quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Como evitar saídas que prejudiquem sua empresa




Em toda empresa é fundamental ter uma preocupação alta com a taxa de turnover. Esta deve ser constantemente analisada e avaliada, pois seus impactos são diretos na produtividade, a satisfação de colaboradores e de produtividade da empresa.
 
O termo turnover é a medição da rotatividade de pessoal, ou seja, o giro de entradas e saídas de pessoal. Se o índice de saída de colaboradores em uma empresa for muito alto isso se torna muito oneroso, pois a cada saída de funcionário, normalmente, segue uma admissão de outro funcionário, e este giro cria um custo alto de mão de obra.
 
A perda de mão de obra sempre é prejudicial a uma organização, em especial quando esta perde bons colaboradores, qualificados e treinados. Outro problema é que os empresários terão que arcar com gastos da rescisão do antigo profissional, despesas de seleção, de recrutamento e, além disso, também terá que treinar e conceder um período de adaptação. Isso é bastante arriscado, podendo ocorrer durante o desligamento, entre outras variáveis. Assim o ideal é que o turnover de uma empresa esteja em um índice apenas necessário para que haja renovação saudável do corpo profissional.
 
Em algumas empresas, o custo de rotatividade de pessoal, pode chegar até o equivalente a oito salários nominais, por empregado, dependendo do cargo. O que vale dizer que, pelo mesmo valor, mantém-se o mesmo funcionário trabalhando durante 8 meses.
 
Assim, é fundamental evitar fatores causais de um alto índice de turnover, que estão diretamente ligados à motivação no meio de trabalho. Quando esta for baixa, torna-se urgente que a organização examine o seu ambiente humano, descubra as causas e aja para saná-las, melhorando o clima humano e a motivação.
 
Para reduzir o índice de rotatividade de pessoal, devemos em primeiro lugar, pesquisar as principais causas, diagnosticar cada uma e finalmente atribuir uma solução. Muitos administradores podem estranhar, mas diferente do que se possa pensar a questão salarial não é a única que influencia no alto turnover. Mas, com certeza, uma empresa que paga muito pouco para seus valores terá primeiramente que repensar essa situação, para depois utilizar outras medidas motivacionais.
 
Pesquisas realizadas em algumas corporações mostram que um dos principais motivos para saída de colaboradores das empresas é o relacionamento com seus superiores. Assim, os colaboradores se demitem dos chefes e não da organização.
 
Além desses pontos, outras questões imperativas na hora de trocar de empresas são: benefícios insuficientes ou mal empregados; sociabilidade precária; baixa interação entre grupos de trabalho; ambiente e clima de trabalho desconfortável; e política interna de pessoal mal empregada.
 
Para detectar esses problemas, além das entrevistas com chefias e funcionários, pode-se adotar a "Ficha de Entrevista de Desligamento". As informações serão sempre preciosas, capazes de identificar os problemas que norteiam na empresa.
 
Porém, não existe um índice de turnover adequado para uma empresa, já que ele depende de várias variáveis do ramo de trabalho. Mas o problema se torna preocupante quando acontecem quedas na produção das empresas. Normalmente, quando a empresa enfrenta esse problema, é o momento de fazer uma criteriosa avaliação dos motivos que levaram a esse ponto.
 
Nesse processo todo, a empresa deve estar alinhada para a reversão desse quadro, principalmente a área de RH e as lideranças. Mas cada vez mais vejo que o papel fundamental para o controle do turnover são as lideranças e a forma que elas se apresentam perante seus colaboradores. Separo esses estilos de lideranças em oito: diretivo, participativo, coaching, autoritário, afetivo, modelador, Laissez- Faire e visionário. Mas não há como definir quais estilos são bons ou ruins. O importante é adaptar a maneira certa de liderar às necessidades dos colaboradores e da empresa.
 
Veja algumas dicas para reduzir o turnover de sua empresa
 
1. Quando o colaborador pede demissão ou é demitido, faça uma entrevista pessoal para saber o motivo. Questionário estruturado para ser preenchido por mera formalidade de nada adianta;
 
2. Compare o salário que você oferece com os de outra empresa. Muitas vezes terá a triste descoberta que está formando mão de obra para eles;
 
3. Sua empresa possui um plano de carreira claro? Tenha definido até onde os colaboradores podem chegar e executar essas ações, que na maioria das vezes conquistam muito sucesso;
 
4. Como são feitas as reciclagens/aperfeiçoamento? Solicite a apostila e participe de algum curso. Fique de olho nisto, pois é comum mandar o funcionário participar mais de uma vez do mesmo treinamento inicial, sob a alegação de que "vamos ver se assim aprende".
 
5. Sua empresa tem políticas para plantão de finais de semana, feriados e horas extras? É comum escalar o pessoal com o intuito de punição e esse é um ponto muito importante. Veja se a empresa não possui protegidos e qual é o número de faltas aos sábados e domingos. Confira também as faltas às segundas feiras (dia de procurar outro emprego).
 
6. Atestados médicos: confira e confirme os motivos. Não se assuste com as justificativas daqueles que vão acompanhar parentes sob a alegação de que faltando ou não, ninguém se importa.
 
7. Qual o clima que reina na empresa? Como os supervisores e monitores de qualidade tratam os colaboradores? Eles dão feedback? Pesquise estes dados cuidadosamente.
 
Ricardo M. Barbosa - Diretor executivo da Innovia Training & Consulting e é especialista em Project Management pela Fundação Getúlio Vargas – FGV/SP
 
 
 
Do boletim SAESP n° 14
 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

EMPREGABILIDADE – Conceitos e Definições



Como Empregar Suas Habilidades Para Aumentar Sua Capacidade de Manter-se Empregado Nos Dias Atuais

Conceito de Empregabilidade

No mundo corporativo atual onde as empresas convivem com um ambiente cada vez mais turbulento marcado pela incerteza, velocidade e instabilidade é de extrema importância para as pessoas conseguirem empregos e se manterem neles.

Nesse sentido a questão da empregabilidade ganhou relevância, pois muitas vezes as pessoas são dispensadas de seus empregos e na maioria das vezes não é por sua culpa. Dessa forma, pode-se dizer que Empregabilidade é a capacidade de a pessoa conseguir ser e manter-se empregada. Sendo assim, a fim de medir seu grau de Empregabilidade o empregado deve tentar responder algumas questões:

    Quantos convites eu recebi para trabalhar em outra empresa nos últimos tempos?
    Quanto eu ganhava há um ano?
    Nessa época, qual era o valor de mercado para uma pessoa como eu?
    Quanto eu ganho hoje?
    Quanto eu deveria ganhar hoje?
    O que eu serei daqui a cinco anos?
    Quais são as minhas metas para o futuro?

Até poucos anos as empresas eram as responsáveis pelo desenvolvimento profissional de seus colaboradores, inscrevendo-os em cursos e treinando-os para o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Porém as empresas modernas não têm tanta obrigação assim, pois a maioria delas imagina – e com certa razão – que isso é muito mais uma obrigação do empregado moderno.

O empregado moderno deve refletir sobre sua carreira e conscientizar-se de que é ele mesmo o responsável por ela. Dessa forma cabe a ele investir na sua própria carreira, investindo um pouco do seu tempo nele mesmo e um pouco de seus recursos financeiros, fazendo cursos, participando de treinamentos, palestras, conferências, etc.

Na verdade, hoje em dia você não trabalha mais para uma empresa; você trabalha em uma empresa e por isso mesmo o empregado moderno deve saber usar sua estrutura para procurar se desenvolver profissionalmente, oferecendo em troca o seu trabalho. E diante desse conceito o empregado deve estar consciente do seu novo papel – de parceiro.

Dicas Para Aumentar a Sua Empregabilidade

    Você deve ser uma pessoa “antenada”. Ou seja, você deve ser uma pessoa preparada n’aquilo que já faz, aprimorando-se, desenvolvendo-se e se especializando na sua atividade.
    Na sua atividade você deve conhecer novas tecnologias, ler revistas sobre administração, assistir documentários e obter cultura geral.
    As empresas modernas precisam de empregados “generalistas” (aqueles que conhecem um pouco sobre cada assunto) e de “especialistas” (conhecem muito sobre determinado assunto).
    As empresas vêm buscando empregados éticos. Por isso, não fale mal da sua empresa (pelo menos na frente dos colegas), não fale mal de seus colegas de trabalho ou de seus produtos. (às vezes, essas características valem mais do que o próprio currículo)
    Você deve ser uma pessoa comprometida com o sucesso da empresa em que trabalha. Ou seja, você deve ser uma pessoa comprometida com o sucesso dos clientes, com o sucesso os seus chefes e até com o sucesso dos seus subordinados.
    Finalmente seja uma pessoa querida, ensinando aquilo que sabe e demonstrando capacidade de aprender aquilo que não sabe.


Julio Cesar S. Santos  |  Publicado em: 28/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

Hotel de empresas?





 
"Conceito se dissemina em Santos a reboque do crescimento"
 
Comum em grandes metrópoles pelo mundo, segmento de escritórios virtuais oferece saída para valorização de aluguéis e facilidades para quem enfrenta a burocracia para ter um ponto comercial na cidade.
 
  No atual período de expansão econômica e na expectativa de novos negócios, Santos vai se tornando terra fértil para empreendimentos de conceitos modernos no mundo corporativo, mais comuns nas metrópoles. O empresário Gabriel de Carvalho Jacintho é um dos que apostam na cidade trazendo a idéia de um hotel de empresas, aproveitando o bom momento da região e surgindo como solução de pequenos negócios para fugir da valorização dos alugueis no município.
 
O termo pode até soar estranho, mas resume perfeitamente o conceito impresso ao Espaço Certo, instalado desde o final do ano passado no número 61 da Avenida Ana Costa, na Vila Mathias, e que atrai a atenção de profissionais liberais, prestadores de serviços e donos de pequenos negócios que precisam se estabelecer no limitado território santista.
 
Essa parcela de micro e pequenas empresas, um dos principais focos do Espaço Certo, vem crescendo de forma acelerada em Santos. Segundo a Secretaria Municipal de Finanças, a cidade fechou 2010 com 11.043 empresas desses portes e, hoje, um ano e meio depois, já são 12.129.
 
  O Espaço Certo reúne atualmente segmentos de advocacia, imobiliária, agência de navegação, consultoria e até representação comercial de multinacionais instaladas na capital paulista. O hotel de empresas também aparece como um novo endereço na cidade para pesquisas de mercado, eventos corporativos, palestras, workshops.
 
"Nossa idéia é oferecer toda a infraestrutura necessária para um escritório funcionar como internet wi-fi, linha telefônica, secretárias bilíngues, serviço de limpeza, estacionamento, além de um escritório já mobiliado. Juntos, esses serviços essenciais custariam R$ 3 mil, R$ 4 mil por mês. Num hotel de empresas, com custos fixos, é possível cortar os gastos pela metade ou até mais", explicou Gabriel Jacintho. Valores de encargos como IPTU e conta de água estão inclusos, bem como o famigerado condomínio.
 
Em resumo, o custo inicial é zero. Sem contar a burocracia, que se reduz muito ao optar por um "apartamento" dentro deste hotel corporativo. O empresário se instala em um dia e pode se estabelecer antes mesmo de todo o trâmite para se formalizar com CNPJ. "Não precisa de fiador, nem há exigências existentes num contrato de aluguel".
 
Trata-se de um segmento que cresce no Brasil e no mundo numa época em que rapidez e praticidade são condições essenciais para se inserir e se manter no mercado.
 
No local há salas modulares com tamanhos de acordo com a necessidade de espaço e a quantidade de pessoas que trabalham em cada escritório. O tempo de "hospedagem", quem determina, é o "hóspede". Pode até ser um aluguel eventual, por algumas horas ou dias, suprindo a necessidade por uma sala para reuniões pontuais, por exemplo.
 
Ponto comercial
 
  E em tempos de empresas virtuais e crescimento da modalidade home office, a novidade deste espaço é também o atendimento ao cliente virtual: a pessoa aluga apenas o serviço de escritório e o endereço de correspondência, mas não ocupa uma das salas. Pode colocar o telefone do Espaço Certo no cartão de visitas e o endereço para receber correspondências, como uma forma de dar credibilidade ao seu negócio.
 
As secretárias do local atendem as ligações e podem até transferir para o telefone do empresário. O custo é a partir de R$ 260,00. Há ainda o uso eventual de um dos escritórios, ou até da sala de reuniões para receber clientes. "O objetivo é se adequar às necessidades de cada empresa", afirmou Jacintho.
 
Serviço
 
Avenida Ana Costa, 61 – Vila Mathias – Santos – Tel.  (13) 3229-1990 
 
 
Autoria: Assessoria de Imprensa Espaço Certo
 
 
Do Boletim SAESP n° 14

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Liderança situacional destaca posturas individualizadas e ampla capacidade de percepção




O reconhecimento das necessidades de cada colaborador, de acordo com seu grau de maturidade, auxilia líderes no desenvolvimento de suas equipes.
 
Todos os componentes de uma equipe contam com certo nível de conhecimento técnico, um determinado posicionamento dentro do grupo e outras características que são importantes para a realização de uma tarefa ou projeto. Para gestores que se valham dos processos e métodos da liderança situacional, estes aspectos singulares de cada colaborador são de extrema importância e alvo de análise constante para que ele próprio, enquanto líder eleja suas posturas. E não estamos falando aqui da escolha de um estilo de liderança que atenda à equipe como um todo: cada membro, especificamente, pedirá uma atuação de acordo com seu nível de maturidade técnica, de experiência para a função e até de sua desenvoltura emocional.
 
Embora não seja exatamente nova – o conceito ganhou o mundo com o livro "O gerente minuto" de Keneth Blanchard e Spencer Johnson, lançado em 1981 – a liderança situacional vem sendo especialmente revitalizada ao longo dos últimos anos. A avidez por aprendizado constante e as estruturas hierárquicas mais fluidas - características celebradas, sobretudo pelas novíssimas gerações de profissionais - formam um cenário favorável. "De modo geral o que se busca é desenvolver a autonomia de cada um, observando suas necessidades naquele momento profissional. O líder surge como um agente dinâmico, perceptivo destas distinções e apto a direcionar suas atitudes de maneira individualizada", explica Beth Martins, especialista no tema e professora da Integração Escola de Negócios.
 
Para realizar este trabalho, o gestor conta com os chamados gráficos de maturidade, elaborados, em geral, pelo departamento de Recursos Humanos. Mas será sua capacidade de perceber o outro o grande trunfo para que este aparato possa ser realmente eficaz. "Um funcionário com uma experiência técnica altíssima ao angariar um cargo com funções mais complexas passa a apresentar um nível baixo de maturidade no novo contexto. Para aquele momento pode ser considerado, de alguma maneira, um aprendiz. Exigirá, portanto, um cuidado diferenciado até que se sinta seguro novamente" exemplifica Beth, demonstrando a grande organicidade do processo. Da mesma forma, segundo a especialista, um trainee ou estagiário pedirão do líder uma postura mais tutorial e cuidadosa. "A grande questão é entender que, enquanto para um o melhor caminho é ser completamente objetivo e diretivo, para outro, naquele instante, o mais indicado pode ser ensinar com calma, inserir no ambiente de trabalho, oferecer um certo tipo de conforto", completa.
 
E, já que o foco da liderança situacional é o colaborador em sua singularidade, os aspectos psicológicos merecem ser observados com especial atenção. Todas as ações – elogios, incentivos, delegações de tarefas como geradoras de valorização, reconhecimento e respeitosos atos de apoio e correção – visam principalmente à construção da segurança e da confiança deste liderado em suas próprias escolhas e capacidades. "Podemos afirmar que o líder situacional é aquele que não precisa ter uma postura centralizadora ou rígida, já que desenvolveu da melhor forma as capacidades dos indivíduos que fazem parte de seu time. Ele pode estar presente de forma discreta permitindo a fluidez dos processos a partir de sua capacidade de prestar suporte corretamente a cada um de seus colaboradores", aponta Beth.
 
 
 
São Paulo:  11 3046-7878 
 
Outras Localidades: 0800 16 24 68
 
São Paulo/SP: Rua Manoel Guedes, 504 – Itaim Bibi
 
Outras Localidades: Porto Alegre, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte
 
 
Do Boletim SAESP n° 14

domingo, 16 de setembro de 2012

Porque as empresas querem o perfil empreendedor



Tempos atrás se falava que todo profissional com perfil empreendedor permanecia pouco tempo dentro das empresas.
Hoje as empresas estão buscando desenvolver esse perfil entre seus executivos e recrutando profissionais que o apresentem.
O que provocou essa mudança?
Antigamente, as empresas tinham muita dificuldade em manter profissionais que tivessem muita iniciativa, fossem criativos e pragmáticos porque suas características de gestão e suas estruturas previam uma conduta mais previsível desses profissionais e condicionavam procedimentos mais estáticos nas decisões internas.
Hoje em dia, as forças de mudança, com seu ritmo acelerado, impelem necessidades novas e exigentes que requerem posturas mais ousadas, criativas e, por vezes, corajosas.
Mas o profissional que apresenta um perfil empreendedor não é, em princípio, muito independente e até solitário para trabalhar em empresas? Bem, isso também acontece com várias outras atividades e é muito mais prerrogativa do indivíduo do que da atividade.
A primeira questão que queremos ressaltar é a necessidade de desmistificar o perfil do empreendedor. Afinal é um perfil exigente, mas não é um super-homem! Podemos, por exemplo, destacar alguns adjetivos do perfil como: inovador, criativo, visionário, ousado. Por outro lado outros adjetivos tão ou mais importantes que esses não são tão charmosos, como por exemplo: perseverante, auto-exigente, cuidadoso e disciplinado. Isso quer dizer que não é só talento que está em jogo, mas também a vontade, o objetivo e o desejo de alcançar um resultado.
Pesquisas demonstram que não há diferenças significativas de conhecimento entre os empreendedores que fracassam e os que são bem sucedidos. Mas as pesquisas também demonstram que há características comportamentais específicas entre os empreendedores de sucesso.
Apenas como ilustração vamos discorrer sobre algumas:
- INICIATIVA E VISÃO DE OPORTUNIDADE: “milhões viram a maçã cair, mas só Newton perguntou porque” - Bernard M. Baruch. É a característica que determina o impulso, a vontade, o sonho.
- PERSEVERANÇA E COMPROMETIMENTO: Esta característica praticamente possibilita que todas as outras possam se manifestar. Sem perseverança se desiste na primeira grande dificuldade. Quando perguntado se considerava os mais de mil experimentos realizados para descobrir a lâmpada como sendo o exemplo de mais de mil fracassos, Thomas Edison respondeu: “Não! Apenas descobri mais de mil maneiras de não se fazer uma lâmpada”.
- OUSADIA E RISCOS: Esta característica é quase sinônimo de empreendedorismo, mas, O EMPREENDEDOR NÃO É UM AVENTUREIRO! Sua ousadia e a coragem para riscos estão fundamentadas na sua busca de informações. (É preciso menos tempo para fazer algo da maneira certa do que explicar por que foi feito da maneira errada. - Longfellow”).
- BUSCA DE INFORMAÇÕES: Planejar, calcular riscos, definir metas e oportunidades é conseqüência direta dessa característica. É importante frisar que esta atividade o empreendedor não delega para outros. Ele sabe que as respostas às suas perguntas podem responder a outras perguntas e levar a novas oportunidades. (“Eu avistei mais longe que muitos porque fiquei de pé em ombros de gigantes – Albert Einstein”).
- PERSUASÃO E RELACIONAMENTO: Não há idéia, projeto ou desafio que possa ter sucesso sem o auxílio de outros. Portanto conseguir apoio à iniciativa e o envolvimento do grupo é garantia de resultado. O empreendedor precisa desenvolver sua habilidade de envolvimento e para isso precisará:
1 - ter um objetivo claro;
2 - saber claramente no que o (s) outro (s) pode ajudar;
3 - descobrir o que interessa ao (s) outro (s) e
4 - definir uma relação ganha-ganha.
- DISCIPLINA: Esta característica permite o sucesso. Considero a característica mais importante do perfil. Neste caso estou me referindo a forma como o empreendedor enfrenta suas necessidades e dificuldades.
Ele planeja sua ação e FAZ. Ele não espera ter a vontade ele sabe que é necessário ter ação. A disciplina permite definir metas, prazos, indicadores, e outros condicionantes da ação. EMPREENDEDORES, ACIMA DE TUDO, FAZEM!
Estas são algumas características do perfil que destaco para análise.
Como já disse em outros artigos sobre este tema, não há espaço suficiente para aprofundamento. Mas, em doses homeopáticas pretendemos continuar desenvolvendo este assunto que considero de importância superlativa para as Empresas neste momento.

Tempos atrás se falava que todo profissional com perfil empreendedor permanecia pouco tempo dentro das empresas.

Hoje as empresas estão buscando desenvolver esse perfil entre seus executivos e recrutando profissionais que o apresentem.

O que provocou essa mudança?

Antigamente, as empresas tinham muita dificuldade em manter profissionais que tivessem muita iniciativa, fossem criativos e pragmáticos porque suas características de gestão e suas estruturas previam uma conduta mais previsível desses profissionais e condicionavam procedimentos mais estáticos nas decisões internas.

Hoje em dia, as forças de mudança, com seu ritmo acelerado, impelem necessidades novas e exigentes que requerem posturas mais ousadas, criativas e, por vezes, corajosas.

Mas o profissional que apresenta um perfil empreendedor não é, em princípio, muito independente e até solitário para trabalhar em empresas? Bem, isso também acontece com várias outras atividades e é muito mais prerrogativa do indivíduo do que da atividade.

A primeira questão que queremos ressaltar é a necessidade de desmistificar o perfil do empreendedor. Afinal é um perfil exigente, mas não é um super-homem! Podemos, por exemplo, destacar alguns adjetivos do perfil como: inovador, criativo, visionário, ousado. Por outro lado outros adjetivos tão ou mais importantes que esses não são tão charmosos, como por exemplo: perseverante, auto-exigente, cuidadoso e disciplinado. Isso quer dizer que não é só talento que está em jogo, mas também a vontade, o objetivo e o desejo de alcançar um resultado.

Pesquisas demonstram que não há diferenças significativas de conhecimento entre os empreendedores que fracassam e os que são bem sucedidos. Mas as pesquisas também demonstram que há características comportamentais específicas entre os empreendedores de sucesso.

Apenas como ilustração vamos discorrer sobre algumas:

INICIATIVA E VISÃO DE OPORTUNIDADE: “milhões viram a maçã cair, mas só Newton perguntou porque” - Bernard M. Baruch. É a característica que determina o impulso, a vontade, o sonho.

PERSEVERANÇA E COMPROMETIMENTO: Esta característica praticamente possibilita que todas as outras possam se manifestar. Sem perseverança se desiste na primeira grande dificuldade. Quando perguntado se considerava os mais de mil experimentos realizados para descobrir a lâmpada como sendo o exemplo de mais de mil fracassos, Thomas Edison respondeu: “Não! Apenas descobri mais de mil maneiras de não se fazer uma lâmpada”.

OUSADIA E RISCOS: Esta característica é quase sinônimo de empreendedorismo, mas, O EMPREENDEDOR NÃO É UM AVENTUREIRO! Sua ousadia e a coragem para riscos estão fundamentadas na sua busca de informações. (É preciso menos tempo para fazer algo da maneira certa do que explicar por que foi feito da maneira errada. - Longfellow”).

BUSCA DE INFORMAÇÕES: Planejar, calcular riscos, definir metas e oportunidades é conseqüência direta dessa característica. É importante frisar que esta atividade o empreendedor não delega para outros. Ele sabe que as respostas às suas perguntas podem responder a outras perguntas e levar a novas oportunidades. (“Eu avistei mais longe que muitos porque fiquei de pé em ombros de gigantes – Albert Einstein”).

PERSUASÃO E RELACIONAMENTO: Não há idéia, projeto ou desafio que possa ter sucesso sem o auxílio de outros. Portanto conseguir apoio à iniciativa e o envolvimento do grupo é garantia de resultado. O empreendedor precisa desenvolver sua habilidade de envolvimento e para isso precisará:

    ter um objetivo claro;
    saber claramente no que o (s) outro (s) pode ajudar;
    descobrir o que interessa ao (s) outro (s) e
    definir uma relação ganha-ganha.

DISCIPLINA: Esta característica permite o sucesso. Considero a característica mais importante do perfil. Neste caso estou me referindo a forma como o empreendedor enfrenta suas necessidades e dificuldades.

Ele planeja sua ação e FAZ. Ele não espera ter a vontade ele sabe que é necessário ter ação. A disciplina permite definir metas, prazos, indicadores, e outros condicionantes da ação. EMPREENDEDORES, ACIMA DE TUDO, FAZEM!

Estas são algumas características do perfil que destaco para análise.

Como já disse em outros artigos sobre este tema, não há espaço suficiente para aprofundamento. Mas, em doses homeopáticas pretendemos continuar desenvolvendo este assunto que considero de importância superlativa para as Empresas neste momento.


Bernardo Leite Moreira  |  Publicado em: 02/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

sábado, 15 de setembro de 2012

Ponto de vista



Conta-se que era uma vez uma indústria de calçados no Brasil que, aproveitando-se das políticas de incentivo do governo ao comércio exterior, decidiu desenvolver um projeto de exportação de sapatos para a Índia.

Como se sabe, o consumidor é um dos principais fatores a serem considerados por uma empresa em fase de expansão a novos mercados. Assim, a presidência da empresa decidiu enviar dois de seus principais executivos a dois grandes centros comerciais, Nova Deli e Bophal, para análise do potencial de consumo.

Após alguns dias de pesquisa, um dos executivos enviou um e-mail para a diretoria no Brasil, relatando suas impressões: Senhores, cancelem o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos”.

Sem ter conhecimento dos termos da mensagem enviada por seu colega, o segundo executivo encaminhou, poucos dias depois, a seguinte mensagem: Senhores, tripliquem o volume exportável previsto em nosso projeto de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos, ainda....

Adversidade

Recebi esta parábola pela internet e a identifiquei como exemplar para demonstrar como tudo, em nossas vidas, é uma questão de prisma, de ponto de vista. Possivelmente você já foi questionado sobre como enxerga um copo com água pela metade: encontra-se ele meio cheio ou meio vazio?

Ainda no ensino fundamental, nas aulas de Química, lembro-me de ser orientado a encontrar o balanço estequiométrico de uma equação (que indica a proporção de dois ou mais elementos numa reação química) através da técnica de “tentativa e erro”. Hoje, pergunto-me por qual motivo a referida técnica não se chamava “tentativa e acerto”...

Obstáculos surgem-nos a todo instante. E muitas pessoas devem a grandeza de seu caráter aos obstáculos que tiveram que enfrentar e vencer. Fluindo como a água, que contorna lentamente as condições desfavoráveis e que se move com vigor tão logo o curso certo se apresenta.

Kant dizia: “Avalia-se a inteligência de um indivíduo pela quantidade de incertezas que ele é capaz de suportar”.

A vida tem educado meus olhos a ver a relatividade inerente a fatos e argumentos. Tem educado meus ouvidos a perceber a relevância de opiniões contrárias às minhas. Aprendi a defender com veemência meus pontos de vista, mas sem perder a flexibilidade. E aprendi que as pessoas raramente estão contra mim, mas frequentemente estão apenas a favor delas próprias.

Na prosperidade, nossos amigos nos conhecem; na adversidade, conhecemos nossos amigos. Para Victor Hugo, a adversidade produz homens; a prosperidade, monstros. De qualquer forma, a adversidade é necessária.

Sem a oposição do vento, a pipa não consegue subir...


Tom Coelho  |  Publicado em: 05/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O Sucesso vem do Berço?


Até que ponto as experiências que temos nos primeiros anos de vida podem determinar nossos sucessos ou fracassos na vida profissional? É surpreendente, mas nossa infância é determinante naquilo em que nos tornaremos quando adultos.  Para entender melhor, é preciso relembrar alguns conceitos das aulas de Biologia.
De zero a três anos, uma criança forma, aproximadamente, 1,5 quatrilhão de sinapses (ligações entre os neurônios). Isso é quase três vezes mais do que um adulto possui. A partir dos quatro anos, a tendência do cérebro é se especializar, deixando ainda mais fortes as chamadas sinapses estruturais, aquelas que darão sentido aos nossos padrões de pensamentos, comportamentos, valores e princípios. Ao final da adolescência, restam apenas cerca de 500 trilhões de conexões, e a maioria delas permanecerá pelo resto da vida. É por isso que os primeiros anos são tão importantes: é neles que formamos a base de nossa personalidade.
E afinal, o que isso tem a ver com sucesso profissional? James Heckman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia no ano 2000, afirma que há evidências científicas de que dois tipos de habilidade têm enorme influência sobre o sucesso na vida de uma pessoa: as capacidades cognitivas, relacionadas ao QI (Quociente de Inteligência), e as habilidades não cognitivas, ligadas ao QE (Inteligência Emocional). As crianças que não desenvolvem suas principais capacidades pessoais nos primeiros anos de vida terão muito mais dificuldade em assimilar tais habilidades e conhecimentos na vida adulta.
Nascemos geneticamente com muitas tendências e aptidões, mas o meio no qual fomos criados e as experiências que vivenciamos definem nossa personalidade. Analise um grupo de crianças a partir dos oito anos e você as verá  desempenhando  papéis consistentemente diferentes: há a líder, a divertida, a criativa, a intelectual, a esportista, a meticulosa, a atrevida, a agressiva…
Entre os oito e dez anos a criança percebe em que atividades se destaca e em quais tem dificuldades ao se comparar com outras crianças. Assim, ela tende a se especializar inconscientemente nos papéis em que se sente mais confortável.
Como pais ou responsáveis, devemos ficar atentos a essas tendências e estimular a criança a aperfeiçoar suas aptidões. Serão estas aptidões que poderão se transformar em talentos ou pontos fortes que contribuirão de forma decisiva no futuro sucesso profissional e pessoal do adulto.

Até que ponto as experiências que temos nos primeiros anos de vida podem determinar nossos sucessos ou fracassos na vida profissional? É surpreendente, mas nossa infância é determinante naquilo em que nos tornaremos quando adultos.  Para entender melhor, é preciso relembrar alguns conceitos das aulas de Biologia.

De zero a três anos, uma criança forma, aproximadamente, 1,5 quatrilhão de sinapses (ligações entre os neurônios). Isso é quase três vezes mais do que um adulto possui. A partir dos quatro anos, a tendência do cérebro é se especializar, deixando ainda mais fortes as chamadas sinapses estruturais, aquelas que darão sentido aos nossos padrões de pensamentos, comportamentos, valores e princípios.

Ao final da adolescência, restam apenas cerca de 500 trilhões de conexões, e a maioria delas permanecerá pelo resto da vida. É por isso que os primeiros anos são tão importantes: é neles que formamos a base de nossa personalidade.

E afinal, o que isso tem a ver com sucesso profissional? James Heckman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia no ano 2000, afirma que há evidências científicas de que dois tipos de habilidade têm enorme influência sobre o sucesso na vida de uma pessoa: as capacidades cognitivas, relacionadas ao QI (Quociente de Inteligência), e as habilidades não cognitivas, ligadas ao QE (Inteligência Emocional). As crianças que não desenvolvem suas principais capacidades pessoais nos primeiros anos de vida terão muito mais dificuldade em assimilar tais habilidades e conhecimentos na vida adulta.

Nascemos geneticamente com muitas tendências e aptidões, mas o meio no qual fomos criados e as experiências que vivenciamos definem nossa personalidade. Analise um grupo de crianças a partir dos oito anos e você as verá  desempenhando  papéis consistentemente diferentes: há a líder, a divertida, a criativa, a intelectual, a esportista, a meticulosa, a atrevida, a agressiva…

Entre os oito e dez anos a criança percebe em que atividades se destaca e em quais tem dificuldades ao se comparar com outras crianças. Assim, ela tende a se especializar inconscientemente nos papéis em que se sente mais confortável.

Como pais ou responsáveis, devemos ficar atentos a essas tendências e estimular a criança a aperfeiçoar suas aptidões. Serão estas aptidões que poderão se transformar em talentos ou pontos fortes que contribuirão de forma decisiva no futuro sucesso profissional e pessoal do adulto.


Eduardo Ferraz  |  Publicado em: 03/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O Encanto Permanece, Mas o Gosto Muda


De acordo com muitos analistas de mercado norteamericanos, Steve Jobs pode ser considerado um dos maiores empreendedores de todos os tempos, ao lado de figuras ilustres como Thomas Edison (GE), Henry Ford, Thomas Whatson (IBM) e William McKnight (3M), pioneiros do empreendedorismo nos Estados Unidos.

Falecido em 05 de outubro último, Jobs saiu da vida para entrar na história como uma personalidade incomum, digna de reconhecimento e veneração nos quatro cantos da Terra, não apenas em função do seu gênio criativo, despertado aos dezesseis anos de idade, mas devido ao seu completo desprendimento das coisas materiais.

Para quem se considerava “um sujeito que provavelmente teria sido apenas um poeta semitalentoso do Quartier Latin, mas meio que se desviou do caminho”, pode-se dizer que a história premiou o talento, a persistência e a vontade de superar os mais indignos obstáculos.

Ao desistir da escola, para evitar o sacrifício financeiro dos pais adotivos, Jobs começou a participar de palestras sobre produtos eletrônicos da HP, onde encontrou Stephen Wozniak, egresso da Universidade da Califórnia. Wozniak era um jovem gênio da engenharia que gostava de inventar dispositivos eletrônicos.

Com a aproximação, Jobs e Wosniak também compareciam regularmente às reuniões do Homebrew Computer Club (Clube do Computador feito em Casa). Os associados eram na maioria tecnófilos, interessados em diodos, transistores e ainda nos dispositivos eletrônicos que poderiam construir com isto.

Jobs era diferente, segundo Daniel Goleman, PhD. Ele sabia avaliar o estilo, a utilidade e a capacidade de colocação dos produtos no mercado. Com o tempo, Jobs convenceu Wozniak a trabalharem juntos para a concepção de um computador pessoal. Nasceu assim o Apple I, projetado no quarto de Steve Jobs e com o protótipo construído na garagem da casa de seus pais.

Ao seguir os conselhos de um executivo aposentado da Intel, Jobs e Wozniak fundaram sua própria empresa. Para viabilizar o projeto, ambos venderam os seus bens mais preciosos na época, uma Kombi VW de Jobs e a calculadora HP de Wozniak. Com os US$ 1300 arrecadados, ambos iniciaram oficialmente a Apple. Jobs, aos vinte anos de idade, e Wozniak, aos vinte e seis.

Em menos de dez anos, a Apple havia deixado de ser apenas dois sócios numa garagem para se tornar uma empresa de dois bilhões de dólares, com mais de quatro mil funcionários. Um ano depois de lançar a sua melhor criação – o Macintosh –, Steve Jobs completava trinta anos de idade quando foi, então, despedido da Apple, por divergências internas com a equipe de comando.

Em menos de cinco anos, Jobs fundou a NeXT e, logo depois, a Pixar, o estúdio de animação mais bem-sucedido do planeta, onde idealizou o primeiro desenho animado do mundo feito apenas por computador – Toy Story. Segundo o próprio Jobs, “foi um remédio amargo, mas acho que o paciente precisava dele”. Entrava em cena novamente o seu espírito empreendedor e criativo.

Numa impressionante reviravolta, a Apple comprou a NeXT e, em menos de dez anos, Jobs voltou para a empresa que ele mesmo ajudou a fundar, para alegria dos “applemaníacos” e o bem da companhia. Retornava, dez anos depois, o salvador da pátria, num período difícil para a Apple. O resto é história.

No início do ano eu tive a felicidade de conhecer a sede mundial da Apple, em Cupertino, interior da Califórnia. Para os apaixonados por tecnologia e também por empreendedorismo, difícil não se encantar com a grandiosidade de uma empresa que nasceu na garagem da família de Steve Jobs e se transformou numa das empresas mais inovadoras do mundo.

Apesar de todas as dificuldades pelas quais passou, indiferente ao fato de a Apple ser considerada uma das empresas mais valiosas do mundo, em Cupertino ou em qualquer loja da rede é possível testemunhar o espírito de Jobs e sentir a energia irradiada por quem amou o que fez até o último dia trabalho.

Com a partida de Steve Jobs, o encanto da maçã permanece, mas penso que o seu gosto nunca mais será o mesmo.

Pense nisso e empreenda!

De acordo com muitos analistas de mercado norteamericanos, Steve Jobs pode ser considerado um dos maiores empreendedores de todos os tempos, ao lado de figuras ilustres como Thomas Edison (GE), Henry Ford, Thomas Whatson (IBM) e William McKnight (3M), pioneiros do empreendedorismo nos Estados Unidos.

Falecido em 05 de outubro último, Jobs saiu da vida para entrar na história como uma personalidade incomum, digna de reconhecimento e veneração nos quatro cantos da Terra, não apenas em função do seu gênio criativo, despertado aos dezesseis anos de idade, mas devido ao seu completo desprendimento das coisas materiais.

Para quem se considerava “um sujeito que provavelmente teria sido apenas um poeta semitalentoso do Quartier Latin, mas meio que se desviou do caminho”, pode-se dizer que a história premiou o talento, a persistência e a vontade de superar os mais indignos obstáculos.

Ao desistir da escola, para evitar o sacrifício financeiro dos pais adotivos, Jobs começou a participar de palestras sobre produtos eletrônicos da HP, onde encontrou Stephen Wozniak, egresso da Universidade da Califórnia. Wozniak era um jovem gênio da engenharia que gostava de inventar dispositivos eletrônicos.

Com a aproximação, Jobs e Wosniak também compareciam regularmente às reuniões do Homebrew Computer Club (Clube do Computador feito em Casa). Os associados eram na maioria tecnófilos, interessados em diodos, transistores e ainda nos dispositivos eletrônicos que poderiam construir com isto.

Jobs era diferente, segundo Daniel Goleman, PhD. Ele sabia avaliar o estilo, a utilidade e a capacidade de colocação dos produtos no mercado. Com o tempo, Jobs convenceu Wozniak a trabalharem juntos para a concepção de um computador pessoal. Nasceu assim o Apple I, projetado no quarto de Steve Jobs e com o protótipo construído na garagem da casa de seus pais.

Ao seguir os conselhos de um executivo aposentado da Intel, Jobs e Wozniak fundaram sua própria empresa. Para viabilizar o projeto, ambos venderam os seus bens mais preciosos na época, uma Kombi VW de Jobs e a calculadora HP de Wozniak. Com os US$ 1300 arrecadados, ambos iniciaram oficialmente a Apple. Jobs, aos vinte anos de idade, e Wozniak, aos vinte e seis.

Em menos de dez anos, a Apple havia deixado de ser apenas dois sócios numa garagem para se tornar uma empresa de dois bilhões de dólares, com mais de quatro mil funcionários. Um ano depois de lançar a sua melhor criação – o Macintosh –, Steve Jobs completava trinta anos de idade quando foi, então, despedido da Apple, por divergências internas com a equipe de comando.

Em menos de cinco anos, Jobs fundou a NeXT e, logo depois, a Pixar, o estúdio de animação mais bem-sucedido do planeta, onde idealizou o primeiro desenho animado do mundo feito apenas por computador – Toy Story. Segundo o próprio Jobs, “foi um remédio amargo, mas acho que o paciente precisava dele”. Entrava em cena novamente o seu espírito empreendedor e criativo.

Numa impressionante reviravolta, a Apple comprou a NeXT e, em menos de dez anos, Jobs voltou para a empresa que ele mesmo ajudou a fundar, para alegria dos “applemaníacos” e o bem da companhia. Retornava, dez anos depois, o salvador da pátria, num período difícil para a Apple. O resto é história.

No início do ano eu tive a felicidade de conhecer a sede mundial da Apple, em Cupertino, interior da Califórnia. Para os apaixonados por tecnologia e também por empreendedorismo, difícil não se encantar com a grandiosidade de uma empresa que nasceu na garagem da família de Steve Jobs e se transformou numa das empresas mais inovadoras do mundo.

Apesar de todas as dificuldades pelas quais passou, indiferente ao fato de a Apple ser considerada uma das empresas mais valiosas do mundo, em Cupertino ou em qualquer loja da rede é possível testemunhar o espírito de Jobs e sentir a energia irradiada por quem amou o que fez até o último dia trabalho.

Com a partida de Steve Jobs, o encanto da maçã permanece, mas penso que o seu gosto nunca mais será o mesmo.



Pense nisso e empreenda!


Jerônimo Mendes  |  Publicado em: 16/07/201, no site: www.qualidadebrasil.com.br

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Maturidade empresarial e profissional



Como leitor adoraria ficar nas imagens de suporte aos textos e não esquentar com nada muito sério. Acho que não existe coisa pior que o exercício de ler, compreender e ainda aprender a usar. Sim, porque não adianta nada incorporar idéias sem saber adaptá-las em importância para a formação adequada de cada situação. É duro ter que pensar, mas isso é o que chamamos de evolução para a formação da personalidade do teu negócio, seja qual for.

As regras são especificas e por isso o grande dilema dos investimentos está no conseguir adequar e formar gente transformando-as em capital humano. Podemos copiar quase tudo, mas sempre ficaremos pela formação de um equilíbrio para que as pessoas reconheçam e acreditem que o desafio das suas vidas depende do gosto pelo meio por onde articulam as profissões e negócios.

Você pode importar toda uma equipe que deu certo, mas nunca terá êxito em transferir a personalidade do negócio que a formou, pois essa construção é resultado da integração entre o negocio, o comando, colaboradores e as variáveis que integraram o sucesso no tempo em que se formou. Cada cultura é resultado de uma gestão que se equilibra quando todos enxergam que o mesmo sol pode satisfazer a todos, aonde o menos favorecido perceba a existência de caminhos para seu deslocamento.

Todo inicio tem como base histórias reais, mas o encontro da forma vem da maturidade e disposição de ultrapassar os limites da cópia, e isso acontece quando repetidamente nos empenhamos em usar e rever métodos, até que entre o vai e o vem conquistemos formulas próprias para encurtar os caminhos.

O nível de comprometimento dos negócios tem tudo a ver com a capacidade do como acomodamos o ambiente para se envolva com as decisões. Como executivo odiava quando sentava em alguma reunião sem o conhecimento total da sua origem, ou mesmo quando só cumpria a tabela, sem poder participar. As pessoas sempre buscam importância para justificar as vidas, ninguém gosta de se sentir figurante. A frase é saber delegar participativamente, construindo junto para que o entendimento seja singular e assim obter melhores respostas quando do desenvolvimento e uso das novidades. O resto é a evolução e identificação ao necessário, ou seja, quando um caminho vai ficando claro todas as suas relações evoluem para a sinergia, fazendo com que sua procura tenha mais freqüência, precisão e clareza diante dos fatores que justificaram a busca.

Os erros ocorrem quando achamos que tudo que nós cerca deve ser chamado de cliente, esquecendo que por trás deles temos a parte gente e suas variações de sonhos, objetivos, atitudes e percepções.

A grande equação dos negócios é saber que ninguém pode ser igual, e por isso o melhor é aprender a usar o que cada um tem de melhor para contribuir na composição de algo mais completo e seguro, fazendo com que não sejamos vitimas de trocas súbitas quando do primeiro problema, e em muitas vezes pelo fato de apresentarmos uma única solução.

Quando definirmos o conceito de clientes, não devemos esquecer seus nomes, abandonar a espontaneidade, adotar políticas somente por estatísticas, virtualizar acomodando seus processos ou transformar seu grupo em confortáveis maquininhas de digitação.


Sérgio Dal Sasso  |  Publicado em: 02/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Livre-se das Pessoas Tóxicas



Aproveitando a chegada da sexta-feira, pense em quem te incomodou nesta semana... Quem você conhece que não vale a pena nem ficar perto? Algumas pessoas incomodam pela simples presença. Quando entram na sala, parece que produtividade cai, todo mundo se desconcentra e as tarefas mais simples acabam não saindo direito.

São Pessoas Tóxicas. Além de sugar toda a boa energia trazida pela oxigenação do ambiente, parece exalam só gás carbônico, ou até veneno mesmo! Vampirizam toda a equipe e afetam o clima organizacional de forma incisiva.
Saber lidar com pessoas tóxicas é importante porque nem sempre podemos evitá-las. Muitas vezes, não basta ignorá-las ou deixar de incluí-las nas equipes de trabalho. E pior, há ocasiões em que somos obrigados a conviver com elas.

Falar com elas nem sempre adianta. O comportamento padrão é o "desculpista", ou seja, para tudo tem uma justificativa, que obviamente, passa longe de sua responsabilidade. Além disso, são pessimistas e tendem a espalhar o sentimento de que nada vai dar certo, ou porque faltará tempo ou condições.
Também são carentes de iniciativa, incapazes de propor uma solução melhor ou pior. Somente apontam erros, que nem sempre são coerentes, mas nem sob pressão propõem novas ideias.

A melhor maneira de lidar com o problema é ter consciência de quem são estas pessoas e procurar não ser afetado pelo seu comportamento negativo, em primeiro lugar. Depois, o tanto quanto possível, é necessário blindar o restante da equipe, porque dependendo do grau de toxicidade que ela exala, a contaminação pode ser rápida.
De uma hora pra outra, sem nem se entender direito o porquê, todos ficam desmotivados, desorganizados e desunidos.

Identifique na sua equipe se há pessoas tóxicas. Se puder, elimine-as. Se não puder, use sua máscara de oxigênio e prepare-se para proteger também o restante das pessoas que trabalham com você.


Mariana Arantes  |  Publicado em: 20/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Inovar, criar



Assisti uma palestra sobre inovação, sobre criar, sobre fazer as pessoas terem ideias. Para termos inovação precisamos ter uma pessoa e um ambiente que ajude essa pessoa a dar a ideia. Temos várias empresas com diversos programas como o "programa gênio", o "programa boa ideia", etc. Mas percebemos que a maioria é focada nos processos produtivos. Dificilmente vemos engenheiros, supervisores, gerentes, diretores, participando desses programas. O foco são ideias operacionais, de produtividade, de melhoria dos processos produtivos. E ideias de sustentabilidade? Não falo apenas sustentabilidade ambiental, mas também sustentabilidade do negócio, ideias estratégicas. A cultura de inovação tem de permear toda a organização, esta deve criar um ambiente de ideias, de facilitar que todos possam criar. Quando escutamos uma ideia adicionamos a ela o nosso conhecimento e ela vai tendo maior valor agregado. Porque não criar um prêmio "inovar" para a empresa, mesmo que ela tenha programa gênio, boa ideia, etc. todas as ideias que levam a sustentabilidade, a aumentar a competitividade, devem ser premiadas e, portanto, incentivadas. Outra coisa que eu tanto batalho, porque não fechar convênios com universidades. Temos os melhores alunos querendo aplicar na prática o que estão aprendendo na universidade e temos a empresa com demanda para criação. Sem custos mais altos, a organização pode aproveitar e a universidade pode ter o melhor laboratório de pesquisa, a empresa. Bom para ambos. Todos sabemos que o "know-how" é a base de uma empresa e que este está na cabeça das pessoas. Na empresa o que não falta são pessoas querendo criar, mostrar que são uteis, que podem ajudar na inovação. Agora imaginem aliar essas pessoas e suas ideias aos melhores alunos de uma universidade com toda a teoria fresca na cabeça e a vontade de aparecer para o mercado. Como será enorme a criação, a inovação?

Assisti uma palestra sobre inovação, sobre criar, sobre fazer as pessoas terem ideias. Para termos inovação precisamos ter uma pessoa e um ambiente que ajude essa pessoa a dar a ideia. Temos várias empresas com diversos programas como o programa gênio, o programa boa ideia, etc.

Mas percebemos que a maioria é focada nos processos produtivos. Dificilmente vemos engenheiros, supervisores, gerentes, diretores, participando desses programas. O foco são ideias operacionais, de produtividade, de melhoria dos processos produtivos.

E ideias de sustentabilidade? Não falo apenas sustentabilidade ambiental, mas também sustentabilidade do negócio, ideias estratégicas. A cultura de inovação tem de permear toda a organização, esta deve criar um ambiente de ideias, de facilitar que todos possam criar.

Quando escutamos uma ideia adicionamos a ela o nosso conhecimento e ela vai tendo maior valor agregado. Porque não criar um prêmio inovar para a empresa, mesmo que ela tenha programa gênio, boa ideia, etc. todas as ideias que levam a sustentabilidade, a aumentar a competitividade, devem ser premiadas e, portanto, incentivadas.

Outra coisa que eu tanto batalho, porque não fechar convênios com universidades. Temos os melhores alunos querendo aplicar na prática o que estão aprendendo na universidade e temos a empresa com demanda para criação.

Sem custos mais altos, a organização pode aproveitar e a universidade pode ter o melhor laboratório de pesquisa, a empresa. Bom para ambos. Todos sabemos que o know-how é a base de uma empresa e que este está na cabeça das pessoas.

Na empresa o que não falta são pessoas querendo criar, mostrar que são uteis, que podem ajudar na inovação.

Agora imaginem aliar essas pessoas e suas ideias aos melhores alunos de uma universidade com toda a teoria fresca na cabeça e a vontade de aparecer para o mercado. Como será enorme a criação, a inovação?


Carlos F.S. Lagarinhos  |  Publicado em: 17/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

domingo, 9 de setembro de 2012

Estratégia Desde Sempre


Por Que Muitas Fusões e Aquisições Não Dão Certo? A Culpa é da Cultura Organizacional? O Que Alexandre o Grande Pode Nos Ensinar?

Analisando mais profundamente as estratégias de fusões e aquisições de várias empresas percebemos que essas organizações raramente vão mal devido ao marketing praticado por ela ou à sua maneira de produzir – ou até mesmo às suas finanças. De modo geral, seus líderes não conseguem enxergar o quanto as empresas adquiridas – ou fundidas – são completamente distintas de suas organizações e, muitas vezes, obrigam-nas a se “alinhar” aos seus padrões.

Dessa forma, temos observado que muitas aquisições e incorporações não funcionam como o planejado e algumas empresas até acabam quebrando completamente, pois uma organização pode ser dirigida pela pesquisa e a outra pelo marketing. Ou uma pode ser inflexível e burocrática, ao passo que a outra se mostra informal e espontânea. Porém, mesmo que haja uma combinação quase perfeita os efeitos psíquicos desses casamentos arranjados podem ser brutais.

Observando a história da humanidade constatamos que Alexandre “O Grande” foi um dos melhor assimilou as incorporações, pois em 334 AC ele iniciou sua expedição contra a rica Pérsia e, bom planejador que era, Alexandre deixou a Macedônia – sua cidade natal – não apenas com um grande exército, mas também topógrafos, engenheiros, arquitetos, cientistas e com oficiais da corte e historiadores.

Conquistou a Ásia Menor, assaltou Tiro, foi recepcionado no Egito como o libertador e ali fundou Alexandria. Tomou a Babilônia e foi considerado o “Senhor da Ásia”. Em menos de 10 anos, Alexandre tornou-se soberano da metade do mundo conhecido, conseguindo conservar unido o império, menos pelo uso da força do que por meio de uma astuta política de assimilação. Os territórios persas “recém-adquiridos” não foram obrigados a se “alinhar”; ao contrário, viram-se encorajados a conservar sua estrutura administrativa e cultural.

Aristóteles ensinou a Alexandre que somente os gregos eram homens livres e os demais poderiam ser escravizados. Mas, Alexandre discordou porque ele admirava a habilidade organizacional dos persas. E em vez de exercer seu poder sobre eles preferiu governar com eles, insistindo para que seus líderes adotassem os costumes locais. E deu maior exemplo ao vestir-se com as roupas típicas nativas, pois, isso era apenas parte de sua tática.

A esclarecida estratégia de Alexandre para aquisições e fusões significava que esses novos territórios poderiam manter aquilo que lhes era mais caro: - sua cultura e sua identidade separadas. As fusões de culturas organizacionais tão diferentes é tão importante hoje em dia quanto era há 2000 anos. Sendo assim, harmonizá-las numa fusão é muito mais importante que consolidar balanços financeiros e combinar instalações industriais.

A biografia de Plutarco sobre Alexandre, o Grande, lembra que é preciso tomar cuidado ao se provocar a assimilação de diferentes culturas numa fusão. Se a combinação não ocorre, as tensões resultantes impedem as sinergias (economias de escala, transferência de tecnologia, pesquisas mais eficientes, etc.)

O senso comum diz que uma das coisas que separa os bons administradores dos simples competidores é a habilidade de tomar decisões rápidas e agir com presteza. É a mitologia da liderança que celebra o caminho mais rápido em tudo, implorando que os líderes pensem, decidam e ajam rapidamente.


Julio Cesar S. Santos  |  Publicado em: 07/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

sábado, 8 de setembro de 2012

Diálogo ou Feedback?



A comunicação é a base para a existência humana. Por isso, reflita sobre as seguintes questões:

    Quantas vezes você teve vontade de dizer o que pensa, mas acabou não falando?
    Quando alguém faz ou fala algo que você não gosta, você comenta abertamente com ela?
    Quantas vezes, você fez o trabalho que em princípio deveria ser realizado por outra pessoa?
    Quantas vezes você se sentiu desconfortável para pedir ajuda a alguém? E fazer uma crítica?

Bem, estas e diversas outras situações que acontecem em nosso cotidiano estão relacionadas a nossas atitudes e comunicação. E a comunicação tem papel fundamental na vida de qualquer pessoa, pois é diretamente responsável por nossa sobrevivência.

Somos essencialmente seres sociais e, portanto, através da comunicação nos relacionamos, expressamos nossos sentimentos, vontades, carências, necessidades.

Nas organizações as falhas na comunicação continuam sendo os maiores problemas para administração dos negócios. Todas as relações dependem deste processo comunicatório. Mas o fato é que a maioria das pessoas não sabem se comunicar de forma adequada.

Hoje está na moda o “feedback”. Tem gente que nem sabe direito o que é, mas tem orgulho de dizer que faz “feedback” diariamente com sua equipe. Feedback é uma técnica muito eficaz de gerenciamento, mas tem suas regras. Quando é mal aplicado torna-se um desmotivador poderoso. Porém, as pessoas se esquecem que existe uma forma muito mais simples de comunicação: o diálogo.

O diálogo é aquela forma antiga de conversar com as pessoas, sem compromisso, sem regras, sem formalismo, sem avaliações. Esse sim, pode e deve ser aplicado diariamente.

Comece agora. Converse com as pessoas próximas emitindo suas opiniões a respeito do que acontece no dia-a-dia. Fale, sem medo, do que gosta e do que não gosta nas atitudes dos outros. Sem apontar falhas, apenas suas preferências.

Use o “feedback” para gerenciar pessoas. Quando quiser simplesmente se relacionar no trabalho ou na vida social, use o diálogo. Sucesso.


Rogerio Martins  |  Publicado em: 21/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

Empresa familiar – Um pé no céu outro no inferno?



Usando o jargão popular, qualquer que seja a adaptação, este assunto dá um livro.

São inúmeras as razões pelas quais uma ou mais pessoas decidem criar uma empresa familiar.

Você pode estar pensando que uma só pessoa não cria uma empresa familiar, no máximo cria uma empresa!

É verdade, mas por aspectos diversos alguns gestores acabam agregando familiares ao negócio.

Podem convidar as esposas para ajudá-las a coordenar o processo produtivo, controlar as finanças, tratar dos assuntos bancários, fazer as compras, mas também envolver primos, tios, cunhados, sogros, filhos, enfim, aqueles com os quais têm boas relações para auxiliá-lo a tratar dos negócios.

Outros, junto com familiares, reúnem os capitais e criam um negócio, dividindo, conceitualmente, as responsabilidades, os riscos e somando as esperanças.

A questão é saber se são sócios nos negócios e sonhos ou o são por convencimento! Uma pessoa bem sucedida, admirada na família, facilmente convence alguns a segui-la na empreitada.

A idéia de poder trabalhar com os familiares, criando algo juntos, sem limites, podendo conversar, apoiando e recebendo apoio é sensacional. Poder solicitar ajuda, ter a resposta com a maior boa vontade e empenho é colocar um pé no céu.

Agora, atenção!  Pessoas que riem juntas tomando uma cerveja, fazendo um churrasco, frequentando clubes, não importa sua condição econômica, normalmente pouco sabem do humor do futuro sócio. Até o momento só trataram de amenidades.

Ninguém cria um negócio sem esperar lucros, quanto mais rápido o retorno se mostrar necessário, maiores serão as cobranças, as expectativas e os riscos de questionamentos e confrontos.

Conversar com um sócio que não é membro da família sobre seu desempenho é diferente de tratar com um familiar. As chances, no primeiro caso, do assunto ficar restrito à empresa são imensamente que maiores que no segundo.

Nós temos simpatia pelos mais fracos e não é raro toda a família abordar o sócio contestador em busca de maior compreensão e transformar um assunto empresarial normal em uma série de pequenos conflitos.

Uma das questões delicadas em empresas familiares é simpatia ou não por um determinado funcionário, quer seja ele competente ou não. Existe uma tendência muito grande na família de pessoas se influenciarem.

João aprecia o trabalho de seu funcionário Joaquim, mas Pedro pouco sabe de seu desempenho e por algumas razões não tem simpatia por este. Para azar de Joaquim, João ouve muito as observações de Pedro e é altamente influenciado por este.

A carreira e o futuro de Joaquim na empresa têm grandes chances de não irem muito longe.

Podemos encontrar situações extremamente complicadas, onde um dos sócios, majoritário ou não, é o patriarca. Pessoa de difícil relacionamento que está ressentida com a perda de poder devido ao crescimento profissional dos filhos.

Como não pode e não quer deixar a sociedade, resolve questionar o desempenho de todos que não são seus subordinados, enfraquecendo o comando dos filhos, também acionistas. Sempre nas reuniões familiares torna um deles objeto de contestação.

Um dia, por unanimidade, os filhos resolvem defender um dos funcionários, Antonio, que bem conhecem, dedicado, pronto para qualquer projeto, despertando a ira do patriarca.

No dia seguinte, depois de muita relutância e negociação, Antonio é comunicado a fazer as malas e deixar a empresa.

Para Antonio o drama se encerra, vai ao mercado e se recoloca, os que ficaram enfrentarão algumas dificuldades para continuar o trabalho que este fazia com competência.

Qualquer contestação é rapidamente rebatida: ninguém é insubstituível. É  verdade, assim como todos os cogumelos são comestíveis. Alguns, uma vez só!

Uma coisa é certa: é impossível ficar com um pé em cada lado, uma hora terão que ser colocados juntos.

Aquele que tiver colocado os pés no céu parabéns, fantástico, trabalhe duro para que assim se mantenha, aquele que ainda não se decidiu, como disse Dante Alighieri na Divina Comédia: “Deixai toda esperança , ó vós que entrais” , Inferno , Canto III, 9 , portanto reflita bem, a decisão é sua , você é soberano .

Ter uma empresa, sem sócios, não envolver os familiares, é uma alternativa, pode evitar uma série de desentendimentos, mas também é bom lembrar que é como morar sozinho: é sempre sua vez de lavar a louça.


Ivan Postigo  |  Publicado em: 16/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Empreendedor Saiba Defender os Preços de Seus Produtos



Por Que é Importante Saber Sobre as Características e os Benefícios de Um Produto? Por Que Muitos Vendedores Só Vendem se o Preço For Baixo?

Muitos empreendedores mal orientados ainda acreditam que o preço de suas mercadorias é o único recurso para estimular suas vendas e, por isso mesmo, eles acabam perdendo o foco daquilo que realmente deveria ser valorizado num relacionamento comercial – a relação custo / benefício.

Isto fica ainda mais claro quando observamos o Departamento de Vendas ou Marketing de alguns empreendimentos e percebemos que eles se tornaram escravos do preço de seus produtos (ou serviços). Nenhuma nova idéia surge a não ser o fato de que é preciso reduzir os preços e os argumentos usados para justificar a falta de vendas são, na maioria das vezes, relacionados ao preço.

O resultado desta crença é a falta de motivação, de persistência e principalmente a ausência de entusiasmo para defender o preço dos produtos (ou serviços), ingredientes essenciais para o sucesso de quem atua na área de vendas. Para reverter este quadro, é necessário um grande esforço na formação ou na reciclagem do Departamento de Vendas, pois eles precisam entender que cada uma das características do produto (ou do serviço) tem vários benefícios.

Dessa forma, cabe à empresa fazer com que sua equipe de Vendas e de Marketing estude o que está sendo vendido, a fim de identificar as características dos produtos e os benefícios que eles podem oferecer aos consumidores. Sendo assim, veremos abaixo algumas dicas para os empreendedores defenderem os preços de seus produtos ou serviços:

    Faça um levantamento das vendas nos últimos seis meses (por exemplo), pesquisando informações como o valor vendido em cada mês, quanto foi vendido até o dia 20, quanto foi vendido entre o dia 20 e 30, qual o desconto médio até o dia 20 e após.
    Reúna a Gerência e a Supervisão e apresente os resultados da sua pesquisa, pedindo os comentários individuais. Pergunte como poderiam mudar o quadro atual e estabeleça com eles as estratégias que devem seguir. Elabore com eles um Plano de Ação baseado nas sugestões apresentadas, buscando o comprometimento de todos para a implantação do plano de ação.
    Estabeleça com os Gerentes e a Supervisão a maneira de acompanhamento do Plano de Ação, informando-os sobre o que você espera deles. Pergunte qual o tipo de apoio que eles precisam para colocarem em prática o Plano de Ação e traga para você a responsabilidade desta estratégia.
    Marque uma reunião com todas as pessoas de Marketing e Vendas e entregue a eles o material impresso sobre os benefícios dos produtos e serviços. Esclareça a tarefa da equipe de Marketing dentro deste novo desafio Esclareça as novas tarefas da equipe de Vendas a partir desta reunião e diga o que você quer que eles façam.
    Faça um Plano de Monitoramento da Implantação, marcando encontros semanais com as Gerências para saber sobre os avanços e as dificuldades encontradas. Continue dando apoio irrestrito aos Gerentes e ajude-os a superar algumas barreiras. Esteja preparado para agir com convicção.



Julio Cesar S. Santos  |  Publicado em: 02/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Discussão no trabalho?



Quem já estudou a biografia de Churchill sabe que ele era campeão em dar alfinetadas. Transcrevo uma que achei engraçada e muito malvada de “ambas” as partes:
Convite de Bernard Shaw, enviado para Winston Churchill:
"Tenho o prazer e a honra de convidar o digno primeiro-ministro para a primeira apresentação de minha peça Pigmaleão. Venha e traga um amigo, se tiver." B. Sahw.
Resposta de Churchill:
"Agradeço ao ilustre escritor pelo honroso convite. Infelizmente, não poderei comparecer à primeira apresentação. Irei à segunda, se houver." W. Churchill.
Três lições que quero compartilhar com você:
BOCA: precisamos entender a diferença entre diálogo e discussão. Churchill e Bernard Shaw estavam discutindo, pois ambos estavam, sarcasticamente, tentando mostrar o seu ponto de vista. Nesse contexto, nunca iriam chegar a lugar algum. Pelo contrário, só trariam mais mágoas e ressentimentos. Quando dialogamos, buscamos entender o que o outro quer nos dizer.
CORAÇÃO: uma das primeiras coisas que fazemos ao perder a razão é gritar. E você sabe por que se grita quando se está bravo? É porque, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância, precisam gritar. Você já observou um casal de namorados quando estão apaixonadas? Eles não gritam, falam suavemente, às vezes nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas trocam olhares.
CORPO: quantas vezes vimos pessoas brigarem e depois explodirem de dor de cabeça? Tem gente que quando discute sua frio, transpira. Então, lá vai uma dica valiosa, observe o seu corpo. Se o seu físico alterou, então abaixe seu tom de voz ou peça um tempo para tomar um copo d’água e por sua cabeça no lugar.

Quem já estudou a biografia de Churchill sabe que ele era campeão em dar alfinetadas. Transcrevo uma que achei engraçada e muito malvada de “ambas” as partes:

Convite de Bernard Shaw, enviado para Winston Churchill: Tenho o prazer e a honra de convidar o digno primeiro-ministro para a primeira apresentação de minha peça Pigmaleão.

Venha e traga um amigo, se tiver. B. Sahw.

Resposta de Churchill: Agradeço ao ilustre escritor pelo honroso convite. Infelizmente, não poderei comparecer à primeira apresentação. Irei à segunda, se houver. W. Churchill.

Três lições que quero compartilhar com você:

BOCA: precisamos entender a diferença entre diálogo e discussão.

Churchill e Bernard Shaw estavam discutindo, pois ambos estavam, sarcasticamente, tentando mostrar o seu ponto de vista. Nesse contexto, nunca iriam chegar a lugar algum. Pelo contrário, só trariam mais mágoas e ressentimentos.

Quando dialogamos, buscamos entender o que o outro quer nos dizer.

CORAÇÃO: uma das primeiras coisas que fazemos ao perder a razão é gritar. E você sabe por que se grita quando se está bravo? É porque, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância, precisam gritar.

Você já observou um casal de namorados quando estão apaixonadas? Eles não gritam, falam suavemente, às vezes nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas trocam olhares.

CORPO: quantas vezes vimos pessoas brigarem e depois explodirem de dor de cabeça? Tem gente que quando discute sua frio, transpira.

Então, lá vai uma dica valiosa, observe o seu corpo. Se o seu físico alterou, então abaixe seu tom de voz ou peça um tempo para tomar um copo d’água e por sua cabeça no no lugar.


Prof. Menegatti  |  Publicado em: 17/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

[Departamento as quintas] Reuniões: dicas de produtividade


Talvez uma das maiores dificuldades em qualquer empresa seja o número de reuniões. Muitos CEO chegam a afirmar que passam mais tempo em reuniões do que trabalhando efetivamente.

Seriam as reuniões o grande problema da advocacia corporativa?
Talvez, se não forem bem conduzidas. A revista Exame dá dicas práticas para a chamada reunião perfeita:
A reunião perfeita...
... tem objetivo definido. se todo mundo que participa já chega sabendo o objetivo da reunião, será mais fácil sair da sala com um resultado.
... tem até seis pessoas. Todas indispensáveis. quanto menor o grupo, melhor. o ideal é reunir só os líderes, as pessoas que podem participar da decisão, diz ana lúcia serra. joyce baena completa: seis participantes é o máximo para que a reunião seja eficiente.
... acontece em uma sala fechada. lugares descontraídos podem ser ótimos para os processos criativos, mas, na hora de tomar decisões, é importante que todo mundo esteja bem focado.
... é marcada para segunda-feira. a proximidade com o fim de semana deixa as pessoas com a cabeça em outras coisas, diz joyce baena. começar a semana com reunião permite dar andamento às decisões tomadas naquela semana.
... dura das 10h30 às 11h30. Reunião eficiente tem hora para começar e acabar — e precisa ser respeitada. O atraso pode ser de, no máximo, cinco minutos, diz Beatriz Fernandes. A maioria das pessoas se concentra mais de manhã.
... tem pauta predefinida, com tempo estipulado para cada item. Para não estourar o tempo, controle item por item. As pautas das minhas reuniões ficam sempre online para que todos possam ter acesso, diz Beatriz Fernandes. Empresas como Google usam um imenso relógio projetado na parede, mostrando o tempo de cada item da pauta.
... não tem celular nem computador. A capacidade de concentração diminui quando você tem outra opção para se distrair. A empresa americana Adaptive Path faz o que chama de reuniões de topless: todos deixam celulares na porta da sala e os pegam na saída.
Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/gestao-do-tempo-reuniao-sem-drama?page=1
As ideias são muito boas para serem colocadas em prática hoje. Verifique a sua agenda agora e veja qual a sua próxima reunião. Aplique estas dicas imediatamente e sinta os resultados práticos que elas podem proporcionar.
Outra dica importante é o nome que será dado. Reunião tem que ser somente quando for com as pessoas que realmente vão decidir algo. Se for algo informativo, não chame de reunião, chame de apresentação. Veja a dica original:
Um dos motivos para o ódio generalizado às reuniões pode ser o fato de não estarmos usando termos mais precisos para nos referir a outros momentos em que também precisamos convocar o time. Por exemplo, se uma área da companhia precisa apresentar o que faz a outras áreas, então esse encontro não é uma reunião, mas uma apresentação.
A dinâmica é completamente diferente. Numa apresentação, só um grupo expõe e os momentos de interação, com perguntas e comentários, não passamde 10% do tempo total do encontro, diz Joyce Baena, sócia-diretora da empresa La Gracia, especializada em apresentações corporativas.
Saber a diferença entre uma e outra coisa é fundamental, pois permite convocar as pessoas certas. Numa reunião só devem participar quem pode decidir. Já para as apresentações, em que nem todo mundo vai falar, tudo bem envolver um grupo maior. Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/gestao-do-tempo-reuniao-sem-drama?page=3
Enfim,
Com tantas dicas e sugestões, só resta dizer: Mãos a obra!
Divida conosco suas experiências após estas mudanças!

Talvez uma das maiores dificuldades em qualquer empresa seja o número de reuniões. Muitos CEO chegam a afirmar que passam mais tempo em reuniões do que trabalhando efetivamente.

Seriam as reuniões o grande problema da advocacia corporativa?

Talvez, se não forem bem conduzidas. A revista Exame dá dicas práticas para a chamada reunião perfeita:

A reunião perfeita...

... tem objetivo definido. se todo mundo que participa já chega sabendo o objetivo da reunião, será mais fácil sair da sala com um resultado.

... tem até seis pessoas. Todas indispensáveis. quanto menor o grupo, melhor. o ideal é reunir só os líderes, as pessoas que podem participar da decisão, diz ana lúcia serra. joyce baena completa: seis participantes é o máximo para que a reunião seja eficiente.

... acontece em uma sala fechada. lugares descontraídos podem ser ótimos para os processos criativos, mas, na hora de tomar decisões, é importante que todo mundo esteja bem focado.

... é marcada para segunda-feira. a proximidade com o fim de semana deixa as pessoas com a cabeça em outras coisas, diz joyce baena. começar a semana com reunião permite dar andamento às decisões tomadas naquela semana.

... dura das 10h30 às 11h30. Reunião eficiente tem hora para começar e acabar — e precisa ser respeitada. O atraso pode ser de, no máximo, cinco minutos, diz Beatriz Fernandes. A maioria das pessoas se concentra mais de manhã.

... tem pauta predefinida, com tempo estipulado para cada item. Para não estourar o tempo, controle item por item. As pautas das minhas reuniões ficam sempre online para que todos possam ter acesso, diz Beatriz Fernandes. Empresas como Google usam um imenso relógio projetado na parede, mostrando o tempo de cada item da pauta.

... não tem celular nem computador. A capacidade de concentração diminui quando você tem outra opção para se distrair. A empresa americana Adaptive Path faz o que chama de reuniões de topless: todos deixam celulares na porta da sala e os pegam na saída.Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/gestao-do-tempo-reuniao-sem-drama?page=1

As ideias são muito boas para serem colocadas em prática hoje. Verifique a sua agenda agora e veja qual a sua próxima reunião. Aplique estas dicas imediatamente e sinta os resultados práticos que elas podem proporcionar.

Outra dica importante é o nome que será dado. Reunião tem que ser somente quando for com as pessoas que realmente vão decidir algo. Se for algo informativo, não chame de reunião, chame de apresentação. Veja a dica original:

Um dos motivos para o ódio generalizado às reuniões pode ser o fato de não estarmos usando termos mais precisos para nos referir a outros momentos em que também precisamos convocar o time. Por exemplo, se uma área da companhia precisa apresentar o que faz a outras áreas, então esse encontro não é uma reunião, mas uma apresentação.

A dinâmica é completamente diferente. Numa apresentação, só um grupo expõe e os momentos de interação, com perguntas e comentários, não passamde 10% do tempo total do encontro, diz Joyce Baena, sócia-diretora da empresa La Gracia, especializada em apresentações corporativas.

Saber a diferença entre uma e outra coisa é fundamental, pois permite convocar as pessoas certas. Numa reunião só devem participar quem pode decidir. Já para as apresentações, em que nem todo mundo vai falar, tudo bem envolver um grupo maior.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/gestao-do-tempo-reuniao-sem-drama?page=3

Enfim,

Com tantas dicas e sugestões, só resta dizer: Mãos a obra!

Divida conosco suas experiências após estas mudanças!


Gustavo Rocha  |  Publicado em: 17/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Demitir,mas com decência


Pergunte a um líder qual o papel que ele não gosta de desempenhar?

Você terá em 90% dos casos a seguinte resposta?

- Ter que demitir alguém.

Sim de fato, muitos líderes protelam,delegam essa tarefa, e evitam ao máximo ter que desempenhar um papel que é seu.

Mas para que o processo de demissão seja digno, ético, preocupado com o ser humano e por pior que esta situação seja para ambos os envolvidos, e até para que você tenha menos problemas com ações trabalhistas, é preciso demitir com DECÊNCIA E ÉTICA.

Mas e o que significa isso?

Então vamos a alguns passos para que você seja um Líder que tem processos e gestão baseado em princípios e valores humanos e éticos:

    Comunique: sempre oriente a sua equipe sobre  visão, missão e valores da sua empresa. Onde pretende chegar com suas ações.O que você quer para o seu negócio, seus clientes e sua equipe. Não deixe que eles naveguem no escuro sem saber para onde estão indo. Deixe bem clara as regras.
    Feedback: se possível, semanalmente, informando sobre resultados alcançados e esperados, construindo juntos novos comportamentos e atitudes, se necessário.
    Seja parceiro: quem contratou foi você , portanto, ofereça ajuda, oriente , acompanhe de perto, dê treinamentos sempre que necessário .
    Prazo: deixe claro os prazos que você oferece para ocorrer a mudança do comportamento, atitude ou resultado esperados. Combine prazos de mudanças em até 15 dias , se possível, e volte a ter uma nova conversa. Não deixe o problema se arrastar por meses ou anos, você deve ter no máximo 3 dessas conversas de alinhamento, a terceira deve ser a última.
    Consequencias: deixe claro quais as consequências para o não cumprimento do acordado entre vocês.

Em hipótese alguma usar as estratégias abaixo:

    Dar férias ao seu colaborador que você pretende demitir , apenas para ganhar tempo financeiro para o pagamento da rescisão .Isso gera pânico e desconforto na sua equipe que passa a ter medo de tirar férias, além de quebrar qualquer relação de confiança.
     Mudar de setor, de atividade , de departamento ou unidade de trabalho, ou melhor “ empurrar “ a decisão para a frente e pra outro ,sem nada fazer
    “Colocar no freezer”, isto é, deixar de avisar, comunicar, solicitar a opinião ou excluir essa pessoa em eventos e reuniões, praticamente excluir a pessoa de qualquer situação.
    Mandar email demitindo
    Pedir que outra pessoa realize a demissão por você ou mandar  direto ao depto Pessoal.
    Demitir antes de Natal, feriados, no final do dia de sexta feira.
    Conversar e comentar  com outras pessoas sobre a demissão. antes ou depois de ter demitido.

Como demitir com decência?

Separe pelo menos meia hora para um bate papo com a pessoa que será desligada e deve ser em particular em uma sala e esteja preparado (a) para manifestações emocionais. Escute, deixe-o falar e desabafar.

Seja educado, não seja prolixo, deixe bem clara a razão para a demissão e tenha dados mensuráveis para apoiar a sua decisão.Com certeza se você seguiu os passos éticos, esta conversa não será surpresa e seu colaborador já saberá as razões.

Tenha a documentação de seus colaboradores sempre em ordem e deixe claro , nessa reunião quais as verbas a receber e quando.

Após a demissão, comunique sua equipe e informe quem o irá substituir ( se for o caso) e quando. Não precisa informar as razões da demissão Peça indicações de candidatos a vaga, a seus colaboradores.

Bem, se você seguir todas as dicas deste artigo tenho certeza de que o seu colaborador irá se esforçar para mudar e atingir novos resultados, mas ele mesmo, na terceira conversa que vocês tiverem já saberá que o prazo em sua empresa chegou ao fim e que ele pode ser a pessoa certa no lugar errado e assim , sua saída será tranquila e sem problemas e mágoas entre ninguém .

As portas ficam abertas para que essa pessoa possa pedir referências e se um dia conseguir mudar o comportamento que o prejudicou, poderá voltar.

Importante salientar que muitas pessoas pensam que são demitidas por questões de conhecimento técnico, mas na realidade, 87 % são demitidas por problemas de comportamento ( fonte Gallup).

Desejo sucesso e justiça em suas ações .


Marynes Pereira  |  Publicado em: 16/08/2012,  no site: www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Consultor Sherlock



Elementar, caro Watson!

Essa a  a conhecida  frase do mais famoso  dos  detetives – o célebre Sherlock  Holmes. Com um detalhe: elementar para ele que,   com sua argúcia, despertava  a atenção dos outros para o fato.   Pois Holmes-  na imaginação do grande ficcionista  Sir Conan Doyle- ,  era antes de tudo, um detalhista,  garimpando o inusitado, o fora de série e  do esperado, por vezes o exótico e diferente  da norma- algo que   não se encaixava na explicação usual ou, até pelo contrário, reforçava com originalidade o  que vinha sendo observado, diagnosticando as causas, detectava o fiapo que ninguém via e desenrolava o novelo que ninguém entendia. Era raro, mesmo …

Ora,  todo Consultor tem um pouco de  Sherlock.  Ao contatar seu Cliente, sua promessa inicial  é a de que ele possa ajudá-lo a  resolver determinado problema- já detectado-,  ou até ao contrário, um que  ninguém até hoje sabe que existe,  por ignorância , complacência ou interesse pessoal…   Com isso, o  Consultor é até um agente provocador, quase um criador de caso, que aponta e destaca um ponto ou aspecto  novo na realidade do Cliente, deslocando-o de sua privilegiada zona de segurança ou de errônea expectativa.

Mas como fazia o nosso Holmes?

Efetivamente ele fazia muito mais que isso. Embora aplicasse  o  instrumental de laboratório- o já disponível aos finais do Sec XIX- , no exame  e elucidação  dos crimes investigados, ele de fato, antes de tudo e qualquer conclusão, apontava suas lentes somente após uma visão geral das  circunstâncias da situação. Ou seja, ele  só  apontava sua lupa após definir- sabe-se lá bem  como!-, para  onde fazê-lo, o   porque, o  como e quando  utilizá-la,  com oportunidade e eficiência  no exame das peças observadas .

Ou seja, ele era, de fato um magnífico  exemplo de um obsecado pela razão, a aplicar seu hemisfério esquerdo com disciplina e  perícia, mas só o fazia após recorrer aos ditames do seu lado criativo- seu  hemisfério direito- integrando-os inteligentemente, confirmando o que seu fiel amigo e secretário Dr. Watson denunciava  afirmando que  por detrás da máscara gelada do investigador- consultor descobria-se uma  intuição espontânea e inexplicável, aliada a  uma emoção  misericordiosa e compadecida pela humanidade escrutinizada.

Mais ainda, e para estimular sua  vertente  lúdica, imaginosa e criativa, ele ainda praticava artes marciais- era bom no boxe, esgrima, luta com bengala e a savate-, não  largava seu cachimbo- como dizia, seu instrumento para esclarecer a mente- ,  consumia cocaína regularmente (Oops! ) e se refugiava, altas horas da noite, lá no seu canto, a tocar seu violino- até muito bem afinado. Fascinante, não?

Claro,  um bom Consultor não precisa fazer e ser tudo isso. Mas sempre deve tomar o cuidado de- como o Holmes-,  e antes de mais nada,  expor, examinar e definir   qual é o problema ( situação atual a ser mudada), com  mente desarmada atenta e curiosa , observando o detalhe-, como ele o fazia-   destacando o que passava  desapercebido de todos à procura das circunstâncias e  limites do examinado. Detectar o fiapo que ninguém vê e daí desenrolar o novelo que só então se entende o quanto é importante experiência e a dedicação exclusiva ao pensar como investigador, consultor.



Pois é bem nessa fase preliminar- antes de mais nada-, que o  Consultor deve desenvolver  essa abordagem descompromissada e, enquanto   fuma seu cachimbo,  ir-se perguntando coisas como as que se seguem, desenhando  o cenário  onde se desempenha  o roteiro- drama ou comédia?-,  do Cliente. Por exemplo, nessa avant-première, irmos perguntando, entre outras coisas:

    Afinal, do que se  queixam os Clientes?  Quais são as insatisfações observadas? O que é causa e o que é consequência?
    Quais os benefícios ou redução de malefícios poderiam ser perseguidas, com as eventuais mudanças?
    Que pequenos problemas de agora podem se tornar relevantes mais adiante?
    Como melhorar,  a qualidade de nossa Consultoria, agregando valor para a Clientela?
    O que a competição está fazendo que poderíamos fazer, até melhor?
    O que irrita/frustra o Cliente, seu pessoal da administração, produção e/ou vendas?
    O Cliente  cumpre o programado? Seu planejamento é atualizado com a frequência desejável?
    Como vão suas comunicações?  Todos sabem os resultados, o que cada um faz e aquilo que pode ajudar ou, pelo menos, deixar de prejudicar?
    Caso o Cliente deixasse de existir que diferença faria? Para quem?
    Qual a vantagem competitiva da empresa-cliente? Por que preferem fazer negócio com ele ?

Finalmente, e talvez  mais importante,   incluir nisso tudo a dimensão Tempo. Ou seja, quais poderiam ser agora as respostas se deslocássemos as mesmas  perguntas  para um futuro próximo ou longínquo? Quais seriam então as suas possíveis  projeções, quais as tendências,   as oportunidades e as ameaças ao Cliente? Porque , afinal, mesmo  o Presente já é Passado- quando se o examina -,  e  só o  Futuro realmente interessa …

Com isso, investigada preliminarmente a realidade, só agora o nosso Consultor  – igual ao nosso Holmes- pode  descansar, preencher seu cachimbo e iniciar análise mais detida e mais lógica, identificando   enigmas e propondo  suas, agora sim, engenhosas  soluções. 

Acrescentando, como diria Holmes: Afinal, bem elementar, não é mesmo, meu caro Watson?


Luiz Affonso Romano  |  Publicado em: 09/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

domingo, 2 de setembro de 2012

A importância do Coaching em se especializar




Atualmente o Coaching vive um grande momento sendo reconhecido tanto no mundo corporativo como na vida pessoal por isso é essencial que este profissional esteja preparado para atender as demandas especificas do mercado, fugindo assim do estigma do pato que pensa que sabe nadar, voar e andar, mas na realidade não faz nenhum deles direito.

O Coach por si só é um profissional especialista em mudanças de comportamentos, definir objetivos e principalmente realização, enfim faz acontecer.  Por isso muitas vezes acaba se tornando um generalista já que atua em diversas áreas, do life coaching até bussiness coaching, com receio de não manter uma carteira de clientes ativa.

Em minha opinião a especialização é o caminho, parece um paradoxo, mas vou explicar.

Ao se especializar o Coach se torna mais empático, o rapport ocorre com mais naturalidade, o processo se torna mais simples e intuitivo aos coaches, facilitando assim a sua evolução.

Alem disso o processo se torna único e não uma receita de bolo que se aplica a todos ou a qualquer um, o Coaching deve ser exclusivo, quando se escolhe uma especialidade a mensagem se torna mais poderosa e com isso os resultados surgem mais rapidamente.

A pergunta que deve ser feira é: o Coachee irá se interessar por um processo exclusivo ligado as suas necessidades ou um processo genérico que se encaixa em diversos nichos?

Este posicionamento é um diferencial já que o Coach especialista tem mais propriedade para orientar e apoiar o Coachee na descoberta de suas crenças e valores, na superação dos obstáculos que surgem nesta jornada alem de alavancar os seus resultados.

O Coach especialista entra em sintonia com mais facilidade e tranqüilidade em todos os níveis com isso conseguindo se colocar na pele de seu cliente e assim escolhendo as melhores ferramentas, abordagens e estratégias para auxiliar o cliente a alcançar o objetivo estabelecido.

Quando o Coach se especializa sua credibilidade aumenta, pois os resultados de seus coahees são reconhecidamente superiores.


Roberto Recinella  |  Publicado em: 24/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

sábado, 1 de setembro de 2012

A Boa Comunicação É Fundamental Para o Sucesso de Uma Empresa



“É obrigação da diretoria fazer com que todos se mantenham bem informados sobre os rumos da empresa”. José Carlos Maron Jr.

Uma organização para funcionar bem e crescer de forma sustentável é preciso que seus diretores e funcionários saibam usar bem a comunicação.

Uma empresa com uma comunicação clara e objetiva faz com que todos saiam ganhando inclusive seus clientes.

Líderes que não têm uma boa comunicação com seus colaboradores, fornecedores e parceiros comerciais acabam cometendo falhas que lhe custarão caro demais ao passar dos anos.

“A estratégia da comunicação deve sempre levar em conta a diferente maneira de compreensão de cada indivíduo ou grupo de pessoas”. José Carlos Maron Jr.

A melhor maneira de se comunicar com todos que compõem uma organização é a comunicação sem rodeios, ou seja, uma comunicação altamente objetiva e transparente onde cada colaborador sabe exatamente o que deve e o que não deve fazer na empresa.

Uma comunicação confusa na empresa atrapalha o trabalho de todos e a principal vítima é o cliente.

Portanto se faz necessário que diretores, gerentes, supervisores, etc. invistam costumeiramente em uma comunicação assertiva, aquela sem “ruídos” e sem o disse-me-disse.

A comunicação nos tempos de hoje deixou de ser um meio para ser uma estratégia competitiva num mercado altamente competitivo.

A pergunta que fica é?

    Como está a comunicação na sua empresa?
    O que você e todos os seus funcionários podem fazer para melhorar a comunicação interna?

Pense nisso e melhor consideravelmente a comunicação na sua empresa.


Eugênio Sales Queiroz  |  Publicado em: 08/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br