de pensamento e de tomada de decisão, e maior confiança ao executar o trabalho escolhido.


Roberto Recinella, publicado em 11/01/2013, no site: www.qualidadebrasil.com.br

Idealizador da PHD – Pharmácia do desenvolvimento Humano , á primeira farmácia comportamental do mundo. - Certified Professional Coach 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O Personal Coach e os Nichos de Mercado


São públicos cujas necessidades particulares devem ser encontradas e preenchidas com produtos ou serviços direcionados aos mesmos, ou seja, o nicho deve ser descoberto, revelado e solucionado. O processo de focar em um nicho é como encontrar uma necessidade que muitas pessoas têm, buscando a melhor solução para elas.

Um dos fatores limitadores da inicialização de um negócio pra muitas pessoas é focar em um nicho que lhe traga rentabilidade, ou seja, é a possibilidade da empresa ter foco em determinados segmentos de mercado e não tentar atender todo mundo, como fazem os magazines. Se você entender esse mecanismo de funcionamento terá muito mais sucesso e de forma muito mais rápida, do que se ficar tentando competir de frente com os grandes players. Portanto, Você não vai entrar no jogo para analisar e vender todos os tipos de produtos e serviços, mas fará o possível para se especializar em um tipo de produto ou serviço no qual uma grande demanda de publico esteja necessitando.

Devido à sua pequena dimensão, os nichos de mercado são geralmente desprezados pelas grandes empresas, constituindo, por isso, excelentes oportunidades para as pequenas empresas que aqui podem escapar ao domínio das grandes empresas e conseguir uma posição de liderança através de uma oferta muito específica e adaptada às características e necessidades dos consumidores que constituem o nicho.

Encontre seu nicho no Coaching

No mundo do Coaching não vai ser diferente, para se conquistar retorno financeiro, se torna essencial perguntar para o mercado o que ele está precisando. Impossível ter sucesso vendendo Coaching se você estiver tentando decidir qual nicho deve oferecer seus serviços, ou correr atrás. É sempre importante também fazer uma pesquisa de mercado para analisar diversas estatísticas de modo a ver se vale a pena ou não investir nesse nicho de mercado desconhecido. Se ele não for capaz de te gerar retorno em parte nenhuma, talvez não seja a melhor escolha a se fazer.

Onde o dinheiro está?

Nas 3 categorias principais, os chamados Mega Nichos:

    Health [_e_] Fitness (Saúde)
    Namoro e Relacionamentos (Amor)
    Negócios e Dinheiro (Dinheiro)

 Agora, existem duas maneiras de decidir o nicho em que vai entrar:

    Escolher um dos três Mega nichos
    Um nicho que você tem um interesse que você gosta ou tem experiência prévia

Segue abaixo alguns Nichos de  Coaching segundo o site do One Day Mastery :

SAÚDE [_e_] FITNESS

1 – Stress

 Uma das “penalidades” de viver em um mundo que está mudando cada vez mais rápido é a “inabilidade” do ser humano conseguir lidar com todas as mudanças. Relacionamentos estão mudando, famílias estão se separando, a rotatividade em um emprego é elevada e o débito continua crescendo. Isso tudo gerar mais e mais STRESS. Esta é uma grande oportunidade para um Coach Especialista a auxiliar seu cliente lidar com o stress provocado pelas mudanças rápidas do meio, assim como focar em seus objetivos.

 2 - Perdas de Gordura

Como prova de afunilar o seu nicho, uma categoria inteira de “Perda de Peso” foi desmembrada e está emergindo agora. Esta é a categoria de “Perda de Gordura”. Então qual é a diferença entre perda de gordura e perda de peso?

As pesquisas mostram que a quantidade de gordura acumulada (especialmente ao redor do abdômen) aumenta os riscos de diversos tipos de doenças, e algo interessante está acontecendo: Gordura está se tornando o grande inimigo da saúde. E isto está levando ao surgimento de um nicho dentro de um nicho chamado Perda de Gordura. É uma excelente área e irá crescer cada vez mais!

RELACIONAMENTOS

3 – Pais

Quando o assunto é crianças, e filhos o jogo muda. Os Pais vão fazer tudo por seus filhos. Mas muitos não sabem O que exatamente devem fazer especialmente se têm um filho com péssimos comportamentos, ou um filho especial, ou um filho que está com problemas de aceitação pela sociedade e sente-se rejeitado. Atualmente, os Pais estão investindo mais e mais em suas crianças e buscando mais conhecimento em como serem ótimos pais para seus filhos. Este é outro nicho que demonstra crescimento nos próximos anos... É uma grande oportunidade para o Coach Especialista guiar os pais em um processo de Coaching em que eles participem mais da vida dos filhos e criem uma base sólida para a família.

4 – Educação

Esta é de certa forma, uma subcategoria da anterior. Pais hoje começam a pensar como seus filhos de 6 anos de idade vão conseguir entrar numa universidade pública, e o mercado está oferecendo cursos de “educação acelerada” para crianças cada vez mais novas. Tudo desde jogos educativos

Até vídeos educativos está se tornando um ÓTIMO negócio. Se você sabe como auxiliar pais na educação de seus filhos, então encontre uma necessidade ainda não preenchida nestes pais e crie um processo de Coaching focado neste nisso e em sua especialidade.

NEGÓCIOS [_e_] DINHEIRO

1 - Imobiliária

 Mesmo que o ramo de imobiliária esteja em baixa, ainda tende a ser SEMPRE uma ótima categoria para escolher tanto para sua especialidade quanto para seu nicho. Na verdade, quanto pior o mercado imobiliário, melhor é para o seu negócio de Coaching, porque quando o mercado está aquecido, as pessoas não pensam que precisam de ajuda! O investimento no ramo imobiliário é complexo, multifacetado e extremamente interessante. Existem diversas oportunidades de nicho dentro dessa categoria gigante, e se você tiver experiência neste ramo, é uma excelente oportunidade para se posicionar como especialista nesta área, e oferecer seus serviços de Coaching para preencher as diversas necessidades que existem nesta categoria.

5 – Dívidas

Você já sabe que muitas pessoas estão acumulando cada vez mais dívidas e despesas que não conseguem pagam. E os problemas que surgem de terem tantas dívidas levam as pessoas a buscarem soluções com grande entusiasmo e urgência. Esta categoria é uma das mais desafiadoras presentes atualmente na sociedade, e se você consegue ajudar pessoas a saírem das dívidas e construírem hábitos financeiros saudáveis, então está é uma excelente opção para você escolher como seu nicho e se posicionar como Coach Especialista.

Agora você tem ciência de algumas oportunidades de Nicho de mercado, para se posicionar em sua especialidade a partir de agora, e trabalhar com isto por muitos anos.

 
Leandro Nascimento Cristo, publicado em 22/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Personal&Professional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching desde o ano de 2011, atuando como Personal Coach de Carreira

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Iniciando a Carreira como Coach



O mercado de Coaching é = a oportunidade. Tanto como o Coaching de Vida e o Coaching Profissional, oferecem grandes oportunidades para os novos Coaches do mercado. O Coaching no Brasil ainda está em fase de maturação, mas vem crescendo com muita velocidade, com uma média de 80% a 90% ao ano. Segundo um artigo publicado na Start-Up, o Coach é considerado a segunda profissão que mais cresce no mundo, apresentando muitas oportunidades de negócios rentáveis e lucrativos.

Devido á expansões do Coaching no Brasil, surgiram várias possibilidades de atuação, se destacando a aplicação do processo em executivos de alto potencial, formação para profissionais de diversos segmentos, além de trazer soluções personalizadas para necessidades diversas.

Se você é consultor, terapeuta, conselheiro, psicólogo ou profissional de Rh, o Coaching lhe fornecerá as metodologias e ferramentas necessárias para ampliar ainda mais seus serviços, recursos, sua clientela e seus resultados.

Como o Coach recém-formado pode se posicionar no mercado, e conquistar clientes ?

Primeiro Passo

Procurar um mercado no qual tenha identidade com suas especialidades profissionais, trilhando um caminho para se tornar uma referência naquilo que você faz, ser uma referência dentro do seu tópico.

Segundo Passo

Procurar adicionar ao portfólio, produtos que possam gerar renda em sua especialidade, podendo se posicionar como autor de livros manuais, áudios, dvds, artigos, criação de workshops, ser trainer, consultor, mentor, palestrante, além de sua vocação profissional e Coach.

Porque que isso é importante? Porque não somente agrega valor como especialista, agrega também valor a sua imagem, e você se torna uma referência de forma mais rápida, compartilhando do seu conhecimento, sua experiência e conselhos que você tem.

Terceiro Passo

Concentrar suas energias em um nicho de clientes, criando o avatar do seu cliente. Se aprofundar ainda mais no assunto, pensar como ele, com isso, você conseguira pensar e saber exatamente como montar um portfolio de Coaching sob medida.

Qual o tipo de cliente que você irá atender? Qual é o melhor perfil?

Alguns Nichos:

Gestão de tempo, casamento, marketing online, ganhar dinheiro, começar um negócio, dívidas, aposentadoria, investimento, imobiliária, educação, pais, linguagem corporal, sexualidade, namoro.

Você deve identificar a área específica onde você gostaria de se posicionar em sua Especialidade de Coaching, e então afunilar aquele nicho para encontrar uma parte específica nele em que muitas pessoas estão procurando por uma solução com urgência. Assim, você irá perceber os padrões de seu nicho, vai conectar os pontos, e vai ver as oportunidades para nicho que até mesmo não havia pensado antes.

Você pode até descobrir que a grande necessidade que aquele nicho mostrou em primeiro lugar nem era tanto quanto outra que ele expressa diariamente em seu comportamento. Então preencha esta necessidade com o seu programa, um programa de qualidade de Coach Especialista que seja único, e que agregue o máximo de valor para o maior número de pessoas dentro do seu nicho.

Agora que já sabe por onde começar, vai atrás do conhecimento necessário, levante sua prática dentro de sua especialidade, utilizando toda essa rede de contato que tu criaste ao longo dos anos, use sua experiência e conquiste seus resultados.

Sucesso!!!!


Leandro Nascimento Cristo, em 16.11.2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

Personal&Professional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching desde o ano de 2011, atuando como Personal Coach de Carreira,

sábado, 29 de dezembro de 2012

Faça Autocoaching


Coaching é um assunto que tem dado o que falar, devido a sua forte ligação com realização de sonhos  pessoais e resultados positivos organizacionais, pois, esse processo busca externar oque se tem de melhor de pessoas e empresas, com métodos que desenvolve pessoas para serem melhores do que elas são.

Seu principal benefício

É acionar recursos internos que cada um tem, a qual lhe foi dado por vida, e revelaque quando as pessoas descobrirem quem realmente são, vão ganhar controle sobre suas vidas, trazendo pra ti maior satisfação, felicidade, comunicação, melhor decisão e qualidade de Vida.

O Autocoaching vai te proporcionar a autoaplicação da metodologia de Coaching, através da auto-observação e autodesenvolvimento, visando foco, ação, resultado e melhoria continua.

Todas as pessoas, devem entender que são capazes de atuar e fazer a diferença em qualquer área que desejarem, e essa meta pode ser trabalhada após fazer essa auto-observação para se descobrir qual a sua principal habilidade, e estreitar os laços com a sabedoria e o conhecimento.

Vamos fazer Autocoaching?

Para alinhar e gerar maior satisfação nas áreas da nossa vida existe uma ferramenta de Coaching, no qual a chamamos deRoda da Vida, que avalia seu nível de satisfação atual. Na ferramenta RODA DA VIDA temos um panorama geral de como está a vida do cliente e qual área precisa de melhoria e de uma atenção especial.

Chamamos de área de Alavanca

Foco e Atenção nesta área para que as demais áreas de sua vida sejam potencializadas.

Gostaria de propor uma atividade para podermos entender em que momento de sua vida você está.

No quadro abaixo temos várias áreas da nossa vida e a ideia é que você analise qual é o seu nível de satisfação em cada um desses campos.

Na coluna situação atual atribua um valor numa escala de 0 a 10, considerando o 10 como nível de satisfação mais alto. Neste momento é fundamental que seja muito sincero nas respostas para poder ter uma fotografia do momento em que está vivendo.

QUAL O SEU NÍVEL DE SATISFAÇÃO NAS ÁREAS DA SUA VIDA?

ÁREAS DA VIDA
  
Situação Atual
   
Metas/ Objetivos

Saúde / Qualidade de Vida
   
Profissional / Carreira
  

Desenvolvimento pessoal
 

Familiar
   
Financeiro
    

Divertimento / Lazer
   
Qual a área da vida que se você der maior foco, poderá impactar positivamente nas demais áreas?

Olhando pra essa área o que falta para se sentir mais satisfeito?

Vamos mudar essa situação atual? Quais resultados você deseja obter?

Está disposto a mudar alguns velhos comportamentos por novas formais de agir muito mais produtivas?

O que está impedindo você de avançar? O que você pode fazer pra lidar com essa dificuldade?

Diante desses cenários qual será sua escolha?

Meu caro, agora já sabe qual a sua situação atual, os incômodos e a situação desejada, acredito que esteja pronto para definir um objetivo e agir!

Espero ter provocado algumas reflexões e penso que por hora é suficiente, temos grandes questões para reflexão não é mesmo? Portanto, aproveite esses insights e deixe sua intuição fluir.

Até a Próxima Sessão!
 


Leandro Nascimento Cristo, publicado em 09/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

Personal&Professional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching desde o ano de 2011, atuando como Personal Coach de Carreira

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Consultoria: da importância do Diagnóstico



A comparação entre uma empresa com problemas internos e uma pessoa que, em seu estado atual de saúde, apresente sintomas de doença tem, muitas vezes, levado os estudiosos em Administração a usarem a palavra diagnóstico para que se compreenda com mais exatidão, no sentido administrativo, conceitos de consulta médica, exames preliminares, avaliação dos resultados, identificação da doença; também, do momento e de como informá-la ao paciente, e de prescrever e acompanhar o tratamento, até à cura. Realmente, este é um bom modelo.

Conhecer o problema real do Cliente (estado de saúde atual do paciente) – por meio do diagnóstico - é, como você já sabe, o objeto da 1ª reunião Consultor- Cliente. Nela, ambos deverão reconhecer a situação atual da Empresa e concluir sobre o onde e o como devem chegar para reduzir ou eliminar o problema pré-existente. A técnica aconselhada é a de ouvir o cliente com máxima atenção e formular perguntas que o levem à reflexão, a trazer dados e informações precisas para os dois - Consultor e Cliente - conhecerem perfeitamente o tamanho do problema (diagnóstico, a fase mais importante da Consultoria) e identificar, a partir de sua dimensão, suas correlações no ambiente organizacional. Portanto, sem conhecer o real problema (a doença), será muito difícil aplicar metodologia e intervenção corretas.De forma análoga à da saúde dos seres vivos, o diagnóstico, no caso das empresas, requer consultores experientes ou consultas a eles. Há os que se dedicam somente ao diagnóstico e, neste sentido, assemelham-se aos fisiologistas e a muitos clínicos gerais, que sabem ser a doença um processo sistêmico: os sintomas podem ser muitos, diversificados e aparentemente em pontos afastados uns dos outros. Porém,assim como no organismo- empresa, os sintomas de uma mesma anomalia organizacional podem se espalhar pela estrutura, gerando, em sua maior complexidade, uma situação crítica, que seria reconhecida como a situação atual da Empresa que deve ser alterada por meio de ações corretivas. Médicos, na Saúde e Consultores nas empresas devem, por este motivo, cultivar visão holística do todo nas empresas ou nos organismos aos quais se dedicam a preservar a vida.

Todos já tivemos oportunidade de acompanhar, em nossas vidas, ou em filmes, a forma como os bons médicos se envolvem no tratamento, com "seus" pacientes, de moda a que desta sinergia surja uma "cumplicidade" que os fazem autores e coautores da cura. A comparação com a atividade de Consultoria demonstra-se ser muito completa no exemplo de solidariedade, com os mesmos espíritos de "cumplicidade" e "coautoria" que devem nascer desde o primeiro contato com o Cliente. Trazendo o Cliente para a coautoria desde o início, desenvolvem-se, avaliam-se e escolhem-se alternativas, e implantando-as, garante-se, por fim, o bom êxito da Consultoria.


Luiz Affonso Romano, publicado em 23/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

Consultor Organizacional( há 41 anos), coach de Consultores, coordenador do Perfil da Consultoria no Brasil 20

domingo, 11 de novembro de 2012

Poupar para amanhã, aproveitando o hoje



O dinheiro pode não trazer felicidade, mas sua falta é sempre um motivo de preocupação e dores de cabeça. Ao lidar com as finanças, é comum entrar em um dilema: melhor se privar hoje para ter amanhã, ou curtir o agora e correr o risco de ficar desamparado no futuro?

Para se resolver essa questão, o professor e educador financeiro Mauro Calil criou o método FAST, que apresenta em seu livro Separe uma verba para ser feliz, publicado pela Editora Gente.

A obra tem o objetivo de ensinar o leitor a gerenciar sua renda, ampliar seu poder aquisitivo e “enriquecer com consistência”, ou seja, acumular um patrimônio seguro para o futuro, sem se privar de benefícios no dia a dia. Para tanto, é preciso tomar cuidados na hora de gastar, poupar e investir.

Para ajudar a controlar esses fatores e a manter um equilíbrio financeiro , Calil apresenta o método FAST. A palavra é uma sigla formada por quatro verbos muito importantes quando o assunto é dinheiro: fazer, antever, salvar e turbinar. Cada um deles tem um significado:

Fazer dinheiro é gerar uma renda e aumentar a entrada de capital. Para tanto, o autor traz estratégias para que o profissional se valorize e saiba melhor como empreender;

Antever é saber planejar como o dinheiro ganho será usado, por meio de gastos inteligentes e necessários;

Salvar o dinheiro é mais do que economizar, envolve aproveitar o dinheiro da melhor forma e assim mantê-lo por muito tempo;

Turbinar é saber investir de forma planejada para aumentar ainda mais a renda, tornando o enriquecimento mais rápido.

Mas antes de expor melhor essa estratégia, o livro orienta o leitor a conhecer seu perfil, além de esclarecer e derrubar mitos comuns sobre riqueza, posses e dinheiro. Outro diferencial de Calil é se valer de exemplos pessoais e de seus alunos, que mostram a melhor forma de aplicar o método de acordo com as particularidades da vida financeira de cada um e suas metas.


Mauro Calil  |  Publicado em: 12/09/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Como vender sua consultoria



É a pergunta mais frequente nos “chats” de nosso Curso Online de Consultoria e nos presenciais. Os alunos tem experiência, conhecimento – fruto de anos de vivência na sua área de interesse –, motivação e agora tempo para aplicar, de modo gratificante e compensador, o que aprenderam – às vezes a duras penas. Mas como vender tudo isso?

Ora, várias respostas e comentários costumam surgir, sugeridos pelos próprios alunos.

Destacamos:

1– Na verdade o cliente não está interessado em “comprar” seus serviços . O que ele quer mesmo é saber “como vender (mais e melhor) os seus próprios serviços”. Daí, o Consultor deve focalizar e oferecer meios e modos de otimizar os recursos do Cliente e isso só se obtêm aumentando as margens – diferença entre receitas e custos – melhorando a sua relação Benefício/Custo.

Assim, acene com a possibilidade dele aumentar receitas e/ou reduzir seus custos e observe se ele não vai ficar imediatamente interessado.

2 – Muito importante é o Consultor saber se apresentar. Mesmo que o Consultor adote seu próprio nome, ou uma marca ou até uma associação a terceiros, apresente-se só como Consultor. É o necessário e suficiente. Muitas qualificações “valorizadoras” costumam confundir o Cliente. Há um risco nas informações, pois suas qualificações, em muitos aspectos retiram o Cliente do foco de sua necessidade específica. Também podem expressar multiplicidade de interesses e, nesse sentido, a de criar concorrência a si mesmo. Com a ressalva, é claro, de que o Cliente nem sempre sabe qual seu “real” problema ou o define incorretamente.

3 – Ainda, alunos e professores, unânimes, recomendaram (e as pesquisas indicam), nada substitui uma boa indicação. Afinal, alguém procura consultor no catálogo/relação de consultores? Quem representa os 30.000? A não ser, ele próprio. O que mais vende Consultoria é o próprio serviço bem feito e a lembrança desse êxito é o principal incentivo para alguém recomendar. Assim, o problema é o de como obter-se

tal indicação e de como canalizar o testemunho dos outros para a criação da imagem, do posicionamento, do Consultor. E para isso a melhor alternativa é a de uma preocupação constante, um esforço concentrado e permanente na construção e manutenção de um bom “network”.

4 – Muito importante também é saber onde encontrar os Clientes. As organizações e pessoas sabedoras de sua experiência e competência chegarão a você por indicação, pela confiabilidade consolidada, por conhecimento em determinado setor da vida econômica do país, de seu Estado ou de sua Cidade.

5 – Um ótimo ambiente de captação de Clientes, entretanto, é o próximo a você. Assim, todas as manifestações de busca de clientes, terão mais êxito, partindo de onde o conheçam. A extensão, dentro de uma mesma organização, empresa familiar ou grupo nacional ou internacional, a partir de um êxito já obtido em serviços anteriores ou em curso, ou pela multiplicação de seu valor expandido pelo “boca a boca”, atingindo outras empresas que se sensibilizam ao ouvirem falar de seu trabalho.

6 – Temos que nos “exibir” – chamar atenção, lembrar que você (ainda) existe. Chegue também aos seus futuros clientes, em congressos empresariais, onde demonstre sua capacidade para determinada área de interesse corporativo, e na pesquisa sobre empresas que lutam para vencer dificuldades de comunicação, marketing, administrativas, financeiras..., o que lhe chega por consulta própria, por meio da imprensa ou em conversa com empresários, executivos, colegas consultores, acadêmicos... naqueles seminários e outros eventos. Não espere sentado no escritório. Nem use açodadamente seu Banco de Dados. Atue. Encontre-os.

Como vemos a troca de experiências, de sucessos e insucessos do Consultor, é um processo em marcha do aprendizado, nas duas mãos. Por não termos a pretensão de esgotarmos o assunto venda de Consultoria, há ainda mais, muito mais, a apresentar, discutir, comentar e sugerir nos chats com alunos e consultores. Mais adiante, voltaremos ao tema.


Luiz Affonso Romano  |  Publicado em: 19/10/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Consultor Sherlock



Elementar, caro Watson!

Essa a  a conhecida  frase do mais famoso  dos  detetives – o célebre Sherlock  Holmes. Com um detalhe: elementar para ele que,   com sua argúcia, despertava  a atenção dos outros para o fato.   Pois Holmes-  na imaginação do grande ficcionista  Sir Conan Doyle- ,  era antes de tudo, um detalhista,  garimpando o inusitado, o fora de série e  do esperado, por vezes o exótico e diferente  da norma- algo que   não se encaixava na explicação usual ou, até pelo contrário, reforçava com originalidade o  que vinha sendo observado, diagnosticando as causas, detectava o fiapo que ninguém via e desenrolava o novelo que ninguém entendia. Era raro, mesmo …

Ora,  todo Consultor tem um pouco de  Sherlock.  Ao contatar seu Cliente, sua promessa inicial  é a de que ele possa ajudá-lo a  resolver determinado problema- já detectado-,  ou até ao contrário, um que  ninguém até hoje sabe que existe,  por ignorância , complacência ou interesse pessoal…   Com isso, o  Consultor é até um agente provocador, quase um criador de caso, que aponta e destaca um ponto ou aspecto  novo na realidade do Cliente, deslocando-o de sua privilegiada zona de segurança ou de errônea expectativa.

Mas como fazia o nosso Holmes?

Efetivamente ele fazia muito mais que isso. Embora aplicasse  o  instrumental de laboratório- o já disponível aos finais do Sec XIX- , no exame  e elucidação  dos crimes investigados, ele de fato, antes de tudo e qualquer conclusão, apontava suas lentes somente após uma visão geral das  circunstâncias da situação. Ou seja, ele  só  apontava sua lupa após definir- sabe-se lá bem  como!-, para  onde fazê-lo, o   porque, o  como e quando  utilizá-la,  com oportunidade e eficiência  no exame das peças observadas .

Ou seja, ele era, de fato um magnífico  exemplo de um obsecado pela razão, a aplicar seu hemisfério esquerdo com disciplina e  perícia, mas só o fazia após recorrer aos ditames do seu lado criativo- seu  hemisfério direito- integrando-os inteligentemente, confirmando o que seu fiel amigo e secretário Dr. Watson denunciava  afirmando que  por detrás da máscara gelada do investigador- consultor descobria-se uma  intuição espontânea e inexplicável, aliada a  uma emoção  misericordiosa e compadecida pela humanidade escrutinizada.

Mais ainda, e para estimular sua  vertente  lúdica, imaginosa e criativa, ele ainda praticava artes marciais- era bom no boxe, esgrima, luta com bengala e a savate-, não  largava seu cachimbo- como dizia, seu instrumento para esclarecer a mente- ,  consumia cocaína regularmente (Oops! ) e se refugiava, altas horas da noite, lá no seu canto, a tocar seu violino- até muito bem afinado. Fascinante, não?

Claro,  um bom Consultor não precisa fazer e ser tudo isso. Mas sempre deve tomar o cuidado de- como o Holmes-,  e antes de mais nada,  expor, examinar e definir   qual é o problema ( situação atual a ser mudada), com  mente desarmada atenta e curiosa , observando o detalhe-, como ele o fazia-   destacando o que passava  desapercebido de todos à procura das circunstâncias e  limites do examinado. Detectar o fiapo que ninguém vê e daí desenrolar o novelo que só então se entende o quanto é importante experiência e a dedicação exclusiva ao pensar como investigador, consultor.



Pois é bem nessa fase preliminar- antes de mais nada-, que o  Consultor deve desenvolver  essa abordagem descompromissada e, enquanto   fuma seu cachimbo,  ir-se perguntando coisas como as que se seguem, desenhando  o cenário  onde se desempenha  o roteiro- drama ou comédia?-,  do Cliente. Por exemplo, nessa avant-première, irmos perguntando, entre outras coisas:

    Afinal, do que se  queixam os Clientes?  Quais são as insatisfações observadas? O que é causa e o que é consequência?
    Quais os benefícios ou redução de malefícios poderiam ser perseguidas, com as eventuais mudanças?
    Que pequenos problemas de agora podem se tornar relevantes mais adiante?
    Como melhorar,  a qualidade de nossa Consultoria, agregando valor para a Clientela?
    O que a competição está fazendo que poderíamos fazer, até melhor?
    O que irrita/frustra o Cliente, seu pessoal da administração, produção e/ou vendas?
    O Cliente  cumpre o programado? Seu planejamento é atualizado com a frequência desejável?
    Como vão suas comunicações?  Todos sabem os resultados, o que cada um faz e aquilo que pode ajudar ou, pelo menos, deixar de prejudicar?
    Caso o Cliente deixasse de existir que diferença faria? Para quem?
    Qual a vantagem competitiva da empresa-cliente? Por que preferem fazer negócio com ele ?

Finalmente, e talvez  mais importante,   incluir nisso tudo a dimensão Tempo. Ou seja, quais poderiam ser agora as respostas se deslocássemos as mesmas  perguntas  para um futuro próximo ou longínquo? Quais seriam então as suas possíveis  projeções, quais as tendências,   as oportunidades e as ameaças ao Cliente? Porque , afinal, mesmo  o Presente já é Passado- quando se o examina -,  e  só o  Futuro realmente interessa …

Com isso, investigada preliminarmente a realidade, só agora o nosso Consultor  – igual ao nosso Holmes- pode  descansar, preencher seu cachimbo e iniciar análise mais detida e mais lógica, identificando   enigmas e propondo  suas, agora sim, engenhosas  soluções. 

Acrescentando, como diria Holmes: Afinal, bem elementar, não é mesmo, meu caro Watson?


Luiz Affonso Romano  |  Publicado em: 09/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

domingo, 2 de setembro de 2012

A importância do Coaching em se especializar




Atualmente o Coaching vive um grande momento sendo reconhecido tanto no mundo corporativo como na vida pessoal por isso é essencial que este profissional esteja preparado para atender as demandas especificas do mercado, fugindo assim do estigma do pato que pensa que sabe nadar, voar e andar, mas na realidade não faz nenhum deles direito.

O Coach por si só é um profissional especialista em mudanças de comportamentos, definir objetivos e principalmente realização, enfim faz acontecer.  Por isso muitas vezes acaba se tornando um generalista já que atua em diversas áreas, do life coaching até bussiness coaching, com receio de não manter uma carteira de clientes ativa.

Em minha opinião a especialização é o caminho, parece um paradoxo, mas vou explicar.

Ao se especializar o Coach se torna mais empático, o rapport ocorre com mais naturalidade, o processo se torna mais simples e intuitivo aos coaches, facilitando assim a sua evolução.

Alem disso o processo se torna único e não uma receita de bolo que se aplica a todos ou a qualquer um, o Coaching deve ser exclusivo, quando se escolhe uma especialidade a mensagem se torna mais poderosa e com isso os resultados surgem mais rapidamente.

A pergunta que deve ser feira é: o Coachee irá se interessar por um processo exclusivo ligado as suas necessidades ou um processo genérico que se encaixa em diversos nichos?

Este posicionamento é um diferencial já que o Coach especialista tem mais propriedade para orientar e apoiar o Coachee na descoberta de suas crenças e valores, na superação dos obstáculos que surgem nesta jornada alem de alavancar os seus resultados.

O Coach especialista entra em sintonia com mais facilidade e tranqüilidade em todos os níveis com isso conseguindo se colocar na pele de seu cliente e assim escolhendo as melhores ferramentas, abordagens e estratégias para auxiliar o cliente a alcançar o objetivo estabelecido.

Quando o Coach se especializa sua credibilidade aumenta, pois os resultados de seus coahees são reconhecidamente superiores.


Roberto Recinella  |  Publicado em: 24/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Dicas para o uso eficaz de consultoria organizacional




Analise se a sua própria empresa não dispõe de pessoas capacitadas, tempo, informações e recursos para resolver um problema.

Apenas contrate uma consultoria se você estiver com um real desejo de mudança, por isso esteja disposto a ouvir o que ela tem a dizer.

Procure conhecer o trabalho da consultoria, questione sobre clientes anteriores e resultados obtidos.

Verifique o porte, as características e a reputação dos clientes anteriores apresentados como referência, entre em contato com eles.

Verifique se há entre as referências, empresas do mesmo segmento, pois indica que o consultor tem experiência no ramo.

No caso de consultor independente, preste atenção ao seu tempo de atuação no mercado, analise o risco de ele resolver trabalhar como empregado novamente antes do final do projeto.

Consultor que está em início de carreira não deixa de ser adequado e competente, mas geralmente tem experiência na área de sua especialidade e ainda não possui outros requisitos da consultoria, como liderança, por exemplo. Talvez você tenha que assumir essa parte.

Não se deixe influenciar por uma empresa de consultoria de renome, isto nem sempre é sinal de competência específica para a sua situação.

Se necessário, verifique se o consultor não trabalha com a concorrência, pois ele poderá ter acesso a documentos sigilosos. Há clientes que exigem esse compromisso, ou o de não divulgação, por escrito.

Embora não seja determinante, a estrutura que o consultor possui é um item relevante. Estrutura demais custa caro e pesa no preço dos serviços e estrutura de menos pode não ser adequado para o seu caso.

Leia bem a proposta e não tenha medo de pedir detalhes, isto leva ao melhor entendimento do problema.

Exija garantias de que após a conclusão do projeto haverá continuidade com autonomia. Assim, não dependerá do consultor, tendo condição de auto-sustentação. A metodologia para isto deve ser adequada.

Verifique qual é o código de ética que a consultoria segue, lembrando que o IBCO Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização www.ibco.org.br possui um, estabelecido por Assembléia de seus associados desde 1990.

Estabeleça o elo com o consultor, coordenando os entendimentos entre as partes.

Não abdique do controle de decisões que envolvam sua empresa, pois você e sua equipe são as pessoas que mais entendem do seu negócio. Estabeleça pontos de controle.

Defina as fases da consultoria e também como e quando o serviço termina.

Acompanhe de perto o andamento dos trabalhos e controle a metodologia e os resultados obtidos. Não fique aguardando que os consultores façam tudo por você, isto é fundamental para o sucesso do projeto.

Quando houver treinamento não se esqueça que existem métodos diferentes e curso nem sempre é o melhor. Exija avaliação, além da avaliação de reação, pós-evento.

Não tenha medo de elogiar ou de dizer o que não está bem, seja assertivo.

Eduardo Rocha  |  Publicado em: 20/06/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

domingo, 19 de agosto de 2012

Conversa entre Consultores



Ainda outro dia, num chat de Consultores, levantou-se o tema dos aspectos mais relevantes de nosso trabalho e/ou onde se erra mais. Claro, as opiniões variaram bastante, porém chegamos a um certo consenso.

Lá vai, para você conferir:

1. O Cliente detesta pacotes pré-organizados, que sentem servir para toda e qualquer outra empresa, que não a sua. É como estivéssemos vendendo, por preço de novo, um produto de 2ª mão - quem gosta? Afinal, todo Cliente se julga único - e de fato é -, já que assim como não existem doenças, mas sim doentes, também cada empresa é um universo diferente com suas peculiaridades, circunstâncias e idiossincrasias.

2. Cada vez mais se fala em sustentabilidade da empresa mas, também, do fim do emprego e, de certo modo, de sua insustentabilidade. Mas como administrar tal dilema e de que lado, finalmente, deve ficar o Consultor? Do lado da empresa que lhe contrata - por vezes objetiva, utilitariamente, egoisticamente, somente preocupada com seu lucro e sua sobrevivência -, ou do lado humano, da preocupação social e da justiça e equidade comunitária?

3. Pois até pode-se arriscar algumas respostas para isso. A primeira é a de se reconhecer, francamente, que talvez não tenha mais sentido o Pessoal vestir a camisa da empresa e que, bem ao contrário, agora cada um deve mesmo é vestir sua própria camisa Ora, o Consultor pode - ou quem sabe até deve - levar seu cliente-empresa a reconhecer que ela tem uma responsabilidade social a cumprir e a ser respeitada, que pode, inclusive, se transformar em vantagem competitiva, ganhando a simpatia e a preferência do Mercado, dos meios de comunicação...

4. Porquanto já existem, como sabemos, nos States e agora, até no Brasil, organizações não lucrativas dedicadas à certificação do comportamento justo, social, humano e ecológico das empresas examinadas, com ótimos resultados...

5. O Cliente, cada vez mais espera e até exige resultados. Com isso, será extremamente útil que se possa avaliar e até medir a resposta à nossa intervenção. Para isso, importante será se sugerir e implantar, juntamente com o cliente, uma métrica significativa, desde que aceita e compreendida por quem vai ser avaliado por ela. Por exemplo, se você, atleta, for corredor da milha, não tem sentido ser avaliado pela altura alcançada ao saltar de vara, não é mesmo?

 6. Todo planejamento bem feito deve de ter embutido um Plano B, espécie de saída de emergência para incêndio, no caso de nada dar certo. Só que isso tem de ser programado antes que as coisas aconteçam e se entre em pânico. Ou seja, o Consultor pode ajudar, embora pareça meio estranho, se programar o sucesso e, também, o insucesso - é bem mais prudente!

7. O Cliente geralmente não lhe contata quando tudo vai indo bem, até por achar que não precisa de sua ajuda. No passado recente, centenas de empresas, que viviam da aplicação no overnight e não de seu negócio, simplesmente fecharam, com a queda da inflação. Ou seja, quando ainda podiam não fizeram o dever de casa...

8. Com isso, os Consultores concordaram em que o bom cliente talvez seja o que não tem (ainda) problemas e, com isso, cabe ao profissional alertar para essa realidade. Na verdade, já dizia Peter Drucker, melhor é maximizar o lado positivo da empresa e não se tentar consertar o negativo - o lado podre da organização -, vamos virar a página!

9. Também não constrói - ponderaram os Consultores - procurar culpados e punir os que erraram. Inclusive porque toda empresa é um sistema de inter-relaçães e os efeitos de uma situação negativa, com frequencia tem sua causa num espaço e num tempo diferente do que se incrimina.

10. Finalmente, e nisso houve absoluta unanimidade, todos concordaram que sem o apoio e endosso de quem manda e de quem é o alvo da mudança, provavelmente nada vai de fato acontecer. Ou ainda, mais frustrante, parece que as coisas mudam, mas muita precaução porque as pessoas tendem a voltar aos comportamentos antigos....

Pois nosso chat foi ficando por aqui. E, naturalmente, há ainda mais, muito mais, a se discutir, comentar e sugerir nas nossas atividades, nos sucessos e insucessos do Consultor ou de um Coach.

Luiz Affonso Romano  |  Publicado em: 13/06/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 19 de junho de 2012

Inova RH - Espaço Multimídia



A Razão Humana Consultoria implanta uma célula de inovação em seu escritório em Campinas. Trata-se de um espaço para pensar, viver trocar idéias e difundir a cultura da inovação de forma descontraída e interativa, tendo como foco editorial abordagens de RH Sustentável. A iniciativa ganha forma como um programa de Web TV, intitulado Inova RH.

Na realidade o conceito de célula de inovação é de um laboratório de criatividade, visão, desenvolvimento e difusão de novas metodologias. Esta proposta é resultado da aliança estratégica com o jornalista Josué de Menezes, editor do Blog Mercados do Futuro, projeto de jornalismo digital especializado em desenho de cenários e investigação de tendências da nova economia.

O projeto Inova RH encontra total sinergia com a história da Razão Humana Consultoria, que construiu a sua identidade no desenvolvimento de metodologias diferenciadas, principalmente na divisão de T&D (Treinamento e Desenvolvimento). Desde 2001 a Razão Humana desenvolve dinâmicas customizadas em programas de treinamentos vivenciais e eventos empresariais.

Os resultados e histórias destas experiências serão abordados, destacando “cases” em grandes empresas, a exemplo da Transpetro/Petrobrás, Votorantim, Voith, Pão de Açúcar, dentre outros grupos empresariais, dos mais variados setores da economia. “Nossa proposta é abrir um canal de diálogo e reflexão, estimulando a interatividade e colaboração para incentivar novos projetos dentro do conceito do que estamos denominando como RH Sustentável”, explica Helena Ribeiro, fundadora da Razão Humana.

Os programas serão produzidos de forma descontraída, explorando entrevistas e difusão de conceitos de planejamento estratégico com foco na inovação.

“O projeto Inova RH da Razão Humana é uma resposta para fazer frente à nova dinâmica do mercado impulsionado pela Cultura Digital, valendo-se de todas as redes, altamente qualificadas, que estamos construindo ao longo de mais de 2 anos”, complementa Josué de Menezes. Os programas já estão sendo produzidos para divulgar novos lançamentos e a previsão do início das produções multimídias deve iniciar em meados de março.

Participe! 

Publicado em 24-Apr-2012, por Helena Ribeiro, no site: www.gestopole.com.br

terça-feira, 8 de maio de 2012

Quero sê motorneru!


...esse dilema indivíduo-empresa, essa contradição entre o que se diz e o que se quer, entre lucro e qualidade de vida, entre perseverar na mesmice ou partir,corajosamente, para outros destinos...

Por Luiz Affonso Romano

Desses, dos bondes elétricos, da antiga Light do Rio. Era a resposta desconcertante que davam os garotos do nosso tempo - aos cinco, seis anos - aos adultos que perguntavam, indiscretos e um tanto ameaçadores: "Ô, menino, o que você quer ser quando crescer?" E por que não motorneiro - com certeza pelos coletes que usavam ( Deus meu, com todo aquele verão carioca!) - pelos magníficos botões dourados, o quepe vistoso e, mais que tudo , comandando autoritários e importantes, aquela enorme e barulhenta almanjarra de madeira e aço.

Pois indagação semelhante o Consultor às vezes se faz, ao se propor ajudar a resolver- com seus diagnósticos e sugestões-, a problemática de certos Clientes. Porque, principalmente nas empresas de família ou de um só empreendedor, os anseios, intenções e necessidades estritamente pessoal, do sócio majoritário- que manda, de fato-, acabam por se sobrepor aos objetivos e metas definidos nos contatos iniciais e no propósito alegado para os serviços de Consultoria. Perguntar,por exemplo: Meu caro Cliente, o que você quer (ser) afinal?

Isso porque o Planejamento estratégico, os objetivos e planos a curto, médio e longo prazo, as metas da empresa estão todos inextricavelmente aos das pessoas-chave, aos empreendedores que dão sempre a última palavra.

Ora, o Consultor se aplica a conhecer a Situação atual da empresa e, à luz do mercado, da concorrência e dos objetivos econômico-financeiros do negócio, põe-se a desenhar um diagnóstico e a propor recomendações alinhadas com esses aspectos. Daí, ele faz a pergunta talvez errada: Como aumentar e garantir o crescimento da empresa, o retorno do investimento e maior participação de mercado?

Aliás, na prática, todo profissional da área já deve ter enfrentado, sub-reptício ou não, esse dilema indivíduo-empresa, essa contradição entre o que se diz e o que se quer, entre lucro e qualidade de vida, entre perseverar na mesmice ou partir,corajosamente, para outros destinos.

Ou seja, tudo recomendando uma atitude mais eficaz e proativa do Consultor, perseguindo transparência e objetividade para o Real problema, identificando com mais cuidado suas razões e circunstancias focalizando mais o futuro- o que se deseja? -, do que o passado e até que o presente já que este, quando se o examina, já é também passado.

Ademais, há interessante e útil ferramenta de Consultoria que pode ajudar a encaminhar problemas como este ou semelhantes. Trata-se da técnica de "Value Clarification" ( Clarificação de valores ), com a qual se procura, justamente, definir com o Cliente-pessoa física- o que é para ele mais importante e em que ordem de prioridade e relevância, que caminhos ele gostaria de percorrer, que portas abrir e quais fechar, já que escolher algo é também desistir do restante .

Assim, por exemplo,pede-se ao Cliente listar as dez ou vinte coisas mais importantes a fazer, os comportamentos mais estimulantes , as situações, as atividades e os hobbies mais instigantes, o que lhe traz maior alegria e satisfação na sociedade em que vive, na família, com os amigos e conhecidos, na sua atividade, com os seus associados, fornecedores, clientes e a comunidade em geral.

Depois disso, a partir de uma pesquisa e prospecção programada e inteligente, vai o Consultor ajudar o Cliente a botar tudo isso em ordem de relevância, importância, urgência e expectativas pessoais.O resultado de tal exercício pode ser surpreendente.

Com efeito, em nossa experiência recente o Cliente que nos consultava com o declarado objetivo de vender sua empresa , acabou por descobrir que, ao contrario do que ele acreditava, seu trabalho era muito mais importante do que ele mesmo percebera e que, com algumas mudanças e ajustamentos, a continuidade do negócio poderia ser mais gratificante do que ele jamais esperara.

E não seria esse o papel de todo bom Consultor: Ajudar o Cliente a descobrir e se conscientizar de uma alternativa diferente da que ele imaginava ter escolhido? Uma outra alternativa, bem melhor do que aquela,infantil, de ser um vistoso motorneiro?

Artigo escrito em parceria com Paulo Jacobsen.

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Publicado no site: www.administradores.com.br

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Por que uma empresa que tem prejuízos anos seguidos não procura ajuda?




Pergunta simples, lógica, óbvia, mas de resposta extremamente complicada.
 
Como você se sente quando bate-cabeça e alguém, rapidamente, encontra a solução para o problema? Não precisa responder para mim, faça-o apenas para você.
 
Alguns dirão que se sentirão mal, impotentes, envergonhados, enraivecidos, procurarão desculpas, outros se dirão aliviados, afinal um tormento a menos.
 
Preocupante é o fato de que o número de pessoas que integra o primeiro grupo não é pequeno, não.
 
Uma vez que a solução vinda de fora incomode, seu efeito será  sempre maior quando não for apresentada apenas para o indivíduo, mas para o grupo. Por isso, alguns palpites e dicas é melhor que seja “no particular”.
Se o mérito não lhe incomodar, uma insinuação, uma leve dica que conduza à conclusão abrirá a porta para a aceitação.
Seu interlocutor ficará com o mérito? Sim, mas isso acontece o tempo todo.
O seu objetivo é resolver o problema, não é? Ora, então deixe que fique com os louros. Você e ele saberão a verdade. Não é suficiente?
 
Puro exagero? Pode parecer até que nos defrontemos com o fato.
 
Não fomos preparados para trabalhar em grupo, aceitando opiniões e sugestões. Nem na família, nem nas escolas. Já fiz esse exercício inúmeras vezes.
 
Dia desses, um amigo dizia ao outro: - Procure alguém para ajudá-lo, faz tempo que você está com esse problema na sua área.
 
Ele pensou, pensou e respondeu: - Pra quê, pra que digam que sou incompetente?
 
Que pena que a reflexão o tenha levado a essa conclusão. A competência está em encontrar e fornecer a solução e não em criá-la.
 
Se buscar ajuda, no seu ambiente de trabalho, for encarado como ponto fraco, comece a trabalhar para mudar a mentalidade para que se torne o ponto forte.
 
Para saltar de uma pedra à outra, às vezes é necessário alguém que nos estenda a mão. Para quem se incomoda, não é um processo fácil. Dizia um famoso escritor e colunista americano: “Quando um amigo faz sucesso algo morre dentro de mim”.
 
Em gestão, o preço da demora pode ser muito alto, então é melhor um conselho agora do que um advogado e um psiquiatra e suas tarjas pretas mais tarde.
 
Esse processo de adição de competência é bem interessante e está diretamente associado à personalidade do homem.
 
Quem menos precisa é quem mais procura e aproveita, vejamos: um, apesar do privilégio da genética, mantém boa alimentação, faz exercícios com frequência, check-up todo ano, não se descuida. O outro, que não teve a mesma sorte, se alimenta mal, é sedentário, resiste em ir ao médico, e mesmo quando vai não o ouve. Quem você acha que está mais propenso a ser o primeiro a receber um convite dos céus?
 
O que leva um gestor que se digladia com os resultados não procurar ajuda para mudar o panorama?
 
Sabemos que um dos aspectos é a falta de consequências. Quando há o risco de perda de emprego e também da empresa alguns se mexem, mas nem todos.
 
Para buscar ajuda é necessário reconhecer, efetivamente, que precisamos, afinal é o único jeito de aceitá-la. Tenho amigos que fazem terapia há décadas, já pagaram sozinhos os apartamentos de seus médicos, não o trocam por nada e acham que eles sempre estão errados.
 
O que me levou a tratar deste tema?
 
Uma observação de um controller que ouvi esta semana e uma matéria que me enviaram.
 
A empresa tem dificuldades para rolar as dívidas por causa da frequência de resultados negativos. Sugeri ao controller que convidasse e conversasse com especialistas para repensar os negócios, pois uma hora as questões não terão solução.
Respondeu que é política do presidente resolver tudo internamente e que não usam esse tipo de expediente.
 
No dia seguinte, coincidentemente, recebi uma matéria que tratava de uma pesquisa do jornal britânico Financial Times sobre os sete pecados capitais na visão dos próprios CEO:
 
1. Controle exagerado;
2. Vaidade;
3. Hesitação;
4. Não sabe ouvir;
5. Ser agressivo;
6. Medo de conflito;
7. Não ser sociável.
 
Façamos a pergunta novamente: por que uma empresa que tem prejuízos anos seguidos não procura ajuda?
 
Talvez fique mais interessante ler este artigo de baixo para cima!

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo

Publicado em 24-Nov-2011, no site: www.gestopole.com.br

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Qualquer Um Pode Tornar-se Auditor de Qualidade?


A alta administração de uma organização certificada ISO 9001 precisa saber se o Sistema de Gestão da Qualidade adotado continua eficiente  e adequado, se os integrantes dos seus diversos grupos dos setores de  Projeto, Produção, Controle da Qualidade e outros, estão cientes da necessidade de cumprimento dos dispositivos do SGQ, se estão qualificados para as tarefas que executam e se estão cumprindo com propriedade. 

Essa verificação, essa supervisão, pelo fato de atingir a todos os setores envolvidos com a produção, tem que possuir uma absoluta independência de ação relativamente aos setores supervisionados e fiscalizados.

A essa verificação, dá-se o nome de Auditoria Interna da Qualidade.

Dentro de um Sistema de Gestão da Qualidade, a auditoria tem duas importantes finalidades:

- Verificar se o Sistema está sendo cumprido conforme o estabelecido no Manual da Qualidade;

- Aprimorar o Sistema através da análise crítica de procedimentos que estão sendo utilizados, visando a

  aumentar a sua eficiência;

A auditoria interna é um dos mecanismos mais eficazes para o aperfeiçoamento de um Sistema de Gestão da Qualidade. Sua base é a verificação de uma dada atividade, objetivando fatos que caracterizem sua implementação e eficácia. É um processo de avaliação humana para determinar o grau de aderência a normas prescritas (critérios,padrões, procedimentos), resultando em um julgamento.  Define-se como uma atividade planejada e documentada, executada para determinar a efetividade da implementação, a adequação e a conformidade a procedimentos, instruções, desenhos ou outros documentos aplicáveis.

É feita por investigação, exame ou avaliação de evidência objetiva. Uma auditoria interna não deve ser confundida com atividades de inspeção ou de fiscalização, executadas para o objetivo único de controle ou de aceitação de produto.

Uma auditoria é, portanto, uma atividade sistemática de avaliação para determinar sua adequação a critérios pré-determinados e verifica a conformidade das práticas e atividades executadas em relação àquela documentação. Mas não é uma coisa feita ao deus-dará, ao alvedrio de qualquer um,  sua execução e desenvolvimento está amarrada ao conteúdo da Norma ”Auditoria Interna da Qualidade - Diretrizes para Auditoria de Sistemas de Gestão da Qualidade - ABNT NBR ISO 19011:2002”.

E o que é que faz um  Auditor Interno de Qualidade? Define-se como sendo uma pessoa qualificada para planejar e conduzir auditorias de acordo com normas aplicáveis. O Auditor Interno de Qualidade pode ser considerado como aquele que executa qualquer parte de uma auditoria, incluindo as funções de técnico especialista.

Podem ainda ser certificados ou simplesmente designados por autoridade superior. E qualquer um, qualquer pessoa pode ser um auditor? Pode! Desde que possua um grau médio de ensino, no mínimo, independentemente de ser curso técnico, de qualquer área (tecnológica, administração, saúde e etc) e desde que possua o curso/treinamento específico ministrado por qualquer uma das várias entidades que o disponibiliza, inclusive a Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.

As portas deste mercado estão abertas e escancaradas para qualquer um que esteja interessado. Algumas características, contudo, são de grande importância, tais como ser ético, ter a mente aberta, ser diplomático, observador, perceptivo, versátil, decisivo e focado, muito focado, naquilo que executa.

O trabalho do Auditor pode também ser definido como sendo uma atividade formal e documentada, executada pôr pessoas que não tenham responsabilidades direta com a área auditada,, sendo estas pessoas devidamente habilitadas e treinadas, utilizando-se de métodos de coletas e análise de informações baseadas em evidências objetivas e imparciais. É executada e balizada através de uma Norma ou um Check List de Auditoria.

Dentre as responsabilidades de um Auditor Interno de Qualidade cabem ainda coordenar os programas de auditoria interna dos sistemas e procedimentos relacionados com a qualidade, visando identificar não-conformidades e orientar os usuários quanto ao correto entendimento e aplicação das normas e procedimentos, fazer o acompanhamento das recomendações feitas às áreas auditadas para verificar a sua implementação ou ações corretivas adotadas, avaliar o resultado das modificações ou correções implantadas e outras tantas, concomitantes com as características de cada organização. Não tem mistério, e qualquer um pode vir a ser um bom Auditor Interno de Qualidade.

Autor: Mauricio de Oliveira

Publicado em: 08/09/2011, no site: www.qualidadebrasil.com.br