quinta-feira, 12 de julho de 2012

Empreendedorismo significa ousadia para criar algo novo


Empreendedorismo significa ousadia para criar algo novo, diferente e surpreendentemente criativo a ponto de cativar as pessoas, alcançando assim o sucesso profissional e pessoal. Mas este sucesso não vem de maneira fácil, é preciso disciplina, persistência e obsessão em assumir riscos para se criar algo diferente, inovador, dedicando tempo e esforços humanos e financeiros suficiente no atingimento do objetivo determinado. Pois, hoje com o advento da tecnologia e as melhorias econômicas e sociais que nosso país tem proporcionado, todas as pessoas são qualificadas e talentosas, ou pelo menos, elas têm a oportunidade de se prepararem, para se destacar neste cenário é preciso um talento diferencial.


A palavra empreendedorismo foi utilizada pela primeira vez pelo economista Joseph Schumpeter em 1950 como sendo uma pessoa com criatividade e capaz de fazer sucesso com inovações. Mais tarde, em 1967 com Kenneth E. Knight e em 1970 com Peter Drucker foi introduzido o conceito de risco, uma pessoa empreendedora precisa arriscar em algum negócio. E em 1985 com Gifford Pinchot foi introduzido o conceito de Intra-empreendedor, uma pessoa empreendedora dentro de uma organização.


Uma das definições mais aceitas hoje em dia é dada pelo estudioso de empreendedorismo, Robert Hirsch, em seu livro "Empreendedorismo". Segundo ele, empreendedorismo é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e os esforços necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal.

A satisfação econômica é resultado de um objetivo alcançado (um novo produto ou empresa, por exemplo) e não um fim em si mesmo. Mais um empreendedor não consegue atingir o sucesso se ele atuar de maneira isolada. É imprescindível o apoio de parceiros, além de uma boa equipe trabalhando em sinergia com os objetivos do empreendedor, aliado a utilização de novas tecnologias para facilitar o trabalho e melhora a qualidade do produto ou serviço oferecido, são aspectos importantes para garantir o sucesso do negócio.

O Brasil vive uma fase espetacular para quem pretende investir em novos negócios, a economia está estabilizada, o governo tem se empenhado na simplificação de impostos, reduções de juros dos bancos, facilidade para a aquisição de empréstimos para capital de giro e investimentos. Hoje, ser um empreendedor de sucesso é mais dinâmico e profissional que há dez anos. Pois, os empresários talentosos e arrojados podem contar com o apoio de profissionais especializados e tem livre acesso a informações para o seu negócio que não se tinha antes.

Haendel Medeiros
Fonte: Empreendedorismo no Brasil - Análise histórica
By - SucessoEmpresarial.com

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Do site: www.administradores.com.br, em 30 de junho de 2012

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Regras de ouro para administrar o tempo e viver melhor



* por Tom Coelho

"Some dance to remember, some dance to forget."

(Eagles, in Hotel California)

Algumas dicas práticas para melhor gerenciar o tempo e elevar a qualidade de
vida.

1. Seja sempre pontual. Autênticos líderes não deixam ninguém esperando para
um compromisso agendado. É preferível chegar 30 minutos mais cedo que apenas
cinco minutos atrasado.

2. Espere 24 horas para reagir. Procure não reagir antes de 24 horas. Entre
um dia e outro, com uma noite de descanso no meio, o que se mostrou um
problema irresoluto surgirá não menor, mas com dimensões reduzidas à sua
realidade.

3. Ninguém está contra você. Por compreender que a natureza humana é
legitimamente individualista e egoísta, aprendi que raramente as pessoas
estão contra mim, pois estão apenas a favor delas próprias. Esta percepção é
suficiente para evitar conflitos desnecessários e eleger as batalhas que
valem a pena ser travadas.

4. Exceção não é regra. Refeições feitas em fast food ou em frente ao
computador, noites em claro ou maldormidas, dias sem comparecer à academia,
certa desatenção para com os familiares. Tudo isso, embora indesejável e não
recomendável, pode ser tolerado quando acontece de maneira pontual, por
curtos períodos de tempo. Mas é inadmissível que se torne regra.

5. Administre a transição do ambiente profissional para o familiar.
Situações de conflito começam ou se intensificam nos primeiros minutos após
o regresso ao lar. Por isso, ao chegar em casa, estabeleça uma zona
intermediária de até 15 minutos, período no qual deverá apenas cumprimentar
carinhosamente seus familiares com no máximo 25 palavras. Procure
desacelerar. Tome um banho, troque suas roupas, beba algo. O diálogo que
seguirá será mais ameno, gentil e profícuo.

6. Gerencie a concentração, não apenas o tempo. Estabeleça uma hora por dia
sem interrupções para você e neste intervalo trabalhe concentradamente em
três objetivos específicos. Faça as tarefas mais desagradáveis logo no
início do dia, quando sua energia, concentração e disposição são superiores.

7. Evite o duplo manuseio. Ocorre quando você recebe as correspondências do
dia, faz uma triagem, inicia a leitura de uma carta ou e-mail e decide
interrompê-la para continuar depois. A regra é começar e terminar!

8. Administre a energia, não o esforço. Faça pausas estratégicas de apenas
30 segundos a cada meia hora, e pausas essenciais de dois a cinco minutos no
meio da manhã e à tarde para aumentar sua energia e concentração.

9. Não espere pelo mundo perfeito. O tempo certo para agir é agora. Não de
qualquer jeito, não com mediocridade, mas com o máximo empenho possível.
Amanhã, como diriam os espanhóis, é sempre o dia mais ocupado da semana.

10. Ouça sua intuição. Fique atento aos "sinais" por mais sutis que sejam.
Isso não significa necessariamente seguir à risca a intuição para tomar
decisões, porém jamais ignorá-la.

11. Coloque VOCÊ em sua agenda. Determine um dia por semana, e apenas uma
hora nesse dia, que será reservada a você e mais ninguém. Desligue
telefones, feche a porta da sala, não receba ninguém - apenas a si próprio.
Dê atenção e oportunidade à pessoa mais importante de sua vida: você mesmo!

12. Tenha uma agenda de 10 segundos. Em que pesem todos os planos, com os
pés firmes no chão e os olhos no firmamento, a vida está acontecendo aqui e
agora. Por isso, sua agenda deve contemplar somente os próximos dez
segundos. Talvez breves, talvez distantes, talvez intermináveis e, talvez,
inatingíveis dez segundos.

13. Faça de seu trabalho um meio de diversão. Este é um aviso essencial
àquelas pessoas que, ao entardecer do domingo, têm uma sensação de angústia
diante do início de mais uma semana de trabalho que se avizinha. Procure
cultivar um trabalho digno e prazeroso, que seja fonte de alegria e não de
infelicidade.

14. Evite as saudades vazias. Saudades dos lugares que não visitou, das
viagens que não fez, dos pratos que não provou, dos abraços que não acolheu,
dos beijos que não deu ou recebeu. Lembranças imaginárias do que poderia ter
sido, mas não foi. Para evitá-las, prefira pecar por excesso do que por
omissão.

15. Aproveite o momento! Por fim, viva sua vida de forma extraordinária, com
intensidade. Não se trata de aproveitar o dia como se fosse o último e,
desta forma, fazê-lo de maneira irresponsável, mas de elevar a qualidade de
cada momento, proporcionando a si e oferecendo aos demais o que você tem de
melhor.
 
 Tal qual a letra da banda Eagles, que prefacia este texto, alguns dançam
para lembrar, outros, para esquecer. Em qual grupo você está?


* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em
17 países. É autor de "Somos Maus Amantes - Reflexões sobre carreira,
liderança e comportamento" (Flor de Liz, 2011), "Sete Vidas - Lições para
construir seu equilíbrio pessoal e profissional" (Saraiva, 2008) e coautor
de outras cinco obras. Contatos através do e-mail
:tomcoelho@tomcoelho.com.br> tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite:
<http://www.tomcoelho.com.br/> www.tomcoelho.com.



Recebido do autor, por e-mail

terça-feira, 10 de julho de 2012

E se Philip Kotler fosse visitar sua empresa?


Segundo a Wikipédia, Philip Kotler, foi selecionado em 2005 como o quarto maior guru de negócios pelo Financial Times(atrás de Jack Welch, Bill Gates e Peter Drucker) e foi considerado pelo Management Centre Europe o maior dos especialistas na prática do marketing.

Se fosse convidado para visitar sua empresa, um de seus comentários possíveis, refere-se a Análise do Ambiente de Marketing, ou seja, como sua empresa faz análise das necessidades e tendências no macroambiente – identificação das principais forças do macroambiente e resposta a elas.

Kotler (2000) afirma que as empresas bem-sucedidas reconhecem as necessidades e as tendências não-atendidas e tomam medidas para lucrar com elas. As empresas poderiam ganhar uma fortuna se encontrassem a cura do câncer, desenvolvessem curas químicas para doenças mentais, dessalinizassem a água do mar, desenvolvessem alimentos nutritivos e saborosos que não engordassem, criassem carros elétricos práticos e construíssem moradias a preços mais acessíveis. Indivíduos e empresas empreendedores conseguem criar novas soluções para necessidades não-atendidas.

Ainda segundo Kotler (2000), muitas oportunidades são encontradas identificando-se tendências.

Uma tendência é uma direção ou seqüência de eventos que tem determinados impulso e duração. Uma importante tendência é a crescente participação das mulheres na força de trabalho, o que impulsionou a abertura de creches, o maior consumo de alimentos para microondas e o desenvolvimento de uma linha feminina de roupas mais adequadas, para serem usadas em escritórios.

Mas é importante fazer distinções entre modismos, tendências e megatendências.

Um modismo é imprevisível, de curta duração e não tem significado social, econômico e político.

As tendências são mais previsíveis e duradouras. Uma tendência revela como será o futuro (viver: o desejo de viver mais e de desfrutar mais a vida; volta ao passado: a tendência de as pessoas agirem e se sentirem como se fossem mais jovens que sua idade cronológica; são exemplos apontados por Faith Popcorn).

Uma megatendência, segundo John Naisbitt, são grandes mudanças sociais, econômicas, políticas e tecnológicas que se formam lentamente e, uma vez estabelecidas, nos influenciam por algum tempo – de sete a dez anos, ou mais. Exemplos são: o surgimento do socialismo de livre mercado, a década das mulheres na liderança, a era da biologia, entre outros.

Identificação das principais forças do macroambiente e resposta a elas

As empresas e seus fornecedores, intermediários de marketing, clientes, concorrentes e público, operam em um macroambiente de forças e tendências que dão forma a oportunidades e impõem ameaças, segundo Kotler (2000).

Essas forças representam fatores não-controláveis que a empresa precisa monitorar e aos quais precisa responder. Na arena econômica, as empresas e os consumidores são cada vez mais afetados por forças globais:

Os grandes problemas de dívidas de vários países, juntamente com a crescente fragilidade do sistema financeiro internacional (exemplo de Grécia e Espanha em particular, além do bloco europeu, como um todo);O movimento em direção a economias de mercado em países antes socialistas, juntamente com a rápida privatização de empresas estatais;O crescimento de marcas globais de automóveis, alimentos, roupas, aparelhos eletrônicos, etc.

As seis forças ambientais

Em um cenário global em rápida alteração, os profissionais precisam monitorar seis importantes forças ambientais: demográfica, econômica, natural, tecnológica, político-legal e sociocultural.

Grifo AP: é importante fazer a análise nesta ordem, pois assim é possível iniciar a análise por dados e informações quantitativas (demografia, economia) e finalizar a análise com dados qualitativos (sociocultural).

No ambiente demográfico, os profissionais devem estar conscientes do crescimento populacional (Kotler escreve mundial, mas claro que podemos adaptar dependendo do projeto para o Brasil); das mudanças na composição etária, na composição étnica e nos níveis de instrução, do aumento de famílias não-tradicionais; das grandes migrações geográficas da população, e do movimento em direção ao micromarketing, em detrimento do marketing de massa.

No ambiente econômico, os profissionais precisam focalizar a distribuição de renda e os níveis de poupança, endividamento e disponibilidade de crédito.

No ambiente natural, os profissionais precisam estar cientes da escassez de matérias-primas, dos maiores custos de energia e níveis de poluição e da mudança no papel dos governos no que diz respeito à proteção ambiental.

No ambiente tecnológico, os profissionais devem levar em consideração a aceleração do ritmo das mudanças tecnológicas, as oportunidades ilimitadas para a inovação, as variações dos orçamentos de P[_e_]D e a regulamentação mais rigorosa das mudanças tecnológicas.

No ambiente político-legal, os profissionais devem trabalhar respeitando muitas leis que regulamentam as práticas de negócio e com os vários grupos de interesses especiais.

No ambiente sociocultural, os profissionais devem compreender as visões que as pessoas tem de si próprias, das outras pessoas, das organizações, da sociedade, da natureza e do universo. Eles precisam comercializar produtos que correspondam aos valores centrais e secundários da sociedade e abordar as necessidades das diferentes subculturas que existem dentro de uma sociedade.

Para cada uma dessas seis forças ambientais, vamos encontrar oportunidades e ameaças. São 27 tópicos mencionados por Kotler (2000). Você analisou todos estes?

Bom trabalho, boa leitura.

Referência Bibliográfica

KOTLER, Philip. Administração de Marketing: a edição do novo milênio. São Paulo : Prentice Hall, 2000.


Alfredo Passos  |  Publicado em: 13/06/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Comprometimento com vendas


“Ninguém consegue nada de grandioso na vida se não se comprometer verdadeiramente com aquilo que se propõe a fazer”. (Cersi Machado)

Aquele indivíduo que trabalha em vendas mas não está comprometido com a empresa, com o cliente e consigo mesmo, dificilmente alcançará grandes patamares em sua carreira profissional. Você conhece algum vendedor que não tem atitude, que fica esperando que o mundo venha motivá-lo? Conhece vendedores acomodados que só melhoram quando a empresa oferece algo a mais para eles? Pois é, esses vendedores reclamam que os resultados estão ruins, mas não fazem nada de diferente para se superarem. Eles pensam “ta ruim, mas ta bom”. Isso é um reflexo da falta de comprometimento em vendas.

Não existe alguém mais ou menos comprometido, ou o vendedor está totalmente comprometido ou não está. A área de vendas é repleta de desafios, não dá para superar metas sem energia, disciplina, garra e motivação. Grandes resultados em vendas são conquistados por profissionais altamente comprometidos, focados e preparados para fazer o que tem de ser feito.

É claro que o comprometimento é uma “via de mão dupla”, ou seja, a empresa deve se comprometer com os vendedores e os vendedores com a empresa. Muitas empresas não se preocupam em criar um contexto favorável para que as equipes de vendas possam dar o seu melhor. Costumo dizer em minhas palestras que, “se queremos contar com um time de águias, não podemos oferecer um terreiro de peru para nosso time se desenvolver”.

Veja a seguir alguns motivos que acabam desestimulando o comprometimento de um vendedor:

    Gerente de vendas que não conhece a equipe e não sabe o que realmente estimula cada vendedor;
    Falta de informações sobre os rumos que a empresa vai seguir, planos e objetivos, criando um clima de incerteza;
    Inexistência de planos de incentivos que realmente incentivem, sem criar dependência. As empresas insistem em oferecer brindes e premiações que não geram mais efeito;
    Falta de treinamento focado, com uma linguagem direcionada à realidade do dia a dia dos vendedores;
    Muita cobrança e pouco apoio e orientação;
    Tratar os vendedores como “números”, esquecendo que eles possuem emoções, expectativas e limites;
    Ignorar o que o vendedor percebe no mercado, ou seja, não escutá-lo.

Mesmo sabendo que a empresa deve criar as condições para que o vendedor se comprometa, o comprometimento deve nascer dentro de cada indivíduo. E para conseguir isso, muitos são os caminhos do comprometimento nas vendas:

- Mantenha-se atualizado Hoje em dia o vendedor precisa entender do mercado onde atua, conhecer o perfil e os motivadores de compra de seus clientes, dominar técnicas de vendas, sempre atento a conhecimentos gerais, além de conhecer profundamente os produtos ou serviços que vende.

- Atenda o cliente como ele gosta de ser atendido Dedique-se a criar empatia e a perceber o foco do cliente.

- Desafie-se, ou seja, coloque uma meta para si mesmo, acima daquela que a empresa estabelece para você. Faça um plano de ações e mãos à obra. Dessa forma, você se motiva pelo desafio e estará sempre conquistando mais.

- Não ignore a pré-venda, pois quando bem executada, garantirá ótimas oportunidades de negócios. Os grandes resultados de vendas são reflexos de uma pré-venda bem trabalhada.

- Não ignore a pós-venda. Não esqueça de seu cliente, use a pós-venda para preparar o solo das vendas futuras.

- Foque em suas vendas a solução para o cliente Lembre-se, os clientes buscam soluções, então faça perguntas para identificar aquilo que eles realmente precisam.

- Tenha senso de equipe, trabalhe alinhado com a missão e objetivos da empresa. Não seja um vendedor que só pensa no próprio bolso. União, companheirismo e ética são fundamentais para o bom clima de trabalho.

Muitas vezes algumas pessoas me perguntam: como faço para me comprometer e me manter motivado em vendas? Eu sempre digo que, a primeira e mais importante resposta chama-se “significado”. Ninguém se compromete de verdade se na atividade que for trabalhar não existir um forte significado para si. O que leva uma pessoa a se comprometer em vendas, se esta é uma área instável? Será que é o salário o grande motivo? São as comissões, os prêmios ou as bonificações? O que realmente faz com que um vendedor se comprometa são os seus propósitos, os objetivos alicerçados naquilo que ele considera importante para sua vida. Para algumas pessoas, trabalho significa castigo, para outras, autorrealização. Para alguns, trabalhar em vendas é um tédio, para outros, é maravilhoso poder conquistar ótimas comissões, porque isso vai ajudá-los a dar uma vida melhor para os filhos.

Finalizo este artigo deixando algumas perguntas para você refletir: o que significa para você trabalhar em vendas? Quais são os seus objetivos que fazem valer a pena se dedicar todos os dias? Pense sobre isso e jamais abra mão de ser um profissional comprometido, pois não existe sucesso em vendas sem comprometimento.

Um grande abraço e sucesso nas vendas!

Nenhuma vida prospera até que esteja focada, dedicada e disciplinada.

(Henry Emerson Fosdick)

Cersi Machado  |  Publicado em: 29/06/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

domingo, 8 de julho de 2012

Como Sobreviver à Pressão no Trabalho (2/2)

(continuação)

Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor, as pressões e a adversidade você murcha e se torna frágil e perde sua força?
Será que você é como o ovo, que começa com um coração maleável? Você teria um espírito maleável, mas depois de alguma morte, uma falência, um novo desafio no trabalho, um desentendimento com o esposo ou uma demissão, você se tornou mais difícil e duro? Sua casca parece a mesma, mas você está mais amargo e obstinado, com o coração e o espírito inflexíveis?
Ou será que você é como o pó de café? Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, a pressão, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados. Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café. Se você é como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que as coisas em torno de você também se tornem melhores.
Como você lida com as pressões?
Você é uma cenoura, um ovo ou café?

Hoje vamos conversar sobre como lidar com as pressões diárias!

Como um bom profissional, você enfrenta ou enfrentará muitas e grandes pressões e, a não ser que as administre eficazmente, poderá considerar que o seu desempenho não vem sendo tão bom quanto sabe que ele pode ser, e também poderá sucumbir aos danos físicos ou emocionais do stress.

O segredo de saber lidar com as pressões é fazer com que elas trabalhem ao seu favor, e não contra você, ainda o ajude a ser mais eficiente no trabalho e colabore para que desfrute de uma vida mais longa e saudável.

Todos nós precisamos de pressões para alcançar os melhores resultados, pois são elas que nos ajudam a direcionar melhor o nosso trabalho e a não ficarmos acomodados.

Porém, é fundamental compreender que há pressões que são positivas (contribuem para a nossa construção pessoal e profissional, que nos deixa em estado de prontidão, nos estimula e nos energiza) e também há as que são negativas (sinônimos apenas de esforço e tensão ou são fastidiosas, desestimulantes e causam sonolência).

As pressões negativas - altas demais ou muito baixas (sem exigência), devem ser evitadas, pois causam stress. E quando gerado o stress, tal pressão traz graves desconfortos, doenças e até morte prematura para quem sofre. E para a empresa, geralmente significa funcionários com desempenho medíocre, pouca eficácia e ineficiência.

Urgentemente as organizações precisam deixar de acreditar no princípio “sobrevivência do mais apto”, pois pensar e agir assim só causa danos à vida das pessoas e também falha em criar um clima propício ao sucesso.

Para fazer com que as pressões o auxilie, procure seguir essas orientações:

Controle o próprio nível de pressão – evitando que ela passe do seu limite ou não exista dentro do seu trabalho ou da sua vida. Assim, conseguirá eliminar o stress, tão prejudicial para o seu desempenho e para a sua saúde.

Reconheça como as pressões afetam você – procure perceber as mudanças que elas tem provocado em você. Veja se são positivas ou negativas e assim mantenha-as ou substitua-as por aquelas que realmente contribuirão para o seu desenvolvimento e transformação.

Crie um guia de sobrevivência pessoal – indicando quais os exageros que devem ser evitados em seu dia-a-dia e que não estão trazendo nenhum benefício. Da mesma forma, aponte o que você poderia inserir em sua vida para que pudesse tirar maior proveito das pressões. Ex: ter momentos de relaxamento; cuidar mais de você (reservando momentos em que você possa fazer algo que lhe dá prazer); organizar melhor o seu tempo; praticar atividades físicas em que não haja competição; etc.

Procure observar como você cria pressões para si próprio e tome as medidas para se prevenir

Desenvolva a Assertividade – pois ela lhe ajudará a: saber dizer não a pedidos inadequados ou injusto; manifestar-se em reuniões e certificar-se de que suas opiniões são ouvidas; sentir-se à vontade para expressar suas opiniões se discordar dos pontos de vista de outra pessoa; ser capaz de aceitar críticas e elogios quando são construtivos; ser capaz e ter disposição de fazer elogios e críticas construtivas; ser capaz de lidar com reprimendas ou humilhações sem iniciar uma briga; enfrentar decisões difíceis e não fugir delas.

Crie equilíbrio em sua vida – evite hábitos prejudiciais à saúde para enfrentar as pressões. São eles: o cigarro, os tranqüilizantes, o álcool, o café, alimentos de baixo valor nutritivo e doces. Tudo isso oferece satisfação a curto prazo, fazendo com que você se sinta bem por alguns momentos, mas podem se tornar perigosos e ser usados em momentos em que não esteja sob pressão.

Prepare-se melhor e adote uma atitude mais relaxada diante das pressões

Tenho certeza que conseguirá lidar melhor com as pressões ao seguir essas dicas e principalmente ao pensar que diante das adversidades, pressões e dificuldades é que poderá dar “sabor à vida e ao trabalho”.

Não podemos reagir como a cenoura e nem como o ovo, quando estão diante de dificuldades. E sim, devemos reagir como o café. É o que nos ensina a bonita história abaixo, confira!
Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.

Seu pai, um chef, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver. Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.

A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma tigela. Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.

Virando-se para ela, perguntou Querida, o que você está vendo? Cenouras, ovos e café, ela respondeu. Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.

Ela perguntou humildemente: O que isto significa, pai?

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rigido. O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.

Qual deles é você? ele perguntou a sua filha. Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café? E você? Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor, as pressões e a adversidade você murcha e se torna frágil e perde sua força?

Será que você é como o ovo, que começa com um coração maleável? Você teria um espírito maleável, mas depois de alguma morte, uma falência, um novo desafio no trabalho, um desentendimento com o esposo ou uma demissão, você se tornou mais difícil e duro? Sua casca parece a mesma, mas você está mais amargo e obstinado, com o coração e o espírito inflexíveis?

Ou será que você é como o pó de café? Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, a pressão, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados. Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café. Se você é como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que as coisas em torno de você também se tornem melhores.

Como você lida com as pressões?

Você é uma cenoura, um ovo ou café?



Wellington Moreira, publicado em: 28/06/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

sábado, 7 de julho de 2012

Como Sobreviver à Pressão no Trabalho (1/2)


Hoje vamos conversar sobre como lidar com as pressões diárias!
Como um bom profissional, você enfrenta ou enfrentará muitas e grandes pressões e, a não ser que as administre eficazmente, poderá considerar que o seu desempenho não vem sendo tão bom quanto sabe que ele pode ser, e também poderá sucumbir aos danos físicos ou emocionais do stress.
O segredo de saber lidar com as pressões é fazer com que elas trabalhem ao seu favor, e não contra você, ainda o ajude a ser mais eficiente no trabalho e colabore para que desfrute de uma vida mais longa e saudável.
Todos nós precisamos de pressões para alcançar os melhores resultados, pois são elas que nos ajudam a direcionar melhor o nosso trabalho e a não ficarmos acomodados.
Porém, é fundamental compreender que há pressões que são positivas (contribuem para a nossa construção pessoal e profissional, que nos deixa em estado de prontidão, nos estimula e nos energiza) e também há as que são negativas (sinônimos apenas de esforço e tensão ou são fastidiosas, desestimulantes e causam sonolência).
As pressões negativas - altas demais ou muito baixas (sem exigência), devem ser evitadas, pois causam stress. E quando gerado o stress, tal pressão traz graves desconfortos, doenças e até morte prematura para quem sofre. E para a empresa, geralmente significa funcionários com desempenho medíocre, pouca eficácia e ineficiência.
Urgentemente as organizações precisam deixar de acreditar no princípio “sobrevivência do mais apto”, pois pensar e agir assim só causa danos à vida das pessoas e também falha em criar um clima propício ao sucesso.
Para fazer com que as pressões o auxilie, procure seguir essas orientações:
· Controle o próprio nível de pressão – evitando que ela passe do seu limite ou não exista dentro do seu trabalho ou da sua vida. Assim, conseguirá eliminar o stress, tão prejudicial para o seu desempenho e para a sua saúde.
· Reconheça como as pressões afetam você – procure perceber as mudanças que elas tem provocado em você. Veja se são positivas ou negativas e assim mantenha-as ou substitua-as por aquelas que realmente contribuirão para o seu desenvolvimento e transformação.
· Crie um guia de sobrevivência pessoal – indicando quais os exageros que devem ser evitados em seu dia-a-dia e que não estão trazendo nenhum benefício. Da mesma forma, aponte o que você poderia inserir em sua vida para que pudesse tirar maior proveito das pressões. Ex: ter momentos de relaxamento; cuidar mais de você (reservando momentos em que você possa fazer algo que lhe dá prazer); organizar melhor o seu tempo; praticar atividades físicas em que não haja competição; etc.
· Procure observar como você cria pressões para si próprio e tome as medidas para se prevenir
· Desenvolva a Assertividade – pois ela lhe ajudará a: saber dizer não a pedidos inadequados ou injusto; manifestar-se em reuniões e certificar-se de que suas opiniões são ouvidas; sentir-se à vontade para expressar suas opiniões se discordar dos pontos de vista de outra pessoa; ser capaz de aceitar críticas e elogios quando são construtivos; ser capaz e ter disposição de fazer elogios e críticas construtivas; ser capaz de lidar com reprimendas ou humilhações sem iniciar uma briga; enfrentar decisões difíceis e não fugir delas.
· Crie equilíbrio em sua vida – evite hábitos prejudiciais à saúde para enfrentar as pressões. São eles: o cigarro, os tranqüilizantes, o álcool, o café, alimentos de baixo valor nutritivo e doces. Tudo isso oferece satisfação a curto prazo, fazendo com que você se sinta bem por alguns momentos, mas podem se tornar perigosos e ser usados em momentos em que não esteja sob pressão.
· Prepare-se melhor e adote uma atitude mais relaxada diante das pressões
Tenho certeza que conseguirá lidar melhor com as pressões ao seguir essas dicas e principalmente ao pensar que diante das adversidades, pressões e dificuldades é que poderá dar “sabor à vida e ao trabalho”.
Não podemos reagir como a cenoura e nem como o ovo, quando estão diante de dificuldades. E sim, devemos reagir como o café. É o que nos ensina a bonita história abaixo, confira!
Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.
Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.
Seu pai, um chef, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver.
Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma tigela. Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.
Virando-se para ela, perguntou Querida, o que você está vendo?
Cenouras, ovos e café, ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.
Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.
Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.
Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.
Ela perguntou humildemente: O que isto significa, pai?
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.
A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.
Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rigido.
O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.
Qual deles é você? ele perguntou a sua filha. Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?
E você?

Wellington Moreira, publicado em: 28/06/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Arte e resultados - Bordando e gerindo negócios



Parceria é como buscar novos desenhos, novos pontos e novas linhas para seu bordado. É tentar ajustar toda uma cartela de cores ao seu trabalho. É não ter medo de tentar uma nova forma, mesmo que, no início, não consiga amarrar os fios com maestria.

É aprender a compartilhar de novas lãs, novas linhas, novas cores para diferentes composições. A combinação de tempo, dedicação e perseverança é que trará o apuramento do trabalho.

Muitas e muitas vezes virão tempos em que precisamos voltar, desfazer os pontos ou mesmo trocar as cores que não se ajustaram à proposta do desenho. Poderá surgir a sensação de um trabalho sem fim ou mesmo que seus bordados parecerão inacabados. Então, precisamos ter em mente a palavra COMPROMETIMENTO.

Tecer uma parceria é trazer alguém capaz de te mostrar possíveis saídas para que seu trabalho não se torne monocromático.

Seu bordado pode ser de pares e de ímpares. A ideia final é causar encantamento pelo acabamento, pela composição e, o mais complexo, é saber cuidar para que seus bordados sejam feitos de boas linhas, fortes lãs e que perdurem.

Nos meios empresariais dependeremos sempre da capacidade estratégica de gente competente e expositiva. Inteligência e uso devem andar juntos, para que haja interação com a necessidade de saber dialogar aos extremos com fornecedores, equipes e mercados.

Como resultado sobra-nos a experiência prática dos sentimentos corretos para lidar com ajustes e mudanças que irremediavelmente teremos que processar, tantas vezes quanto necessário, para que os consensos nos levem às definições de ações a seguir.

Planejamentos, revisões e atuações serão os itens determinantes para quem queira enxergar a luz, pois o fator da competência só será transferido aos resultados quando o tempo estiver em sintonia com as formas rápidas e claras inseridas entre os intervalos das decisões pensadas e exercidas pelo grupo e pelas equipes diante dos cenários mutantes.

Sérgio Dal Sasso, publicado em: 22/06/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Aprendendo com a crise



Faz exatamente quatro anos que a economia mundial se deparou com uma nova crise, deflagrada com a falência do tradicional Banco de Investimentos Lehman Brothers e com a falência técnica da maior empresa de seguros dos Estados Unidos, a AIG – American International Group, endossadas pelo uso indiscriminado e irresponsável do subprime – política de concessão de créditos sem garantia.

O fato é que uma crise dessa proporção afeta, como sempre, as camadas menos favorecidas da população: os pobres, os miseravelmente pobres, os emergentes e, em parte, a classe média. Nessa hora, há uma tendência de todos tentarem se proteger do reflexo, principalmente aqueles que têm pouco a perder. Como diria o célebre escritor La Fontaine, há mais de trezentos anos, “os pequenos sofrem com a tolice dos grandes”.

No Brasil, somos todos doutores em crises econômicas e financeiras. Sobrevivemos aos Planos Cruzado, Cruzado Novo, Bresser, Verão, Collor I, Collor II e Real, tablitas, URV, maxidesvalorização do real, apagão e, assim, nada mais nos assusta. Essa nossa capacidade de conviver com a incerteza e de prosperar diante das crises é um dos motivos pelos quais os executivos brasileiros são cada vez mais requisitados no exterior.

Isso não nos isenta da prevenção necessária para evitar problemas no futuro, portanto, falar em crise não basta; esconder-se debaixo da mesa, também não; antecipar o sofrimento para ver se passa mais rápido, menos ainda.

Os gregos, os espanhóis e os italianos têm seus próprios problemas e não querem saber dos problemas alheios. Antes que uma nova crise entre de cabeça na sua vida para subtrair o pouco que você conquistou com muito esforço, aqui vão algumas reflexões úteis para momentos de incerteza:

Não ignore a crise

Nas sábias palavras de Arkad, o homem mais rico da Babilônia, “uma pequena cautela é melhor do que um grande remorso”. Pare de sonhar e acreditar no governo que afirma ter tudo sob controle enquanto o mundo inteiro desaba. Não seja um otimista irresponsável. É óbvio que a crise vai passar; mas, a que custo e em quanto tempo nenhum espertalhão se atreve a dizer.

Não superestime a crise

O mundo não acabou na crise de 1929 nem durante a grande depressão dos anos subsequentes; também não implodiu durante a crise do petróleo, em 1973. Da mesma forma, o Brasil não acabou quando o Presidente Sarney decretou a Moratória, em 1987 nem quando um ex-metalúrgico assumiu o governo e passou a contrariar as previsões mais pessimistas dos empresários na época.

Aperte o cinto

Não é hora de fazer dívidas ou assumir compromissos a perder de vista. O momento requer sabedoria. Vivemos um período de total incerteza em relação ao futuro econômico do mundo; enquanto as coisas não se acalmam, procure conter o impulso do consumo. A velha máxima continua a mesma: poupar em tempo de vacas gordas para sobreviver em tempo de vacas magras.

Continue trabalhando

Nada de berço esplêndido, a despeito de todo o dinheiro que você possa ter no banco. Quer seja empresário, quer seja empregado, lembre-se: nada supera o trabalho. É na crise que a oportunidade aparece. São mais de 3 trilhões de dólares circulando diariamente pelo mundo à espera de novas ideias, pessoas motivadas e empresas arrojadas.

Por razões já conhecidas, o socialismo se mostrou tão ineficiente quanto o capitalismo está se mostrando agora, portanto, não existe modelo econômico e político ideal que possa garantir o futuro das nações com a tranquilidade que todos gostariam.

Existem três espécies que se destacam na crise: as que pensam que o mundo vai acabar e se deprimem; as que sentam e esperam para ver se o mundo vai acabar mesmo e sobrevivem; as que lutam para o mundo não acabar e saem fortalecidas. O sofrimento é proporcional à energia e ao posicionamento que você assume em momentos de crise.

Se a crise na Europa está tirando o seu sono, relaxe, pois é bem provável que o mundo sobreviva depois dela. Além do mais, estamos no Brasil e o que não falta nesse país é trabalho. Em períodos de crise econômica, somente os otimistas responsáveis prosperam.

Publicado por Jerônimo Mendes, em 08/06/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Administração Científica - Um breve histórico



Como e Quando Surgiram as Primeiras Empresas? Quais Eram os Seus Principais Problemas? Quem Foi o Primeiro Estudioso da Administração?

É relativamente recente o interesse das pessoas pelo estudo da Administração de Empresas, pois ela só se tornou uma ciência em 1950 quando começou a ser ensinada na Universidade de Harvard (EUA). Entretanto, para que a Administração se tornasse uma ciência, foi preciso uma teoria que a sustentasse e por isso buscou-se na história nos negócios alguns exemplos de procedimentos de sucesso que foram utilizados por trabalhadores e estudiosos da época.

O Surgimento das Primeiras Empresas

Até ocorrer a Revolução Industrial – em 1776 – não existiam empresas formais no mundo, existindo somente pequenos produtores domiciliares que fabricavam tecidos e utensílios domésticos, a fim de suprirem suas próprias necessidades e as de seus familiares. Nessa época, grande parte das famílias da Inglaterra possuía um equipamento usado para produzir tecido manualmente – TEAR – e, quando os motores movidos a vapor foram acoplados aos TEARES, surgiu o primeiro tipo de empresa – a indústria têxtil.
O Problema da Produção

Por volta de 1850 as indústrias da Europa experimentavam um período de grande prosperidade econômica, pois toda sua produção era comercializada com enorme facilidade. Por outro lado, os consumidores reclamavam das indústrias um aumento no volume da produção a fim de melhor atenderem suas necessidades e, dessa forma, as indústrias eram pressionadas pelo mercado a produzirem cada vez mais. A pressão era tanta que os empresários contratavam capatazes, os quais possuíam apenas uma missão: “aumentar a produção” – mesmo que para isso eles tivessem de usar a força bruta.

Primeiro Personagem da História da Administração (Frederick Winston Taylor)

Taylor iniciou o seu estudo observando o trabalho dos operários. Sua teoria seguiu um caminho “de baixo para cima” e “das partes para o todo”, dando ênfase às tarefas a serem realizadas. Para ele, a administração de algum negócio tinha que ser tratada como ciência e, por isso mesmo, ele criou a “Organização Racional do Trabalho”, a qual pregava:

    Estudo dos tempos e movimentos: objetivava a isenção de movimentos inúteis, para que o operário executasse – de forma mais simples e rápida – a sua função, estabelecendo um tempo médio.
    Estudo da fadiga humana: o cansaço predispõe o trabalhador a diminuir sua produtividade e perda de qualidade, acidentes, doenças e aumento da rotatividade de mão-de-obra.
    Divisão do trabalho e especialização do operário.
    Desenho de cargos e tarefas: desenhar cargos é especificar o conteúdo de tarefas de uma função, como executá-las e as relações com os demais cargos existentes.
    Padronização: aplicação de métodos científicos para obter a uniformidade nas tarefas e reduzir os custos.

O Movimento da Administração Científica

Taylor estudou os problemas das operações industriais com profundidade e muitos desses problemas ainda persistem em muitas empresas até hoje, como por exemplo:

    A administração das empresas não tinha noção muito clara da divisão de suas responsabilidades com o trabalhador.
    Não havia incentivos para melhorar o desempenho do trabalhador.
    Muitos trabalhadores não cumpriam suas responsabilidades.
    As decisões dos administradores se baseavam na intuição e no palpite.
    Os trabalhadores eram colocados em tarefas para as quais não tinham aptidão.
    Havia conflitos entre capatazes e operários a respeito da quantidade da produção.

Taylor procurou resolver esses e outros problemas que eram comuns nas empresas e, através de suas observações e experiências, desenvolveu seu sistema de administração de tarefas que mais tarde,ficou sendo conhecido como “Administração Científica”. De acordo com Taylor, a Administração Científica era um sistema que economizava trabalho, produzindo mais em menos tempo.

Ele também tratou de outros aspectos importantes para as indústrias, como a padronização das ferramentas e dos equipamentos e o estudo dos movimentos. Tudo isso para economizar tempo, obtendo assim o aumento da produção e dos lucros na empresa.

A Expansão do Movimento pelo Mundo

A Administração Científica rapidamente ganhou popularidade nos Estados Unidos e depois em todo o mundo, expandindo-se rapidamente pelas décadas seguintes Em vários países as idéias de Taylor despertaram grande interesse e motivaram a criação de organizações para estudá-las e divulgá-las, embora ele também tenha reunido um número enorme de “inimigos”.

Na antiga União Soviética, Lênin esteve entre os grandes advogados do taylorismo, o qual considerava uma das maiores realizações científicas no campo da análise dos movimentos mecânicos no trabalho, da eliminação dos movimentos supérfluos e desajeitados e do planejamento dos métodos corretos de trabalho.

Sendo assim, á despeito daqueles que discordavam da Administração Científica, percebe-se que esse método de produção foi eficaz e o melhor exemplo disso foi o próprio Lênin, pois para ele o taylorismo deveria a qualquer custo ser adotado na URSS como forma de aumentar a produtividade do trabalhador soviético.

Publicado por Julio Cesar S. Santos, em 18/06/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 3 de julho de 2012

5 dicas para otimizar as reuniões na empresa



Reuniões longas e ineficientes continuam sendo desafios  enfrentados por empresas de qualquer tamanho e segmento, em qualquer parte. O mundo corporativo criou péssimos hábitos na condução e realização de reuniões. Não há cumprimento de horários, as pessoas são chamadas de última hora, muitas vezes desconhecem o real propósito da reunião, a condução é cheia de conversas paralelas e fica difícil manter o foco.

Reuniões sem foco levam a equipe a perder tempo, a falhar na execução de suas prioridades e a reclamar da falta de tempo para fazer o que realmente precisa. Tenho sido muito questionado nos últimos tempos sobre como é possível reduzir o número de reuniões e aumentar a produtividade das mesmas.

Por esse motivo, organizei algumas dicas úteis e rápidas para otimizar as reuniões.

Confira abaixo:
Tenha o objetivo e pauta visíveis

Defina o que deve ser alcançado quando a reunião terminar (objetivo) e os itens que ajudarão a tornar isso possível (pauta). Envie aos participantes na convocação e durante a reunião mantenha visível a todo o momento.
Use um cronômetro

Nos principais comércios populares existem cronômetros de até 2h por menos de R$ 30! Controlar o tempo é dever de todos na reunião, quando o tempo fica visível é mais fácil de conseguir manter o controle do tempo.
Conduza a reunião

Escolha uma pessoa para conduzir a reunião, de forma que organize a conversa, as ideias, registre as ações posteriores e corte conversas paralelas.
Não trabalhe na reunião

Se não for uma reunião aonde algum trabalho deva ser feito, mas apenas discutido, não caia no erro de agir durante a reunião, além de tomar tempo acaba perdendo o foco da discussão.
Envie um e-mail de fechamento

Ao terminar a reunião envie um e-mail aos participantes agradecendo a presença e pontuando as principais ideias e ações definidas.

Uma reunião produtiva costuma ser rápida, ter um objetivo a ser alcançado e gerar algum tipo de ação futura.

Publicado por Christian Barbosa, em 29/06/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Trabalhar competências que não temos ... Para quê?



 E depois de toda maturação finalmente você vivencia seu lugar. Percebe que prova os valores que sempre defendeu.
 
Sente-se seguro por ter trabalhado seus pontos fracos, estava pronto!

Só não imaginava a desconstrução que viria pela frente... Quem no mundo corporativo ainda não estreou esse filme? Quantas vezes a segurança do desenvolvimento de uma postura nos impede de perceber o cenário que enfrentamos?

Quando focamos em desenvolver um gap deixamos de lado o que temos de melhor, nossas verdadeiras competências, perdendo assim a oportunidade de tornarmos ótimos. Não há tempo para um criativo dominar Excel, mais fácil pagar alguém competente para isso enquanto agrega com seu talento maior. Não se trata de trabalhar menos, pelo contrário, fazê-lo da melhor forma, com excelência e sustentabilidade. Cada sucesso alimenta o que virá. E impulsionará resultados melhores.

Pena que ainda há gestores que insistem na contramão, penalizando seu time que morre a cada dia, deixando de perceber a maior ferramenta que possuem:

A alma! Verdadeira motivadora do ser humano... Seu defeito é falar baixinho, você precisa estar pronto para ouvir o que ela fala...

Mas quando consegue... Ninguém segura!

Publicado em 10-Jun-2012, por Ana Grisolia, no site: www.gestopole.com.br

domingo, 1 de julho de 2012

O Encantador de Clientes



Quando seu futuro cliente (prospect) visita a sua academia, qual a experiência que ele tem? Você tem total controle de todas as variáveis, ambiente, pessoas, informações e aparência que influenciam as decisões de seus clientes?
 
Talvez um dos assuntos mais abordados em todos os tempos seja o atendimento ao cliente, e existem bons motivos para isso - para analisarmos a gestão da academia.
 
Basta visitar algumas academias para entender porque conseguimos ficar estagnados em somente dois ou três pontos percentuais do total potencial de clientes.
 
O que observamos é uma quase total falta de preparo técnico daqueles que deveriam atender (e vender) para 100% dos clientes das academias.
Além disso, o próprio ambiente dificilmente está adequado e preparado para atender e encantar o cliente, sendo muitas vezes parecido com um balcão de órgão público projetado para o não serviço ou o não atendimento.
 
Empresas que querem atender, e encantar, os seus futuros e atuais clientes podem pensar seriamente na elaboração de mapas de atendimento que abrangem todas as interações com seus clientes. Uma forma útil de abordar este aspecto é revisar todo o processo e a experiência a que um cliente é submetido quando visita a sua academia.
 
É particularmente interessante analisar qual o tipo de interação os clientes obtêm na sua primeira visita, já que sabemos que é precisamente neste momento que acontece a decisão de compra. Em nossa experiência, somente 3 ou 4 clientes se matriculam a cada 10 visitas, na maioria das academias. Por outro lado, nas academias que desenvolvem um processo de atendimento, acompanhamento e vendas totalmente sistematizado, este número é de 6 ou 7 matriculas a cada 10 visitantes.
 
Mas afinal, o que seria um bom atendimento ou mesmo o encantamento do cliente?
 
O principio de um bom atendimento é desenvolver um relacionamento prazeroso entre pessoas, muito embora o objetivo destas pessoas seja a consecução de uma compra de um serviço ou mais especificamente dos benefícios ofertados.
 
É obvio que somente pessoas, e pessoas totalmente preparadas, podem estabelecer relacionamentos profissionais realmente produtivos e duradouros.
Se admitirmos que isto seja verdade, entende-se por que as equipes de atendimento e vendas devem ser especialmente selecionadas e treinadas para este fim.
 
Quais são as características que devemos desenvolver nestes profissionais?
 
Talvez algumas das mais importantes seja sua Inteligência Emocional Interpessoal, Estratégias Naturais de Empatia, Domínio Sofisticado da Linguagem Verbal e Corporal, bem como grande capacidade de visão holística. Creio que é importante lembrar que nem sempre o dono, ou gestor, da academia tem a seu dispor todas as técnicas para selecionar, treinar e monitorar, de forma adequada, as equipes de atendimento.
 
Se este for o caso, não deve deixar o gestor de procurar adquirir estes meios, inclusive junto a entidades de classe como o sindicato das academias.
Também convém ao gestor desenvolver senso de urgência e propósito, já que ter uma equipe despreparada em sua academia pode comprometer seriamente o desenvolvimento de seu negócio.
 
Os gestores que entenderam a importância da profissionalização de suas equipes foram recompensados por taxas de crescimento muito acima da media do mercado e de forma consistente nos últimos anos. Uma coisa deve ser mencionada aqui: ter uma equipe de primeira linha, eficiente, encantando clientes todo o tempo, capaz de aumentar o número e a satisfação dos clientes custa o mesmo que uma equipe medíocre e ineficiente.
 
O propósito de toda empresa deve ser conquistar e encantar seus clientes, desenvolvendo relacionamentos marcantes e diferenciados que induzam a sua fidelidade.
 
Uma marca (a sua empresa tem marca?) só se torna uma marca quando marcou alguém. Que tipo de marca sua equipe deixa nos seus clientes? 
 
Até a próxima!


Publicado em 6-Jun-2012, por Luis Perdomo, no site: www.gestopole.com.br

sábado, 30 de junho de 2012

Meu colega de trabalho é insuportável (2/2)


3. Emburrado: o jeito de lidar com uma situação que está deixando aborrecido ou preocupado é ficando distante. É como um caracol que se esconde dentro de sua casca até a ameaça de perigo passar. Você sente que ele o está evitando repentinamente. Você percebe uma tensão ou uma reserva em sua expressão e sente que existe alguma barreira na comunicação, mas ele não lhe dá nenhuma explicação e nega que exista um problema se você perguntar.
 
Como lidar: se um Emburrado estiver lhe aplicando um tratamento baseado no silêncio, uma estratégia é ser paciente e esperar, se você puder, até que ele saia de sua casca. No entanto, se você quiser enfrentar o problema na hora, não confronte o Emburrado diretamente, perguntando o que está errado ou o aborrecendo e implorando para ele lhe falar sobre o problema.
Uma boa alternativa é educadamente perguntar: você tem parecido distante nesses últimos dias. E se alguma coisa o está perturbando, talvez eu possa fazer algo para ajudá-lo? Essa gentil e educada pergunta poderá funcionar, porque o Emburrado geralmente tem medo de possuir sentimentos negativos ou de fazer algo errado.
 
4. Sensível: é altamente reativo a qualquer crítica ou sugestão de que ele possa estar errado ou possa ter cometido um erro. Ele reage dessa maneira porque tem um profundo senso de inferioridade.
 
Como lidar: um bom método para lidar com o Sensível é tentar apoiá-lo e mimá-lo. Assim, você o ajudará a se sentir melhor com ele mesmo e mostrará que ele é respeitado e valorizado. E ele sentirá menos necessidade de autoproteção. Esse método é especialmente útil em uma crise na qual o Sensível esteja aborrecido com você ou com mais alguém. Com a crise contida, você poderá retornar a uma relação mais normal, com base racional.
 
5. Preocupado: pensa que as coisas vão, provavelmente, dar erradas e elas geralmente vão, porque em geral a atitude do Preocupado o leva a lidar com os outros e reagir às situações cotidianas de um jeito, que faz as coisas parecerem mais difíceis. O Preocupado se sente mais confortável com seu ponto de vista pessimista, porque ele está muito acostumado com sua experiência negativa do mundo e de sua própria falta de sorte.
 
Como lidar: uma boa estratégia para lidar com um Preocupado é apresentar os fatos calma e confidencialmente, para responder a seu cenário extremamente pessimista. Então, se seus fatos puderem mudar o ponto de vista dele, vocês dois poderão trabalhar juntos com sucesso.
 
Agora se, depois de explicado a real situação e se ele começar a dar respostas do tipo "mas e se", e para cada solução que você apresentou ele vier com um problema é hora de tirar o time de campo.
 
Prof. Menegatti é palestrante nas áreas de Vendas, Motivação, Liderança e Inovação. Suas palestras têm como foco direcionar pessoas a despertar ao máximo seu potencial profissional e pessoal. É autor de vários livros e DVD´s, entre eles estão o livro "Talento - É fazer coisas comuns de forma extraordinária" e o DVD "Campeão de Vendas".

Publicado em 29-May-2012, no site: www.gestopole.com.br

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Meu colega de trabalho é insuportável (1/2)



As atitudes do seu colega de trabalho estão interferindo na sua produtividade? Seu comportamento está criando algum tipo de problema para você e seus relacionamentos profissionais? Listei alguns tipos de pessoas difíceis que encontramos diariamente dentro da empresas e como poderemos lidar com elas:

1. Explosivo: esse tipo de pessoa não fica apenas nervosa, ela fica furiosa e explode, como uma criança tendo um ataque histérico. O Explosivo geralmente reage assim porque se sente muito frustrado ou com medo, e essa é a maneira de manter o controle e ele espera resolver as coisas de seu jeito.

Como lidar: uma estratégia é ouvir até o Explosivo terminar de expressar seus sentimentos. Então, quando ele se acalmar novamente, aja como se ele fosse uma pessoa normal e lógica, como se a fúria nunca tivesse acontecido. Essa estratégia pode ser eficiente, porque o Explosivo fica, frequentemente, envergonhado depois de uma explosão.

Se o explosivo pedir desculpas, aceite-as para ajudá-lo a se sentir melhor. Uma vez que a situação tenha voltado ao controle, ele vai preferir ser visto como uma pessoa responsável, um adulto racional. Então, ajude-o a sentir-se assim, da melhor maneira que você puder e siga em frente, deixando o incidente no passado.

2. Reclamador: está frequentemente se queixando de alguma coisa e culpando pessoas, a organização ou o sistema em geral. Encontra problemas onde eles não existem ou contribui para a criação deles, a fim de que possa reclamar.

Como lidar: não leve essas reclamações muito a sério, uma vez que o Reclamador vai estar provavelmente se queixando mais para descarregar a tensão; ou seja, ele não espera de fato uma ação construtiva resultante de suas reclamações.

Uma boa técnica é usar audição refletiva: com suas próprias palavras, você repete com suas palavras o que ouviu o reclamador falar. Assim você valida ou toma conhecimento do que ele está dizendo. Você mostra que ouviu e entendeu e demonstra seu respeito por ouvir, não importa se você concorda ou não com as reclamações. Pergunte o que ele poderia querer fazer para resolver o problema e depois encerre a conversa.

Publicado em 29-May-2012, por Prof. Menegatti, no site: www.gestopole.com.br

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A importância da cultura organizacional



A verdadeira dimensão da importância da Cultura Organizacional talvez só possa ser perfeitamente compreendida pelas pessoas que a experimentam.

A cultura organizacional determina o estilo de gestão das chefias e o próprio comportamento das pessoas dentro da empresa. Sentir sua influência e perceber sua forte pressão social é uma experiência única.

E única também são as suas características fazendo-se diferenciar as empresas da mesma maneira que os seres humanos diferenciam-se por meio de suas características individuais, sua personalidade.

Aliás, por razões didáticas compara-se a cultura organizacional das empresas com as características de personalidade das pessoas. É como se a cultura organizacional fosse a personalidade da empresa. Não há empresa, de qualquer segmento ou porte, que não tenha suas características de personalidade.

E essa comparação vai longe. Por exemplo, no processo terapêutico dedicado às pessoas não se objetiva modificar a personalidade do paciente. Não se pode despersonalizar as pessoas.

Da mesma forma, nos processos de mudança cultural, algumas vezes chamados também de Desenvolvimento Organizacional, não se pode esperar que o objetivo seja o de despersonalizar a empresa.

É fundamental reconhecer suas características e principalmente seus elementos de formação. A cultura organizacional forma-se da confluência de alguns fatores que tem sua origem ou no fundador da empresa (típico das empresas nacionais) ou na Matriz da empresa (típico das empresas multinacionais).

Os valores, crenças e experiências são os primeiros fatores para formação da cultura, complementados pelos costumes éticos e étnicos. Os costumes éticos fundamentam-se na escala de valores da sociedade em que se insere a empresa e regem os procedimentos do negócio. Os costumes étnicos fundamentam-se nas características da raça de origem (país ou cultura) da organização e interferem nos procedimentos da organização até com mais força que os costumes éticos (os costumes éticos são adaptados quando da mudança de local da empresa, os costumes étnicos não sofrem alteração).

Outro aspecto importante na formação da cultura organizacional relaciona-se com o nível de competitividade. Segmentos competitivos geram empresas organizadas e mais modernas. Segmentos pouco competitivos tornam as empresas mais acomodadas e menos desenvolvidas.

São estes fatores que criam a Cultura Organizacional que, por sua vez, define como vai ser a característica de gestão predominante na empresa.

E, a característica de gestão predominante determina como será o comportamento organizacional, isto é, como vão comportar-se os profissionais dentro da empresa.

Entender este processo de formação da cultura e aprofundar a compreensão e a prática das organizações é fator de sucesso nos processos de mudanças e de Desenvolvimento Organizacional.


Publicado em 14-Jun-2012, por Bernardo Leite Moreira, no site: www.gestopole.com.br

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Uma palavra mágica em gestão empresarial: Foco



Nas constantes visitas às empresas ouvimos sempre dos dirigentes que os custos de seus produtos estão muito altos e que as margens de contribuição estão aquém do esperado.
 
É importante observar que a margem de contribuição é resultado da diferença obtida entre o valor faturado, líquido de impostos, e o custo dos produtos. Com isso pode-se questionar também se são os custos que estão altos ou os preços é estão muito baixos.
 
Uma análise do problema nos aponta alguns fatores que penalizam os resultados da empresa:
 
    Custos fixos extremamente altos;
    Baixa utilização da capacidade produtiva, elevando em demasia o custo final dos produtos;
    Concentração das vendas em canais extremamente concorridos, onde não existem margens de negociação;
    Produtos de excelente qualidade, sem diferencial reconhecido pelo consumidor, concorrendo com produtos de baixa qualidade;
    Baixo volume de vendas por falha de distribuição dos produtos;
    Baixo volume de vendas devido à falta de motivação da equipe de vendas;
    Falta de informação de mercado para geração de novos negócios.
 
Estes itens levam a um círculo vicioso, inevitavelmente:
 
Vendas baixas --- custos dos produtos altos ---- preços não competitivos ---- vendas baixas
 
As empresas normalmente trabalham para enfrentar a concorrência, quando deveriam primeiro trabalhar para superar suas ineficiências. É importante observar que, muitas vezes, não é o concorrente que nos impede de aumentar nosso volume de vendas e sim nossas ineficiências.
 
O concorrente não determina nossos custos, somos nós que os geramos, muitas vezes sem controle.
 
Não é o concorrente que nos impede de representar algo mais na mente do consumidor, obtendo maior retorno, com preços melhores, nós é que não estamos sendo eficientes na comunicação.
 
Conseguir informações, processá-las e gerar ação é fundamental para qualquer empreendimento.
 
Uma regra de ouro em administração é: “Ter um modelo de informações e gestão que gere ação”.
 
Sem isso, os esforços das equipes acabam não sendo canalizados de forma adequada para gerar os resultados necessários.
 
Para quebrar o ciclo vicioso das baixas vendas, alguns pontos devem ser discutidos e atacados em seus aspectos básicos:
 
    Manter uma estrutura operacional flexível, minimizando os custos fixos;
    Apresentar ao mercado produtos com diferenciais reconhecidos pelos consumidores que possam gerar margens de contribuição maiores;
    Ser agressivo nos canais de distribuição onde os produtos apresentem vantagens competitivas;
    Definir claramente a política comercial em relação às commodities, produtos com preços baixos e altos volumes, e os diferenciados, onde os preços serão mais altos apresentando melhores margens de contribuição;
    Foco nos produtos, nos canais de distribuição e na estrutura operacional da empresa é fundamental para que se possa alcançar o sucesso.

 Há muitos exemplos de empresas pequenas que alcançam o sucesso rapidamente, enquanto empresas centenárias desaparecem.
 
Uma observação cuidadosa nos mostra que as primeiras tinham foco. Agiam com extrema motivação e de forma descomplicada. As segundas perderam a motivação. Por falta de foco, perderam de vista os aspectos básicos da administração.
 
A ausência de foco gera confusão, que inevitavelmente leva à desmotivação e às ineficiências.
 
Para a empresa que não sabe para onde ir, qualquer caminho é bom, o que pode significar problemas graves de gestão.
 
Lembre-se sempre da palavra mágica em gestão empresarial: Foco


Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Articulista, Escritor, Palestrante
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo
 
Publicado em 11-May-2012, no site: www.gestopole.com.br

terça-feira, 26 de junho de 2012

Trabalho em Equipe


A maioria das pessoas dizem que sim. Que amam trabalhar em equipe… Será mesmo?

Você no seu tempo de escola já fez algum trabalho em equipe? Em dupla ou trio? Com mais 5 ou 7 colegas? Qual a sua impressão?

Garanto uma: Você trabalhou e o resto não fez nada ou apenas poucos fizeram…

Agora imagine a seguinte cena: Dez mil pessoas cantando ao mesmo tempo uma sinfonia de Beethoven. Não estamos falando de duas, três ou mil pessoas. São dez mil pessoas!

Você se sente capaz de organizar algo assim? Impossível não é, já foi feito.

Agora, se vamos pensar um pouco menor, vamos organizar o seu negócio? Se são 5 ou 50 pessoas, pense sempre que o trabalho de equipe tem duas premissas:

1. Foco no que se faz;

2. Foco no resultado como um todo;

Se quem está na equipe vê a sua tarefa com seriedade, sabe o que deve ser feito (foi bem orientado) e está bem direcionado com o restante da equipe para a integração, basta que este colaborador saiba o porque está fazendo aquilo para o sucesso da tarefa.

Não adianta dizer da importancia da tarefa, apenas. Ele deve saber o porque deve fazer.

Somos motivados por aquilo que sabemos, por aquilo que compramos a ideia de seguir. Ninguém executa tarefas apenas por executar ou apenas porque é obrigado. Isto não traduz em resultados.

Você quer trabalhar em equipe?

    Treine!

    Oriente focado na tarefa e no resultado!

    Divida o premio do resultado!

    Motive a equipe periodicamente!

    Monitore as atividades e faça ajustes periodicamente!

Ninguém disse que é fácil motivar e trabalhar com pessoas, mas se já conseguimos organizar dez mil pessoas para fazer como este vídeo, você pode fazer um belo trabalho de equipe com equipes de 10 pessoas ou menos, não é?

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr

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Publicado em 16-Apr-2012, no site: www.gestopole.com.br

segunda-feira, 25 de junho de 2012

TCC, a chave da porta do empreendedorismo para os formandos



Após quatro ou cinco anos na faculdade, quais são as expectativas dos formandos?
 
Uma parcela significativa espera arrumar um bom emprego em uma grande empresa, de preferência uma multinacional, outra parcela, não menos representativa, passar em um concurso e fazer carreira no serviço público, e meia dúzia, a maioria já com tradição familiar, seguirá a trilha do empreendedorismo.
 
Dentro da faculdade, uma terra ideal para experimentos, afinal os erros não tem consequências, quando tratamos do assunto empreendedorismo, podemos encontrar grupos que acham que não sabem absolutamente nada sobre o assunto e outros que acham que sabem quase tudo. Essa é uma situação interessante, principalmente quando é necessário montar um plano de negócios, lançar um produto e vendê-lo.
 
Nesse exercício já vi a fabricação de licores, bonequinhos de chocolate, sabonetes, chinelos enfeitados, toalhinhas em crochê, e outras tantas coisas para a casa.
 
Claro que o projeto não estaria completo sem a venda, afinal é do lucro que vive um empreendimento. Vender para quem?
 
Coitados dos familiares, para ajudar filhos, sobrinhos e amigos, acabam comprando tudo que lhe oferecem!
 
Alguns desses projetos têm a chance de se materializar e gerar mais um empreendedor? Claro que não, o exercício é amador demais para gerar interesse e incentivo aos participantes.
 
Há uma carência enorme de profissionais experientes em gestão comercial ensinando e trabalhando os conceitos com os jovens formandos. Ainda que o formando não tenha qualquer interesse em se tornar um empresário, nem em atuar na área comercial, para que encontre uma boa colocação terá que vender sua imagem, sua competência, a disposição para aceitar desafios, o interesse em progredir, seu poder de contribuir com a organização, e outros tantos predicados.
 
Cada um nós acaba sendo uma empresa: Eu S.A.
 
Para receber o diploma, o formando precisa preparar o TCC, Trabalho de Conclusão do Curso. Tempo e dinheiro serão investidos nessa tarefa, porque então não torná-lo a chave que abre a porta do futuro?
 
É verdade que nas empresas poucos gestores lhe perguntarão qual era o tema do seu TCC, mas você pode mudar o “rumo da prosa”, apresentando seu trabalho como um diferencial. Ainda que a receptividade não seja das maiores, lembre-se que você é o maior interessado.
 
A curiosidade, o gosto por escrever apostilas, material para treinamentos, procedimentos, me permitiu trabalhar em praticamente todas as áreas das indústrias onde atuei como colaborador. A soma do aprendizado e descobertas me levou à multinacionais, a conhecer países, a me tornar um empreendedor.
 
Estamos cada vez mais observando o mundo sem empregos. Os avanços tecnológicos eliminam postos de trabalho e abrem espaço não para a mão-de-obra, mas para a inteligência. Inteligência dirigida a projetos com começo, meio e fim, ou para horas específicas, em tarefas definidas.
 
Após a formatura, com seus currículuns praticamente vazios, apenas com a linha da formação, jovens, desencantados com a falta de oportunidades ou desgostosos com as propostas salariais recebidas, desistem, achando que não valeu à pena tanto sacrifício para tão pouco!
 
Do outro lado estão as empresas, lamentando a falta de profissionais qualificados.  Há uma zona cinzenta que precisa ser clareada: faltam profissionais qualificados ou propostas qualificadas?
 
Nesse ponto reside a pergunta: como se preparar para esse mundo, onde muitos jovens formados, acreditando não valer à pena, desistem e se tivessem orientação abririam suas empresas?
 
Nossa dica é: transforme seu TCC na chave que abre a porta para o empreendedorismo.
 
Vá conversar com o máximo de profissionais que puder, visite potenciais fornecedores, clientes e concorrentes. Aprenda a aprender.
 
Transforme esse trabalho não em um projeto de conclusão de curso, mas em um projeto de vida.
 
Preste atenção ao que dizem os grandes empreendedores: - Difícil é o primeiro milhão, depois todos os rios correm em direção ao mar!
 

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
 
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
Free e-book: Prospecção de clientes e de oportunidades de negócios
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ivan@postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
 
Publicado em 10-Apr-2012, no site: www.gestopole.com.br