segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A Arte de Se Posicionar



De acordo com Al Ries e Jack Trout, autores do best seller Posicionamento – A batalha por sua mente, “quem quer ser tudo para todos acaba não sendo nada”. No mundo dos negócios, significa dizer que a empresa que não tem um posicionamento claro no mercado, dificilmente conquista um espaço sólido na mente do consumidor.

De acordo com Al Ries e Jack Trout, autores do best seller Posicionamento – A batalha por sua mente, “quem quer ser tudo para todos acaba não sendo nada”. No mundo dos negócios, significa dizer que a empresa que não tem um posicionamento claro no mercado, dificilmente conquista um espaço sólido na mente do consumidor.

O posicionamento depende muito do modelo de negocio a ser adotado pelas empresas e este, por sua vez, deve ser construído com base em quatro questões distintas: Em que negocio você esta? O que você realmente vende? Qual e o seu público-alvo? Quais são as suas vantagens competitivas?
A resposta mais próxima possível da realidade para essas questões não garante o posicionamento correto da empresa, o qual depende, basicamente, da percepção de valor por parte do cliente ou do consumidor em relação ao produto ou serviço comercializado. Contudo, é um bom começo.

Conquistar um bom posicionamento é uma tarefa árdua que começa desde o primeiro dia em que a empresa inicia suas atividades e se submete a prova do consumidor cada vez mais exigente. Leva tempo para conquistar a confiança do publico e, sem um produto ou um serviço consistente, não há posicionamento que resista por muito tempo.

Se as estratégias de posicionamento podem ser utilizadas para promover o seu produto ou a sua empresa, por que elas não podem ser utilizadas para promover a sua pessoa? Não há nenhuma razão para que isso não aconteça, Imagine que você possa responder as mesmas perguntas mencionadas há pouco, porém, adaptadas a sua realidade: Em que segmento você atua? O que você realmente vende? Qual e a sua vocação? Qual e o seu público-alvo? Quais são as suas vantagens competitivas?

Assim como as empresas, o problema da maioria das pessoas é que elas tentam ser tudo para todos o tempo todo. Na prática, elas não têm um posicionamento claro a respeito da sua vocação e da sua expertise, razão pela qual acabam se submetendo a todo tipo de demanda e pressão da sociedade, da família e da necessidade de sobrevivência pura e simples.

Para esclarecer um pouco mais o conceito, tente associar um produto ou uma empresa aos seguintes atributos: durabilidade, segurança, design, entretenimento e fast food. Você pode escolher a primeira empresa ou o primeiro produto que viesse a sua mente. No meu caso, eu pensaria em Duracell, Volvo, Apple, Cirque du Soleil e McDonald’s, sem titubear.

No campo pessoal não é diferente. Quando penso em Liderança, eu lembro facilmente do Tom Peter e do Ken Blachard; em Estratégia, do Michael Porter; em Execução, do Ram Charam; em Gestão, do Peter Drucker; em Decisão, do Warren Bennis; em Posicionamento, do Jack Trout e do Al Ries; em Marketing, do Philip Kotler; em Inteligência Emocional, do Daniel Goleman; e tantos outros.

Como essas empresas e profissionais conquistaram uma posição na minha mente? Em parte, o mundo acadêmico contribuiu para ampliar o meu interesse pelo posicionamento, mas, quando você começa a se aprofundar no assunto, a percepção fica mais clara. Como diria Ries e Trout, a batalha do posicionamento é uma batalha de percepções.

De uma maneira ou de outra, as empresas competem o tempo todo para conquistar um espaço na nossa mente considerando que somos bombardeados por milhares de propagandas todos os dias em diferentes meios de comunicação, tentando nos vender de tudo.

Da mesma forma, conquistar um posicionamento profissional no mercado e na sociedade é um desafio constante. Quanto menos você vacilar em relação à sua vocação, mais rápido isso acontece.

Não considere o posicionamento uma bobagem criada pelos consultores ou marqueteiros de plantão. Quando elaborado de maneira apropriada, representa a essência do profissional no mercado.

As recomendações de Guy Kawasaki, ex-evangelista-chefe da Apple e empreendedor, vão ajuda-lo a consolidar o conceito. Segundo ele, estes são os predicados que um bom posicionamento deve aspirar:

Seja positivo: os clientes não querem saber se você vai destruir o concorrente, mas querem conhecer as vantagens que vão obter ao comprar os seus produtos e serviços.

Focado no cliente: posicionar-se é dizer o que você pode fazer por seus clientes – não aquilo em que você quer se tornar.

Seja poderoso: os colaboradores e o público em geral precisam acreditar que o que você faz torna o mundo melhor. “Mudar o através da tecnologia” fez de Steve Jobs um ícone do empreendedorismo mundial.

Por fim, pense num posicionamento inspirador e energizador. Não se deixe levar pelo dinheiro, pelo egocentrismo ou ainda pela fama repentina. O que projeta uma empresa ou um profissional no mercado são os princípios e não os lucros.

Pense nisso e seja feliz!

Jerônimo Mendes  |  Publicado em: 09/07/2012, no site: www:qualidadebrasil.com.br

domingo, 12 de agosto de 2012

A adversidade como aliada



A adversidade, em muitos casos, tem sido fator gerador de grandes avanços na humanidade.

Alimentos enlatados, carnes e peixes defumados, bolos vendidos em fatias são produtos das adversidades. As dificuldades é que fizeram com que o homem desenvolvesse formas de garantir o sustento e criasse produtos que o mercado no mundo todo incorporou em seus hábitos.

A adversidade cria a cultura da poupança, meio de assegurar o futuro, e também o interesse pelo investimento, forma de garantir maior produção, gerando, consequentemente, condições para maiores reservas. Esse é de fato um círculo virtuoso.

A escassez e a possibilidade de outras adversidades é que têm levado a humanidade a desenvolver formas de multiplicação, como vemos, por exemplo, com a reprodução dos peixes em laboratório. Esta é a lição que temos que levar para dentro de nossas empresas.

Lamentavelmente, o pensamento econômico em nosso país só consegue enxergar a elevação dos juros como meio de controlar a inflação, colocando o mercado num estágio de dormência há décadas. O custo do dinheiro, aliado a absurda tributação, são as grandes adversidades dos nossos empreendedores.

Para as empresas que precisam crescer, melhorar a produtividade, gerar empregos, investir muitas vezes parece pouco razoável frente a tantas incertezas.

Neste país, mal o mercado começa a mostrar sinais positivos, o pavor de um aumento da inflação leva o governo a tomar medidas para contenção do consumo. O mercado sabe que decisões como essa inibem imediatamente os investimentos, com efeitos  retardados do consumo.

Caindo o consumo, as empresas farão promoções para desova dos estoques, evitarão novas compras, cortarão despesas, postergarão ainda mais os investimentos, entrando numa fase de estagnação, recessão ou dormência.

A busca de alianças, a substituição de materiais, a simplificação de produtos e processos, a montagem de turnos de produção ininterruptos, as negociações em grupo, as parcerias para desenvolvimento de tecnologia são fatores que o mercado precisa aprender a usar para driblar adversidades como insegurança e falta de recursos para investimento.

Nossa cultura mercadológica é voltada ao mercantilismo pontual, onde cada venda se torna uma negociação isolada. Isso custa demasiadamente caro para nossas empresas e o processo fica sem continuidade.

Precisamos aprender a fazer alianças não só comerciais e de fornecimento de materiais, mas alianças intelectuais.

Não podemos nos esquecer, nunca, que os nossos concorrentes estão, não só no prédio vizinho como do outro lado do mundo, trabalhando no conceito 24 x 7 x 365, num mundo que não para. Hoje a tecnologia permite que se processe informações, para a mesma empresa, no mesmo dia, em várias partes do mundo.

Tenho insistido no seguinte ponto: - A luta pelo futuro começa não como uma batalha pela participação de mercado, mas como uma batalha pela liderança intelectual. Essa é a liderança que as empresas não podem perder, caso queiram perpetuar sucesso.

As maiores adversidades já superadas pela humanidade foram possíveis devido da soma das capacidades individuais. Fato que hoje o homem voa e com segurança.

Diferenciais para sua empresa podem ser obtidos tornando as adversidades sua aliada.

Pense: - Que barreiras vocês conseguem superar e seus concorrentes não?

Não está claro, não é tão simples perceber?

Lembre-se do capital intelectual que sua organização possui e o faça trabalhar!

Ivan Postigo  |  Publicado em: 09/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Um rastro de desorganização


O mercado aquecido gerou resultados positivos, inflou a estrutura das empresas, mas agora com o desaquecimento começa a cobrar seu preço.

De uma forma bastante interessante,  um empresário nos perguntava em um encontro: - Como desmonto esse circo, demito o palhaço ou vendo o elefante?

Gosto dessa imagem, porque também já usei o circo como exemplo de gestão algumas vezes.

Como vício de raciocínio, estamos atentos ao palhaço e ao elefante, mas poucas vezes ao circo como um todo, até que a lona venha ao chão!

O crescimento empresarial sempre deixa um traço de desorganização. Os motivos são muitos, como a falta de foco operacional, a fragilidade na qualificação da equipe, o impacto da velocidade do crescimento, a falta de domínio técnico para a gestão dos novos produtos, canais e clientes, o choque  provocado pela necessidade de desenvolvimento de  novos modelos mentais em função de uma nova cultura que se estabelece. Assim, o assunto se mostra complexo.

Não basta crescer em um período, é preciso consolidar posições. Em momentos de desaquecimento de mercado, o encolhimento gera novos conflitos na gestão.

A nova cultura, quando não mantida,  não consegue ser substituída pela velha cultura que já não mais existe. Há, com isso, um estado desconhecido que precisa ser administrado.

A estrutura inflada, necessariamente, no momento de aquecimento, tem um custo nem sempre suportável com a queda dos negócios,  e reduzi-la representa risco para a retomada.

Esses são aspectos que envolvem todas as áreas, comercial, produtiva, administrativa e financeira.

Manter a qualidade da gestão, com redução de custos, implica na necessidade de melhoria da produtividade em todos os setores, realizando mais com menos, aspecto que o mercado aquecido nem sempre permite realizar, visto que o foco é vendas e geração de caixa.

O paradoxo se apresenta quando vemos que nos momentos de dificuldade e falta de recursos é que soluções são criadas, mantendo no mercado as organizações criativas e eliminado aquelas sem grande talento para gestão de crises.

Organizações bem sucedidas são aquelas capazes de criar, inovar, explorando novos canais e segmentos de negócios, reduzindo sua dependência de alguns poucos clientes.

A observação de oportunidades de mercado tem levado gestores a manter o foco nos produtos e não nas empresas e suas marcas, com isso, quando há retração,   a fragilidade do empreendimento se faz presente.

Grande parte das empresas brasileiras não tem seu valor avaliado pelo mercado, com isso  o conceito de gestão limita-se a lucro e geração de caixa, mostrando-se satisfatório quando positivo, sem uma visão de futuro. Quer para investimento planejado, fusão ou mesmo venda.

Essa questão  abordei  no artigo: Competência em gestão não é conceito é cultura.

 A busca do ponto de equilíbrio, que demanda a adequação  da estrutura operacional,  poucas vezes ocorre com ações planejadas,  costuma ser mais emocional.

Isso ratifica o fato que nossas empresas crescem mais por movimentos de mercado do que por ações estratégicas, aspecto que dificulta a busca de rentabilidade em momentos de queda das vendas.

Ivan Postigo  |  Publicado em: 23/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Seja um profissional resiliente



Ser um profissional resiliente é saber enfrentar as inúmeras derrotas que a vida nos apresenta. É não desistir diante dos obstáculos encontrados. É procurar saísse mais forte a cada vitória conquistada.

Considero que para ser um campeão de verdade o profissional moderno precisa ser flexível e forte para seguir em frente com muita determinação e força interior.

Para ser resiliente é preciso também ser uma pessoa positiva e franca consigo mesmo, pois pessoas negativas desistem com mais facilidade e ficam sentadas no meio do caminho reclamando de tudo e de todos. Enquanto que uma pessoa resiliente segue firme mesmo quando algo negativo, que não estava nos planos, acontece.

Um profissional Resiliente consegue:

Ser mais seguro de si.

Manter a tranquilidade para tomar atitudes mais assertivas.

Trm mais saúde mental e fluidez para lidar com as pessoas mais difíceis.

Ter mais bom humor, o que lhe ajuda a conseguir mais espaço no mundo corporativo.

Já os profissionais que não são Resiliente:

Têm dificuldades em conviver com as opiniões dos outros.

Fecham-se no seu próprio mundo.

Tornam-se agressivo quando são provocados.

São impacientes e muitas vezes intransigentes.

E quando sofre retrocessos, ficam ainda mais agressivas.

E você, que está lendo este artigo, consegue ser um profissional Resiliente para avançar mais na sua profissão.

Releia este artigo e procure adaptar-se melhor aos acontecimentos da vida.

Afinal de contas, você não pode mudar o seu passado, mas pode reeditá-lo para ser mais feliz e realizado.

Eugênio Sales Queiroz  |  Publicado em: 12/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Satisfeito, eu?



Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume: Quem me dera que eu fosse aquela loura estrela que arde no eterno azul, como uma eterna vela!

Mau a estrela, fitando a lua, com ciúme: Pudesse eu copiar o transparente lume que, da grega coluna à gótica janela, contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!

Mas a lua, fitando o sol, com azedume: Mísera, tivesse eu aquela enorme, aquela claridade imortal qué toda a luz resume!

Mas o sol, inclinando a rútila capela: Pesa-me esta brilhante auréola de nume... Enfara-me esta azul e desmedida umbela... Por que não nasci eu um simples vagalume? Machado de Assis

No universo corporativo, esta máxima do Machado de Assis existe e muito. Pessoas sonham em serem chefes, líderes, em terem cargos, salas sozinhas, sonham em benefícios, mas esquecem que cargo rima mesmo é com encargo.

Algumas pessoas que sonham com isto não fazem nada por este sonho. Pensam que um belo dia alguém da empresa chegará e dirá: A partir de hoje, você é o gerente. A partir de hoje, você será o diretor, triplicaremos teu salário, ganharás uma sala sozinho e tudo será maravilhoso.

Ninguém lhe dá nada de graça, nem mesmo almoço, como diz o brocardo popular.

Parece simples ter cargos de chefia? Fica o tempo todo mandando, ninguém critica seus erros, ganha mais que todo mundo, não precisa chegar tão cedo no trabalho, etc.

Quem dera que fosse este sonho. Muitas vezes a chefia, compara-se com o sol do texto... Dá vontade de ser um simples vaga-lume. Porque? Porque ser o sol significa prover tudo para todos, significa gerenciar todos, significa estar a disposição de todos.

Muitas vezes a liderança chega um pouco mais tarde, mas porque foi trabalhando até mais tarde.

Em muitos negócios os líderes atendem seus subordinados e as dificuldades do dia a dia durante o horário de expediente e a noite, depois que todos foram para casa, eles começam realmente a trabalhar nas tarefas de líderes, com suas funções de gestão e coordenação. Por isto as vezes recebemos emails as dez da noite e ainda achamos graça, dizendo que nosso líder só pensa em trabalho...

Óbvio, nem todos líderes são assim.

Contudo, não pense que ser líder é ser apenas a glória do sol. Ser líder significa realmente buscar soluções cada vez diferentes para problemas diferentes e as vezes iguais.

Um grande ponto que igualmente merece destaque é a turma dos eternos insatisfeitos.

São colaboradores que somente sabem olhar para as funções dos outros e achar que todos que estão lá são inferiores a eles. Estes, estão sempre insatisfeitos, pois não importa aonde chegaram, sempre querem ganhar mais fazendo apenas o que já fazem.

O único lugar onde sucesso vem antes de trabalho é no dicionário. Se queremos algum cargo maior, se queremos algo diferente temos que construir isto na nossa carreira. Temos que ser insatisfeitos de responsabilidades e parcialmente satisfeitos de resultados.

Esta mania de muitos brasileiros de se fazerem de coitados, achando que trabalham muito e ganham pouco, é irritante. Se querem mais resultados, proporcionem mais resultados! Ninguém contrata um funcionário porque ele é uma boa pessoa. Se contrata para conseguir melhores resultados a empresa na qual ele trabalha. Para ter todos os direitos, tem que haver também os deveres. É uma via dupla. Só direitos não são a resposta.

Para chegar a sol dentro da empresa, precisa ser vaga-lume, precisa crescer como estrela, iluminar como a lua e chegar ao sol. Alguns vaga-lumes pensam serem sóis e querem fazer tarefas de vaga-lume e ganharem como se fossem sóis.

Esqueça esta forma de pensar. Se quer o crescimento, trabalha, batalha, demonstra o seu potencial e o crescimento será natural. Se não for na empresa que estás trabalhando, procure noutra. Sempre há espaço para bons profissionais no mercado.

Gustavo Rocha  |  Publicado em: 25/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Profissional de Vendas: Habilidades, Atitudes e Conhecimentos Necessários


Que postura o vendedor deve tomar para causar boa im­pressão?

Clientes reagem de forma diferente a certas situações e suas reações dependem de características básicas do ser humano que são influ­enciadas por diversas razões. Por isso, quanto mais subsídios o vendedor puder colher numa conversa com seu cliente, mais astutas e produtivas serão suas técnicas de abordagens. As pre­ferências dos clientes, sua educação, seu passatempo predileto, sua família e suas ambições depois de conhecidas evitarão erros na entrevista de vendas e não atrapalharão o negócio.

O profissional de vendas não deve se esquecer de anotar todas as informações pertinentes à melhoria de seu desempenho com o cliente, pois informação é poder. O vendedor perceberá que existem clientes tímidos e hesitantes que vão precisar de seu empurrão, através de sondagens. Outros clientes – livres e falantes – poderão ser conquistados com bons argumentos e conduzidos para o fechamento da venda.

Existem clientes que mencionam com freqüência suas esposas e filhos. Esses geralmente, não apreciam piadinhas ou linguagem chula. Com a experiência do dia a dia, o vendedor acabará se tornando sensível à identificação das atitudes do seu cliente e aprenderá a usar melhor suas técnicas.

Em termos de conhecimentos gerais ele deverá ter a iniciativa de obtê-los, uma vez que os conhecimentos paralelos irão tornar o vendedor mais atrativo e seus clientes gostarão de conversar com ele, caso ele demonstre ser uma pessoa bem informada – tanto sobre seus produtos como temas ligados à cultura geral.

Diante disso, um profissional de vendas deve sempre se considerar um “aluno” em vendas, mesmo tendo ele anos de treinamento e experiência. Ele deve saber que para continuar crescendo é necessário manter seu entusiasmo pelo conheci­mento. E quem não pensa assim, pára no tempo e corre o risco de comprometer suas realizações futuras, ficando “velho” para a pro­fissão de vendedor.

Sendo assim o vendedor deve determinar-se a aprender mais como um desafio a ser superado e – principalmente – ele jamais deverá deixar de falar bem, o suficiente para causar boa im­pressão. As bibliotecas e as livrarias possuem farto material para quem precisa estar bem informado. Os jornais, as revistas especializadas, a televisão educativa e a Internet também colaboram muito nesse sentido.

Uma boa saída a um obstáculo colocado pelo cliente é o re­sultado da educação e do bom treinamento desse vendedor. Portanto o profissional de vendas deve preparar-se sempre, aprimorando técnicas e conhecimentos e assim adqui­rindo segurança no que diz aos seus clientes. Dessa forma, ele estará sempre pronto par atacar, vencer ou se defender quando a situação assim o exigir.

Por isso, o profissional de vendas deve aprender tudo a respeito do seu trabalho; lendo bastante e fazendo cursos noturnos de marketing. Esse vendedor deverá fazer cursos de extensão ou outros cursos afins. Trocar idéias com outros profissionais, estudando tudo que sua empresa dispor e considerar as orientações do seu Gerente. No seu trabalho a comunicação é a base da sua vitó­ria e, por isso mesmo, ele deverá ter profundos conhecimentos da língua portu­guesa, expressar-se corretamente formando frases com sentido, observando a conjugação dos verbos, plurais e acima de tudo desprezando as gírias.

O conhecimento do maior número possível de palavras através da leitura vai ajudá-lo consideravelmente nas conversas com seus clientes, a evitar as constantes repetições das mesmas palavras, o que só demonstra pouca cultura e péssima leitura. Saber tudo sobre sua profissão e seu produto é imprescindível para alcançar o sucesso, pois o vendedor não terá nenhuma segurança se não souber colocar em detalhes o seu produto ao seu cliente.

Ele deverá colher todo material que puder sobre o que vai expor e lê-lo detalhadamente antes de seus compromissos de venda. Deverá lembrar-se que o embasamento cultural é um ponto forte a seu favor que não pode ser desperdiçado. Portanto, o profissional de vendas deverá canalizar sempre esses co­nhecimentos de maneira clara e objetiva na consecução de seus objetivos profissionais e pessoais.

Julio Cesar S. Santos  |  Publicado em: 04/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Planejamento de Vida e de Carreira



Planejar é preciso. Principalmente quando tratamos de vida pessoal e carreira. Há quem viva a vida como o refrão da música do Zeca Pagodinho: “deixa a vida me levar, vida leva eu...” Certamente quem vive desta forma não atinge as vitórias da vida que sonhou ou o emprego que desejou. Para alcançar os objetivos na vida e na carreira é preciso disciplina. Há ainda quem acredite que planejamento é uma forma de engessar a vida.

Os que crêem nisso tem uma visão errônea do que significa planejamento de vida e carreira. Planejar significa pensar com antecedência os passos que serão dados no futuro. Por isso, quem deseja atingir o sucesso precisa estruturar os passos para chegar lá. Como fazer isso? Simples: siga os passos a seguir e boa jornada.

Tudo começa com uma lista de desejos. Isso mesmo, uma lista daquilo que você deseja atingir, conquistar, obter, fazer, realizar etc. Escreva em um papel tudo que tem vontade, sem receio de que é possível ou não. Nesta primeira fase é importante deixar a mente livre para agir espontaneamente e instintivamente.

Feito isso, comece a analisar a lista de desejos. Separe os que estão relacionados com sua vida pessoal e profissional. Muitas vezes eles estarão relacionados a estes dois fatores. Tudo bem. Coloque-os em ordem de prioridade e defina prazos para que possam ser atingidos. Enfim, organize sua lista.

Agora faça o mesmo com você. Escreva suas qualidades e fatores favoráveis para atingir e conquistar sua lista de desejos. O que você tem hoje para tornar seus objetivos realidade? Onde precisa melhorar? Há investimentos financeiros a fazer? Lembre-se que para atingir um objetivo maior é preciso conquistar pequenas realizações.

Por isso, planeje cada passo, cada evento. Por exemplo, se seu objetivo maior é trabalhar em uma grande empresa multinacional em cargo de liderança, é preciso que sua formação acadêmica e conhecimento de idiomas estrangeiros estejam em seus planos de desenvolvimento. Caso já possua este conhecimento ótimo, veja então o que lhe falta.

Conhecimento e experiência não são tudo neste momento de grande competitividade. É preciso investir na sua rede de relacionamentos, ou networking.

Aqui entra outra lista que você deverá escrever: sua lista de conhecidos e contatos. É importante analisar quais pessoas fazem parte da sua rede de relacionamentos. Quais os locais que tem freqüentado ultimamente? O que você faz em relação as pessoas que conhece?

As pessoas em geral gostam de ajudar os outros, mas para isso é preciso que elas saibam exatamente o que você quer. É preciso compartilhar seus objetivos a fim de criar uma rede positiva a seu redor.

Com estas informações em mãos faça os ajustes periódicos. Fique atento as mudanças e seja flexível para se adaptar a elas. Lembre-se: todo planejamento requer revisão. Não basta fazer e ficar esperando que tudo aconteça como foi descrito. Mas tome cuidado para não fazer tantos ajustes que descaracterizem seu planejamento. Se isso ocorrer é sinal que a primeira etapa não foi bem definida.

Sem dúvida a prática é que tornará você um craque na arte de planejar e cumprir suas metas pessoais e profissionais.

Rogerio Martins  |  Publicado em: 13/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

domingo, 5 de agosto de 2012

O trabalho pós-aposentadoria


A aposentadoria é uma fase da vida aguardada por muitas pessoas, sendo que seus motivos variam. Para algumas delas é vista como a "carta de alforria" que finalmente as liberta do trabalho chato responsável por anos de sofrimento. Outras a encaram como o momento de aproveitar a vida, viajar, curtir a família e realizar sonhos antigos. Tudo isto graças ao tempo livre conquistado.

Há também aquelas que a percebem como o início de uma nova fase em suas carreiras. Só no Brasil, por exemplo, mais de 4,5 milhões de aposentados continuavam trabalhando no ano passado e está enganado quem pensa que a necessidade de complemento da renda familiar seja o único fator razoável para tanta gente.

Deixar a rotina de trabalho com a qual estavam acostumados, ficar em casa com muito tempo livre e ainda por cima – em alguns casos – ter de suportar as constantes reclamações do companheiro pode ser um martírio. Some-se a isto o fato de que é bom sentir-se útil à sociedade, manter relacionamentos saudáveis e conservar a mente ativa para que tenhamos um batalhão de profissionais adiando a colocação do pijama.

Um outro fator importante é que o propagado apagão da mão-de-obra mudou a mentalidade de muitas companhias brasileiras. Várias delas passaram a contratar profissionais com mais de sessenta anos de idade e algumas já contam, inclusive, com programas de inclusão. Tudo para atrair o binômio raro nos jovens profissionais: experiência técnica combinada com maturidade comportamental.

Aliás, a bagagem conquistada ao longo da carreira precisa ser levada em conta na hora de decidir se vale a pena continuar trabalhando, contudo experiência não se mede apenas pelo número de anos trabalhados. Ter dedicado uma vida inteira ao cumprimento das mesmas atividades não garante a ninguém o rótulo de expert em sua área.

Também é recomendável avaliar a possibilidade de ocupar-se com um novo tipo de trabalho dentro da mesma área profissional, especialmente se a sua vontade é aposentar-se daquilo que tem feito nos últimos anos. Caso do engenheiro que se transforma em professor ou do psicólogo clínico que assume um cargo na área de RH.

Muitos ainda optam pelo caminho do empreendedorismo em outras áreas para aproveitar oportunidades, realizar sonhos da juventude ou mesmo adquirir novas experiências. Quem nunca ouviu falar do contador que aposentou sua formação para abrir uma pousada na praia ou do dentista que inaugurou um restaurante?

Todavia, ainda são poucos os profissionais que se preparam adequadamente para a chegada da aposentadoria. Se antes ela significava o badalar dos últimos anos de existência e o recolhimento para uma vida pouco produtiva, hoje as coisas são diferentes. A expectativa de vida do brasileiro já ultrapassa os 73 anos e aqueles que estão ingressando no mercado de trabalho viverão ao menos 81 anos, segundo as estimativas do IBGE. Daí a pergunta: o que você fará nos bons anos que lhe restam?

Não é recomendável que o profissional aposentado mantenha o mesmo ritmo dos anos anteriores, mas inúmeros exemplos mostram que vale a pena conservar uma mínima rotina de trabalho – não necessariamente diária – que permita a consolidação do seu legado profissional e o sustente ativo.

Veja o caso da Bosch. A subsidiária brasileira da empresa alemã criou uma firma de consultoria na qual seus profissionais aposentados são convidados a prestar serviços para a própria companhia em projetos pontuais a fim de compartilharem o conhecimento que acumularam. Uma ideia já implantada com sucesso em países europeus e que tem tudo para dar certo também por aqui.

Na sociedade do conhecimento cada vez menos encontraremos pessoas que aposentarão suas carreiras. Em vez disto, quando chegarem à maturidade, adotarão novos modelos para a entrega de suas competências.

Wellington Moreira  |  Publicado em: 11/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

sábado, 4 de agosto de 2012

Meio caminho andado não significa nada



Batendo um papo sem compromisso, se elaborássemos uma lista de boas idéias, nossas e de nossos amigos, que não foram efetivadas, mas que poderiam ter trazido ótimos benefícios, tenho certeza que ela seria bem grande.

Não é sem razão que palavras como “ah, se eu soubesse”, “ah, se tivesse feito”, “ah, se tivesse ouvido”, fazem sucesso e viram temas para muitas obras.

Você nota que antes do “ah”, existe iniciativa, criação, depois tem que haver determinação para ação, sem isto o que segue é apenas o lamento.

O mundo hoje trabalha de fato 24 horas por dia, 7 dias por semana. Já há empresas com escritórios instalados em pontos estratégicos no mundo. Quando uma equipe encerra o expediente a outra, em algum ponto do globo, o retoma sem que a atividade seja interrompida. Essa é uma forma fantástica e criativa de driblar o tempo.

Caso você seja concorrente dessa empresa, ao retomar o trabalho no dia seguinte estará 16 horas atrasado. Considere o impacto na semana, no mês e depois no ano.

Nessa velocidade não se debate mais a inovação das empresas, mas a destruição e reinvenção.

Este pensamento está resumido nas seguintes palavras: “Destrua a sua empresa antes que a concorrência o faça”.

No momento em que você não for capaz de mostrar que os seus produtos são os melhores, ouvirá simplesmente do mercado um sonoro: - Fora!

Todo processo criativo é antes de mais nada um processo destrutivo, das idéias e conceitos ultrapassados. A competição global é simplesmente resultado da morte da distância e da valorização do brainware.

Redução de custos como forma de rentabilização das empresas tem limites, a maioria dos programas no máximo cortam o cafezinho, copos de plásticos e controlam as canetas, portanto trate de se concentrar no crescimento da sua organização; se não conseguir inspiração observe seus concorrentes.

Esteja preparado, a inovação vai lhe dar vantagem competitiva, contudo não durma sobre os louros, você terá muito trabalho para sustentá-la, no dia seguinte seu concorrente o acompanhará e poderá ser mais competente.

Com a nova dinâmica do mundo, você tem duas opções, energizar sua equipe para brilhar ou apagar as luzes. Duvida dessas palavras, então concorra com EUA , Japão, que tal China ?

O recurso será a adição de pessoas com atitudes e o desenvolvimento de suas habilidades, e lembre-se que o questionamento da acomodação é o fator fundamental para conduzir a empresa e construir o futuro, afinal se o fazem é porque se importam.

Nada condena mais projetos e permite o fracasso que a palavra “Amém!“.

Os debates sobre comportamento estão mostrando que os jovens se sentem mais confortáveis com a tecnologia do que com pessoas, isso nos levará a novos modelos mentais e de gerenciamento.

O verdadeiro talento desenvolve competências e expõe fraquezas, contudo a função do gestor não é superá-los, mas criar condições para que contribuam com a criação do futuro da organização.

Isso não deve gerar desconforto, desespero, nem levá-lo ao uso de remédios tarja preta, e sim renovar sempre sua motivação, suas emoções e inspiração para superar os seus próprios resultados e os da companhia. 

Hoje, uma empresa não consegue sobreviver com liderança fraca, dependente de colaboradores medíocres, porém dóceis.

Ouço com frequência que o mundo dos negócios é cruel, diria apenas que é prático, afinal você compraria algo ultrapassado?

Nas nossas empresas precisamos de pessoas de ação, afinal meio caminho andado não significa nada!

Ivan Postigo  |  Publicado em: 02/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Gostar do Trabalho



Quando chego em uma empresa para iniciar uma consultoria motivacional, logo ouço de alguns colaboradores Eu não gosto do meu setor, Eu não gosto do meu colega de trabalho , Eu não gosto da minha sala ou Eu não gosto do meu computador, e por aí seguem as dezenas de reclamações. Pude detectar que os colaboradores não gostam propriamente do que reclamam, isso é um subterfúgio para as coisas que verdadeiramente os fazem não gostar do trabalho.

 
Vamos tomar como exemplo os funcionários desmotivados. Será que eles estão desmotivados porque não gostam da função que exercem? ou não são reconhecidos pelo bom desempenho no trabalho, e como forma de estímulo não recebem um agradecimento verbal ou um bônus financeiro?

Vamos tomar como exemplo os funcionários desmotivados. Será que eles estão desmotivados porque não gostam da função que exercem? ou não são reconhecidos pelo bom desempenho no trabalho, e como forma de estímulo não recebem um agradecimento verbal ou um bônus financeiro?

 

Na verdade uma coisa está ligada a outra. Um colaborador pode estar desapontado com inúmeras situações decorrentes do seu trabalho. Mas na verdade o que ele quer é reconhecimento, e assim passará a gostar de seus colegas, do cargo que ocupa e por conseqüência renderá mais .

 

A motivação faz com que gostemos do nosso trabalho. Temos prazer em sair de casa, produzir, estabelecer metas e cumprir as metas estabelecidas por nossos superiores. Mas você pode pensar: E quando a empresa não me motiva? Quando a empresa não dá a mínima para mim?
Bem, a empresa que valoriza seus colaboradores, tem funcionários extremamente motivados e competentes, mas a que não faz o dever de casa acarreta muitos prejuízos.

Se a empresa que você trabalha não é aquela coisa para reconhecer seu trabalho, a solução é se automotivar. Como fazer isso?

Pode, mas para se motivar a mudar de emprego, precisamos nos encher de confiança, nos determinar e enquanto estivermos no mesmo lugar, devemos fazer o melhor. Olhar para dentro de nós mesmos, sem se importar com o que está acontecendo de errado ao nosso redor, assim encontraremos forças para continuar exercendo um bom papel.

Se você é daqueles que reclama da empresa que está - no caso dela ser ruim mesmo- e paga com a mesma moeda, ou seja , não se dedicando como é para ser, exercendo suas atividades com má vontade, sendo desleixado e relapso, saiba que pode ser considerado não igual a empresa, e sim pior que ela.

Minha sugestão para automotivação é ter a plena consciência que você pode encontrar um lugar melhor e que lhe dê mais prazer, mas antes disso, deve fazer seu melhor, e fazendo o melhor estará motivado para dar o próximo passo.

Você já ouviu dizer aquela frase que Nós fazemos nosso ambiente? É a mais pura realidade. Você pode e deve fazer de seu ambiente de trabalho um lugar agradável, se dedicando, usando de bom dia e boa tarde, sorrindo, sendo gentil com seus colegas ... Desta forma, vai entender que gosta do que faz, ou do local que trabalha . As pessoas vão perceber o seu prazer em estar na empresa e começarão a te ver, mesmo que incoscientemente de forma diferenciada.

A frase Não gosto do meu trabalho deve sair do teu pensamento. Troque pelo pensamento: Estou gostando do meu trabalho. Essa simples troca de energia fará maravilhas ao seu setor, aos seus colegas e principalmente a você.

Posso não gostar do que faço, mas tenho a obrigação de fazer o meu melhor.

Alessandro Baitello  |  Publicado em: 24/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Estratégias Empresariais de Penetração e de Skimming



O Que é Uma Estratégia de Penetração? E de Skimming? Como Definir o Preço de Venda de Um Produto ou Serviço?

Resumidamente pode-se afirmar que Estratégia é todo e qualquer plano utilizado pelas empresas a fim de alcançarem seus objetivos, em um determinado período de tempo. Nesse caminho, as empresas se deparam com o dilema de lançar um novo produto tanto para o segmento top de linha (preço alto), quanto para o segmento popular (preço baixo). E, na tentativa de decidir sobre a fixação de preços de seus novos produtos (ou serviços), muitas empresas optam pela estratégia de “Penetração” ou pela estratégia de “Skimming”.

Para Igor Ansoff, uma Estratégia de Penetração é aquela que estimula a entrada de um novo produto (ou serviço) num determinado segmento utilizando-se de preços baixos, pois isso permitiria a empresa obter rapidamente uma boa participação nesse mercado – conforme Ansoff. Essa estratégia desencorajaria a entrada de novos concorrentes no segmento e, além disso, os custos unitários de fabricação cairiam quando existisse aumento de produção – em função do aumento da demanda.

Um case bem interessante é o da caneta Kilométrica (da Gillette), a qual decidiu entrar no mercado brasileiro a fim de competir com a líder de mercado (BIC) com preços bem inferiores. Durante décadas a BIC desfrutou da liderança incontestável nesse segmento e, após a entrada desse concorrente, – praticando a estratégia de Penetração – pela primeira vez um produto concorrente conseguiu alguma fatia desse mercado, estabilizando-se na vice-liderança.

Sky significa céu e uma Estratégia de Skimming estimula a entrada de um novo produto (ou serviço) num determinado mercado, utilizando-se de preços altos. Ou seja, começando por cima, visando atender apenas a determinadas classes sociais.

O principal objetivo dessa estratégia é alcançar uma alta rentabilidade inicial para a empresa, além de fixar a imagem do produto como sendo de prestígio. E ao longo do tempo os preços podem ser diminuídos, em função do aumento (ou do surgimento) de novos concorrentes.

Trata-se de uma estratégia muito usada para produtos inovadores com demandas bem acima do esperado e, embora os investimentos sejam elevados, isso será financiado pelas vendas iniciais a preços acima da média. Por outro lado, preços elevados auxiliam a criação de imagem de um “produto superior”.

No setor de informática, por exemplo, os avanços tecnológicos têm sido muito rápidos e por isso os produtos inovadores entram nesse mercado com preços elevados, pois sempre existirão consumidores ávidos pelas novidades. Isso ocorreu com os primeiros computadores 386, com os laptops e as impressoras a laser.

No Brasil, a Ford lançou o seu veículo Escort (1984) com o preço inicial ligeiramente superior ao do lançamento mundial da General Motors (o Monza) – e com isso ela conseguiu fixar uma imagem de carro sofisticado para o Escort, apesar de não possuir um motor adequado para veículos nessa categoria.

Sendo assim, pode-se dizer que para fixar preços de seus novos produtos (ou serviços) as empresas devem analisar especificamente cada segmento de mercado onde seus produtos atuarão, pois o ideal é que haja nichos adequados para cada nível de preço. O ideal é colocar cada produto numa fatia de preço pré-definida.

Julio Cesar S. Santos  |  Publicado em: 23/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Empresas Micromultinacionais



Você sabe o que é isso? Por mais que sua empresa seja pequena e você esteja pensando que nunca se tornará grande e que também, dificilmente conseguirá exportar ou ganhar reconhecimento fora de sua área de atuação, é importante conhecer como elas atuam.

As micromultinacionais são constituídas por pequenos negócios que não precisam investir intensamente em ativos – instalações de fabricação, canais de distribuição ou sistemas de logística – em todo o mundo.

Elas apenas utilizam os serviços prestados por empresas especializadas em transporte, logística e operações financeiras, a fim de que possam gerenciar as suas transações.

Tampouco precisam investir tempo, dinheiro e esforço gerencial para comercializar seus produtos e serviços.

Graças a Internet, as redes de consumidores são globais e a comunicação boca a boca, agora virtual, faz com que os negócios fluam em alta velocidade.

Como exemplo de micromultinacionais tem-se empresas de segmentos diversos tais como artesãos, fabricantes de cosméticos, chocolates, roupas de cama-mesa-banho que atuam no mercado global, vendendo seus produtos online a clientes de qualquer parte do mundo.

Essa nova forma de negócio, feito por essas pequenas empresas, só é possível porque outras empresas especialistas contribuem para facilitar a criação de redes de conveniências, interconectadas em todo o planeta, e fornecer uma poderosa base de competências global que permite que empresas pequenas e muitas vezes, carentes de recursos tenham acesso aos mercados mundiais.

Prof. Menegatti  |  Publicado em: 25/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 31 de julho de 2012

Coopere para Crescer! Mexa-se!



Você acha que funcionário fantasma é coisa de repartição pública?

Se você acha que funcionário fantasma é coisa só de repartição pública, está muito enganado. Acredite: o mundo corporativo, isto é, das empresas, também está cheio de assombrações!

Diferentemente dos fantasmas públicos, que penduram o paletó ou a bolsa na cadeira e recebem salário sem trabalhar, e esclareço aqui que não são todos, pois, tem muito servidor público que é um sucesso e um exemplo para a sociedade, mas em nosso país ainda é a menor turma!

Outro dia iniciei uma palestra num congresso público com mais de mil servidores e comecei falando assim: “O menino chamou o outro para brincar e disse”: - “Vamos brincar!” E o outro respondeu: - “Vamos, de quê?” E ele disse: - “De funcionário público”. E o outro respondeu novamente: - “E como é que é?” E ele então disse: - “Quem se mexer primeiro, perde!”.

Foi uma gargalhada geral, porém eu emendei: - “É essa a imagem que a sociedade brasileira tem de vocês”. Houve um silêncio com as pessoas concordando com a cabeça.

Então mostrei a capa da Revista Veja daquela semana que estampava o concurso público como sendo novamente um grande negócio e que o diferencial que se espera é a competência, o currículo, a atitude e a iniciativa para o trabalho.

Vamos a nossa colocação inicial: - Isso é coisa somente de empresa pública? Tem muito funcionário que na empresa privada cumpre horário, segue normas, obedece a chefes... O problema é que o trabalho deles não faz a menor diferença, não dá nenhuma visibilidade. Por isso é que os chamo de “fantasmas”.

Penso assim, como pode alguém querer ter ascensão na carreira se é “invisível” na organização? Não basta trabalhar direito e fazer o que esperam que você faça. De alguma forma você precisa se destacar fazer o seu trabalho aparecer. Não basta ser honesto, precisa parecer ser honesto, vender sua imagem.

Avalie nesse momento sobre a função que exerce, se ela não requer mais responsabilidades ou que você busque uma nova reciclagem, seja você um líder de empresa ou um servidor do serviço público. Conhecimento não ocupa espaço e atitude é o que faz a diferença. Aliás, conhecimento reduz incertezas.

Se assim mesmo seu trabalho não causa nenhum “flash”, nenhum impacto, nenhuma visibilidade, o que está esperando para sair daí?

Mude de vida, busque alternativas, o mundo precisa de pessoas criativas, cooperadoras, que usem suas atitudes a favor do conhecimento e das novas tecnologias.

Se você mudar, o mundo muda com você. Despeça-se do seu “antigo eu” e abrace uma nova maneira de ser. As oportunidades estão esperando você. Não ofereça desculpas ao mundo, ofereça ação!

Seja como for, mexa-se.

Pois parado você não ficará. Quem fica parado é poste. Ou você melhora ou piora. Lembre-se, a escolha é sua!

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!


Gilclér Regina  |  Publicado em: 19/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Carisma Profissional. Você Tem?



No livro “O Código da Inteligência e a Excelência Emocional” o autor Augusto Cury, define carisma como “a capacidade de encantar, envolver, surpreender, admirar, os outros e a si mesmo”.

Nos tempos de competição acirrada ter carisma profissional é saber exatamente como lidar com colegas de trabalho, parceiros de negócios, clientes, superiores, etc.

Então, desenvolver o carisma profissional significa saber vencer as barreiras da comunicação intra e interpessoal.  É não “bater” de frente com as outras pessoas.

É saber respeitar o outro como ele é.

É identificar a característica de cada interlocutor e saber conviver da melhor forma possível.

Quando estou realizando consultoria em alguma empresa, o que mais escuto dos funcionários é que a convivência está cada dia mais difícil.

Ao que eu respondo: mas o preço do sucesso, o lugar mais alto do pódio está reservado exatamente para aquele profissional que consegue vencer a barreira da comunicação usando de forma exemplar o seu carisma profissional.

O ser humano, como diz o autor Augusto Cury, no livro já citado: “Quem consegue decifrar o Código do Carisma, vive melhor, ama mais, curte mais a vida, supera o cárcere da rotina, rompe as tramas da mesmice.

Em outras palavras, para você ser um verdadeiro vencedor no sentido pleno da palavra, você deverá usar do seu carisma próprio, e assim novas portas se abrirão naturalmente, até porque, nos tempos de hoje, ninguém consegue mais conviver ou realizar trabalhos com pessoas antipáticas e de pouco acesso.

Pense nisso e reavalie como vai ser carisma pessoal e profissional.

Eugênio Sales Queiroz  |  Publicado em: 05/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

domingo, 29 de julho de 2012

A quantas anda o planejamento da sua carreira?



Assunto mais do que recorrente no início de todos os anos, o planejamento de carreiras costuma perder sua força com o passar do tempo. E os motivos para isso são muitos e já conhecidos por todos nós. Por isso, a pergunta que fica é: o que já conseguiu colocar em prática e o que falta para que suas ideias possam, finalmente, ser transformadas em realidade?

Desculpas como falta de tempo, urgências do dia a dia e situações inesperadas não podem ser empecilhos para a dedicação ao cumprimento dos objetivos planejados. Escolha o dia que for mais tranquilo no trabalho e dedique algum tempo à tarefa de revisar suas metas de acordo com os resultados alcançados até o momento.

Não tenha receio de fazer os ajustes necessários, mesmo que isso implique em prorrogar determinados projetos já para 2013.

Essa é uma alternativa interessante especialmente para quem se percebe desesperado com o acúmulo de pendências, o que pode ser explicado sem arrependimentos se tópicos, antes impensados, tiverem sido concluídos com sucesso. 

Outra alternativa para o replanejamento das atividades ainda não postas em prática é um pit-stop. Além de proporcionarem o descanso merecido para recarregar as baterias, os dias fora da empresa – mesmo que no meio das férias - representam uma ótima oportunidade para investir tempo e energia em temas que se mostraram truncados.

Um bom exemplo disso são os cursos de idiomas, que geralmente passam a ter turmas para módulos intensivos, capazes de acelerar o aprendizado e sanar o atraso. Participar de uma especialização no exterior também é uma boa pedida, pois, mais que ganhar experiência em temas específicos da sua área de atuação e aperfeiçoar a língua estrangeira, o contato com outra cultura poderá abrir as portas da percepção e trazer novos significados para sua existência.

Seja qual for o saldo parcial, saiba que ainda há muito tempo para se desenvolver e fazer sua carreira evoluir este ano. Caso perceba que está muito longe do estabelecido, crie estratégias para se lembrar com mais frequência das metas e já agende os próximos check-points, que podem ser mensais, inclusive.

Não aguarde mais pelo “Dia D” e entre em ação para fazer a diferença na sua vida.

Ou deixe para “reciclar” suas promessas de final de ano quando dezembro chegar.

Eduardo Shinyashiki  |  Publicado em: 26/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

sábado, 28 de julho de 2012

13 dicas de produtividade



Muito interessante o artigo de Marcos Gomes, com 13 dicas bem práticas de produtividade. Reproduzo abaixo as dicas com alguns comentários pessoais.

1. Não fico com Twitter e Messenger aberto.

Normalmente tenho eles na aba do navegador, caso alguém entre em contato, mas concordo, para tarefas mais específicas, fecho-os também.

2. Não deixo o email aberto o dia todo. Crio limites e olho apenas nos horários pré-estabelecidos.

Taí algo difícil. Estou sempre com meu email aberto. Contudo, minha tarefa é atender clientes na consultoria, realmente preciso estar com ele aberto. As questões que tenho para fazer não uso com email, uso com agenda.

3. Não uso email como lista de tarefas, e, principalmente, não uso estrelas (no Gmail) como tarefas. Email é comunicação, coisas a serem feitas precisam estar em outro ambiente, que possa ser acessado sem eu ver a inbox cheia de novas mensagens. Se vou ver o que tenho pra fazer e vejo uma mensagem do meu amigo cheio de links interessantes, perco o foco, deixo de fazer o que devia ser feito, começo a procrastinar, caos.

Com certeza, concordo. O vício do email é forte. Ter um aplicativo de tarefas ou uma agenda valoriza o tempo.

4. Mantenho a caixa de entrada de emails sempre vazia. Uso a técnica InboxZero. Sempre que abro a caixa de entrada devo tomar uma das atitudes abaixo com cada uma das mensagens, até a inbox ficar vazia:

delegar pra alguém,deletar,responder imediatamente se for urgente,colocar na pasta Responder depois,criar um item na lista de tarefas.

Uso muito esta tecnica também. Nada para depois. Fico nervoso se fica algum email pendente na minha caixa de entrada.

5. Não preciso responder todos os emails imediatamente, mas preciso esvaziar a caixa de entrada processando todas as mensagens, respondendo as urgências e colocando as demais para serem respondidas depois ou como tarefas na lista de tarefas externa.

Ainda não usei tarefas externas para responder emails, deixo-as na caixa de entrada. Mas, achei a dica útil.

6. Divido contextos e horas, pessoal e profissional. Me esforço pra ter disciplina: das 9 às 12, só olho coisas profissionais, das 12 às 14 resolvo as pessoais, depois profissionais novamente. Trocando o contexto do email e da lista de tarefas. Quando fecho a lista profissional, acabou, me concentro na lista pessoal.

Importante dividir isto, embora no dia a dia, seja difícil, pois nos atropelam coisas pessoais por vezes em horário normal.

7. Tenho inbox de tarefas de fácil acesso (que não dê trabalho de inserir itens) – no meu caso é um bloco de papel e o aplicativo Things para iPhone. Quando lembro de algo, coloco numa das caixas de entrada (bloco de papel ou iPhone), dependendo do que estiver mais à mão. Mais tarde eu organizo as coisas que coloquei na inbox num dos contextos (pessoal ou profissional).

Faço similar, mas sempre usando agenda como anotador de coisas a fazer.

8. Pra organizar os projetos uso o GTD (Getting Things Done), uma excelente metodologia descrita no livro A Arte de Fazer Acontecer.

Bem interessante.

9. Relaxo. Sim, é preciso relaxar e ter foco no que estou fazendo agora. Se estou escrevendo um texto e lembrei de olhar a cotação de uma TV nova, coloco isso na inbox (papel ou iPhone) e continuo no meu texto. Com o tempo vamos aprendendo a não deixar a mente desfocar.

Faço assim as vezes e por outras vezes mudo de foco e volto. Relaxar faz com que a mente tenha maior criatividade, muitas vezes.

10. Só coloco no calendário coisas que inadiavelmente precisam ser feitas naquele dia específico. Pagar o aluguel e comparecer à consulta médica são bons exemplos. Tarefas como Ligar no plano de saúde e marcar oftalmologista não precisam ser feitas num dia específico, ficam na lista de tarefas e serão feitas quando chegar a vez.

Meu receio da lista de tarefas neste sentido é deixar para depois, deixar para depois e ficar para depois. Na agenda, faço ou reagendo, mas sempre tenho a agenda como lembrete.

11. Lembro sempre que urgente é diferente de importante. Preciso resolver as urgências, mas preciso principalmente fazer as coisas importantes – são elas que pagam nossas contas, mudam nossa vida e nos trazem felicidade.

Com certeza. Relatórios são um bom exemplo.

12. Aprendi a exigir menos de mim mesmo e dizer mais Não. Pediram para eu escrever um post no BlogDoCarrão e estou atolado? Digo Não de maneira educada e sincera.

Dizer não ajuda mais que prejudica. Temos que ter tempo para coisas importantes e ter tempo significa que este tempo será bem empregado.

13. É preciso também ter consciência de que não vou fazer tudo. Resolvo as coisas importantes e relaxo com o resto. O objetivo é produzir mais em menos tempo, para poder trabalhar apenas no que gosto e curtir minha noiva mais horas por dia.

Foco profissional e pessoal. Quando encontramos equilíbrio nisto, temos muita felicidade.

As dicas vieram deste site.

Gustavo Rocha  |  Publicado em: 27/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Como negociar prioridades


Mais uma vez Christian Barbosa nos auxilia com dicas sobre como negociar prioridades para obtermos mais tempo.

Divido com vocês o artigo dele e teço meus comentários após.

5 formas de negociar prioridades

Seja com seu chefe, colega de trabalho ou cliente é importante ter clareza do que é prioritário de ser feito, caso contrário tudo vira urgente e você acaba se perdendo.

Na experiência que estou fazendo de acordar mais cedo, para aumentar o nível de resultado, é nítido nos comentários das pessoas que estão aderindo à experiência que eles conseguem melhorias, pois simplesmente nessa hora adicional eles focam em prioridades reais, sem ninguém atrapalhar.

Selecionei 5 formas de você negociar e estabelecer prioridades. Claro que o assunto não termina aqui, mas é bom começo.

1 – Tenha controle do seu dia

Não adianta querer priorizar se você não tiver um planejamento, são coisas ligadas, mas que acontecem em uma ordem. Primeiro eu preciso puxar da cabeça tudo que tenho para fazer, depois eu planejo isso nos próximos 3-5 dias e ai eu priorizo diariamente o que deve ser feito primeiro e depois. Se você não sabe o que deve fazer e ficar apenas recebendo e-mails ou lembranças te dando ordens do que fazer você não vai conseguir priorizar de forma eficaz.

2 – Antecipe ao máximo

Sempre que possível não espere a prioridade virar urgência para fazer. Quanto mais antecedência você tiver, mais flexibilidade terá na hora de definir o momento certo de execução. Adiar uma prioridade que tem prazo para um momento de melhor performance pessoal é super saudável, o problema é quando você tem de fazer a prioridade porque é o limite da entrega.

3 – Negocie prioridades antes de serem urgências

Se você sabe que algumas prioridades dependem de terceiros, não espere que eles lembrem da prioridade na ultima hora. Você não pode mudar o modo das pessoas se planejarem, mas o seu planejamento pode inferir na boa produtividade de toda a equipe. Pequenos e-mails de lembrete ou de oferecimento de ajuda ajudam a relembrar a tarefa.

4 – Negocie com seu chefe

Eu não aceito quando delego uma tarefa e a pessoa simplesmente retorna: "não dá pra fazer". Não dá por que? Quais as prioridades? É bem diferente quando eles chegam e falam: "eu estou com essas prioridades na semana, o que você acha que deve ser priorizado?". O líder tem de saber o que é prioritário, ele junto com você pode negociar as prioridades e os prazos. Haverá dias que vai precisar de "tempo extra", mas na maior parte dos casos deverá ser possível ajustar.

5 – Negocie com base no resultado

Se tiver dúvidas do que deve ser priorizado, eu sugiro "elevar" o questionamento para as metas, momento, visão ou missão da empresa. Precisa aumentar o faturamento? Priorize as atividades de faturamento. Precisa aumentar a qualidade de serviço? Priorize o atendimento ao cliente. Priorizar significa dar uma ordem de execução, não esquecer a atividade, por isso saber o momento certo de fazer se torna imprescindível nessa decisão.

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/blog/senhor-do-seu-tempo/2012/07/04/5-formas-de-negociar-prioridades

Em resumo, quando você for negociar com seu chefe tempo e prioridades, pense sempre no que outro lado quer e não apenas nas suas necessidades.

Quer dizer, se você está atarefado, isto não é um motivo suficiente. Para sê-lo aos olhos do seu chefe, mister que você demonstre os riscos de uma tarefa ter que esperar a outra ser feita, que apesar de todo seu esforço, há necessidade de mais pessoas envolvidas, enfim, justifique com razão para colher os resultados.

Para gerar tempo, precisa-se começar a fazer as prioridades. Para negociar prioridades, use as dicas acima.

Use seu tempo com sabedoria, afirma Christian Barbosa. Concordo.

Cada segundo pode fazer a diferença.

Gustavo Rocha  |  Publicado em: 18/07/2012, nosite: www.qualidadebrasil.com.br

quarta-feira, 25 de julho de 2012

As empresas, seus planos e o horizonte perdido




Especialistas em gestão no mundo todo dizem que nas empresas não faltam planos, mas determinação para colocá-los em prática e torná-los uma realidade.

A questão que merece ser debatida é: o que são planos, se compromissos não foram assumidos?

Podemos considerá-los exercícios de futurologia ou mesmo uma simples loteria.

Desenham-se sim, com frequência, três cenários: Situação esperada ou normal, uma melhor e outra pior, mas o que isso representa em termos práticos?

Essas projeções estão mais ligadas às respostas de mercado do que às ações que se possa desenvolver na empresas.

O melhor cenário não é desenhando em função de um trabalho de prospecção mais arrojado, mas de um momento econômico favorável.

Poucas empresas, nesse exercício de planejamento, delineiam para quem esperam vender, em que meses e quais volumes. As projeções são feitas na ordem macro.

Dessa forma, o sucesso ou fracasso estão mais ligados às respostas de mercado do que a ações coordenadas.

A economia num país ou mundial experimenta ondas de bons e maus momentos e as empresas precisam aprender a trabalhar com esse fator, tendo sempre o plano B para reação.

Os horizontes para uma empresa podem ser aqueles observados ou aqueles que são criados.

Empreendedorismo é a capacidade não só de aproveitar oportunidades, mas de criá-las. Esta segunda parte da  definição era a predileta de Akio Morita, um dos criadores da Sony.

Foi a visão do plano B que levou um grupo de jovens a desenvolver produtos que transformaram a Microsoft no que ela é hoje.

Gosto de ler biografias por encontrar histórias de muita luta, dedicação, dificuldades, mas vitórias.

Não consigo me lembrar de nenhuma onde o fracasso ou a derrota fossem atores principais. A derrota não faz história, no máximo é um ingrediente para tornar alguém um herói.

Muitas empresas abrem mão de um futuro promissor justamente por falta de compromisso de seus gestores com a sua criação.

Um amigo nos diz sempre, com muita razão, que nas organizações há ralos, por onde escoam idéias, energia, recursos, patrimônio e muita saúde.

Considere, por exemplo, que os lucros do primeiro trimestre do ano na sua empresa foram cinquenta por cento menores do que haviam sido planejados.  Que medidas corretivas ou  ações serão efetivamente  implementadas para recuperar essa perda?

É muito comum os gestores ficarem aguardando a reação do  mercado ou o resultado do próximo trimestre para agirem.

Poucas são as possibilidades de recuperação dos lucros, quando um semestre todo não atendeu as expectativas.

Nesse panorama, os gestores trabalham sob enorme pressão para evitar maiores perdas e não para construir o futuro.

Há situações mais críticas, quando, para superar o desconforto dos maus resultados, assume-se como meta o plano com o pior cenário.

Muitos planos formalizados são repetições dos resultados do ano anterior. No melhor cenário aumentam-se dez por cento e no pior  reduz-se, também, dez por cento as receitas, com alguns ajustes nas despesas.

Isso pode significar não apenas a perda de dez por cento das receitas, mas a entrada na zona do prejuízo.

Esta é uma situação inaceitável.  Formalizar e publicar um plano B ou C, com estas características, é reconhecer a incapacidade de reação da equipe.

Resta, nesse caso, apenas uma saída: Torcer para que não aconteça, pois já não há muito que falar de futuro, o horizonte está perdido.

Ivan Postigo  |  Publicado em: 19/07/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 24 de julho de 2012

Dicas de quem sabe aproveitar seu tempo com sucesso




Muito se fala de Gerenciamento de Tempo nos dias de hoje.
E cada vez mais parece impossível encontrar "tempo" para gerenciar o próprio tempo!
Por vezes, a motivação que nos falta é a de conhecer exemplos concretos de como uma definição correta das nossas prioridades de vida pode facilitar nosso sucesso e não falamos aqui apenas do sucesso financeiro.
Conheça dicas de algumas das figuras mais importantes do panorama corporativo internacional sobre como lidar com o difícil equilíbrio entre o Trabalho e a Qualidade de Vida:
  1. Mantenha uma Atitude Positiva (Andrew Carnegie)
"Existem poucas chances de sucesso quando o mau humor predomina"
Reserve tempo para se divertir, cultive o bom humor fazendo coisas que lhe façam rir, seja assistir a uma boa comédia ou sair com os amigos para soltar algumas boas gargalhadas.
  1. Cuidado com o Sucesso (Bill Gates, fundador da Microsoft)
"O sucesso é um péssimo professor. Ele seduz pessoas inteligentes a pensar que nunca irão falhar".
Reveja seus objetivos de vida.
O que é o Sucesso PARA VOCÊ?
Como medir o grau de felicidade em sua vida pessoal e profissional? E principalmente, qual o preço que você está disposto a pagar pelo sucesso?
  1. Faça pelo prazer de fazer (Donald Trump, CEO da Trump Organizations)
"Eu não faço as coisas pelo Dinheiro. Faço porque gosto de Fazer!"
Descubra o que realmente lhe dá prazer de fazer.
Invista seu tempo nisso e deixe de lado as tarefas e "obrigações" que se tornaram obstáculos neste percurso.
  1. Esteja atento às oportunidades (Warren Buffet, investidor)
"Eu faço as coisas quando a oportunidade se apresenta".
Para estar atento às oportunidades, você precisa estar focado no que acontece ao seu redor.
Não deixe que as suas tarefas e rotinas cotidianas o impeçam de acompanhar o que está acontecendo. Guarde tempo para manter-se informado e atualizado.
  1. Seja realista (Jack Welch, Ex-CEO da General Electric)
"Encare a realidade como ela é, não como ela foi ou como você gostaria que fosse".
"Sonhar é fundamental para alcançar o sucesso, mas precisamos reconhecer a realidade como ela é!"
Principalmente em um mundo onde os acontecimentos se sucedem a um ritmo alucinante.
Conselhos válidos de grandes personalidades...
Porém, o mais interessante é que todos têm algo muito simples em comum: enfatizam a importância da sua capacidade de definir prioridades e assim dar o devido valor ao que realmente merece sua dedicação.
Aproveitar bem o tempo é não desperdiçá-lo.
Não é resolver mais. É resolver melhor: situações, rotinas, problemas e tarefas que não requerem realmente o seu envolvimento direto.
É claro que há ferramentas modernas como a Telefonia Celular, a Internet e os Assistentes Virtuais.
No entanto o ingrediente principal é a sua capacidade de decidir o que realmente importa e assim, revolucionar a maneira como você aproveita o seu tempo.
Por Alexandre Borin – Diretor Executivo
Publicado no Boletim SAESP n° 12

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Falha Humana (2/2)

 - continuação -


Também há questões sociais, econômicas e tecnológicas envolvidas. Em nossa sociedade – principalmente o Brasil – a formação escolar do indivíduo é calamitosa por uma série de razões e isso ocasiona um baixíssimo rendimento escolar e cultural. O aluno pensa que está “tudo bem” em apenas tirar a nota mínima para passar de ano ou que o importante é ganhar grana ou se livrar logo da escola. Mas, quando chega à idade madura, percebe que não tem as competências e qualificações necessárias para cargos melhores e sua sobrevivência fica difícil, pois os modismos de sua tribo agora são motivo de segregação.

Como não há estímulos oficiais a uma educação de maior qualidade (por exemplo, quem teve aulas de liderança, ética ou análise crítica de riscos?) e a educação é falha por políticas oficiais retrógradas, salários baixos dos docentes e falta de estímulo à pesquisa, esta situação não muda e as pessoas tem grande déficit de competências e assim caminha a inanidade.

Outro ponto importante é que a plataforma tecnológica atual nos permite gerar mais informação do que somos capazes de assimilar ou compreender, então vivemos uma fragmentação. Cada um está no seu “quadrado” e não tem condições de entender o quadro geral.

Isto é perigoso. Geramos hoje, aproximadamente 9,57 zettabytes, que podem ser convertidos em mais de 10 milhões de terabytes de informação anualmente. É impossível acompanhar a velocidade das mudanças. Isso causa angústia e inconformismo, pois já não mais sabemos como funcionam as coisas. Mas é possível sermos humildes e nos dedicarmos a fazer nosso melhor, em áreas de especialidade e desenvolvermos resiliência e nexialismo.

Mas, qual seria o impacto desses erros nas organizações? Muito grande. Creio que mais de 25% das perdas totais de uma empresa se dá por conta de erros. Mas, aqui um alerta é importante: o erro não pode ser considerado “algo que deveria ter sido feito de outra forma”, mas sim, toda a cadeia de processos e ações que envolve o “antes e depois” do erro.

Muitas vezes o erro é apenas resultado de uma gestão ineficiente, de uma liderança incompetente, de uma ferramenta inadequada, da ausência de treinamento, de operações arriscadas com máquinas, de má administração ou retaliações dos colaboradores. Assim, o erro é apenas uma constante final e não a causa geradora de prejuízo. Mormente, as organizações não gostam de ouvir seus erros, mas deveriam se mirar no exemplo da Johnson’s [_e_] Johnson’s cujo antigo lema era: O erro é nossa melhor matéria prima.

Daí uma outra questão: O nível de escolaridade influencia nos erros das pessoas? Provavelmente sim. Quanto menos conhecimento a pessoa tem, mais é propensa a achar que “não tem problema agir assim ou assado”. A indiferenciação é prova de ignorância. Se sua empregada não tem carpete de madeira em casa, pode achar natural limpar o chão com palha de aço e removedor de tinta. Quando você reclama do estrago, ela pode dizer: – Mas, porque não pode?

Da mesma forma, quanto menos a pessoa é escolarizada, menor a qualidade de suas reações à pressão e ao conflito. No entanto, esta não é uma regra universal. Há especialistas que erram muito e tem ótima formação. No entanto, o erro neste caso seria seletiva e qualitativamente diferente. Nunca seria um erro técnico primário, talvez, um erro de avaliação ou similar. Quem sabe um erro por excesso de ego, mas o de baixa escolaridade também pode ser arrogante e vaidoso. Além disso a estupidez não escolhe classe social. A questão é complexa e não permite generalizações descuidadas ou simplistas.

Finalmente, temos outra questão: – Porque as pessoas erram se fazem há 10 ou 15 anos a mesma função e conhecem bem suas atividades? Talvez seja por isso mesmo! Porque estão certas que sabem tudo ou se acostumaram a testar os limites de segurança. Uma hora o fator K aparece e ocorrem erros e acidentes. Outro ponto a se considerar é que depois de anos fazendo a mesma função, cria-se agrado ou rejeição por algumas delas. As últimas são feitas com maior descuido, automaticamente. Mas, aqui também não é possível generalizar, pois temos questões ocupacionais e de sobrecarga de tarefas, numa sociedade que exige cada vez mais produtividade em menos tempo.

O que importa, nestes e em outros casos é a atitude. Frente ao erro, não cabe a discussão da culpa, do remorso ou do medo do castigo, mas buscar o caminho da resolução. Quando se erra, e se descobre o erro, a próxima pergunta é: O que fazer para corrigir? Como evitar que isso ocorra no futuro? Como aprender a melhorar?

Como dizia Sócrates, o conhecimento (que elimina o erro) se inicia pela admissão da ignorância!

Publicado em 17.07.2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br, por Prof. Luiz Sérgio Lico